Once Upon A Time: Old Habits
4 Promessas
Notas iniciais
Essa é a hora que Jefferson entra no labirinto, o que será que ele encontrou por lá?
Boa Leitura :D
O labirinto é a coisa mais estranha que já vi, se bem que neste lugar onde estou tudo é muito esquisito pra mim, mais um elemento bizarro na lista de esquisitices do mundo novo. Entro e não gosto da sensação, me sinto perdido, nunca gostei de me sentir assim. Mas o labirinto parecia ser a única saída naquele momento, e tem algo nele, algo que me chama, não sei dizer bem o que. São altos muros de plantas muito bem aparadas, algumas vezes vejo flores, frutas e outras maravilhas que a natureza proporciona. Viro à esquerda, viro à direita, e vou assim me embrenhando nesses complexos corredores arbóreos. Vejo ossos no chão, mas o cheiro no ar é de chocolate, ouço gritos angustiantes ao longe, mas ao mesmo tempo toca uma melodia calma, temperada com vários instrumentos de cordas e sopros, envolvente. Olho para cima e o sol está a pino, mas em certos locais onde os gritos são mais audíveis, as plantas ficam mais escuras e o clima mais frio, escuro, sombrio, é como se o labirinto captasse meu medo e transformasse isso na paisagem. Começo a pensar em coisas boas, meus conhecidos cogumelos, árvores frutíferas em um campo, para ver se a paisagem melhora...
- Ei! – Diz uma voz.
Viro me para todos os lados possíveis, mas ao que parece estou sozinho. Seria aquele gato novamente?
- Atrás de você! Olhe para mim!
Quando vejo quem está falando comigo é uma flor, uma rosa gigante, vermelho vivo e com um rosto bonito, híbrido de humano e flor, com várias outras flores parecidas ao redor, mas menores. Fico espantado com a habilidade da flor, como se aturar gatos flutuantes, lagartas enfezadas e caminhos que somem não fosse o suficiente, agora a flora local fala também!
- Não fique tão surpreso, você não é o único.
- N-não? – Digo espantado.
- Não. De onde acha que vem esses ossos e gritos? Mortos ou loucos, há muitas outras pessoas que acabam aqui nesse labirinto, uma vez dentro, não tem como sair.
- Como assim?! Não, não, isso não pode estar acontecendo, não tem nenhum jeito de eu sair daqui? eu tenho que voltar para a minha casa, não pos...
- Eu sei o caminho.
- Então por favor, me diga.
- Não posso responder assim, a quem não tem nada de valor para mim.
- Como?
- Sou uma planta! Fadada a ficar parada desde meu nascimento até minha morte. Mesmo falando, cantando e pregando peças nos transeuntes, não é uma vida muito boa, não posso sair para conhecer o mundo, não sei como é fora desse labirinto. – Me sinto mal pela planta, mas preciso sair deste lugar, antes que eu acabe maluco, ou pior ainda, morto!
- E se eu arrumar um jeito de você conseguir sair daí para dar a volta ao mundo?
- E como você faria isso?
- Eu sou um feiticeiro muito poderoso e posso conseguir em algum tempo um encantamento para sanar os problemas que lhe afligem.
- Se você é tão poderoso, por que não sai daqui sozinho?
- Pois esse mundo não está nos meus domínios, mas se me ajudar a chegar ao outro... Só preciso sair do labirinto e chegar ao portal do chapéu.
- Que chapéu?
- Você pergunta demais para alguém ansiando por liberdade, apenas diga-me como fazer para sair daqui e eu lhe ajudarei.
- A liberdade não é tão simples quanto parece, queridinho. Eu não nasci ontem, já fui enganada. Quero a sua promessa, me dê a sua palavra, Sr...
- Jefferson.
- Muito bem Sr. Jefferson, me dê sua palavra que conseguirá um jeito de me tirar daqui, me prometa a liberdade que eu lhe ajudo a escapar daqui antes que o Minotauro apareça.
- Minotauro?
- As coisas que aparecem por aqui são bem piores.
- Piores?? Como assim, o que se esconde nesse labirinto?
- Você pergunta demais para alguém ansiando por liberdade...
- Ok, ok, eu arrumarei um jeito de te tirar daí e levar-lhe a outro mundo.
- Venha cá.
A planta me faz chegar mais perto e vejo um de seus ramos se mexerem, ela me arranha com seus espinhos bem na região do ombro, rasgando a minha já surrada blusa.
- Pronto, agora você prometeu realmente. Promessa é dívida!
- Tudo bem, minha parte no trato será cumprida – Não sei como, mas será – agora me diga como sair daqui, me guie!
- Como uma Rosa dos Ventos, pois bem. Você deve seguir pelo caminho das folhas vermelhas, nossa Rainha aprecia muito essa cor. Se você ver uma folha vermelha no meio das verdes está no caminho certo, continue assim até achar o caminho por onde entrou.
- Muito obrigado.
- Se cumprir sua parte, eu mesma agradecerei. Agora vá! Eu esperarei.
Saio correndo atrás das folhas vermelhas, vejo uma, viro à esquerda, vejo outra, à esquerda novamente, divide-se em três caminhos, mas a vermelha está no meio, sigo e vou assim até achar a saída e ver o portal ao longe. Não sei se conseguirei cumprir a promessa que fiz à Rosa, mas a planta deve ser venenosa, meu ombro está um pouco dolorido. Corro até o portal e o atravesso, lembrando a regra de “O mesmo número que vai é o mesmo número que deve voltar”. Atravesso o espelho e estou dentro do chapéu novamente, com todas as portas à disposição, mas será que esses outros mundos são piores que o que acabara de visitar? Só há uma maneira de descobrir.
Notas finais
E aí, será que Jefferson cumprirá a promessa? E pra onde ele irá agora?
Surpresas mil no próximo capítulo de Once Upon a Time - Old Habits :)
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