Once Upon A Time In Wild West...

27 The Council of Storybrooke


Notas iniciais
E ai eu passo 87 anos rolando página por página dos comentários pra agradecer todo mundo que contribuiu para os 200 da fic... E o Nyah tem um limite de caracteres pras notas iniciais e cortou a anterior na metade 8''D E eu voltei da casa da minha mãe e perdi o papelzinho que eu tinha anotado kkk Mas eu vou achar gente, ta aqui em algum lugar na minha bagunça estrategicamente organizada u_u O importante é que eu revi todos os comentários lindos de vocês e logo vou agradecer devidamente rsrs Bom, um monte de gente nova comentou no último cap e eu fiquei tãaaao feliz *_* A Dreaming voltou, para noooooossa alegria kkk Ah! E ela salvou o meu dia ao notar que o Nyah não reconhece os caracteres dentro de e por isso alguns diálogos foram cortados no cap 25 gente.. Acho que ficaram meio perdidos sem eles, mas voltem lá rapidinho pra darem um olhada, é bem nas falas iniciais XD Obrigada Dreaming! ^^ Agora, respondendo as perguntas de vocês, pessoas do Brasil todo rsrs Tenho 19 anos, moro agora em Minas Gerais. A faculdade acaba comigo nos dias de semana - e nos finais também - mas faço o que gosto, então tem valido a pena rsrs Sou apaixonada por livros desde bebê e escrever tem se tornado uma experiência muuuuito apaixonante, principalmente quando recebo os incentivos de vocês! Sou apaixonada por cavalos, mapas, comics - e muitas outras esquisitices - e confesso que meu maior vicio é Senhor dos Anéis rsrs Shippo SQ desde o episódio um da 1 temporada e sinceramente, acho o Adam e o Ed muito doidos de não verem o quão canon é esse ship u_u Faz favor né.. Então por hoje é isso pessoinhas, se quiserem perguntar alguma coisa sobre a minha vida não tão louca, fiquem a vontade! Capítulo novinho pra vocês! Espero que gostem! (Esse aqui eu dedico pra Larissa, que disse que o anterior foi muito curtinho 8D abraços o/ rsrs) p.s. Heey There, to esperando cap na sua fic minha filha u_u Não me mate mais com a demora kkk

Emma trocava de roupa em seu quarto na estalagem. Após cuidar de alguns arranhões pelo corpo, a Ranger já se sentia pronta pra mais uma. Carter estava sentado em uma cadeira, de costas para ela. O homem limpava o cano de sua arma enquanto ouvia os relatos da parceira. Emma colocou-o a par de tudo o que aconteceu durante seu tempo de estadia em Storybrooke. Os ataques, o caso dos xerifes, Gold, e os detalhes sobre a noite anterior.

— É... Acho que temos um abacaxi pra descascar aqui... — ele comentou.

— Dos grandes.

Emma terminou de abotoar a camisa.

— Pode se virar. — continuou.

Carter ajeitou a cadeira numa nova posição.

— Nem sei pra que tanto drama, não é como se nunca tivéssemos passado por isso.. — Emma comentou rindo.

Quando se passa meses na estrada, privacidade não é uma das regalias da lista. E além disso, a Ranger confiava naquele homem com a própria vida.

— Fazer o que, eu sou um cavalheiro. — ele sorriu — E o que pretende fazer sobre o garoto?

— Como assim o que eu pretendo fazer? Eu não vou fazer nada. Regina é a mãe dele, sempre foi... E sempre vai ser. — ela deu de ombros — Não foi pra isso que eu pedi a confirmação.

— Então não pretende ficar com ele?

— Carter, eu perdi esse direito dez anos atrás... — a voz da loira era triste, mas sincera — De qualquer forma, não sou do tipo que cuida de crianças...

— Cuidou de mim todo esse tempo... — ele deu de ombros, rindo.

— Isso é verdade! — ela acertou o amigo com uma almofada — Vamos.

Caminharam até a saída do cômodo.

— Quer dizer então que a prefeita é.. Solteira? — Carter girou a maçaneta, abrindo a porta para que a loira passasse primeiro.

— Nem pense nisso! — ela socou o ombro do amigo.

A gargalhada do homem preencheu o vazio da estalagem e por um segundo Emma esqueceu-se dos problemas que tinham pela frente. Por mais que a situação estivesse ruim, a sintonia entre os dois parceiros nunca se abalava. E o bom humor de Carter era uma coisa muito bem vinda no momento. Isso e sua mira infalível.

— Ta certo, loira... — ele atrapalhou o cabelo da Ranger, como sempre costumava fazer — Já entendi a mensagem.

Eles desceram as escadas em silêncio.

— E essa tal de Ruby? — ele soltou de repente.

Emma riu e balançou a cabeça, inconformada.

— Cala a boca, Don Juan.

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Regina também havia se trocado, e com a ajuda de Jack, todos os membros do Conselho de Storybrooke estavam recebendo suas intimações para a reunião. Os Nolan haviam oferecido ajuda para cuidar de Henry. Os dois fazendeiros não eram as pessoas que mais agradavam à prefeita, mas ela sabia que o filho ficaria bem com a professorinha. Mary Margaret ficaria com o garoto até que a situação tomasse um rumo.

— Você vai ficar bem... Logo te busco, meu amor. — ela abraçou o menino. Seu coração de mãe doía por ter de deixa-lo tão depressa, mas sabia que era a melhor opção. Até porque, se houvesse outro ataque à mansão, ele estaria protegido na fazenda Encantada.

Henry apertou-se contra a mãe.

— Sei que sim... Te amo, mãe. — ele beijou sua bochecha.

Regina fez força para não derramar algumas lágrimas. Assentiu com a cabeça e David deu a mão para o garoto. Ela observou os dois caminharem colina abaixo até que não mais os visse. O fazendeiro deixaria Henry sobre os cuidados da esposa e logo depois retornaria para tomar seu lugar na reunião. Três dos irmãos Sevent e dois dos guardas da prefeita foram designados para a proteção da fazenda, mas nenhum deles realmente apostava num novo ataque tão recentemente.

Com um último suspiro, ela virou-se e adentrou a mansão.

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Um a um os convocados iam chegando à mansão. Eles haviam optado por um local mais privado e com alguma segurança extra para sediar a reunião, por isso a sala de conferências da prefeitura havia sido trocada pelo escritório da Mansão Mills. Todos já estavam reunidos ali, esperando apenas pela última convocada.

Emma e Carter subiam a estrada das colinas.

— Então você acha que não foi ele? — Carter perguntou.

— Sabe, no começo aquele sujeito até me pareceu um candidato e tanto para o posto.. Mas não, não acho que tenha sido ele... Desta vez. — completou — Parece.._

— Óbvio demais. — ele concluiu.

— Exatamente. E além do mais, Gold não ganha nada tirando Regina da prefeitura. Pelo contrário, ele parece se aproveitar de algumas regalias com o comando firme da prefeita.

— Sente o cheiro de armação?

— Fedendo como uma ferida exposta ao sol, meu caro...

— Então é melhor corrermos, antes que os urubus comecem a aparecer.. — Carter ajeitou o chapéu.

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Emma ocupou a última cadeira vaga no Conselho de Storybrooke. Carter sentou-se mais ao fundo, acompanharia a reunião dali. O restante, dividia-se organizadamente ao longo da grande mesa de madeira no escritório da mansão. Regina ocupava a cabeceira e Gold, o banqueiro, seu lado direito. Do lado oposto, estava David, como proprietário da maior fazenda de Storybrooke. Seguia-se depois Granny, a dona do Saloon e da estalagem da cidade; Archie Cricket, comerciante e psicólogo nas horas vagas; e por último, a Madre Superiora. Aquela era a única cara nova por ali, para Emma. Com toda correria que vinha tendo, ela percebeu que nem nunca tinha reparado muito bem na igreja da cidade. O fato de localizar-se próxima à escolinha era a única coisa de que se recordava.

— Xerife... — Regina cumprimentou com um leve aceno de cabeça.

— Madam Mayor... — e com esse educado e breve consentimento, deu-se início a reunião.

— Acho que todos sabem o motivo de estarmos aqui... — a prefeita começou — Essa questão já chegou longe demais.

Alguns integrantes apenas concordaram com a cabeça, mas em total silêncio. Nenhum deles ousava proferir uma palavra sequer e o ar parecia comprimir-se cada vez mais no interior do cômodo. A imagem de Gold contribuía para esse último detalhe, como em todas as outras reuniões passadas daquele Conselho. Mas neste dia em particular, algo parecia fora do normal. Não que o semblante do banqueiro pudesse ser menos ameaçador, mas seus olhos pareciam lutar para ocultar um brilho diferente. Emma não deixou o detalhe escapar. Seria... Medo? Ela ainda não tinha certeza. Mas aquela era a melhor hora para descobrir.

— O fato é — a xerife tentou interromper a prefeita da forma mais educada possível.

Emma queria ser mais direta, não podiam se dar ao luxo de perder mais tempo. Ela procurou o olhar de Regina, como que tentando ver se estava encrencada por ter tomado aquela decisão. Para sua surpresa, a morena não parecia zangada. Muito. Sendo assim ela prosseguiu.

— ... que esses ataques parecem ter mais por trás do que imaginávamos.

Os integrantes da mesa remexeram-se, incomodados com a ideia do que poderia estar por vir. Gold olhou-a com certo interesse.

— Como assim? — Archie perguntou.

— Gostaria de ter tido mais tempo para investigar o caso, mas acho que teremos de partir para a medida drástica. — continuou — Há poucos dias, uma teoria passou pela minha cabeça, mas não pude averiguar... Acho que chegou a hora, e tenho apenas uma pergunta a fazer antes de formular essa hipótese...

O olhar da loira correu por toda extensão da mesa de madeira, pousando de forma nada sutil no integrante que ocupava o lado direito da prefeita. A reação que o homem esboçou durou no máximo alguns décimos de segundo, mas para uma especialista como a Ranger, aquilo bastava. Gold foi pego de surpresa.

— Você tem alguma coisa a ver com isso? — ela foi bem direta.

O silêncio não podia ser maior. Ninguém esperava aquilo. Até Carter remexeu-se de leve em sua cadeira, um pouco surpreso com a atitude da loira. Mas ele a conhecia muito bem. Sabia o que estava por vir depois daquilo. Gold, por outro lado, endireitou-se. Empertigando toda sua estatura, parecia querer passar uma imagem mais imponente. Praticamente ninguém já havia se dirigido a ele da mesma forma.

— Perdão, Miss Swan? — ele tombou levemente a cabeça.

— Tem ou não? — Emma não deixou-se abalar.

O pessoal se entreolhava, sem saber o que esperar. Até Regina parecia surpresa. Percebendo que a loira não recuaria, o banqueiro viu-se obrigado a responder o interrogatório. Um não, seco e direto, foi sua única resposta.

— Muito bem. — Emma mudou de tom, como se nada daquilo tivesse acontecido.

O sentimento a reinar sobre a sala passou de surpresa a desentendimento num segundo.

— Espera... — Gold franziu a testa, confuso pela situação, e ainda mais por estar questionando o fato da xerife não ter nem rebatido sua declaração de inocência — Não vai nem...?

O banqueiro não soube como terminar a frase.

— Não. — ela respondeu, calmamente — Eu já nem suspeitava mais de você, só precisava de uma confirmação.

— Mas.. — Regina interferiu, totalmente confusa pelo fato da loira aceitar um simples "não" do banqueiro como verdade absoluta.

— Eu não precisava de um interrogatório. Apenas queria ver sua reação, quando me dissesse na frente de todos.

Aquilo ainda não explicava a dúvida geral. Carter sorriu discretamente ao fundo. Tirando a própria xerife, ele era a única pessoa não confusa ali.

— Eu não sei como acontece, mas... Sempre sei quando as pessoas estão mentido. E você, Mr Gold, não estava. — ela explicou — Vamos chamar isso de um... Super-poder.

Regina ainda parecia desconfiada, mas já havia aprendido a não questionar os métodos eficazes da loira. Por mais que eles parecessem duvidosos, haviam salvado seu pescoço mais de uma vez.

Gold não sabia se deveria sentir-se agradecido por ter sua inocência aceita, ou irritado com a pretensão da xerife em desafiá-lo daquela forma. Devido à situação atual, decidiu ficar com a primeira opção.

— O que volta a tornar tudo mais complicado... — Emma continuou — Se não era mesmo o Gold... — ela fez uma pausa para pensar — Então realmente temos um grande problema.

— O que quer dizer? Sabe quem é? — David perguntou.

— Não. Mas acho que vocês devam saber. — ela acenou com a cabeça, em direção à cabeceira oposta da mesa.

Regina quase sentiu o ar faltar ao ver que a xerife apontava para ela também.

— Não era o banqueiro. Mas queriam que pensássemos que fosse. — Emma retomou a fala, antes que acabasse causando um mal entendido — Os capangas de negro foram um começo, mas eu vi que a coisa estava realmente séria ao encontrar aquele distintivo... E ao perceber que não eram os Bones, como havia imaginado, então só tinha uma razão para tudo aquilo: quem quer que tenha começado esse ataques, estava querendo incriminar Gold.

O silêncio anterior voltou a reinar, mas desta vez todos refletiam sobre as novas conclusões da xerife.

— E creio que o alvo escolhido para isso, não seja aleatório... Acho que não está no meio disso só por ser a prefeita de Storybrooke, Regina...

Emma sentiu-se enrubescer no exato segundo em que terminou sua frase. Sem querer, acabara dirigindo-se à prefeita em primeiro nome... E na frente do conselho todo.

— O que quer dizer? — Regina continuou rapidamente, tentando não dar tempo para interpretações alheias.

Mas um breve olhar foi trocado entre ela e a loira antes disso. E se Emma não conhecesse o temperamento da morena, diria até que ela tinha escondido um sorriso por aquilo.

— Acho que te escolheram como alvo.. — ela tentou prosseguir, como se nada tivesse acontecido — Porque também era um alvo.

— Seja mais específica, Swan... — a prefeita arqueou uma sobrancelha, como costumava fazer.

— Vingança. Acho que está no meio, não por ser um bode expiatório. Acho que também queriam te atingir. — concluiu.

Granny não conseguiu evitar um suspiro de surpresa. A Madre Superiora, a qual Emma nem sabia o nome, parecia horrorizada com tudo aquilo.

— Quem poderia ter algo contra vocês? — Emma continuou.

David quase riu. Gold colecionava inimigos praticamente em cada esquina e... Bom... Regina não vinha sendo lá a prefeita mais popular e amada do Oeste. E ironicamente confirmando isso, a morena lançou-lhe um olhar de congelar qualquer ser humano. O fazendeiro, endireitou-se e abaixou a cabeça.

— Quero dizer.. — Emma pareceu entender o dilema — Contra os dois. Ao mesmo tempo. Tem que ter sido algo forte, marcante...

Todos pareceram pensar. Emma fitava cada detalhe das expressões com o olhar atento, e acabou detendo-se em Gold novamente. O banqueiro também parecia imerso em pensamentos, mas era como se fizesse aquilo pela milésima vez.

— Sabia que estavam armando pra você, não sabia?

Mais uma vez pego de calças curtas, o banqueiro dirigiu o olhar para o extremo oposto da mesa.

— Está me acusando novamente, Miss Swan?

— Não. Estou perguntando, honestamente.

Gold suspirou e acabou se rendendo. Sabia que aquilo precisava ter um fim, afinal, era algo que lhe atingia diretamente.

— As coisas estavam estranhas, Swan. — ele admitiu, por fim — O que começou com o assassinato de xerifes, tomou um rumo um tanto duvidoso... Lembre-se de que não veio parar aqui à toa.

É claro que ela lembrava. Fora o próprio banqueiro que havia chamado a Ranger ali... Mas agora as coisas pareciam fazer muito mais sentido.

— E por que não disse nada desde o começo? — perguntou.

— E como eu ia saber desse seu "super-poder"? Não costumo correr riscos, Swan...

Emma quase riu. Apesar de todos os defeitos em seu caráter, o banqueiro sabia sair de situações apertadas como ninguém.

— Mas já está correndo. Então eu sugiro que se esforcem mais e pensem: quem poderia querer uma coisa assim? É óbvio que o mandante quer vingança contra vocês... Mas o fato de querer incriminar o banqueiro.. — ela ia pensando, juntando os pontos e falando em voz alta, como se aquilo a ajudasse a amarrar melhor os fatos — Ele quer vingança, Gold. Mas não quer apenas matá-lo... Quer que sofra bastante com isso, quer que perca tudo o que da mais valor.

O banqueiro vinha sendo atormentado por aquele fantasma há muito tempo, mas nunca tinha conseguido chegar a uma conclusão tão clara como essa.

— Agora, quem poderia querer uma coisa dessas? — ela voltou-se para a prefeita.

Regina estava se matando à procura de uma resposta, mas esta parecia não vir. Ela não era a figurinha preferida da cidade, sabia disso muito bem... Mas nenhuma de suas inimizades parecia comportar tal agressão. A não ser... Um calafrio percorreu-lhe o corpo quando aquela possibilidade surgiu em sua mente.

— Não.. Não pode ser...

— O quê? Lembrou-se de algo??

A prefeita espantou-se com a pergunta da loira. Não tinha visto que seus pensamentos haviam saído um tanto.. Altos demais.

— Nada. É impossível. — ela tentou corrigir.

Emma não amenizou a intensidade do olhar. Regina suspirou.

— Está morto. — ela usou um tom firme, como se tentasse convencer a si própria — Há muitos anos.

Gold voltou-se para ela, entendendo de quem se tratava. Emma sentiu um nó no estômago. Nunca tinha visto o banqueiro com tal expressão de pavor.

— Isso é ridículo, não tem como ser... — ele retrucou.

E de repente, todos pareceram entender o mencionado. A mesma expressão de medo cruzou os olhos silenciosos de todos os membros do conselho.

— Acho que depois de tudo, nunca é tarde para se acreditar em fantasmas... — disse a xerife — Quem? — ela perguntou uma última vez.

— Killian Jones. — foi Regina quem decidiu falar — É uma longa história.

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— O pirata do deserto?? — Emma estava incrédula. Mesmo depois de tudo, ela ainda conseguiu se surpreender.

Após uma brevíssima descrição do sujeito, passando os fatos bem por cima, a loira tinha quase certeza de que estavam se referindo ao mesmo homem.

— Você o conhece?? — Regina nem sabia mais o que pensar.

Emma lançou um rápido olhar à Carter. Com um leve aceno de cabeça ele concordou, mas sua expressão não era sorridente desta vez. Alguns Rangers conhecidos haviam perseguido aquele malfeitor por três anos seguidos, até que os rastros pareciam ter sumido por completo. Quatro anos se passaram desde então e desaparecido ou morto, o fato é que o bandido tinha caído no esquecimento. O entra e sai de rostos estampados nos cartazes de recompensa era muito intenso e eles não podiam se dar ao luxo de prender-se a uma só pessoa por muito tempo.

Por mais que parecesse difícil de acreditar, Emma sentia no fundo que estavam lidando com o pirata adormecido.

— Outros o conhecem simplesmente por Hook.. — a loira comentou.

— Mas ele foi dado como morto... — Gold parecia querer negar com todas as forças que aquilo fosse verdade.

— Na verdade... — Regina interrompeu. Seu olhar estava distante, como se refletisse profundamente sobre as possibilidades — Encontramos um corpo carbonizado, Gold... Não temos confirmação do cadáver.

— O que vamos fazer?? — Granny quase gaguejou.

Os membros do Conselho, desesperados, começaram a discutir e formular hipóteses. Emma e Carter trocaram novos olhares. Quando mais descobriam sobre o caso, mais complicado ele parecia ficar.

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Com mais algum tempo de discussão, o palpite unânime acabou por ser aquele mesmo. Na verdade, fosse Hook ou não, Emma sentia que o que se aproximava seria avassalador. O mais complicado era a localização de Storybrooke. Completamente fora das rotas principais, não havia tempo para chegada de reforços dos Rangers. Eles estavam por conta própria. Acertaram alguns pontos, e todos os homens capazes de lutar seriam convocados para a guarda da cidade, incluindo os Bones. Emma previa que o ataque ainda não aconteceria dentro de dois ou três dias, mas de qualquer forma tomariam as precauções imediatamente.

A reunião havia terminado. David voltaria para a fazenda e iniciaria alguns preparativos. Archie disponibilizaria tudo o que pudesse ser útil de sua loja. Granny retornaria e organizaria uma reunião com os homens no Saloon. A Madre Superiora, bom... Não faria muito além de rezar, mas de qualquer forma, ajudaria a espalhar a notícia. Os Rangers tinham muito o que aprontar, e já estavam de retirada. Gold ficou discutindo alguns pontos mais com a prefeita, mas antes que a loira se retirasse do cômodo, Regina lançou-lhe um olhar discreto, enquanto fingia prestar atenção ao que o homem falava.

As tranquilas íris esmeralda de sempre exibiam agora uma preocupação cada vez mais eminente, mas a loira esforçou-se ao máximo para transmitir segurança à mulher. E por enquanto aquilo bastou. Regina sabia que a Ranger correria contra o mundo para tirá-los daquela enrascada.

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Os dois percorriam agora o mesmo caminho que haviam tomado horas atrás, mas o sol forte que antes castigava suas cabeças, havia sido substituído por um tênue crepúsculo de final de tarde. O vento soprava fresco, mas trazia presságios ruins do que estava por vir. A estrada parecia bem mais agradável na descida, mas nenhum dos Rangers pareceu apreciar aqueles detalhes sutis.

— Acha mesmo que é ele? — Carter quebrou o silêncio.

Emma deixou os olhos vagarem pela extensão de terra a frente até pousar nas pequenas construções da cidade abaixo.

— É provável... — ela suspirou — Acho que as coisas estão piores do que eu imaginava...

— Hey — ele pousou a mão de forma confortante no ombro da loira. Hook era um abacaxi e tanto e ao título de pirata do deserto ele realmente fazia jus. Mas não era o pior que já haviam enfrentado. Talvez a falta de recursos e tempo tornasse aquela situação um tanto desanimadora, mas ele nunca havia visto a amiga tão abatida diante de um confronto — Que foi?

Emma olhou-o de relance, mas não disse nada. Apenas continuaram a caminhar ladeira abaixo.

— Vai ficar tudo bem, loira... — ele tentou acalmá-la. Conhecia a amiga bem demais, e não foram necessárias palavras para que compreendesse o medo em seus olhos. Pela primeira vez, Emma lutava não somente por justiça. Não para salvar simples cidadãos indefesos e trazer harmonia para aquelas terras. Ela agora lutava por pessoas que amava, estava ligada àquela gente e isso mudava completamente as coisas — Vamos dar um jeito nisso...

— Estou com medo, Carter.. — ela soltou de repente.

Era a primeira vez também que ele ouvia a loira dizer tal coisa. Emma nunca tivera medo, ou não que chegasse a ser visível assim. E ela já havia enfrentado sujeitos piores que o próprio diabo.

— Conhece o bando daquele pirata... Não temos homens suficientes. — a voz da Ranger, tão cheia de energia, saía agora quase num sussurro.

— Eu sei, mas.. — ele interrompeu a própria frase, junto com seu caminhar.

Dois passos à frente, a loira percebeu que Carter havia ficado para trás, petrificado.

— O que foi??

Ela viu o amigo fitar o vazio, como se lembrasse de algo.

— Carter?

O homem chacoalhou a cabeça, saindo de seu transe.

— Acho que tenho a solução para a falta de homens... Mas você não vai gostar nem um pouco.

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— Ele?? Como descobriu que está por essas bandas? — os dois agora já estavam de volta ao quarto da estalagem.

Emma encontrava-se de pé, fitando a cidade através da janela. Carter recostava-se contra a porta do cômodo.

— Lembro-me de ter ouvido alguém comentar no escritório... Até pediram pra eu dar uma checada, mas todos sabemos que nunca dá em nada. E eu não queria te encher com mais esse problema do passado... — ele acendeu um cigarro — Mas acho que isso pode mudar agora...

Emma caminhou até encontrar a cama e jogou-se sobre ela. Deu um longo suspiro e correu a mão pelos cachos loiros.

— Não acho que podemos confiar nele...

— Não acho que temos muitas opções, loira... — Carter deu de ombros.

Emma pareceu considerar a ideia. Havia jurado, onze anos atrás, que nunca mais voltaria a confiar naquele homem. Mas o destino parecia ter lhe pregado uma grande peça, e talvez aquela decisão pudesse realmente mudar o decorrer dos fatos. Com um último longo suspiro, ela sentou-se na cama.

— Está certo. Vou encontrá-lo amanhã.

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Emma precisava de um tempo para respirar. Deixou Carter cuidando dos preparativos e saiu para andar um pouco. O crepúsculo abriu caminho para a noite, que veio enevoada e sem estrelas. O deserto parecia anunciar o confronto que se aproximava.

A loira caminhava sem rumo, sentindo o vento frio tocar seu rosto. Quentes de matar eram os dias, mas ainda mais intensas eram as noites geladas do deserto. Chutou uma pedrinha com a bota e enfiou as mãos no bolso da calça. Nunca havia se sentido tão abalada diante de um confronto. Vagou por algum tempo, os pensamento longe, até que deu de cara com a escolinha. Não havia percebido o rumo que estava tomando, apenas deixava os pés correrem por sobre a terra empoeirada. Foi por pouco que não tropeçou na escada de frente da pequena construção.

Decidiu sentar-se ali por um momento. O cricrilar dos grilos que antes a acalmava em noites como aquela, não parecia ter o mesmo efeito no momento. Abraçou as pernas com ambos os braços e instintivamente seu olhar vagou colina acima. A grande Mansão Mills, sempre iluminada por luzes que podiam ser vistas do ponto mais longínquo da cidade, agora era sustentada por um único cômodo aceso. O vento soprou novamente, mas desta vez, Emma pareceu ouvir uma antiga e conhecida voz falando com ela. Era a voz da sua consciência, trazendo junto do frio, sua coragem de volta. A Ranger fechou os olhos, e deixou-se invadir por aquela sensação. Deixou que o vento falasse com ela, deixou que os espíritos revigorassem suas energias e jurou ter ouvido um uivo ao longe. Sorriu.

Ao abrir os olhos novamente, pôs-se de pé e suas pernas encontraram a costumeira força de antes. Suspirou, deixando que o ar da noite preenchesse seus pulmões. O frio não mais castigava sua pele, mas renovava seu entusiasmo. Voltou seus olhos novamente para as colinas... Ainda havia uma coisa que precisava fazer antes que tudo começasse. Uma coisa que só aquela dose extra de coragem lhe permitiria fazer, mas que já vinha protelando há muito tempo.

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Aquele sempre havia sido o sofá preferido da prefeita, e já a havia confortado em inúmeras noites de frente à lareira. Mas apesar disso, ela não parecia confortável sentada ali. O copo de uísque em sua mão já estava generosamente vazio e ela brincava com o líquido, girando levemente seu recipiente.

Uma batida na porta despertou-a de seus devaneios. Quem seria àquela hora? O pessoal havia ido embora ao fim da tarde e ela não esperava que voltassem. Sentiu medo do que pudesse ser, mas olhou pela janela à frente e conseguiu ver a sombra de Jack ao lado do portão da propriedade. Levantou-se, ajeitou o vestido e procurou por seus saltos jogados pelo tapete. Descansou o copo sobre a mesinha ali perto e caminhou até a porta. Ao abri-la, a surpresa foi verdadeira.

— Miss Swan?

— Todos já se foram?

— Já, mas.._ — Regina não conseguiu terminar a frase.

— Ótimo. — Emma deu um passo à frente, puxando a prefeita para si com um dos braços — Eu não vim pra conversar.

Dito isso, ela bateu a porta da mansão atrás de si.

Notas finais
E o hot ficou pro próximo 8D Sim, eu sou muito má, beijos u_u Vou achar o papel que escrevi o nome de todo mundo que comentou e coloco nas notas do próximo cap ^^ Tem alguém que comentava nos cap iniciais que ainda está por aqui? O que tem achado? 8D Até, pessoal o/