Notas iniciais
Estou planejando essa história a 9 meses. Arquitetando trama, os personagens e a linha cronológica para ficar parecido com a série (Mas nem tanto). Espero que gostem ♡

"Era uma vez...

Uma floresta encantada com os clássicos personagens que conhecemos.

Ou que achamos conhecer.

Um dia, eles se viram presos num lugar onde seus finais felizes foram roubados.

O Nosso mundo.

Foi assim que aconteceu..."

País das Maravilhas

Raios e destruição. Essa é a definição de como estava o País das Maravilhas. Todos estavam correndo para se salvarem de uma enorme nuvem vermelha que havia coberto todo o céu. Os habitantes do reino estavam a fugir da grande ameaça eminente passando por portais mágicos que apareciam ao seu redor.

Alice, uma garota loira de cabelos ondulados usando um vestido azul rasgado com um avental branco esfarrapado por cima. Ela estava montada em uma criatura monstruosa, chamada Bandersnatch, que corria em disparada desviando dos raios da nuvem vermelha. A loira estava bem aflita com tudo aquilo que estava acontecendo, pois era a culpada. Sua mãe, a Rainha Branca, havia sido aprisionada em uma maldição do sono e escondida em um local secreto por ninguém menos que a própria Rainha Vermelha, tia de Alice.

Alice barganhou com sua tia para ter sua amada mãe de volta, o resultado disso foi a jovem ajudar a Rainha Vermelha em um feitiço poderoso conhecido como “A Maldição das Trevas”. As nuvens vermelhas eram a maldição se expandindo pelo País das Maravilhas.

— Alice! Achei ela! Vamos logo! — Gritou um rapaz que estava segurando uma mulher em seus braços perto de uma ponte destruída.

Era o melhor amigo de Alice, Johnny. Ele estava parado bem lá na frente perto de uma ponte esperando por sua amiga. O Bandersnatch parecia um automóvel, pois ele conseguiu fazer um drift desviando de uma torre caída e assim “estacionou” na frente de Johnny.

A loira desceu rapidamente de seu bichinho e se aproximou de sua mãe que estava adormecida nos braços de seu amigo.

— Como ela está? — Perguntou a garota que acariciava o rosto da rainha.

— Ela ainda está com a maldição do sono, mas acho que dentro do possível, vossa majestade está bem. — Respondeu o rapaz olhando para a mulher em seus braços. — Se não sairmos daqui agora, nós que não ficaremos nada bem! — Concluiu ele com uma voz de aflição ao olhar para o lado e ver que as nuvens vermelhas estavam perto.

Olharam para todos os cantos e viram que não havia para onde correr. Os portais milagrosos que foram abertos antes estavam todos fechados. Faltava poucos segundos para eles descobrirem o porquê, dessa ser a pior maldição existente. Alice fechou seus olhos junto de Johnny e esperaram pelo pior. Mas algo diferente acontece. Barulhos de um novo portal sendo aberto são ouvidos. Os dois abrem seus olhos e se deparam com duas mulheres que estavam direcionando suas mãos para a fumaça soltando um tipo de raio mágico que impedia a maldição de chegar até eles.

Era fantástico aquilo que elas estavam fazendo. Ambas estavam vestindo capas longas que cobriam seus rostos, mas o vento acabou abaixando seus capuzes e revelaram as faces das salvadoras. Uma era loira platinada e estava a usar uma capa branca enquanto a outra possuía mais cara de temida, tinha cabelos escuros e usava uma capa roxo escuro.

— Fada Azul! E... Regina? — Exclamou a garota ao ver a fada, mas seu olhar era de confusa por ver a Rainha Má ajudando também.

— Não há tempo para explicar. Corra, minha jovem! — Ordenou a fada tentando permanecer com sua voz doce e calma mesmo segurando a maldição com a ajuda de Regina.

O portal em espiral verde por onde as duas passaram ainda estava aberto. Johnny passou primeiro com a Rainha Branca em seus braços. Alice olhou para traz esperando que as duas viessem junto, mas um par de mãos saem do portal e a puxam para dentro.

O cenário agora era outro. A loira olhou ao seu redor e reparou que estava na sala do trono de um castelo. As mãos que a puxaram ainda estavam nos ombros da garota. Eram mãos femininas e brancas como neve, possuía alguns anéis de rubi nos dedos. Alice se virou e viu quem havia lhe puxado.

— Tia Branca! — Sorriu a garota enquanto a abraçava.

— Vou ter que me acostumar em ser chamada de “Tia”. — Branca revirou os olhos, mas soltou um sorriso retribuindo o abraço de Alice.

Alice se afastou de sua tia e olhou para o portal que ainda se encontrava aberto.

— A Fada Azul e a Rainha Má, por que elas não passaram ainda? — Perguntou a loira confusa.

— Porque... só uma passará enquanto a outra segurará a maldição. — Respondeu Branca medindo as palavras que falaria naquele momento. — Regina irá segurar a maldição para Azul passar.

— O que? Mas...

Antes que Alice terminasse de falar, o portal ainda aberto cospe uma pessoa e se fecha logo em seguida. A pessoa usava uma capa branca e se encontrava jogada no chão tentando se levantar. Branca se aproximou da moça e segurou suas mãos a puxando para cima.

— Azul! Fico feliz que tenha consegui... — Branca estava sorrindo aliviada ajudando sua amiga a levantar, mas quando olhou além do capuz branco, viu Regina. A moça de neve soltou as mãos da Rainha a derrubando de volta no chão. — O que você faz aqui? Era pra Azul ter passado! — Exclamou Branca em um tom de raiva.

— É bom te ver também, Branca. — Disse Regina com sarcasmo se levantando da queda que havia levado novamente. — Aquela fada fez uma coisa que você nunca faria, me concebeu uma segunda chance! — Retrucou a Rainha.

— Segunda chance de tentar me matar novamente, vossa majestade? — Branca cruzou os braços e passou a encarar Regina.

— Se não fosse por mim, sua sobrinha e a mãe dela estariam sabe-se lá onde! — Regina apontou para Mirana que estava a dormir no canto da sala sobre um caixão de vidro.

— Ah meu Zeus! Eu esqueci da minha mãe! — Alice correu para o lugar que Regina havia apontando e ficou ao lado de Johnny olhando a doce Rainha Branca dormir.

— Por que você tem um caixão feito de vidro, Rainha Branca de Neve? — Perguntou Johnny.

— Essa é uma ótima pergunta! Quer responder, Regina? — Branca ainda de braços cruzados olhou para Regina com um sorriso sínico.

— Me erra, sonsa de neve! — Disse a rainha revirando os olhos.

— E... agora? O que faremos para acorda-la? — Perguntou Johnny olhando para a Rainha Branca.

— Já tentaram dar um tapa? — Regina sorriu maliciosamente.

— Em você? Posso tentar se quiser! — Branca abriu a mão indo até Regina, mas é cortada por palavras de Alice.

— Tia, você já ficou presa nessa maldição. Como se livrou dela? — Perguntou Alice aflita.

— Um beijo de amor verdadeiro. — A raiva de Branca acabou e ela passou a sorrir olhando para Alice ao lembrar de seu momento de desperto.

— Espero que funcione... — Sussurrou Alice se aproximando levemente de sua mãe beijando sua testa com carinho.

Um vento arco-íris circula por todo o reino da floresta encantada. Mirana abriu seus olhos e respirou profundamente soltando o ar em seguida.

— Você me encontrou! — Disse Mirana com um sorriso encantador olhando para Alice.

— Algum momento duvidou disso? — Perguntou a garota dando um grande sorriso. Mirana se levantou do caixão e abraçou fortemente sua filha.

Floresta Encantada

2 meses depois

Todos do reino estavam reunidos no castelo do príncipe Henry para o seu casamento com Cinderela. A sala da cerimônia era imensa e mesmo assim estava cheia de gente, com apenas uma passagem coberta por um longo tapete vermelho que levava dos portões até um grande arco decorado com rosas brancas a azuis. Príncipe Henry vestido um terno azul marinho, se encontrava em pé a baixo do grande arco esperando nervosamente por sua noiva. Rainha Branca também se encontrava em pé ao lado do noivo, pois foi convidada a ser a celebrante da cerimônia.

A multidão foi cessada com o abrir das portas. Lá estava a noiva, estonteante naquele vestido branco. As mangas eram longas com rendas que adornavam seus braços e subiam até o pescoço formando um decote em V. Uma fita branca abraçava sua cintura, com a saia escorrendo aos seus pés.

Caminhava em passos lentos pelo tapete vermelho olhando todos os convidados. Suas amigas de infância, Chapeuzinho e Bela estavam contentes acenando para a noiva. Seu irmão, Florian, estava abraçado de sua esposa, Branca de Neve. Cinderela passou pelo casal e o rapaz fez uma pequena reverência com a cabeça. Suas meias-irmãs também haviam sido convidas para o casamento. Quando a noiva passou por elas, ambas reviraram seus olhos por estarem invejadas pela sorte da “irmã”. Finalmente no altar, Cinderela se vira para seu noivo trocando olhares.

— Você está linda... — Sussurrou o príncipe sorrindo para sua futura princesa.

— Obrigada. — Sussurrou a noiva de volta.

— Estamos reunidos aqui hoje para celebrarmos a união do príncipe Henry e da futura princesa, Cinderela. — Disse Mirana em bom tom para todos ouvirem. — Eles escolheram um ao outro como sua família, e hoje estão celebrando o amor que já começou e que vai continuar crescendo ao longo dos anos. Ella, por favor, os votos. — Sorriu olhando para a noiva.

— Henry, desde quando eu conheci você eu... — A loira estava com um brilho nos olhos enquanto dizia seus votos, mas foi cortada pelo abrir de portas inesperadamente.

— Desculpem o atraso. — Uma mulher velha usando um vestido cinzento sorriu diabolicamente para todos. Era nada mais, nada menos que Lady Tremaine, a Madrasta Malvada de Cinderela.

A vilã caminhou até a direção de sua enteada. Alguns guardas tentaram bloquear sua passagem, mas a mesma apenas retirou uma varinha branca de seu vestido e apontou para os guardas.

— Bibidi, Bobidi, Boo! — Um brilho dourado imerge da varinha transformando os guardas em sapos. — Reconhece essa varinha? — Perguntou a madrasta maliciosamente enquanto olhava Cinderela no altar.

Em um ato de fúria, a gata borralheira puxou a espada que estava na bainha de seu noivo e apontou para a perversa mulher. — O que fez com a Fada Madrinha?

— Não se rebaixe ao nível dela. — Disse Henry pegando a espada da mão de sua parceria.

— Mamãe! — Anastasia e sua irmã que estavam a observar a cena, correram para perto de sua mãe. — O que está fazendo? — Perguntou Anastasia um pouco nervosa com a atenção voltada toda a ela.

— Oh, minhas queridas. — A madrasta acareou o rosto de Drizella. — Roubei esse artefato para uma lição de ensino a vocês... três. — Seu olhar é desviado para Cinderela que continha lagrimas em seus olhos enfurecidos. — Para não confiarem em magia! Magia não é poder, uma vez que pode ser tomada!

— Já disse o que queria! — Exclamou uma voz feminina no fundo da multidão. A pessoa passou pelo meio de todos e acabou ficando frente a frente com Lady Tremaine. — Agora vá embora! — Só alguém louco o bastante como Alice para enfrentar uma vilã desarmada.

— Alice, Alice... ouvi tanto sobre você. — Tremaine aproximou-se lentamente da garota.

— Fique longe da minha filha! — Mirana interveio entrando na frente de sua filha. Estava a trocar olhar fatais com a madrasta.

— A famosa irmã da tão temida Rainha Vermelha. Ainda mantenho contato com sua irmã da prisão que vocês a mandaram... — A senhora olhou Mirana de cima a baixo e voltou a encara-la. — Não se preocupe, em breve não só você, mas todos vocês irão fazer companhia para ela.

— Não ameace minha mãe! — Alice passou por sua mãe e segurou no braço de Tremaine.

— Petulante! — A Lady apontou seu braço livre com a varinha para Alice emitindo raios verdes que acertaram a garota a mandando para traz.

Bela e Chapeuzinho estavam perto e ajudaram a loira a se levantar. A camponesa de vestido preto e capuz vermelho fixou seu olhar para a madrasta.

— Acho melhor você ir embora! — Os olhos de Chapeuzinho começaram a brilhar amarelados como os de um lobo.

— Todos vocês viverão infelizes para sempre nesse lugar, separados de quem amam e a única vitória que tão será a minha! Há! Há! Há! — Tremaine riu diabolicamente enaltecendo a sua grande vitória.

— Maldita!! — Com a espada em sua mão, Henry a lançou mirando na vilã, mas a mesma desapareceu junto de suas filhas por meio de uma fumaça verde feita pela varinha. Ainda podiam se ouvir as últimas gargalhadas finais da madrasta e a frase “A maldição está chegando e vocês não podem fazer nada para impedi-la.”

Notas finais
Tentarei atualizar ela semanalmente e em breve criarei um Instagram para lhes mostrar todos os personagens da história. O que acharam do capítulo? Já gostaram de algum personagem? Odeiam quem? Deixem nos comentários.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.