Once Upon A Time - 2 Temporada
21 Capítulo 21
Notas iniciais
“Minha querida e pequena Ana,
Eu escrevi isso aqui porque você sabe que pessoalmente eu não sou tão bom nas palavras. A essa hora provavelmente você já deve estar no Brasil, ou ainda no avião, mas sabia que eu já sinto sua falta? É, parece bobo mas não é. Eu sinto falta do seu cheirinho de bebê (sim, você tem cheirinho de bebê), do seu toque leve e macio, das suas crises, da sua risada escandalosa, de tudo que há em você na verdade.
Eu queria te dizer que vai ser difícil, vai... Vai ser realmente muito difícil, vão ter mais pessoas do que precisa se metendo, vão ter pessoas falando mal, dizendo que tudo acabou entre nós e até vão inventar de que eu estou saindo com uma nova pessoa, mas só nós vamos saber a verdade. Vamos saber que nosso amor ainda existe e que um espera o outro, sempre. Não foi essa nossa promessa? Esperar um ao outro.
Prometo te ligar todos os dias, te mandar mensagem sempre que eu puder, e sempre tentar te ver pelo computador! Saiba que vai haver muitos pra impedir, como sempre teve, mas nós vamos superar.
Te espero ansiosamente em Londres, meu amor.
Com amor, Harry. Xx”
Harry você é um idiota sabia? Agora o avião todo ta olhando pra mim porque eu to chorando tanto, mas tanto que você não imagina!
- A senhorita está passando bem? – a aeromoça perguntou sorrindo.
“Eu to chorando que nem uma retardada aqui e você acha que é a toa sua idiota?” – eu pensei comigo mesma.
- Tudo bem sim – sorri.
Ela meneou a cabeça positivamente e sorriu, saindo. Minha mãe me olhou com uma cara estranha e meu pai já dormia na cadeira dele. Me levantei e fui no banheiro, lavar meu rosto e tentar me recuperar do baque que eu estava vivendo.
Dormi a viagem toda acordando só quando o avião já tinha pousado no Rio de Janeiro. E eu só conseguia pensar: mais que calor!
“Quero Londres, quero Londres, quero Londresssssssss!” – eu quis gritar no meio daquele aeroporto lotado.
Na minha casa tudo estava como antes, nada fora do lugar. Segui em direção ao meu quarto e me deitei. Era quase duas da manhã já. Tomei um banho e coloquei um pijama e fui dormir.
Tempos depois...
1º mês sem ele:
Eu entrei na faculdade, sim. Meu pai me obrigou. Jornalismo. É tudo que sempre quis. As coisas aqui em casa tem sido difíceis, a relação com meus pais está por um fio, e eu tenho vontade de chorar todos os dias, o dia todo.
Ele, Harry, me liga todos os dias, e é uma das pouquíssimas coisas que me tira sorrisos nessa fase da minha vida. Ele me manda mensagens de minuto em minuto e ele tem sido um fofo comigo.
Clara voltou a ter contato com Niall, eles ainda se gostam, não sei porque eles não ficam juntos. Ela pode muito bem ir pra Londres e ficar do lado dele, ao contrario de mim e Harry. Mas não, prefere sofrer longe, aqui no Brasil, nesse calor da porra que é o Rio de Janeiro.
Falando em calor, como eu sinto falta do frio de Londres, lá é tão mais... aconchegante. Ops, parei. Eu tenho que parar de falar de Londres toda hora, já ta ficando chato até pra mim. Ok, parei.
Minha tia é fotografa e ela conseguiu um estagio pra mim numa revista de moda teen. O pessoal é legal e tal, mas até agora eu só sirvo pra editar algumas reportagens e pegar cafés pros outros. Baita chato.
E por último... Eu fui pra uma balada com as minhas amigas daqui do Brasil. As mais próximas na verdade. Bebi pra afogar todas as mágoas e foi a primeira madrugada que eu não pensei um minuto sequer em tudo que eu estava passando. Eu só queria dançar, beber e ser livre. Tudo bem que no dia seguinte a ressaca era maior que tudo mas faz parte. E eu também levei uma bronca enorme do Harry porque segundo ele “eu não deveria fazer isso longe dele, era errado e eu era bonita demais pra sair sozinha por ai, bêbada, e sem ele”. Papo de namorado ciumento. Fofo porque era fofo mesmo e chato porque a minha dor de cabeça era demais pra broncas no momento.
Mais tempos depois...
4º mês sem ele:
Consegui um local fixo na revista, sorte! Um amigo meu, o Luc, amigo de infância, é grande lá naquela ‘empresa’ e conseguiu um lugar fixo, com salário (alto) e tudo. O que eu faria? Eu entrevistaria atores/cantores enfim, famosos, para a revista. Eu peguei esse cargo por ter morado tempo o bastante fora e falar fluentissimamente fluente inglês, se é que me entendem.
O convívio longe de Harry é difícil, muito difícil, mas to começando a me acostumar, não vou sofrer pro resto da vida né? Ou sim. Ah, enfim.
Tem tudo estado tudo certo, tudo entrando nos eixos novamente. Já se faz quatro meses, e passou num piscar de olhos.
Eu e Harry tivemos umas curtas briguinhas nesse tempo.Tipo essa:
“- Alô?
- Alô.
— Oi Hazzaaa! – sorri instantaneamente.
— Quem é aquele menino que você postou foto no twitter? — Af, grosso.
- O Luc, meu amigo.
- Que amigo?
- Um amigo ué!
- Não gostei.
- Harry!
- O que? Você esta a quilômetros de distancia, ele é razoavel, ok, você é gata, juntos, longe de mim. Sei lá cara, to pirando! — ele disse gritando e eu ri.
- Para né, pelo o amor de deus.
- To falando sério.
- Harry, nem sei o que te dizer viu? Assumo que o Luc é um gato, gato mesmo — provoquei, mas na verdade, não era mentira. O Luc parecia o T. Mills com menos tattoos.
- Parou! – ele berrou.
- To só brincando – ri – Ele que conseguiu o meu emprego e tal, e eu não falava com ele há um tempo já. Ele é meu vizinho desde dois anos de idade. E agora, voltamos a ser amigos...
- Olha eu tenho um compromisso agora, mas vou estar de olho o tempo todo, me ouviu?
- Ouvi Harry – revirei os olhos.”
Harry a cada vez que passa age mais estranho, implica com qualquer, sério, qualquer coisinha mesmo! Tudo é motivo de briga. E não ta fácil não.
Depois que eu me liguei, a quanto tempo não entro no computador. Liguei o notebook e me arrependi na mesma hora. Eu fiquei com tanta raiva, mas tanta raiva, que joguei o computador contra a parede, o estraçalhando todo.
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