Notas iniciais
demorei? haha

Acordei me sentindo despedaçada, destruída. Pisquei os olhos e encontrei alguém dormindo na minha cama, de costas pra mim. Levantei minha cabeça um pouco pra ver seu rosto e era o Harry, ri com aquela cena. Ele estava abraçado a um bichinho de pelúcia que fica em cima da minha cama.

Encostei meus pés descalços no chão frio e segui em frente a um espelho. Definitivamente, a minha aparência não era a da melhores. Amarrei meus cabelos num coque frouxo no topo da cabeça e coloquei um moletom porque tinha esfriado bastante. Olhei o relógio e eram 9hrs da manhã.

Tentei caminhar de volta a minha cama em silencio pra não acordar Harry, mas foi sem sucesso. Acabei tropeçando numa das caixas que dentro tinha minhas mudanças e acordei o Harry.

— Ana? – sua voz estava mais rouca do que o normal, por causa do sono.

- Desculpa te acordar! – falei me recompondo.

- Tudo bem, eu nem deveria ter dormido... vem cá.

Eu fui na direção dele e ele me abraçou e me deu um beijo.

- O que nós iremos fazer? – ele sussurrou baixinho, enquanto eu me aconchegava em seu peito.

-Nada Harry. Temos que aceitar que eu tenho que ir pro Brasil.

- Mas... mas... – ele disse pensativo.

- Mas nada Harry, eu vou amanhã. Mas, o que será de... nós, sabe? – perguntei sem graça.

- Eu acho que nós devíamos continuar, mesmo de longe, o nosso amor é maior que a distancia, não é?

- Mas será difícil...

- Eu sei amor, eu sei! Mas nós vamos conseguir, certo? – ele se levantou e ficou na minha frente.

- Certo... – murmurei baixinho.

- Eu te amo – ele me beijou.

- Eu te amo muito mais – sorri.

- Que tal irmos na Starbucks tomar um café? – ele se levantou e segurou minhas mãos.

- Eu vou tomar um banho bem rápido e nós vamos, pode ser? – sorri e fui pro banho.

Me vesti (look) e encontrei Harry mexendo numa caixa em cima da minha cama.

- Harry, o que é isso? – me aproximei.

- Suas coisas antigas do One Direction... – ele riu – Harry Perfeito Styles, Liam Principe Payne... – ele leu algumas coisas.

- Seu... idiota! Para de ver isso! – peguei os papéis da mão dele e coloquei tudo dentro da caixa.

-Outch, para! É fofo! –ele gargalhava na cama – De príncipe o Liam não tem nada! – ele ria, ria, ria. Corei fortemente.

- Para Hazza! – fiz bico.

- Tudo bem vai – ele soltou uma risadinha.

- Vamos, to com fome! – peguei minha bolsa e sai do quarto.

- Perfeito Styles – ele ainda ria enquanto saia da minha casa.

- Para, cala a boca! – dei um tapa no seu braço.

- Ok, parei, parei! – ele fez um sinal com as mãos como se rendesse.

Nós entramos no carro e fomos pra Starbucks. Fizemos nossos cafés, juntos com uns cookies e sentamos em uma das mesas.

- Mas espera ai – Harry disse olhando pro teto.

- O que?

- Qual era seu bromance favorito? – ele disse rindo.

- Ainda isso? – revirei os olhos rindo – Ziam, ok, meu bromance favorito é Ziam!

- Ziam... ?

- Liam e Zayn – ele tentou segurar a risada e riu.

- Porque?

- Porque eles eram extremamente fofinhos e parecia real – revirei os olhos, como se fosse obvio.

- Eu preciso contar isso pra eles! – ele disse gargalhando.

- Você é muito bobo sabia? – eu ri dessa bobeirada toda.

- Sabe, teve uma época que eu ficava de saco cheio desses bromances sabe? Larry e coisas e tal... As fãs achavam que era verdade! – ele riu como se fosse uma coisa ridícula.

- Eu nunca shippei Larry – fiz cara de metida.

- Mas eu sei que eu sempre fui seu favorito né – ele riu, provavelmente tinha visto algo escrito naquela caixa.

- Na verdade, meu primeiro favorito foi o Liam, depois eu mudei pro Zayn, depois pro Niall, depois pro Lou e depois, pra você – ri. Ele fez bico.

- Nossa, ok, vai lá com o seu... quem foi o primeiro mesmo? – ele disse irônico.

- Liam – ri.

- Vai lá pro seu príncipe Liam então – ele fez língua e saiu da Starbucks.

- Harry! – falei saindo atrás dele.

Chegando no estacionamento olhei pros dois lados, mas não encontrei sinal dele. Será que ele levou a sério?

Caminhei em direção aonde o carro estava estacionado.

- Bu – ele gritou atrás de mim.

- Seu retardado! – ri – Estava te procurando! Você ficou triste? – fiz bico e me aproximei dele, apoiando meus braços em seus ombros.

- Claro que não né, bobinha – ele riu da minha ingenuidade.

- Ugh — fiz bico.

Nós entramos no carro e fomos pra casa dele.

- Você sabe que horas é o voo de amanhã?

- Se eu não me engano, é a tarde.

Ele deu de ombros e se jogou no sofá.

- Vai fazer o que hoje? – perguntei me sentando do lado dele.

- Hm – ele pensou – Vamos sair pra almoçar e depois nós voltamos, descansamos e passamos o resto do dia juntos.

- Você ta parecendo cansado... – passei o polegar na maça do rosto dele.

- Eu to, mas... Enfim – ele se levantou.

- Me leva pra casa pra poder me arrumar?

- Ok. Vou me arrumar e te levo lá e de lá, saímos pra comer – ele seguiu para o banheiro. Ele tava estranho, parecia estar exausto. Estranho.

Acabei dormindo no sofá enquanto ele se arrumava.

- Amor? – ele apertava minha bochechas pra eu acordar.

- Hm, oi – sorri ruborizada – Gostei da camisa – ri. Era aquela do “hipsta please”. Ele riu e caminhou até a porta.

Fiquei o admirando. Seu cabelo ainda estava molhado do banho recente e umas gotas de água caiam sobre seus ombros. Ele parou em frente a porta e girou sobre os calcanhares.

- Vem? – ele estendeu sua mão para mim, e eu a toquei, seguindo junto com ele pra porta.

- Harry? – sussurrei no seu ouvido antes de abrir a porta.

- O que? – ele se virou pra mim.

- Eu te amo – sorri e depositei um beijo em seus lábios.

Ele riu fraco e falou:

- Eu te amo também — ele fez uma pausa — muito.

Ele passou o polegar na maça do meu rosto e sorriu.

Seguimos em direção a minha casa em silencio, apenas com o som da rádio tocando.

- Mãe? – perguntei entrando em casa me assustando vendo tudo já sem nada,tudo já empacotado.

- Hm, oi – ela sorriu pra mim, colocando as mãos em cada lado da cintura – Oi Harry!

- Bom dia – ele disse sorrindo.

— Vem Harry – o puxei pela mão até meu quarto.

- É real isso? Queria que fosse só um pesadelo e que eu já acordaria – ele fez bico dizendo.

- Eu sei – abri a mala que estava no canto do meu quarto e peguei um vestidinho fresco e uma sandália, o dia estava bonito então creio eu que não fará frio.

- Can't believe you're packin your bagstryin so hard not to cry, had the best time and now its the worst time but we have to say goodbye… — ele começou a cantar. Sorri e fui pro banheiro me arrumar (look)

- Vamos? – perguntei saindo do banheiro.

Ele se levantou da cama dele e fomos pro carro dele.

- É estranho ver sua casa assim, vazia...

- Eu sei – ri baixinho – Vamos pra onde?

- Holmes Chapel.

— Não vejo sua mãe há muito tempo... – comentei tímida.

- Exato. Algum problema?

- Não, é que... você sabe que eu morro de vergonha!

- Sem dramas! — ele riu recebendo um tapa meu em seu braço – Ela não morde cara.

- Eu sei, mas... Esquece – ri.

Chegando lá fomos recepcionados pela mãe do Harry sorrindo, alegre e feliz com a presença do filho.

- Mãe, menos! – Harry reclamava enquanto ela o abraçava e parecia não querer mais largar.

- Vamos comer! Todos com fome? Oh Ana, amei o vestido – ela sorriu.

Nós nos sentamos ao redor da mesa de jantar e começamos a comer e conversar. A Anne é a melhor sogra que eu já tive, é tão... fofa, tão legal.

- Ana, olha a hora! São três horas já! – Harry disse em pé.

- Já? Meu deus! – me levantei do sofá num pulo.

- Mãe, temos que ir, me desculpe! – ele disse indo abraça-la.

- Ah, tudo bem... Foi ótimo ver vocês – ela sorriu feliz.

- Te amo mãe – Harry disse a alguns passos já do carro.

Acenei por ultimo e entrei no carro, seguida de Harry.

- Já falei que eu amo sua mãe? – ri.

- Ela é uma fofa, igual a mim – ele se gabou.

- Não, você é igual a ela – o zoei.

— Tanto faz, shiu! – ele riu.

Passado uns quarenta minutos Harry me deixou em casa.

- Mãe? – gritei a procurando pela casa.

Subi as escadas e a encontrei acabando de arrumar minhas coisas no meu quarto.

- Ufa, tudo pronto pra amanhã – ela disse olhando pra mim.

- Yeah – revirei os olhos.

- Eu também queria que você ficasse Ana Luiza...

- Mas eu não vou ficar – a cortei.

- Você vai superar — ela disse saindo do meu quarto.

Tentei ignorar o fato que amanhã eu voltaria pro Brasil, que tudo que eu ganhei aqui eu perderia em breve. Tudo. Qual é Ana Luiza, você nunca foi assim... Bola pra frente, vida que segue. Ok, quem eu quero enganar? Bola pra frente merda nenhuma. Eu quero morrer, isso sim! E não, não é drama ou exagero. Se coloque no meu lugar.

Peguei meu Ipod e coloquei no aleatório e por acaso começou a tocar Com Ou Sem Você do Strike.

“É difícil ter que me imaginar, sem você. Pra deixar as coisas todas no lugar em volta.”

Notas finais
o prox sera hot kakaak meu twitter fc: @kriptoniall falem cmg la ):