Notas iniciais
pretendo postar mais porque eu quero acabar logo ): pretendo acabar dia 20 de dezembro xx

Acabamos de comer e saímos do Mc, ele falou que estava cansado e queria ir pra casa.

- Então me deixa em casa? – eu disse entrando no carro.

- Pooooorque? – ele deu ênfase no “o”.

- Porque você ta cansado ué, quer descansar... E eu já to longe de lá já a tanto tempo – falei como se fosse óbvio.

- Mas eu quero descansar com a minha namorada ao meu lado – ele piscou.

- Certeza?

- Absoluta — ele riu.

Então nós seguimos pra casa dele. Ele me deu as mãos e me acompanhou até o quarto dele e ele se jogou na cama, colocando as mãos abaixo da cabeça, olhando pra mim.

- O que foi? – ri.

- Tem algo diferente em você – ele disse.

Eu joguei minha bolsa no chão e tirei meus sapatos.

- Tem? – rastejei até ele em cima da cama.

- Aham – ele me beijou.

- O que? – sorri.

- Eu não sei, acho que são o brilho dos seus olhos... – ele encostou o polegar na ponta do meu nariz.

- Para de ser bobo. – ri — Olha, essa calça ta me incomodando e eu to sem shorts aqui, o que faço?

- Tira, duh – ele revirou os olhos.

- Deixa pra lá – o empurrei de leve.

— Vamos dormir, vem – ele me puxou pra que eu deitasse e me abraçou por trás colando o corpo dele no meu.

Ele levantou rápido e tirou a camisa. Fiquei olhando aquela cena mordendo os lábios.

- Ta em forma ein – o beijei quando ele deitou.

- Você ta safadinha ein! – ele gargalhou.

- Quem diria, você me dizendo isso – ri e virei de costas pra ele, tentando dormir.

Quando acordei, algumas horas depois, Harry não estava no quarto. Me levantei devagar e desci as escadas o encontrando de costas pra mim, no telefone.

- Uhum... é, é... Ok, te vejo amanhã – ele riu fraco – Também estou com saudades – e desligou a ligação.

- Quem é Harry? – falei no último degrau da escada. Ele se virou pra mim assustado e riu nervoso.

- Era... O... Ah, não era ninguém – ele sorriu e me beijou.

- Hm — fechei a cara.

Subi e peguei minha bolsa, desci o encontrando na cozinha.

- Eu to indo ta? Beijo... – andei rápido em direção a porta.

- Epaaa! – ele puxou meu braço – Eu te levo – ele sorriu.

- Hm, não... eu pego um táxi aqui na frente. Valeu – sorri e sai, não dando tempo até dele falar alguma coisa.

Harry sabe muito bem que eu odeio mentiras, e obviamente, ele mentiu ao não me dizer quem era no telefone. Peguei o primeiro táxi que passou e fui em rumo da minha casa.

Chegando lá tive uma surpresa, meus pais estavam lá. E não estavam com uma das melhores caras não...

- Oi gente – sorri – o que houve?

- Filha, nós tomamos uma decisão muito importante hoje.

- O que houve? Vocês estão me preocupando. Falem! – falei me sentando a frente deles.

- Nós vamos voltar pro Brasil – minha mãe tentou sorrir mas não conseguiu.

- VOCÊS O QUE? EU VOU FICAR AQUI NÉ!

- Não, você vai conosco. A nossa vida é lá – meu pai falou.

- A MINHA VIDA É AQUI PAI! TUDO MEU ESTÁ AQUI! MEU AMOR TA AQUI, MEUS AMIGOS, TUDO! — gritei, me levantando e correndo pro quarto.

- Minha filha! – minha mãe gritou.

Me tranquei no meu quarto e me acabei de chorar. Meu pai passou por ali e falou.

- Comece a arrumar suas coisas, iremos daqui a 5 dias.

Dito isso ele saiu.

Acabei dormindo até o dia seguinte e quando acordei e fui em direção ao espelho, vendo um aspecto não muito bom.

Mandei uma sms pro Harry dizendo “precisamos nos ver urgente.” Ele respondeu rápido, falando que me pegaria em casa daqui a meia hora.

Tomei um banho rápido e coloquei a roupa mais razoável que vi no armário, estava um dia quente (look). Passei rápido pela sala e ignorando o “bom dia” da minha mãe. Sai de casa e fiquei esperando Harry ali na frente, que chegou no exato momento que eu abri a porta.

- Oi – sorri.

- Bom dia, ei, o que houve? Parece que chorou a noite toda – ele falou alternando o olhar entre mim e a rua.

- Vamos pra sua casa, lá conversamos – apenas disse isso e fiquei quieta o caminho todo.

Por mais que eu estivesse triste com o Harry, eu provavelmente nunca mais iria vê-lo, então eu ultrapassei meu orgulho e aceitei conversar com ele.

- Pronto, chegamos – ele se sentou no sofá – Fala, o que há?

- Eu vou voltar pro Brasil, Harry – eu falei olhando nos olhos dele e foi em segundos que o brilho dos olhos dele se perdeu.

- Você vai... O QUE? PORQUE? – ele gritou, de pé, perplexo.

- É... meus pais estão me obrigando a voltar pra lá. Eu vou daqui a 5 dias – falei contendo minhas lágrimas.

Ele se sentou ao meu lado e apoiou a cabeça nas mãos.

- Eu preciso de você aqui comigo! – ele suplicou segurando minhas mãos.

- O que eu mais quero e preciso é ficar aqui. Mas meus pais... Eles que pagam tudo meu. Como eu iria ficar aqui sem dinheiro? Sem lugar pra ficar? Sem nada! – eu falei já ignorando a vergonha e chorando na frente dele.

- Você pode morar comigo! Eu pago tudo pra você! – ele disse me abraçando.

- Não Harry, claro que não! Ta louco? – falei o abraçando.

- Então o que iremos fazer? – ele me soltou e segurou minhas mãos, olhando- as para ela.

- Eu... não sei – falei derrotada.

Ele se levantou e foi na cozinha, quando ele voltou trazia consigo dois copos com água, ele me deu um e o outro bebeu.

- Você vai quando mesmo? – ele se sentou ao meu lado e eu encostei minha cabeça em seu peito.

- Daqui a cinco dias – sussurrei.

- Então vamos fazer esses cinco dias os dias mais legais das nossas vidas – ele riu, ou tentou rir.

- Mas e depois?

- Depois nós pensamos nisso – ele tentou sorrir e depois ficamos uns minutos pensando.

- Eu te amo – ele sussurrou e beijou o topo da minha cabeça.

- Você foi a melhor coisa que aconteceu pra mim na minha vida toda – falei baixinho.

Nós ficamos minutos, ou horas, não sei, em silêncio. Apenas pensando... Pode parecer drama, mas se coloque no meu lugar. Eu amo o Harry mais que tudo. Eu não quero ficar longe dele, eu não aguentaria.

Escutamos um carro parando na frente da casa dele, e segundos depois pessoas falando alto e rindo, obviamente era os meninos. Eles tocaram a campainha. Harry enxugou algumas lágrimas que ainda caiam e abriu a porta.

- Faaaala ai... Opa, que bad é essa? – Lou falou.

- Eu vou voltar pro Brasil – falei.

- Sé-é-ério? – Zayn gaguejou.

- É...

- Quando? – ele falou se sentando em minha frente de boca aberta.

- Daqui a cinco dias.

- Uau – Liam disse se sentando.

- É... eu tenho que ir... Vejo vocês depois.

- Fica! – eles falaram juntos.

- Não posso, eu tenho que começar a arrumar as coisas... Desculpa pessoal. Até mais – sorri e acenei, saindo.

Harry saiu atrás de mim e me abraçou.

- Qualquer coisa me liga, qualquer coisa mesmo ta? Eu vou arrumar um jeito de você ficar aqui – ele me beijou e entrou em casa de novo.

Peguei um táxi e fui pra minha casa. Abri a porta e dei de cara com minha mãe já embalando as coisas.

- Oi mãe – falei e fui em direção ao meu quarto.

- Filha?

- O que? – falei grossa.

- Eu to tentando convencer seu pai de te deixar aqui. Está sendo meio difícil, não sei se vou conseguir.

Fui na direção dela e a abracei.

- Sério mãe?! – sorri.

- Sim... está sendo um trabalho difícil de ser fazer – ela sorriu – Mas seria o seguinte, ele alugaria um apartamento e você teria que trabalhar para se sustentar. Você acha que consegue?

- CLARO QUE SIM! – comemorei – MUITO OBRIGADA MÃE, MUITO MUITÃO MESMO! – corri pro meu quarto e comecei a procurar meu celular e não achava em lugar nenhum. Provavelmente esqueci na casa do Harry.

Corri saindo de casa e gritei “estou indo na casa do Hazza, já volto” pra minha mãe e peguei um táxi. Em menos de 20min já estava em frente da casa dele.

- Obrigada motorista, tenha um bom dia! – falei o pagando. Pulei rapidamente pra fora do carro e na hora que andava em direção a porta dele, ela se abriu. Saindo dali uma menina muito bonita, loira e alta, parecia ser modelo.

Ela passou por mim e sorriu. Estranhei e continuei andando. Toquei a campainha e ele abriu na mesma hora.

- Oi, aconteceu alguma – ele tossiu — coisa?

- Eu esqueci meu celular aqui, posso pegar? – sorri.

Ele deu espaço pra eu entrar e eu entrei, fui em direção ao sofá e peguei o celular, coloquei na bolsa e fui em direção a porta.

- Já vai?

- É, só vim aqui pegar meu celular. Alias, quem era aquela menina que saiu daqui?

- Ninguém veio aqui – ele riu.

- Eu vi ela saindo dessa mesma porta – apontei.

- Ah sim, claro...

- Agora se lembrou? – sorri irônica.

- É só uma amiga, não tem o que se preocupar...

- Com aquela beleza toda é óbvio que eu tenho mais que um motivo pra me preocupar – eu falei e ele riu.

- Para de ser besta.

- Porque você fingiu que ela não estava aqui? – perguntei séria.

- Eu não quero brigar com você e eu sei que você iria ter ciúmes.

- E desde quando eu reclamo de você ter amigas? Agora, se você mentir, ai sim que eu fico magoada.

- Shiiiu... – ele me pegou pela cintura e me beijou.

- Hm, hm! – falei parando o beijo.

- O que?

- Minha mãe disse que ta tentando convencer meu pai d’eu ficar aqui em Londres – sorri.

- Nããão! – ele disse surpreso — Sério? Aháá – ele disse me levantando pela cintura e girando. Me pôs no chão e me beijou.

Nós fomos andando nos beijando e acabamos caindo em cima do sofá, ele por cima de mim. Ele se levantou rapidinho e tirou a camisa e continuou.

- Harry... Harry – falei

- O que?

- Eu preciso ir pra casa, de verdade – fiz bico e levantei. Ele levantou junto e assim eu consegui ver ele de corpo inteiro. Mordi o canto da boca.

- Hmmm, ta mordendo a boca é? – ele disse se aproximando e eu ri sem graça.

- Para Harry, sabe que eu odeio ficar sem graça – fiz bico.

- Vamos, eu te levo pra casa... – ele pegou a camisa e vestiu e eu fiz bico.

- Prefiro sem – eu ri. Ele levantou começou a tirar – Não, coloca isso, tenho que ir pra casa.

- Pensei que você gostasse sem – ele riu e me deu a mão, me levando pro carro.

— Ai to com fome – resmunguei.

- Vamos passar na Starbucks pode ser? — Harry falou e eu afirmei sorrindo.

Chegando lá, compramos as coisas e nos sentamos; e eu recebi uma ligação de um numero desconhecido.

- Alô?

- Ana Luiza Oliveira? – uma mulher falou.

- Sim – falei assustada.

- Aqui é a editora chefe da revista Seventeen, nós queremos que você faça algumas fotos para a próxima edição. Você pode vir no escritório para conversarmos melhor?

- Ah, é claro! Me diga quando e onde que eu irei – falei animada.

Ela me passou o endereço e disse que era para eu ir lá amanhã ás 10a.m. Afirmei, agradeci o convite e falei que estaria lá. Ela disse que me esperaria e desligou a ligação.

- HARREEEEH! – gritei sorrindo feliz.

- O que? — ele disse sorrindo, curioso.

- ME CHAMARAM PRA FOTOGRAFAR PRA A REVISTA SEVENTEEN AMANHÃ! – levantei e o abracei.

- Sério? Nossa, to muito feliz por você! Muito mesmo! – ele disse me abraçando e me beijando.

Isso seria um meio d'eu pagar minhas contas. Uma carreira de modelo. Sorri só de pensar.

Notas finais
achei esse cap triste, quente, fofo, tudo hahahaah prox cap domingo ou segunda! xx