Once Upon A Time - 2 Temporada
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Ana’s POV
Entrei em casa e me joguei na cama. Pera, cadê a Clara? Ops.
- CLARAAAA? DONA CLAAAAARA?
Nenhuma resposta. Tentei ligar pra ela.
- Alô?
- Oie, onde você ta?
- Subindo as escadas agora.
Ela desligou a ligação e alguns segundos depois chegou no quarto.
- Que cara péssima é essa? – perguntei.
- Eu tava na casa do Niall, só eu e ele vendo filme e tal... Sem segundas intenções! Ai quem chega? Demi Lovato! – ela sorriu irônica.
- Pensei que você gostava dela.
- Gostava, exato, até o momento que ela roubou o meu Nini, MEU ouviu? MEU! E eu ainda vou ter ele de volta. Você vai ver só... Ah se vou... Ele é meu! Meu, meu, meu!
- Clara, para de ser tapada! O Niall é louco por ti, se toca garota.
- Mas tem essa jumenta no meio!
- Não fala assim da Demi ok? Ela é super legal e canta bem poxa!
- Tanto faz...
Quando o assunto é Niall, Clara não brinca.
- Ok, tanto faz também... Vou sair com Harry hoje, me ajuda com a roupa?
Ela se levantou e abriu meu armário.
- Serve isso? (look)
- Muito Tay Swift não?
- Não, ta lindo! Se arruma vai...
A obedeci e fui me arrumar. Sem maquiagem nenhuma porque eu tava com preguiça de me maquiar.
- E ai?
- Que gata você ta amiga.
- Imagino... Enfim, to estilosa né?
- AHAHAHAHA Não mas podemos relevar o caso né gata?
- HAHAHAHAHA Idiota! – dei um tapa nela.
- Vá se divertir vai...
- E você?
- Eu vou ficar aqui fazendo companhia pros seus pais...
- Meus pais viajaram a trabalho, lembra?
- Ah é...
- Desculpa amiga, é que...
“BIH BIHHHH” – buzina do carro do Harry.
- Vai! Boa noite pros dois pombinhos!
- Hm... até! Amo você pata choca – falei já na porta.
- Te amo...
Sai de casa, encontrando Harry perfeitamente lindo encostado em seu carro.
- Taylor Swift, é você? – ele me zoou.
- Para ok, idiota!
- Vem cá, ta linda! – ele me abraçou e abriu a porta do carro pra mim.
- Aquele carro ali não é do Niall? – vi um carro entrar na rua.
- Aham, ele veio fazer uma surpresinha feat declaração pra Clara.
- Feat?
- É, HAHAHAHA.
- HAHAHAAH.
Rimos juntos e continuamos conversando pelo caminho.
- Ei, nós vamos aonde mesmo? – perguntei tentando fazer ele falar.
- Nós vamos lá no... – quando ele ia falar ele percebeu o que ia fazer – Não, você não vai tirar nada de mim. Bobona...
- Droga, você percebeu! – ri.
Depois de muita estrada, mais ou menos, 1 hora de carro, chegamos ao nosso destino. Era um chalé no meio de uma estrada vazia mas toda florida, que de manhã parecia ser linda. Era por volta de 19:30hrs e já estava escuro. Saímos do carro e entramos no chalé que era uma gracinha por dentro. Por mais que por fora tivesse uma aparência de coisa antiga, por dentro tudo era muito moderno e bonito. Harry me levou pro quarto, tendo nele pétalas vermelhas espalhadas por todo o chão e o quarto iluminado apenas por luz de velas.
- Harry, o que é isso? – ri. Era tudo tão lindo e tão Harry.
Tinha que ser o Harry pra me fazer uma surpresa dessas.
- Achei que nossa volta tinha que ser algo bem elaborado e romântico. Gosto do romantismo antigo, a fórmula de pétalas vermelhas mais iluminação de velas. Tendo você aqui comigo fica tudo mais perfeito do que já é. Esse tempo que passei longe de você foi muito doloroso pra mim e você sabe disso. Sei que eu errei, mas sei que você errou também. Enfim, nós dois erramos e reconhecemos nossos erros. Eu queria te fazer um pedido pode?
- É... é claro que pode Harry! – falei sem palavras.
- Nunca mais me deixe esta bem?
- Eu prometo.
- De dedinho?
- HARRY! – ri.
- Dedinho! – ele repetiu com o mindinho da mão esquerda apontado para mim.
- Muito mais que um dedinho... – o beijei.
Harry pareceu gostar da minha resposta, e me beijou, me tirando do chão, me levando pela cintura no colo e me deitando na cama. Engraçado como eu ainda sentia medo, sentia frio na barriga, nervosismo e tudo mais.
- Ei, o que foi? – Harry disse deitado ao meu lado.
- Nada... – o beijei.
- Você ta tensa... porque? – ele tinha uma feição preocupada.
- Ainda sinto medo sabe?
- Olha se você não quiser, tudo bem. Ficamos só nisso... Não vou te forçar a nada – ele disse sorrindo.
- Jura? É que...
- Relaxa, ta tudo bem princesinha – meu sorriso desmanchou. Zayn que me chama de princesinha.
Me sentei na cama, jogando meu cabelo pra trás e o prendendo num coque. O chapéu já havia voado pra algum canto do quarto.
- O que? – Harry se sentou ao meu lado.
- Harry, eu to tão confusa! Eu te amo tanto, mas tanto, que faz de mim, você. Mas o Zayn, sempre na minha cabeça. Fazendo eu me perder na estrada, logo quando começo a ver luz nela. Eu não sei Harry.
Vi que dos olhos de Harry caiu uma lágrima que ele se apressou em enxugar. Ele não sabia o que fazer e muito menos eu.
- Eu acho que você deveria ter um tempo pra pensar sabe? Ver qual é o melhor pra você.
- Mas eu sei que é você!
- Não, não sabe Ana. Não sabe. Porque se soubesse não estaria pensando nele, apenas em mim. Focada em mim. E uma pessoa não pode ter dois focos. Se decida... Não, não entenda isso como uma obrigação, ou nada disso. Eu vou te dar o tempo que quiser! Se quiser sabe onde me encontrar, qual meu telefone, enfim.
- Obrigado Harry, muito obrigado mesmo! – o abracei.
- Bom, enfim... – ele secou mais uma lágrima que caiu.
- Vamos comer brigadeiro e ver um bom filme? – tentei melhorar o clima.
- Pode ser – ele sorriu, me levando pela cintura.
Clara’s POV
Me sentei no sofá junto de um pote de sorvete. Nada melhor do que afogar as mágoas e algo doce e gelado. Claro, até a campainha tocar. Abri a porta e tive uma surpresa.
- Nialler... – passei o olho por ele e pelo chão.
- Eu... érh, posso entrar?
- Claro, óbvio... hm, entra – sorri, saindo da porta, o deixando entrar.
Ele entrou e eu fechei a porta. Quando me virei, ele me beijou. Quando percebi o que fazia, o afastei. Ele me olhou confuso e eu comecei a chorar e falar.
- Nini, quer dizer, Niall, eu te amo. Na verdade eu nunca deixei de te amar. Você sabe bem disso. Mas você também sabe o quanto me fez sofrer? Quantas lagrimas você me fez derramar, quantas noites acordadas? Você sabe o quanto eu lutei por ti. Lembra de tudo não é? De todos os sorrisos, todos os beijos, todos os abraços. Mas parece que você já superou tudo que já tivemos né, já até esta com outra! Se eu fosse uma pessoa madura, eu desejaria pra vocês felicidades, e todas essas coisas. Mas não, não sou madura... – ele me cortou, despejando em mim, um poço de verdades.
- Eu vim aqui pra dizer que eu te amo Clara. Que eu nunca superei o que tivemos e eu sei lá porque eu me relacionei com a Demi, foi coisa de momento. Eu terminei com ela, hoje, a uma hora atrás, e eu passei uma hora pensando em vir aqui, no que dizer pra você, medir todas as minhas palavras, mas tudo que eu planejei não vale mais. Eu te quero do meu lado hoje, e todos os dias da minha vida. Eu quero me casar com você, ter pequenos Niallers e pequenas Clarinhas, eu até deixo você escolher os nomes deles (!), eu quero ficar velinho ao seu lado, ouvindo suas músicas alternativas estranhas, vendo nossos netinhos correrem.
- Mas e a distância Niall? Eu to aqui só essa semana, daqui a 4 dias eu vou embora!
- E dai? Nós podemos aguentar o namoro de longe, e quando der, você vem me ver, ou eu vou te ver, tanto faz. O nosso amor é forte o suficiente pra isso não é?
- Sim, é! – o beijei.
Num único beijo tinha todos os sentimentos bons possíveis. Saudade, felicidade, amor, paixão... Tudo. Nós passamos a noite juntos, como óbvio e dormimos abraçados, como era antigamente. Que saudado do meu duendezinho.
Ana’s POV
A noite passou rápido e quando deu meia noite nós viemos embora.
- Harry, tem certeza que não ta cansado pra dirigir?
- Sim, tenho! Para de ser medrosa. Vamos...
Ele entrou no carro e eu também. Viemos conversando, rindo, brincando e distraídos. Até por demais.
Devia ser por volta de 00:40, nós já nos encontrávamos quase perto de nossas casas. Era um cruzamento. Harry não viu e muito menos eu que um carro vinha de um dos lados do cruzamento, batendo no carro do Harry com força, me fazendo perder a consciência.
Acordei vendo tudo turvo. Eu não sabia onde eu estava, com quem, ou porque. Eu só queria saber onde estava o Harry, se ele estava bem, o que tinha acontecido, enfim...
Ouvi um barulho de porta rangendo e passos vindo em minha direção. Eu não conseguia falar, havia um tubo em minha boca onde eu podia respirar.
- Ana? Você acordou? Oh meu deus! – era Harry.
Ele me beijou na bochecha e começou a chorar. Percebi que ele tinha um dos braços imobilizados por um gesso e arranhões na testa que quase não tinha como ver por causa do seus cachinhos, que tampavam.
- Me perdoa Ana, eu não fiz de propósito! Eu não tinha visto o carro, eu juro. É tudo culpa minha, como sou um idiota! Idiota, idiota, idiota! – ele perambulava de um lado ao outro do quarto, falando sem parar.
Na sequencia que ele falava, eu ia relacionando as coisas e lembrando sobre tudo que aconteceu.
Tirei a máscara que estava na minha boca e sussurrei:
- Ta tudo bem Hazza – falei com voz fraca.
Ele me olhou, ainda chorando e veio me abraçar.
- Ana... preciso te contar uma coisa – ele disse olhando o chão, sentado ao meu lado na maca.
O olhei no sentido de “fale!” e ele pigarreou alguma coisa e depois falou:
- Nesses dois dias que você ficou desacordada, fizeram mil e um exames em você... E em um desses exames descobriu que você estava grávida de dois meses. O bebê infelizmente não resistiu ao acidente Ana, nosso filho... não resistiu – ele me lançou um olhar de súplica e eu o olhava assustada, em choque.
Tirei a mascara calmamente e repeti:
- Ta tudo bem Hazza – menti.
Eu estava em choque. Sentia minha cabeça latejar, meu corpo tremer dos pés a cabeça. Eu tive um filho. Ele morreu. Mesmo tendo apenas dois meses e eu nem sabendo que ele existia eu me sentia péssima. Me sentia aliviada, por não tê-lo, um bebê atrapalharia a minha carreira e a do Harry. Mas mesmo assim. Eu me sentia destruída, por fora e por dentro.
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