Once Upon A Reality
1 One and only Snow.
- EU NÃO ACREDITO NISSO, Emma. Como ele pôde... Fazer isso comigo, depois de tudo que passamos?
- MM, vocês não tinham nada quando ele assumiu esse compromisso com essa mulher. Você não pode culpá-lo. – Emma disse, sentando na bancada do apartamento que as duas dividiam.
- Tudo bem, eu aguentaria, mas ele me chamou pra ser sua madrinha. Sabe o quão pior é isso? – Mary Margaret disse, tomando um copo de água, pausadamente.
- Eu entendo, mas de qualquer modo... – A loira jogou sua bolsa de couro em cima do sofá. – Você pode recusar.
- Não é isso. Como? O que ele sente por mim, meu Deus? Eu não entendo.
- Vamos. – Emma a puxou pela mão pra fora da casa.
- Onde?
- Beber. Tem coisas que não se entende, simplesmente acontecem.
As duas andaram por cerca de cinco minutos e chegaram à lanchonete da vovó. Emma pediu uma cerveja, já MM, uma dose de whisky. Então a morena continuou reclamando sobre o casamento de Whale, quando Ruby se meteu:
- Vocês estão falando sobre o Sr. Whale? Soube que ele vai se casar.
- Pois é, e me chamou pra ser sua madrinha, acredita nisso, Ruby? – MM disse, tomando mais um gole da bebida.
- Não acredito, mas vocês não estavam saindo há um tempo aí?
- Passado.
- Entendi, mas então, parece que Regina já começou a aprontar tudo, a igreja, festa... – Ruby falou, mas foi interrompida por Emma.
- Peraí, o que a Regina tem a ver com isso?
- Ué, ela é a noiva.
- O QUE?! – As duas gritaram, espantadas.
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- Quer dizer que a sua futura esposa é Regina Mills? FALA SÉRIO, Whale! – Mary Margaret se exasperou, entrando no escritório de seu chefe.
- O que? Mary, eu posso explicar, eu não sabia que estava apaixonado por ela, mas estou.
- MENTIRA! Não me chame de Mary. E você não está apaixonado por ela, só quer uma parte de Storybrooke, quer saber? Você é igual a ela!
- Foi a minha própria noiva que pediu que você fosse escolhida como madrinha, significa o quanto ela te considera, devia dar mais valor a isso.
- Valor? Regina não dá valor a ninguém, muito menos pra mim, alias, ela só me escolheu, só TE escolheu pra me torturar, você é mesmo um idiota. – A mulher correu pra fora da sala e sentou em sua mesa, ao lado da de Emma.
- O que houve? O que você fez, MM?
- Acabei com ele.
- Você ta louca? Não devia ter feito isso.
- Srta. Blanchard, – Whale se aproximou da mesa das duas. – gostaria que tirasse o dia de hoje de folga.
- Obrigada, mas não preciso. – A morena disse sem nem levantar o rosto pra olhar em seus olhos.
- Sr. Whale ta certo, MM, vai pra casa, descansa, você ta estressada demais.
- Não quero, Emma, ta tudo bem. – Continuou mexendo em papeis em sua mesa, sem olhar pro homem em sua frente.
- PARE! – Todos no escritório pararam tudo e os encararam. — Não foi um favor, foi uma ordem, Srta. Blanchard!
- Tudo bem! – Mary Margaret disse rispidamente, puxando sua bolsa e indo embora.
O caminho pra sua casa era rápido, mas decidiu passar na ponte que adorava ir quando mais nova, se sentou na beira dela, balançava as pernas como uma criança e chorava rios.
- NÃO PULE! – Ouviu alguém gritando, então se deparou com a figura de um homem lindo, por sinal, rindo e vindo em sua direção. – O mundo não se recuperaria depois de tamanha perda.
- Eu não ia, mas o mundo não estaria perdendo nada, de qualquer forma. – MM não mudou a expressão triste.
- Sou David. – Ele estendeu a mão.
- Mary Margaret, mas pode me chamar de MM. – Ela a apertou.
- Olha, eu não vou invadir sua vida, mas não quero ver beleza tão grande desperdiçada. – Ele passou as costas de sua mão onde as lagrimas caiam no rosto da moça. – Não chore. – Sussurrou.
- Eu vou ficar bem.
- Me desculpe, MM, mas agora eu tenho que ir. Te procurarei. – David falou, já andando a caminho da cidade.
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- Bom dia, Emma! – Mary Margaret disse, saindo de seu quarto.
- Bom? Que bom humor é esse? Você lembra que dia é hoje?
- Claro que lembro, mas decidi que não vou deixar isso me derrubar. – A morena sorriu. – Apesar de tantas fotos, viagens, lembranças com ele... – Ela abaixou o olhar, mas logo sorriu de novo. – Não importa.
- Então é melhor nos arrumarmos, temos cerca de duas horas até o casamento.
- Ok.
- Não acredito que aceitamos ser madrinhas desse circo, – Emma falou, comendo seu cereal. — que concerteza vai pegar fogo.
- Nem eu, mas agora não ligo.
Mary Margaret vestiu um vestido verde, a cor que Regina havia escolhido pros detalhes e pros vestidos das madrinhas, (Emma e MM) os motivos eram: ela não tinha amigas e queria vê-las lá, saber que veriam a comédia-trágica toda. Colocou sapatilhas, penteou o cabelo e aos poucos, parava pra encarar a imagem no espelho. Se maquiou, colocou os brincos e pegou sua bolsa. Enquanto isso, Emma colocou um vestido da mesma cor, mas totalmente diferente, sapatos roxos, maquiagem, fez uma trança no cabelo, pegou a bolsa e foi pro carro, esperar sua amiga.
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Assim que chegaram ao local, encontraram seus pares, padrinhos, o de Emma, xerife Graham, com quem já namorava há algum tempo, e o de Mary Margaret era David, o cara que encontrara na ponte.
- Você está linda, MM. — O homem disse.
- Obrigada, você também, muito elegante.
- Quem diria, hã, nós dois padrinhos? – Ele sorriu. – Como está?
- Bem, obrigada.
- Deve estar feliz pela sua amiga.
- Quem?
- Regina. – David apontou pra limusine parada.
- Ela não é minha amiga.
- Vamos entrar? – Chamou Emma.
- Ok.
Regina — http://www.polyvore.com/ouat1r/set?id=59594200
Os quatro entraram pela igreja, havia muita gente ali, não porque gostavam de Whale ou Regina, mas porque foram obrigados. A bruxa entrou pela grande porta, e enquanto a melodia da noiva tocava, todos se viravam espantados por sua aparência. A mulher estava toda de preto, até mesmo seu buquê, um sorriso vitorioso no rosto e um Whale ganancioso no altar. A cerimônia ocorreu rapidamente, quando o homem disse sim, foi que Mary Margaret sentiu uma pontada forte no peito e caiu desmaiada. Todos se viraram, e David a pegou no colo.
- Oh, por favor, ela só está tentando destruir meu casamento! – Regina falou com desdém, mas foi ignorada.
- É o seu casamento, você tem que ficar, Whale. — Disse David, quando Whale correu até MM e quis tirá-la dos braços do mesmo, mas o impediu.
David correu e colocou MM em seu carro, enquanto Emma foi ligando pro hospital. Logo que chegou, o homem correu com a mulher no colo pra emergência e a colocou numa maca, alguns médicos vieram vê-la e fizeram exames. A loira chegou em seu carro e esperou do lado de fora do quarto. Horas se passaram até que o médico os chamou.
- Então, ela não tem nada, quer dizer, nada físico. Ela ficará bem, o namorado já pode entrar.
- Eu não... Ok.
David entrou no quarto pintado de cores claras, na maca, Mary Margaret deitada e com os olhos semi-abertos, passou os dedos levemente em sua bochecha e sorriu involuntariamente.
- Por que sempre que te vejo tem que ser em circunstancias... Ruins? – O homem sorriu e ela também.
- Não acho que a culpa seja minha, vai ver você está me perseguindo. Você está me perseguindo, David? – Ela o testou.
- Oh, você descobriu meu plano. — Os dois caíram na gargalhada.
- E então, como seguiu o casamento? – MM perguntou.
- Você gosta do Whale, não é?
- E-eu? Claro que não, David, de onde tirou isso? – Era a primeira vez que ele estava sério. – Gostava, ok? Eu estou esquecendo.
- E mesmo assim foi no casamento dele, como madrinha? – Ele riu de novo. – Você é maluca... Eu gosto disso.
Ela virou o rosto pro lado e encarou o canto do quarto.
- Regina quis te matar por roubar o momento dela.
- Como se ela nunca quisesse me matar antes. – Murmurou Mary Margaret.
- O que?
- Nada.
- Então, ela deu um pequeno chilique lá e só, o casamento continuou. Whale quis te trazer, mas eu não deixei, fiz mal, não foi? – David abaixou a cabeça.
- Não, fez certo, obrigada. Eu realmente o quero longe de mim.
- Não vou deixá-lo se aproximar, ok? – O homem acariciou sua bochecha e depositou um beijo em seus lábios.
- Meu príncipe encantado. – MM disse e os dois sorriram, enquanto sentiram alguns flashes vindo à mente, flashes de uma outra vida que não se lembravam com toda certeza.
- Eu vou cuidar de você, mas mais tarde eu volto, tem alguém aí pra te ver.
David saiu do quarto, mas Emma não estava mais do lado de fora, a procurou pelos corredores, mas nada. Foi embora, quando viu o homem saindo, Regina entrou no quarto, rapidamente, mas foi barrada por um enfermeiro.
- Com licença, qual o seu nome?
- Emma. – A morena sorriu. – Emma Swan.
- Ok, pode entrar. – O homem disse e a megera entrou.
- Por que, Mary Margaret? POR QUE SEMPRE ESTRAGA TUDO? – A mulher não podia correr, muito menos se esconder, quando a bruxa lhe empurrou pra fora da cama. – Grita agora! DESMAIA, VAI! – Regina fechou os olhos e logo os abriu de novo. – Adeus. – Sorriu dessa vez, enquanto se deitou sobre MM e lhe afundou um travesseiro no rosto. – Oh, pobrezinha da Branca de Neve, tão INDEFESA!
- EU SOU EMMA SWAN! – Regina ouviu a loira aos gritos do lado de fora.
- Ops, tarde demais.
No mesmo instante, Emma entrou no quarto e empurrou a mulher. Correu pro lado da amiga e limpou a primeira de muitas lagrimas que saíram de seus olhos. Tudo sonorizado pela risada maléfica de Regina, vários médicos foram chegando e quando a mulher ia saindo, a loira começou:
- VOCÊ, VADIA! – A mulher se levantou e apontou pra bruxa, ainda sorrindo. — NÓS AGUENTAMOS VOCÊ, SEU CASAMENTO E TODA A SUA TORTURA, MAS ISSO É DEMAIS! – Emma pulou no pescoço da mulher, três pessoas tentaram a separar, e não conseguiram.
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Alguns dias após a morte de Mary Margaret, Henry foi morar com Emma na casa da primeira. A loira processou Regina, que fugiu, depois que conseguiu deixar o hospital, por causa dos ferimentos que Emma deixou em seu corpo, deixou Whale pobre e sem nem um teto sobre sua cabeça. Mas não é isso que você quer saber, não é? Sim, Branca de Neve foi acordada por seu príncipe encantado, quer dizer... Mary Margaret ressuscitou com o beijo de David, como num... Conto de fadas.
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