Once Upon A Prophecy

4 Part I: The Fate Does What The Fate Must Do II


Notas iniciais
Para compensar Sacrifice para certas pessoas, apresento-lhe mais um capítulo!
Espero que gostem!

Regina abriu os olhos. O sol estava muito forte e ela virou a cabeça para escapar da claridade. A grama macia debaixo de seu corpo... Espera, grama?

Assustada, Regina sentou-se rapidamente e olhou ao redor.

- Ah-! – exclamou.

Não estava na banheira no Castelo do mundo Seis, na verdade, nem sequer estava no mundo em que nascera. Não havia um lugar no mundo da escuridão no qual um lago fosse tão calmo quanto aquele, nem com um céu tão azul ou árvores tão verdes com flores coloridas e definitivamente não havia um gramado tão macio. Ela não estava mais no mundo Seis, claramente.

Levantou-se ainda perdida, foi em direção ao lago e jurou torturar pessoalmente o responsável por aquilo. O reflexo que via no lago era definitivamente dela, mas... Os cabelos curtos, o enorme vestido branco de linho e os pés descalços... Não, estava tudo errado. Os cabelos da Rainha eram grandes, o preto e o vermelho eram predominantes em seu armário e ela definitivamente não se daria ao luxo de andar sem proteção nos pés.

Então, onde estava, por que aquelas roupas e quem tinha sido o responsável por todas aquelas mudanças?

Afastou-se do lago e voltou a examinar a paisagem. Parecia que tinha sido transportada para uma das pinturas bonitas e pacificas que vira no mundo Sete.

O barulho de um galho quebrado atraiu a atenção de Regina, que se virou imediatamente para a origem do som, mas só encontrou as árvores enormes, verdes e belas.

- Olá? – indagou, mas foi respondida com silêncio. Franziu as sobrancelhas. – Seja que for, espero que saiba o que fez. – Levantou a cabeça de uma forma arrogante. – Eu sou a Rainha da Torre Negra, a governante do mundo Seis e a bruxa mais poderosa existente.

Novamente, silêncio, mas Regina teve certeza de que viu alguém correr para dentro da floresta. Sem pensar duas vezes, seguiu a silhueta. A floresta parecia ser extensa e ia escurecendo à medida que se aprofundava nela. Regina parou antes de se aventurar dentro do labirinto verde. Não sabia se podia usar magia, então correr para dentro da mata escura e desconhecida exigia o mínimo de planejamento.

Olhou ao redor e o lago ainda permanecia intocado, quase como uma pintura. Ou ficava parada ali ou se aventurava na floresta, as escolhas não eram muitas e nenhuma garantia qualquer vitória.

Ouviu um barulho, como se alguém estivesse correndo desesperadamente pelo gramado verde, mas Regina continuava sozinha na clareira calma.

- Olá?! – exclamou mais uma vez e novamente houve apenas silêncio.

Quando voltou a olhar pelo caminho que dava ao interior da floresta, Regina percebeu que uma névoa espessa começou a encobrir a mata verde ao redor do lago. Antes, ela conseguia ver claramente cada detalhe das árvores, mas agora estava tudo embaçado.

Afinal, que lugar era aquele?

Decidida, a Rainha respirou fundo e começou a adentrar a floresta.

- Regina!

Uma mão agarrou o braço de Regina, que soltou uma exclamação de surpresa e se virou instintivamente para o intruso. Sua expressão era uma mistura de fúria e surpresa.

- Mor-Morgana? – indagou com surpresa.

A pessoa que a segurava, a bruxa Morgana, assentiu. A lua azul em sua testa era a marca de Morgana em qualquer lugar que ia, era quase uma questão de identidade. A lua azul era o símbolo das Sacerdotisas da Deusa em todo mundo Um. O longo vestido azul da bruxa estava sujo e os olhos verdes estavam cansados. Suas mãos e pés estavam cobertos de sangue e seus longos cabelos negros encaracolados estavam bagunçados.

- O que houve? – indagou. A imagem de Morgana estava instável. Ela estava quase transparente.

- Não tenho muito tempo. – começou a Sacerdotisa do mundo Um. – Os destinos estão agindo e não temos muito tempo. Regina, me escute bem, você não está segura aqui.

- Aonde é aqui? – olhou ao redor mais uma vez. – Eu me sinto estranha.

- Você está morta. – respondeu Morgana com o rosto contorcido entre tristeza e indiferença. – Os destinos estão te forçando a tomar uma decisão.

- Morta? – indagou novamente, engolindo seco. – Eu não posso estar morta! – olhava para Morgana com incredulidade.

- Não se desespere! – exclamou a Sacerdotisa se aproximando da Rainha e tocando-lhe os ombros. – Seus homens estão tentando te trazer de volta desesperadamente. Assim que eu tive a visão de isso aconteceria, eu providenciei tudo para te encontrar aqui.

- O sangue...

- De animais. Ritual de Sangue. – abaixou os olhos, quase envergonhada, mas logo levantou a cabeça, decidida. – Você precisa me ouvir. A minha energia já está acabando. – Apertou os ombros de Regina e se aproximou. – Não importa o que aconteça, você jamais deve entrar na floresta. Jamais. Uma vez que você entra, sua alma se perde e seu corpo morre.

- O que eu devo fazer, então?

Morgana olhou para trás, para o lago e Regina fez o mesmo.

- Eu não vou entrar lá. – respondeu a Rainha com uma calma decisiva. – Como eu sei que você é a verdadeira Morgana? – indagou com as sobrancelhas franzidas. Se os Destinos estavam jogando com ela, então era bem provável que elas usassem da forma de Morgana para enganá-la.

Morgana suspirou. Olhou para Regina por um momento e se inclinou para frente. Quando seus lábios se encontraram, Regina fechou os olhos e Morgana a acompanhou. O beijo foi rápido, mas nostálgico.

- Quando Cora sumiu. – começou Morgana. – passamos os dois dias de Eclipse juntas, no Castelo do mundo Seis. Depois, Viviane anunciou a renúncia e eu tive que voltar ao mundo Um. Ninguém soube disso. Todos os empregados estavam com suas famílias e os soldados estavam no campo de treinamento, bebendo e lutando. Isso prova a minha inocência?

Regina assentiu fracamente. Morgana sorriu.

- Ótimo. Faça o que eu disse. Entre no lago, você não voltará ao seu corpo só com isso. Os destinos te testarão mais uma vez e eu não vou poder te ajudar. – tocou o rosto de Regina. – Cuidado. Elas serão cruéis.

Regina abriu um sorriso.

- Eu sou a Juíza, a Rainha Má da Torre Negra. Nada é mais cruel do que eu.

Morgana assentiu com um sorriso.

- Você é forte, por isso sei que irá dar tudo certo. – afastou-se. Seu corpo ficava cada vez mais transparente. – eu tive visões, Regina e muitas delas, eu não saberia te explicar. Mas, de uma coisa eu tenho certeza: a criança, filha de Snow, deve viver. Se você quiser ir contra a vida da Salvadora, então eu serei obrigada a me aliar ao mundo Dois para te impedir.

- Você iria contra mim?

- Não contra você, mas contra sua vingança. Eu entendo como é. A Deusa sabe das coisas que eu fui obrigada a fazer. Mas, a criança deve viver... Pelo bem dos sete mundos, pelo meu bem e pelo seu. Eu irei com Aithusa até o mundo Seis imediatamente. Sei que Maleficent e Rumpelstiltskin farão o mesmo que eu.

Regina ficou em silêncio e Morgana desaparecia mais.

- Ainda não tem certeza de quem sou realmente? – indagou Morgana mais uma vez.

- Você diz que eu estou morta...

- Você chorou. – afirmou Morgana. Regina pareceu confusa. – Quando Cora sumiu, você chorou e suas palavras foram: “Ela ainda é a minha mãe.”

E assim, a Sacerdotisa do mundo Um sumiu.

Regina olhou ao redor mais uma vez. Suspirou e decidiu fazer o que Morgana disse. Só havia dois seres vivos que sabiam o que Regina realmente sentia pela mãe: Acnologia e Morgana. Ninguém mais imaginava que Regina ainda amava a mãe mais do que tudo, mesmo não devendo amá-la depois de Daniel.

Mas, amor é assim não é? Ama-se a quem se ama e é só. Se a pessoa merece o amor ou não, já não importa.

Acnologia, um poeta às vezes, dizia que o amor servia para dar esperança àqueles que mais precisam. Regina rira. Cora não precisava de amor e ainda sim, ela tinha. Regina, a antiga Regina, jovem e tola, precisava de amor e só recebia decepções. O dragão negro ficou em silêncio e se desculpou por todos os anos que eles passaram separados, depois prometeu que as coisas mudariam quando ela destruísse o conselho. Acnologia sempre teve a ideia fixa de destruição do Conselho, até antes mesmo da morte de Daniel. Era curioso.

Andou até o lago e entrou. A água era quente, confortável até. Respirou fundo e mergulhou. O que aconteceu depois, Regina não se lembra. Na verdade, parecia que nada tinha acontecido. Assim, que mergulhara e abrira os olhos, Regina se viu num lugar diferente e definitivamente não estava debaixo d’água.

Estava dentro de uma caverna escura. Um pingo de água caía sem parar. Regina olhou ao redor sem entender e amaldiçoava cada vez mais os Destinos. O que devia fazer agora? Não estava sequer molhada e era difícil de enxergar qualquer coisa, mas ela conseguiu ver um caminho... Um único caminho dentro de uma caverna?

Andou em direção ao caminho sugerido. Lembrou-se da floresta e da névoa. Aquele caminho, cada vez mais escuro, seria a mesma decisão errada como era a de adentrar a floresta? Mas não havia outro caminho, havia?! Suspirou e olhou ao redor, irritada. Os Destinos estavam jogando com ela e a Rainha não estava nem um pouco satisfeita.

Seu sangue borbulhava de raiva e o maldito bebê não parava de chorar!

Regina virou o rosto imediatamente para a origem do som. Um choro de bebê? Dentro de uma caverna? De onde vinha? Aproximou–se confusa da parede e com surpresa, viu que a viu desaparecer. Voltou o rosto e olhou para o caminho original pelo qual pretendia se aventurar e com um sorriso, viu o caminho desaparecendo. Com outro suspiro, continuou a andar até a origem do choro.

Não olhou para trás em momento algum. O choro ficava mais alto à medida que se aproximava. Aliás, por que os destinos deixariam um bebê numa caverna escura para ela encontrar? Regina nunca tivera uma criança para cuidar, ela já brincara com um ou outro, mas ela sozinha com um? Tremia só de pensar.

Talvez, a outra Regina, a garota apaixonada e inocente teria sido uma boa mãe, mas a atual Regina, a Rainha, não. Jamais daria certo.

Ela só queria acordar desse pesadelo.

Regina se apressou quando viu uma luz, fraca e branca. De repente, a caverna não parecia tão escura; de repente, Regina soube que a decisão de seguir aquele caminho foi a certa.

O choro vinha de um bebê carinhosamente envolvido numa manta branca no chão. Regina se aproximou e pegou o bebê, que emitia aquela luz quente e tão brilhante. Os olhos verdes da criança brilharam quando a viram e seus lábios pequenos e rosados se abriram numa sorriso enorme.

Regina soltou uma exclamação de surpresa quando o bebê começou a rir e sem querer, ela também abriu um sorriso.

- O que você está fazendo aqui sozinha? – indagou para o bebê, que continuava rindo com os olhos brilhando.

Pensou em sair dali com o bebê, mas não podia. A caverna parecia ter encolhido de forma que Regina estava presa em entre as quatro paredes. Mas, estranhamente, aquilo não pareceu incomodá-la. Sentou no chão da caverna e se permitiu olhar o bebê que ainda sorria. Ele parecia tão feliz.

Havia um nome escrito na manta do bebê. Regina o leu e abriu um grande sorriso.

- É um nome bonito. – comentou olhando para o bebê, que ria fascinado com a voz da morena.

O bebê estendeu uma das mãos e Regina pegou a mãozinha pequena e gordinha

- O que você é? – indagou com a voz fraca.

Durante toda sua vida, Regina amara poucas coisas. Cora, Acnologia, Daniel e talvez Snow. Mas aquela coisa pequena e gorducha em seus braços a conquistara mais rápido do que qualquer outra coisa, talvez só amara Cora tão rapidamente. Apaixonara-se por Daniel depois de anos de amizade e amara Acnologia quando este nascera quebrando o ovo negro e escamoso.

Amava aquela criança, que ria e a olhava com tamanha adoração.

- Você protegeria essa criança com a sua vida? – indagou a sua própria mente.

E a resposta foi óbvia:

- Sim.

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No mundo Zero, a Jovem esboçou um quase sorriso e se afastou do tear, voltando ao lado da mais velha e da criança.

O fio negro parou de se desfazer e voltou ao normal. Na verdade, era possível agora ver que nem todos os fios eram iguais no tear. Alguns eram mais grossos que outros ou mais finos. E agora, o fio de Regina, o fio negro, adquiriu uma espessura maior e como consequência, o fio branco que se interligava a ele também ficou mais grosso.

Os dois fios interligados continuaram a se movimentar lentamente. Como todos os outros.

Notas finais
Thank you! :3