Once I Dreamed With You, Now You Are My Reality
14 Two Months Later
Notas iniciais
*2 MESES DEPOIS*
— Blaine, eu não aguento mais isso. Ver ele lá, daquele jeito, está me matando.
Eu e Blaine íamos todos os dias até o hospital ver Seb, e eu sempre acabava cantando uma ou duas músicas para ele. Agora, estávamos a caminho do hospital, mais uma vez.
— Eu sei, está me machucando também. Se pudéssemos pelo menos entender o que o levou a fazer isso, talvez fizesse algum sentido. – Disse ele enquanto dirigia.
— Desculpa estar sendo um namorado displicente ultimamente, mas eu não estou com cabeça para nada disso. – Eu expliquei.
— Não se preocupe com isso. Eu entendo. – Ele disse e me olhou rapidamente, focando novamente no trânsito. – Chegamos! – Disse ele depois de um tempo.
Ele desceu do carro e abriu a porta para mim, ele segurou minha mão e fomos a caminho do quarto de Sebastian. Eu estou parecendo um zumbi nesses últimos meses. Eu não como direito, não durmo direito, não estou indo bem na escola, o coral foi desclassificado da competição pois não comparecemos às nacionais. Estamos todos perdidos e sem um motivo a continuar. Todos sentem falta dos pequenos detalhes, seja eles ficarem me zoando e me ver irritado, seja as brigas entre Carl e Sebastian. Todos estão tristes, ainda mais depois de verem o estado dele. Todos podiam se odiar antes, mas com o ocorrido todos estão unidos. Pelo menos algo de bom aconteceu. Carl veio visitar Sebastian quase todos os dias, e todas as vezes saiu chorando.
Chegamos ao corredor e Doutor Ralph veio até nós.
— Ele teve uma parada cardíaca hoje mais cedo. Ele quase não sobreviveu. – Disse ele meio assustado, porém com seu jeito calmo de sempre.
— E por que você não me ligou? – Eu perguntei meio bravo.
— Não adiantaria nada atrapalhar mais ainda sua vida. – Ele disse e eu assenti. Eu não queria começar outra discussão.
— Eu posso vê-lo? – Eu perguntei e ele assentiu.
Ele me levou até o quarto e pediu para que eu não tocasse em Seb. Eu não entendi o motivo e ele não soube me explicar.
— Sebastian, por que você não acorda logo? Você faz tanta falta. Eu preciso de você aqui, comigo. Eu preciso ver você fazendo suas palhaçadas e falando besteira por saber que eu dormi na casa de Blaine. Eu preciso que você ria da minha cara por eu botar a roupa do lado errado. Eu preciso que você reclame dos musicais que eu assisto e coloque seus filmes que só tem sangue. Eu preciso que você reclame que eu só escuto música chata e escolha uma música para fazermos um dueto no coral. Eu preciso que você me xingue por, às vezes, ser tão burro. Preciso que você mande eu parar de olhar filmes e vá fazer meus deveres de casa. Preciso que você me ajude a ensaiar. – Eu estava já chorando e me escorei nele, de leve. O médico pediu para que eu não fizesse, mas eu fiz. – Eu preciso que você fique implicando comigo. Ou até mesmo, preciso que você me xingue. Eu só preciso ouvir sua voz de novo, ver seus olhos claros de novo, ver seu sorriso de novo. Ver você dizer que tem medo de me perder, e preciso te dizer o quão assustado eu estou pela ideia de perder você aqui. Eu preciso poder te abraçar de novo e chorar por algum motivo besta no seu ombro.
Eu estava acariciando ele e segurando firme sua mão gelada. Eu estava tão desesperado e iludido que pensei que a mão dele estivesse segurando a minha. Sequei bem meus olhos e me levantei, olhei para ele e ele estava com os olhos abertos.
— Ai, meu Deus. Você consegue me ouvir? – Eu perguntei e ele levemente sacudiu a cabeça, indicando que sim. E eu chamei o Doutor pelo botãozinho que ficava na cama de Sebastian.
— Eu não sei se tenho força para sorrir, mas eu prometo que você ainda vai me ver sorrindo, ou melhor, rindo por você estar com a blusa ao contrário. – Ele disse tentando rir e eu olhei minha blusa, e ela estava do lado errado, não pude deixar de sorrir. Eu estava sorrindo e chorando ao mesmo tempo.
— O que houve, senhor Hummel? – Perguntou o Doutor entrando no quarto e eu apenas me virei para Sebastian sorrindo. Eu estava segurando suas duas mãos e ele estava olhando diretamente nos meus olhos. Blaine também entrou no quarto. – Oh, meu Deus. – Exclamou o doutor. – Preciso fazer alguns exames para saber se está tudo bem. Kurt, fique aí enquanto eu vou buscar a equipe.
— Eu não pretendo sair daqui. – Eu disse e ele tentou apertar mais minha mão. – Você não sabe quanta falta você fez.
— Eu t-tenho alguma ideia-a. – Ele falou com dificuldade. – Você sempre vinha aqui falar comigo. Eu sempre quis te responder, mas eu não conseguia. Era difícil.
— Espera, você me escutava? Então, você viu que todos vieram te ver, certo?
— Eu só sei disso porque você falou. A única voz que eu ouvi foi a sua. – Disse Seb.
— Bom, isso não importa. O que importa é que você está acordado. – Eu disse sorrindo.
— Oi, Sebastian. – Disse Blaine se aproximando e fazendo um carinho no cabelo de Seb.
— Pode me chamar de Seb. – Ele disse dando um sorriso fraco. – Quanto tempo faz que eu estou aqui?
— Mais ou menos dois meses.
— Nossa. – Ele falou surpreso.
— Vou ter que pedir que vocês dois se retirem do quarto. – Disse o Doutor quando voltou.
— Eu quero Kurt aqui comigo. – Choramingou Sebastian.
— Ele já vai voltar para cá, só precisamos garantir que você está bem e logo você poderá ir para casa. – Disse o Doutor e só depois de um tempo Sebastian me soltou e eu saí.
— Ele acordou, amor. – Eu falei para Blaine enquanto nos sentávamos de novo.
— Essa é a primeira vez que você me chama de “amor”. – Ele disse sorrindo.
— Eu sempre fico pensando em algo fofo para te apelidar, mas nunca consigo. – Eu falei meio magoado comigo mesmo.
— Você é fofo por si só. – Ele disse e eu segurei sua mão bem firme.
*UMA SEMANA DEPOIS*
— Está confortável? – Eu perguntei colocando Seb na cama com a ajuda de Blaine.
— Muito! Obrigado. – Ele disse sorrindo.
— Eu preciso ir, preciso levar os seus atestados até a escola para você poder recuperar tudo, mais tarde eu venho ver vocês. Tchau, Seb. – Ele falou sorrindo para Sebastian e eu o levei até a porta. – Tchau, amor. – Ele me deu um selinho e foi embora.
— Tudo bem, você está bem, está em fase de recuperação, mas está bem. – Eu falei sério, olhando Sebastian.
— O que foi? – Ele perguntou tomando a água que eu tinha trazido para ele.
— Por quê? – Eu perguntei e ele fez uma cara de dúvida. – Por que você tentou se matar, Sebastian?
— Oh, isso. – Começou ele. – Tudo bem, vamos começar pelo começo.
*FLASHBACK ON*
SEBASTIAN SMYTHE
Kurt saiu de casa e eu fiquei assistindo um filme de comédia que eu não sabia o nome. Eu comi um enorme balde de pipocas e tomei muito suco. Quando o filme acabou, eu não tinha o que fazer, e depois de muito negar a mim mesmo, acabei ligando para minha mãe.
“Quem está falando?” – Perguntou ela.
— Oi, mãe. Sou eu, Sebastian. – Eu respondi a ela.
“O que você quer? Eu já disse que eu não tenho mais filho nenhum.” – Ela disse rude.
— Por que você está fazendo isso? Eu sou seu filho, gostar de garotos não vai mudar isso.
“Infelizmente não muda nosso laço sanguíneo, mas muda o que eu sinto por você. E eu ainda me pergunto, o que eu fiz para merecer essa aberração como filho.”
— Eu não sou uma aberração, mãe. – Eu disse já chorando.
“Sebastian, não me ligue mais. Eu não ligo mais para o que acontece com você.”
— E se eu morresse? Você não ligaria?
“Eu daria graças a Deus.”
Quando ela disse isso, eu simplesmente desliguei e larguei o celular. Eu comecei a bater em tudo, inclusive em mim. Eu bati meu rosto várias vezes na parede, até que eu estava sangrando, com alguns cortes. Aquilo não seria o suficiente para me matar. Então, eu fui até a cozinha e peguei uma faca. Eu estava pronto para enfiar em minha garganta. Mas, eu acho que sou masoquista, então eu acabei cortando meus braços. Não saia sangue o suficiente para me matar. Então eu bati minha cabeça na parede. Burt acabou me encontrando e tentou me impedir, e quase não conseguiu. Ele ligou para alguém e depois eu estava em uma ambulância.
*FLASHBACK OFF*
KURT HUMMEL
— E é a última coisa que eu lembro. – Concluiu ele e eu estava chorando.
— Eu odeio a sua mãe.
— Acho que eu também. – Ele disse triste.
— Eu não devia ter te deixado sozinho. – Eu falei irritado comigo mesmo.
— Kurt, isso não é culpa sua. Você não pode parar sua vida por causa minha. Você já me ajuda o suficiente todos os dias. Graças a você eu tenho onde morar. – Ele falou e eu o abracei.
— Mesmo assim. – Eu falei ainda chorando.
— Espero que pelo menos a noite tenha valido a pena.
— Que noite? – Eu perguntei curioso.
— A noite que você foi para casa dele dizer que ama ele.
— Não aconteceu nada.
— NÃO ACREDITO! – Ele deu um grito e ficou sério. – Ah, sério isso?
— Foi quase.
— Conte-me mais.
— Não sei se quero falar isso para alguém.
— Ah, qual é. Eu sou seu melhor amigo. – Ele disse revirando os olhos.
— É que assim, estávamos lá, só que aí meu pai me ligou. Por isso foi quase.
— Desculpa. – Ele disse rindo.
— Vou fingir que não ouvi isso.
[...]
Haviam se passado duas semanas e hoje será o primeiro dia de Sebastian de volta à escola. O ano está quase acabando, então ele precisa recuperar muita coisa. Eu combinei com todos uma mini surpresa para Seb. Cada um levaria algo para a festinha, seja comida ou bebida. E alguns ficaram responsáveis pela decoração. Eu fiz uma placa gigante para ser colocada lá, escrito: “Sebastian, bem-vindo de volta”.
Ele estava bem distraído conversando comigo, até que nós entramos e a sala estava em completo silêncio. Ele avistou a grande faixa e deu um sorriso, e do nada todos gritaram “SURPRESA”.
— Meu Deus! – Exclamou Seb.
— Hoje o coral está de volta. Não temos competição para ensaiar, mas vamos continuar tendo nossos encontros. E hoje, é especial de boas-vindas a você Sebastian. – Blaine disse sorrindo e todos começaram a gritar coisas positivas e de boas-vindas para Seb.
— Muito obrigado a todos. É muito bom estar de volta. – Seb disse sorrindo.
— É muito bom te ter de volta. – Disse Carl vindo até ele e o abraçando. Até que se formou uma grande roda em volta de Sebastian, pois todos estavam o abraçando.
— Eu estou sentindo a falta de ouvir vocês cantando. Então, por favor, cantem. – Disse Sebastian se sentando em uma das poltronas.
— Eu tenho uma música para cantar. – Disse Carl e todos o observaram. – Não me olhem com essa cara. Sebastian sempre foi o meu melhor amigo.
Carl cantou a música Heroes, arrancando sorrisos por parte de Sebastian. Quando a música acabou todos estavam gritando feito loucos.
— Obrigado. – Disse Sebastian sorridente.
— Não há de que. – Respondeu Carl se sentando.
— Eu também tenho uma música para cantar. – Eu disse e Sebastian sorriu para mim e eu me virei diretamente a ele. – Quando você estava no hospital, eu cantava essa música para você. Essa e mais algumas, ou várias. – Eu falei rindo. – Mas, agora você vai poder ouvir.
“I know this pain (Eu conheço esta dor)
Why do lock yourself up in these chains? (Por que prender a si mesmo nestas correntes?)
No one can change your life, except for you (Ninguém pode mudar sua vida, a não ser você)
Don't ever let anyone step all over you (Não deixe jamais alguém pisar sobre você)
Just open your heart and your mind (Simplesmente abra seu coração e sua mente)
Is it really fair to feel this way inside? (É realmente justo sentir-se deste jeito por dentro?)”
Eu cantei já percebendo que eu não ia acabar a música sem chorar. Ver ele ali, bem, era uma alegria imensa, mas doía pensar em tudo que eu vi ele passar.
“Some day, somebody's gonna make you want to (Algum dia, alguém vai te fazer querer)
Turn around and say goodbye (Dar a volta e dizer adeus)
Until then, baby, are you going to let them (Até lá, amor, você vai deixá-los)
Hold you down and make you cry? (Reprimirem você e te fazer chorar?)
Don't you know (Você não sabe)
Don't you know things can change? (Você não sabe que as coisas podem mudar?)
Things'll go your way (As coisas seguirão do seu jeito)
If you hold on for one more day (Se você aguentar por mais um dia)
If you hold on for one more day (Se você aguentar por mais um dia)
Things'll go your way (As coisas seguirão do seu jeito)
Hold on for one more day (Aguente por mais um dia)”
Eu sentei ao lado dele e todos já estavam fazendo o fundo da música, me acompanhando. Uma alegria tomou conta de mim, juntamente com algumas lágrimas de emoção.
“You could sustain (Você conseguiria suportar)
Or are you comfortable with the pain? (Ou está confortável com a dor?)
You've got no one to blame for your unhappiness (Você não tem ninguém para culpar por sua infelicidade)
You got yourself into your own mess (Você mesmo se meteu na sua própria confusão)
Lettin' your worries pass you by (Permitindo que suas aflições passassem por você)
Don't you think it's worth your time (Você não acha que vale a pena gastar seu tempo)
To change your mind? (Para mudar sua opinião?)”
Eu comecei a chorar, como já era esperado por mim mesmo. Eu o observei e ele possuía um sorriso acolhedor nos lábios e segurou minha mão.
“Some day, somebody's gonna make you want to (Algum dia, alguém vai te fazer querer)
Turn around and say goodbye (Dar a volta e dizer adeus)
Until then, baby, are you going to let them (Até lá, amor, você vai deixá-los)
Hold you down and make you cry? (Reprimirem você e te fazer chorar?)
Don't you know (Você não sabe)
Don't you know things can change? (Você não sabe que as coisas podem mudar?)
Things'll go your way (As coisas seguirão do seu jeito)
If you hold on for one more day (Se você aguentar por mais um dia)
Hold on for one more day (Aguente por mais um dia)
Hold on for one more day (Aguente por mais um dia)”
Eu comecei a lembrar de todos os exames que eu presenciei, todas as vezes que os curativos eram trocados e eu via todos os machucados estampados na pele dele. Todas as vezes que eu falava com ele e esperava por uma resposta, algo que nunca vinha.
“Hold on for one more day, 'cause (Aguente por mais um dia, pois)
It's gonna go your way (Isso vai seguir do seu jeito)
Hold on for one more day (Aguente por mais um dia)
Things'll go your way (As coisas seguirão do seu jeito)
Things'll go your way (As coisas seguirão do seu jeito)
Hold on for one more day (Aguente por mais um dia)”
Quando eu terminei a música eu abracei ele forte.
— Eu nunca vou te abandonar. Eu prometo. – Ele sussurrou em meu ouvido.
— Você disse que tinha medo de me perder e eu que quase te perdi. Eu estou traumatizado com a minha vida. – Eu falei chorando e todos vieram para mais perto de mim.
— Por quê? – Perguntou Carl.
— Quando eu era pequeno, meus pais se mudaram pois planejavam ter outro filho. Uma semana depois que nos mudamos, minha mãe faleceu. No dia que eu conheci Blaine ele perdeu a memória e desde então eu tenho medo de escadas, já que foi caindo de uma que ele perdeu a memória. Mas, poderia não ter sido só a memória, poderia ter sido a vida dele. Eu passei muito tempo dividido em relação a Sebastian, metade de mim odiava ele e a outra metade não o compreendia, quando nos tornamos amigos do jeito que somos agora ele quase morreu. A vida dá um jeito de tirar de mim tudo que eu amo. E eu estou cansado disso. Até mesmo os Warblers já quase foram tirados da minha vida, quando Elliott veio aqui para nos treinar. – Eu desabafei, e me senti muito melhor depois disso.
— Eu perdi a memória, mas eu estou aqui, não estou? Todos estamos aqui, e não vamos te abandonar tão cedo. – Disse Blaine.
— Quando nós amamos alguém, é difícil dizer adeus. – Disse Sebastian. – Ain, esse clima está muito triste, vamos animar isso aqui. Alguém canta algo animado, por favor?
— Tive uma ideia, mas preciso de uma dupla. – Blaine disse feliz.
— Pode ser eu? – Eu perguntei e ele assentiu. Ao contrário do que eu esperava, ninguém ficou enchendo a paciência por cantarmos juntos.
Nós cantamos a música I Really Like You da Carly Rae Jepsen. De início era apenas Blaine e eu, mas logo todos se juntaram na música e no final todos já estavam gritando felizes.
— Isso foi legal. – Comentou Carl.
— Está brincando? – Começou Sebastian. – Isso foi sensacional.
— Ainda quero ser padrinho do casamento de vocês. – Disse John.
— Desculpa, esse cargo já é meu. – Disse Sebastian piscando para ele e depois rindo.
— Kurt, você contou a Sebastian quem o visitou no hospital? – Perguntou Blaine sorridente.
— Não, eu tinha me esquecido. – Eu botei a mão no rosto, fazendo cara de surpreso. – Nicolas te visitou.
— Sério? – Sebastian chegou a ficar com os olhos brilhando.
— Algumas vezes. – Eu disse.
— Várias vezes. – Corrigiu Blaine.
— Meu Deus. Me diz que eu estava de um jeito decente. – Sebastian disse e todos riram.
— Sebastian, ninguém fica bem em um hospital. Mas, se isso vai te fazer sentir melhor, eu sempre deixei seu cabelo bem arrumadinho. – Eu falei rindo. – Ele disse que ainda quer dançar com você, sei lá, mas eu pensei no que não devia ao ouvir isso.
— Você está passando tempo demais ao meu lado. – Ele disse rindo.
— É a vida. – Eu disse.
— Pessoal, estão todos liberados. Se quiserem ficar, podem ficar, mas os que tiverem outros clubes podem ir. – Disse Blaine.
Depois de umas horas na escola chegamos em minha casa e nós três estávamos indo em direção ao meu quarto.
— Podem sentar aí. – Eu disse apontando para minha cama.
— Quem garante que não aconteceram saliências aqui? – Disse Sebastian fazendo cara de nojo.
— E o inferno? Como está hoje? – Eu falei e ele riu.
— Eu não entendi. – Disse Blaine inocente.
— Foi dele que você pegou a lerdeza? – Perguntou Sebastian e eu atirei meu casaco nele.
— Vão me explicar ou não? – Disse Blaine revirando os olhos.
— É a mesma coisa do que se ele tivesse me mandado para o inferno. Só que ao contrário. Ah, sei lá. Mais ou menos isso. – Disse Sebastian e eu ri.
— Eu me divirto em ver vocês dois. – Eu disse. – Eu vou botar música, querem alguma em especial? – Eu perguntei e eles se entreolharam.
— Algo animado, tipo Outside da Ellie Goulding & Calvin Harris.
— Prefiro algo do Billy Joel. – Disse Blaine.
— Se é para escolher algo, escolha algo desse século. – Disse Sebastian.
— Billy Joel não é velho, é clássico.
— Clássico para os meus avós. – Disse Sebastian.
— Tudo bem. Acho que eu vou escolher. – Eu disse.
— Só não bota Adam Lambert. – Disse Blaine.
— Deixa ele escolher, caramba. – Disse Sebastian e do nada os dois começaram a rir.
— Às vezes parece que vocês saíram do hospício. – Eu disse e também ri.
Depois de um tempo estávamos nos encarando, e logo já estávamos rindo de novo.
— Tá, nós não vamos conseguir decidir uma música, então vamos assistir um filme. – Eu falei e logo me arrependi.
— Jogos Mortais. – Disse Sebastian feliz.
— Eu prefiro Piratas do Caribe. – Disse Blaine.
— Não pode ser um desenho da Disney? – Eu perguntei.
— NÃO! – Blaine e Sebastian gritaram juntos.
— Tudo bem, Blaine, fique do lado do Sebastian, eu ia escolher o Tarzan, porque todas as músicas do filme são do Phil Collins, mas deixa, tudo bem. – Eu falei fingindo estar magoado e me segurando para não rir.
— Ah, amor. Espera aí, vamos conversar, assim é jogo baixo. Eu aceito ver Tarzan. – Blaine disse feliz.
— Agora eu quero ver Jogos Mortais. Vamos, Seb. – Eu falei e não me aguentei e comecei a rir.
— Por que você está rindo? – Perguntou Blaine.
— Porque a sua cara foi engraçada quando ele pareceu estar magoado com você. – Disse Seb rindo e Blaine tocou meu travesseiro nele.
E assim passamos a madrugada, os três rindo, algumas vezes discutindo de brincadeira, assistindo filmes, e o principal, juntos.
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