Once I Dreamed With You, Now You Are My Reality
9 The Epic Duet
Notas iniciais
E a tão esperada sexta chegou. A festa pré-casamento de Blaine será esta noite. Eu e Sebastian não poderíamos estar mais ansiosos. Preparamos uma música sensacional para cantarmos. Blaine não perde por esperar.
Me levantei sorridente, tomei um banho e coloquei meu uniforme. Peguei o carro e fui para a escola. A aula de matemática estava complicada, a de sociologia estava entediante e a de inglês estava fascinante. Porém, não prestei muita atenção em nenhuma delas.
Após minha última aula, fui para o ensaio. Todos já estavam lá, menos eu e Sebastian, que entrou junto comigo.
— Desculpa o atraso, a conversa se prolongou. – Disse Seb.
— Tudo bem. Agora que estão aqui, podemos começar. – Começou Blaine e todos o olharam atentamente. – Alguém tem ideia de músicas para as nacionais?
— Eu queria cantar nas nacionais. – Disse Sebastian.
— A pergunta não foi quem quer cantar e sim quem tem ideias para músicas. – Disse Carl de uma maneira extremamente grosseira.
— Sebastian, anotado. Carl, o que eu mais quero é que vocês se unam, então, a partir de agora, NENHUMA briga será tolerada aqui dentro. Entendido? – Blaine perguntou e todos assentiram, Carl apenas revirou os olhos. – Sebastian, você quer o solo?
— Não. Quero o dueto. – Ele disse simples.
Todos começaram a gritar, xingando Sebastian.
— Você é burro? Todos aqui queriam a chance de ter o solo e você simplesmente joga fora? – Gritou Jake.
— PAREM DE GRITAR COM ELE. – Gritou John, revirando os olhos. – A PERGUNTA FOI PARA ELE, ENTÃO ELE DECIDE SE QUER CANTAR OU NÃO.
— Quem aqui gostaria de fazer o solo? – Blaine perguntou e uns dez levantaram a mão. Ao contrário do que todos esperavam, eu nem me mexi. Estou cansado das brigas inúteis. – Kurt, você não quer o solo?
— A bicha ficou irritadinha. – Debochou Jake. Jake era o tipo irritante de Warbler, e sim, existem alguns tipos de Warblers.
Existem os Warblers divertidos. Esses estão ali na equipe porque gostam de cantar, gostam de se divertir e topam tudo. É um dos tipos mais legais.
Existem os tímidos. Esses ficam na sua algumas vezes comentam algo contra, mas normalmente não abrem a boca para nada.
Existem os metidos. Um dos piores tipos, acham que mandam em tudo e no fim, acabam não mandando em nada, pois Blaine corta a onda deles (coisa que eu amo ver).
Existem também, os irritantes. Onde Jake e seu ridículo grupinho se encontram. Em sua maior parte, queriam uma cura para os gays. Outra parte, ri das piadas homofóbicas de Jake – além de irritantes, preconceituosos.
Existe também o grupo indefinido. Onde eu, Sebastian, John e mais alguns estamos. Não querendo me achar, mas é o grupo mais legal.
— Jake. Sala. Do. Diretor. Agora. – Blaine falou pausadamente.
— Ah, desculpa! Eu esqueci que o senhor, professor, também é uma bicha. – Jake disse rindo e Sebastian e eu queríamos ir para cima dele e bater nele até ele parar de respirar, mas seria muita ignorância de nossa parte e não valia a pena.
— Eu vou ter que mandar de novo? – Blaine perguntou sério. – Vai. AGORA. – Ele falou um pouco mais alto.
BLAINE ANDERSON
— Diretor, esse garoto está fazendo comentários desnecessários sobre os meninos no coral.
— Não foi sobre os meninos, foi sobre as duas bichas, você e Kurt. – Jake disse e o Diretor o olhou bravo.
— Jake, eu vou ter que te suspender de novo? – Perguntou o Diretor.
— É só você tirar esse professor inútil e aquela moça da equipe e tudo se resolve. – Jake falou debochado.
— Olha, eu estou tentando manter a calma, mas, Diretor, com sua permissão, eu preciso falar algumas coisas. – Eu disse ainda calmo. O que não iria durar muito.
— Pode falar. Esse menino precisa ouvir algumas coisas para ver se ele se acalma.
— Primeiro, você tem que parar de falar essas coisas. Você acha que está sendo engraçado, mas eu te digo, você só está sendo idiota. Você está fazendo papel de trouxa ao falar dos gays como se fossem doentes. Você disse que eu sou um professor inútil, mas até onde eu sei, quem levou vocês para as nacionais, foi eu e Kurt. Então, é bom que você veja bem quem faz a diferença no time. – Eu dei uma pausa. – Outra coisa, se você não está contente, é só se retirar do time. Tirando o seu grupinho, mais ninguém sentirá a sua falta. Você não gosta do Kurt? Tudo bem. Não gosta de mim? Tudo bem. Eu realmente não ligo. Porém, você tem que parar de usar o único argumento que você parece ter, de chamar os outros de “bicha”.
— E não é a verdade? Não é isso que vocês são? – Ele perguntou ainda com seu ar irônico.
— Eu desisto. Diretor, está nas suas mãos. – Eu disse.
— Jake, você está suspenso. E, está expulso dos Warblers. Vá pegar seu material, eu vou ligar para seu pai.
Eu não deveria, mas fiquei feliz. Eu não me importo que falem de mim, mas é como se eu levasse um tiro cada vez que vejo alguém falar de Kurt. Kurt pode não parecer, mas é frágil. E eu me preocupo com ele.
KURT HUMMEL
— Jake foi expulso da equipe. – Disse Blaine voltando. – Temos pouco tempo por hoje, então vamos aproveitar.
— Eu pensei em uma música. – Falou Seb contente.
— Pode falar. – Pediu Blaine pegando seu caderno para anotar.
— É que, eu queria saber se eu vou poder fazer o dueto, porque eu queria cantar essa música em um dueto. – Sebastian estava receoso.
— Você pode fazer o dueto, Seb. – Blaine permitiu sorrindo.
— Ain, não me chama de Seb. – Sebastian pediu rindo.
— Mas Kurt te chama de Seb. – Blaine falou arqueando a sobrancelha.
— Exatamente. Só ele pode me chamar assim. – Seb disse e alguns dos meninos começaram a fazer algumas piadinhas.
— Ok. Me desculpa. – Blaine disse sem jeito e eu até senti pena dele.
— Não foi nada. – Sebastian continuou rindo. – Eu pensei na música Thinking Out Loud do Ed Sheeran.
— É uma boa música. Está anotado, Sebastian. – Disse Blaine dando um sorriso. – Mais alguma condição?
— Quero cantar com Carl. – Sebastian falou e eu fiquei orgulhoso.
Eu e ele havíamos conversado sobre isso, ele estava receoso sobre a ideia, mas eu disse que ia dar tudo certo. Se suspeitassem, era só ele dizer que queria se reaproximar do melhor amigo. Era algo simples, até porque, os dois se conhecem desde que nasceram.
— Carl, você aceita cantar com Sebastian? – Blaine perguntou e eu estava torcendo para que sim.
— Só quando ele admitir que está namorando com Kurt. – Carl respondeu.
— Isso é ridículo. – Eu disse irritado e Blaine me olhou com raiva. Ultimamente ninguém podia falar nada de ter algum relacionamento comigo que ele ficava assim. Se ele fosse decidido na vida, poderíamos estar juntos. Mas ele prefere escolher o caminho mais difícil, então não tenho culpa.
— Quer saber. Era isso que você queria ouvir? Pois é, eu e ele estamos namorando. – Sebastian disse e levantou, eu fiquei assustado com o que estava por vir. – Era isso que todos queriam saber? Sim, eu sou gay. Felizes? E mais que isso, Blaine, você é um idiota. Carl, você é ridículo e Kurt nunca vai te querer. Portanto que ele prefere a mim do que a você.
Sebastian ia saindo irritado da sala, mas no meio do caminho voltou até mim, levantou meu rosto e me deu um selinho e só então foi embora. Todos ficaram me olhando sem entender o que havia acontecido. Eu tentei parecer o mais normal possível. Não nego que estava meio difícil.
[...]
— Desculpa pelo que eu fiz lá. – Seb estava pedindo desculpa pela milésima vez.
— Está tudo bem. – Eu disse arrumando meu cabelo. Seb estava sentado na minha cama esperando que eu estivesse pronto para podermos ir até a festa de Blaine.
— Não está tudo bem. Você é meu amigo e tudo bem que amigos ajudam amigos, mas, nesse caso, você me ajudou e eu ferrei com seu romance. – Ele disse triste.
— Você está esquecendo de um fato importante: Eu não tenho um romance.
— Ok. Eu acabei com as chances de você ter um romance. Melhorou? – Ele perguntou e eu assenti rindo.
— Nós vamos nessa festa e vamos arrasar. Ainda quer fazer isso? – Perguntei.
— Claro. Eu não vou perder a oportunidade de me esfregar no garoto que eu amo. – Ele disse e nós rimos. – Ele vai me bater.
— E eu vou te defender. – Eu disse e fomos para o carro.
Chegando na casa de Blaine, tocamos a campainha e Rachel abriu a porta.
— Olá, meninos. – Ela disse com a mesma cara falsa de sempre. – Venham comigo.
Ela nos guiou até a parte de trás da casa. Havia um enorme pátio com piscina. Haviam vários bancos espalhados, algumas mesas para o jantar também foram colocadas. Havia também, mais para o fundo do pátio, um improvisado palco. Rachel saiu de perto de nós e foi até Blaine e se sentou no colo dele. Ele estava muito bonito, algo que não é novidade. Ele estava com uma calça jeans preta, uma blusa social azul clara e uma gravata borboleta em um azul mais escuro. Ele estava com seu cabelo natural, sem o gel de sempre, com alguns cachos caindo em sua testa.
Quando ele nos viu chegar, veio até nós nos cumprimentar. Ele quase atirou Rachel no chão, e eu ri, é óbvio.
— Boa noite, meninos! – Disse Blaine sorrindo.
— Eu vou falar com os meninos do coral. Já volto. – Mentiu Sebastian, pois os meninos estavam de um lado e ele foi para outro.
— Você está muito bonito, Kurt. – Disse Blaine me olhando dos pés à cabeça.
— Obrigado. Sua noiva também. – Eu disse. Eu queria arranjar uma briga? Provavelmente.
— Não vejo motivos para ciúme. Você está namorando e nem me informou. – Ele falou fingindo estar magoado.
— A culpa disso é sua. Se você tivesse dado valor, as coisas seriam diferentes. – Eu falei cruzando os braços e ele imitou meu ato.
— Eu quero te mostrar uma coisa. Pode me acompanhar? – Ele perguntou e eu assenti.
Ele entrou na casa e eu fui seguindo ele, até que demos de cara com Rachel.
— Onde vocês estão indo? – Perguntou ela.
— Eu estava indo mostrar a Kurt onde fica o banheiro. – Disse Blaine e eu fiquei irritado. Não aguento mais ouvir ele enrolando tanto a mim quanto a Rachel.
— Querem saber? Eu vou procurar Seb. – Eu disse e saí fora.
Procurei Sebastian por todos os lados e vi ele sentado em um canto, sozinho.
— O que houve, Seb?
— Carl. Ele estava beijando John. Você acredita nisso? – Ele perguntou quase chorando.
— Eu entendo. – Eu falei fitando o chão. – Estou com muita raiva de Blaine.
— Eu entendo. – Disse Seb e acabamos rindo.
— Vem, daqui a pouco temos que roubar a cena. – Eu disse e fomos até uma mesa que estivesse vazia.
No palco, estavam cantando duas meninas, que eram amigas de Rachel. Elas estavam cantando a música Stronger da Kelly Clarkson. Quando elas desceram, eu e Sebastian fomos até o palco, subimos o pequeno degrau e nos colocamos a frente dos dois microfones. Colocamos a música para tocar e quando Blaine percebeu a música que estávamos prestes a apresentar, ele colocou as mãos na cabeça e ficou em pé.
Eu segurei o microfone em uma das mãos e comecei a cantar.
“So hot out the box
Can you pick up the pace?”
Eu desci do pequeno palco e caminhei por entre as mesas, dançando e olhando fixamente para Blaine. Ele me encarava com a boca aberta, provavelmente assustado por minha atitude.
“Turn it up, heat it up,
I need to be entertained”
Sebastian fez o mesmo que eu, porém olhando fixamente para Carl.
“Push the limit, are you with it, baby don't be afraid
I'mma hurt you real good, baby”
Cantamos juntos essa parte e nos encontramos no meio do enorme pátio. Ficamos “dançando” juntos. Não parecia bem uma dança, mas estava deixando Blaine nervoso, ou seja, estava funcionando.
“Let's go, it's my show, Baby do what I say
Don't trip off the glitz that I'm gonna display
I told you I'mma hold ya down until you're amazed
Give it to ya till you’re screamin' my name”
Continuamos cantando juntos. Enquanto eu ainda estava dançando no meio do pátio, Sebastian foi até Carl e subiu na cadeira ao lado dele. Os olhos de todos estavam em Sebastian naquele momento. Ele virou a cadeira, todos pensaram que ele iria cair, mas ele estava fazendo de propósito para ficar mais perto de Carl. John o observava com raiva, era até estranho, e Blaine me encarava de um jeito como se estivesse perguntando se eu não iria fazer algo para impedir.
“No escaping when I start
Once I'm in I own your heart
There's no way to ring the alarm
So hold on until it's over”
Agora foi minha vez de atrair os olhares de todos. Fui até Blaine e comecei a literalmente me esfregar nele. Eu não estava nem aí para as consequências, eu avisei ele que algo assim poderia acontecer. Rachel estava pronta para tirar a música, porém Chris correu e segurou ela. Eu comecei a caminhar em volta de Blaine, dançando perto de todos os caras que eu encontrava.
Eu e Sebastian nos encontrávamos no meio de todos novamente, prontos para cantar o refrão.
“Oh, do you know what you got into?
Can you handle what I'm about to do?
Cause it's about to get rough for you
I'm here for your entertainment”
Nós começamos a cantar apontando para Carl e Blaine. Eu fui até Blaine e fiz ele cair sentado na cadeira que estava atrás dele. Ele estava com os olhos vidrados em mim e com um leve sorriso nos lábios.
“Oh, I bet you thought I was soft and sweet
You thought an angel swept you off your feet
Well I'm about to turn up the heat
I'm here for your entertainment”
Eu e Sebastian cantávamos juntos e a essa hora ele estava mais calmo, porém, estava cantando olhando para Carl. Enquanto isso, eu estava mais alterado do que um bêbado. Eu estava além da loucura. Eu não reconhecia a mim mesmo. Mas como eu já disse, isso é tudo culpa de Blaine.
“It’s all right
I'll be fine
Baby I'm in control
Take the pain
Take the pleasure
I'm the master of both
Close your eyes, not your mind
Let me into your soul
I'm gonna work it 'till your totally blown
No escaping when I start
Once I'm in I own your heart
There's no way to ring the alarm
So hold on until it's over”
Eu dei a volta na cadeira onde Blaine estava e comecei a dançar de um jeito sensual, ou que pelo menos, era para ser sensual. Eu fui novamente para a frente dele e me sentei em seu colo, de lado. Ele sussurrou pedindo para que eu parasse com aquilo. Mas eu não iria conceder seu pedido.
“Oh, do you know what you got into?
Can you handle what i'm about to do?
Cause it's about to get rough for you
I'm here for your entertainment
Oh, I bet you thought I was soft and sweet
You thought an angel swept you off your feet
Well I'm about to turn up the heat
I'm here for your entertainment”
Sebastian roubou um beijo de Carl, e eu fiquei feliz, pois ele foi correspondido. O que eu achei bom e ruim ao mesmo tempo. Carl não merecia Sebastian. Se bem que, Blaine também não me merecia.
“Do you like what you see?
Let me entertain ya 'till you scream
Oh, do you know what you got into?
Can you handle what i'm about to do?
Cause it's about to get rough for you
I'm here for your entertainment
Oh, I bet you thought I was soft and sweet
You thought an angel swept you off your feet
Well I'm about to turn up the heat
I'm here for your entertainment”
Quando a música acabou, eu e Sebastian recebemos muitos aplausos, gritos e elogios. Eu olhei para Sebastian, porém ele estava caminhando com Carl para um canto onde não tinha ninguém. Preferi não imaginar o que aconteceria.
Blaine estava me encarando sério. Achei que ele fosse me bater de tanta raiva que ele parecia estar.
[...]
Após as coisas se acalmarem, mais algumas apresentações foram vistas, porém, nenhuma superou a nossa.
Todos já haviam ido embora, incluindo Rachel, que disse que precisava se preparar para o casamento.
Blaine disse que queria conversar comigo e, após trancar toda a casa, disse para eu o acompanhar. Fomos até seu quarto e ele encostou a porta. Eu ia abrir a boca para falar algo, mas não tive tempo, pois ele simplesmente chegou e me beijou. Eu confesso, eu já estava sentindo falta do beijo dele. Mas ele não merecia me ter ali. Mas como essa noite eu prometi não ligar para nada, não reclamei.
Eu poderia ter o empurrado, mas eu também queria aquilo.
Ele foi me empurrando e nós caímos sobre a cama sem, em nenhum momento, pararmos de nos beijar. Até que, perdemos o fôlego.
— Você acaba de trair o seu namorado. – Disse Blaine, sentando-se na cama.
— Ele não é meu namorado. Eu fiz aquilo para ajudar ele. – Eu disse e ele abriu um sorriso. – Mas você sim, você traiu sua noiva. De novo.
— Eu não ligo. – Ele disse dando de ombros.
— Mas eu ligo.
— Pensei que não gostasse dela.
— E não gosto. Mas, eu não gosto que façam com os outros o que não quero que façam comigo.
— Eu só faço isso com ela. – Ele disse se defendendo.
— Não, Blaine! Você está me enrolando também.
— Olha, me desculpa. Eu juro que não faço isso de propósito.
— Vamos mudar de assunto. – Falei soltando um suspiro. – O que achou da minha apresentação?
— Eu preferia que tivesse acontecido de outra maneira. – Ele disse torcendo a boca.
— Como assim? – Falei sem entender.
— Eu preferia que você tivesse feito aquilo sozinho, entre quatro paredes, só para mim. Assim, eu poderia babar à vontade nesse seu corpo perfeito. – Ele disse e eu corei.
— Se você não fosse casar, isso até que poderia acontecer. – Eu disse o provocando.
— Me dê motivos bons o suficiente para que eu não me case. — Ele disse.
Ao ouvir isso, eu só pensei em um motivo bom. Pensando ser o suficiente o beijei com todo amor e carinho do mundo. Quando ficamos novamente sem ar, ele abriu a boca para falar. Mas acabou não dizendo nada.
— Me convenceu. – Ele disse por fim.
— Agora quem tem que convencer alguém, é você.
— Por que?
— Você não me merece.
— Mas eu te... eu realmente gosto de você.
Ele disse e se ajeitou na cama, deitando-se. Eu fui até ele e me deitei sobre seu peito. Acabei adormecendo, sem querer, sorridente.
Acordei com um empurrão forte na porta, feito propositalmente. Era Rachel. Eu queria poder sumir, me enterrar no chão, ou até mesmo parar de respirar. Era agora a minha hora, eu com certeza seria assassinado.
— QUE PALHAÇADA É ESSA AQUI? – Ela gritou assustando a mim e Blaine, que a essa hora, ainda dormia serenamente.
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