Notas iniciais
Oii, gente, tenho um recado importante nas notas finais *-* Espero que gostem do capítulo ♥

Alguns dias se passaram e tudo corria da mesma maneira. Todos estavam ensaiando para as nacionais. Sebastian ainda estava em minha casa, porém um pouco mais alegre. Blaine e eu continuamos juntos, firmes e fortes. Tudo estava em perfeita calmaria.

Estava eu tranquilamente no meu quarto lendo quando ouvi meu celular tocar. Corri e atendi.

— Oi, Blaine. – Eu disse já rindo de maneira boba, como sempre quando eu falava com ele.

“Tudo bem, amor?” – Perguntou ele, fofo.

— Tudo sim. E com você? – Eu perguntei calmo.

“Não muito, estamos com problemas.” – Ele disse e sua voz mudou completamente.

— O que houve? – Perguntei preocupado.

“Os comentários sobre nós estão aumentando na escola. Está ficando quase impossível desmentir todos. Hoje mesmo um aluno veio me dizer que queria ser convidado para o nosso casamento.” – Disse ele e depois riu.

— Não é só para você que está difícil desmentir, eu também estou tendo esse problema. – Eu disse e bufei. – As pessoas não têm nada para fazer, aí elas têm que ficar fazendo fofoquinha sobre os outros.

“Esse nem é o problema maior. Eu tive outra reunião sobre a assembleia hoje. Mudaram a data.” – Disse ele.

— E quando vai ser?

“Amanhã. E mais que isso, eu vou ter que cantar.” – Ele falou e eu me assustei.

— Amanhã? – Eu quase gritei no telefone. – E como assim você vai cantar?

“Sim, amanhã! Espero que todos os ensaios tenham valido a pena e que você esteja pronto para cantar. Eu vou cantar, pois não tem alunos o suficiente para fechar nem duas horas de apresentação, coisa que deveria ter mais.” – Explicou ele.

— Tudo bem. Vou dar mais uma ensaiada com Seb. – Eu disse.

“Vocês dois não querem vir jantar aqui em casa?” – Perguntou ele com o tom de voz mais tranquilo.

— Por mim, sim. Deixa eu perguntar para o Seb. Espera um minutinho. – Eu falei indo em direção ao quarto onde Sebastian estava. – Hey, Seb, quer ir jantar na casa do Blaine? – Eu perguntei e ele me olhou em dúvida.

— Não sei se estou afim de ver vocês dois se beijando sem parar. – Disse ele.

“Eu ouvi isso. Kurt, bota no viva-voz.” – Pediu Blaine e eu botei.

— Pronto. – Eu disse.

“Sebastian, eu tenho um primo solteiro, se quiser eu convido ele também.” – Disse Blaine aparentemente rindo.

— Não sei se é uma boa ideia. – Disse ele incerto.

— Ah, qual é, Seb. Vai que você conhece o amor da sua vida. – Eu disse a ele.

“Ele é bem legal, ele tem vinte e um anos, é muito inteligente, trabalha com coreografia, e a melhor coisa, ele é gay.” – Disse Blaine e riu.

— Oh, isso é algo importante. – Eu disse brincando.

— Qual o nome dele? – Perguntou Sebastian.

“Nicolas.” – Respondeu Blaine.

— Tudo bem, pode ser. – Disse Seb se dando por vencido.

— Nos falamos depois, Blaine. Vou ensaiar para a assembleia. – Eu falei tirando do viva-voz.

“Tudo bem, meu amor. Eu te vejo mais tarde.” – Disse Blaine e eu desliguei.

— Vocês me enojam de tão fofos. – Disse Sebastian fazendo uma careta.

— Ai, quanto ciúme. – Eu disse rindo.

— Não é ciúme. É medo. – Ele disse simples.

— Medo de que? – Eu perguntei.

— De que você me troque para ficar com ele. – Ele disse meio triste.

— É sério isso? – Eu perguntei achando meio engraçado.

— Sim. Eu sempre te odiei por motivos tão ridículos, e você sempre foi esse menino sorridente com quem eu deveria ter criado uma incrível amizade desde que nos conhecemos. Quando o clube se destruiu por culpa de Carl e minha mãe, você ficou ao meu lado. Você me deu suporte só pelo fato de sorrir para mim e eu saber que eu tinha alguém com quem contar. Você fingiu ser meu namorado só para eu provocar o menino mais idiota do planeta. Quando eu precisei que alguém me defendesse, você o fez. Quando eu fui expulso você me acolheu. E eu sei que isso parece uma declaração de amor, e realmente é, porém não é uma declaração para dizer que eu sou apaixonado por você, pois não é isso. – Ele se enrolou um pouco nas palavras e riu. – Eu realmente amo você, Kurt. E a ideia de te perder agora, me assusta.

— Eu não vou trocar você por Blaine. Nunca. Você faz parte da minha vida agora. Eu acho engraçado a maneira como passamos do ódio ao amor. Chega a ser bizarro. Mas as verdadeiras amizades são assim. São loucas, por isso são tão divertidas. – Eu disse enquanto ele deixava que algumas lágrimas caíssem.

A cada dia que passa, Sebastian anda mais apegado a mim e mais triste. Eu, no momento, sou a família dele.

— Eu também te amo, Seb. – Eu sussurrei em seu ouvido, abraçando-o firmemente.

[...]

— Não está cedo? – Perguntou Seb enquanto eu apertava a campainha da casa de Blaine.

— Não. Ele marcou para as sete, e faltam doze minutos para as sete. – Eu expliquei.

— Olá, meninos. – Disse Blaine abraçando Sebastian e me dando um beijinho.

— Ain, vocês me irritam. – Disse Sebastian e nós rimos.

— Vamos, entrem. – Disse Blaine e entramos. Fomos o seguindo até a sala, onde um garoto se encontrava. – Esse é Nicolas. Meu primo.

Blaine nos apresentou ao garoto. Ele era um garoto normal. Tinha a pele clara, olhos verdes, e um cabelo castanho. Ele não era muito mais alto que eu, coisa que Sebastian era. Ele possuía um sorriso simpático e um olhar provocante. Não para mim, mas para Sebastian aposto que sim, pois ele quase babou.

— Prazer em conhecê-los. – Disse o garoto.

— Esse é o Kurt. – Disse Blaine apontando para mim. – Meu namorado. – Disse ele e eu sorri. Nicolas estendeu a mão e eu a apertei. – E esse é Sebastian. Meu aluno, amigo, colega, conhecido. – Blaine fez cara de dúvida.

— É mais ou menos uma mistura de tudo isso. – Eu disse.

Nicolas e Sebastian se cumprimentaram e ficaram olhando nos olhos um do outro. Eles pareciam hipnotizados. Eu e Blaine os deixamos sozinhos para poderem se conhecer melhor e fomos até a cozinha.

— Espero que eles se deem bem. – Eu disse e logo fui agarrado por Blaine, que me beijou com certa agressividade, me deixando ofegante sem muito esforço.

— Desculpa, eu estava com saudade de fazer isso. – Disse ele quando me largou.

— Você age como se precisasse pedir desculpa por isso. – Eu falei rindo.

— Talvez eu seja certinho demais.

— Talvez eu goste assim.

— Um pouco de rebeldia é sempre bom. – Disse ele.

— Desde que te conheci fiz loucuras demais.

— Talvez não tenham sido o suficiente.

— Do que você está falando? – Eu perguntei sem saber se realmente deveria.

— Eu acho que nós temos medo de certas coisas.

— Eu namoro meu professor. Só por isso estou quebrando totalmente as regras da escola. Não venha me dizer que eu tenho medo. – Eu disse me defendendo.

— Eu odeio ter que esconder nosso namoro. – Disse ele.

— Eu sei, eu também odeio. Eu queria poder gritar isso para o mundo. Mas eu não quero que você perca seu emprego.

— Eu estava pensando em largar o coral depois das nacionais. – Ele disse e eu o olhei assustado. – Eu pensei em tentar seguir o verdadeiro motivo de eu ter feito música na faculdade.

— Você quer ser cantor? – Eu perguntei.

— É tão previsível?

— Você tem talento, então sim. – Eu disse e ri sem vontade.

— Vai dizer que está bravo comigo? – Ele disse enquanto estava preparando a janta.

— Não! É só que, eu fico pensando sobre nós. – Eu falei meio cabisbaixo.

— E por que a tristeza? Pensei que eu te fizesse feliz. – Ele disse. – PESSOAL, VENHAM JANTAR. – Ele gritou por fim.

— E você faz, e é por isso que eu fico triste. Normalmente o que eu amo é tirado de mim.

— E você me ama? – Blaine perguntou e eu fiquei sem reação. Minha sorte foi que Seb e Nicolas entraram na sala de jantar e logo se puseram a mesa conosco.

Ficamos um bom tempo apenas comendo. Até que, como sempre, Sebastian quebrou o silêncio.

— Por que vocês dois estão se olhando desse jeito tenso? – Perguntou Sebastian e eu dei de ombros.

— Kurt não respondeu a minha pergunta. – Disse Blaine sem tirar os olhos de mim.

— Não vejo motivos para tudo isso. – Eu fiz de conta que não estava ligando, mas na verdade, eu estava.

— Não aja como se nosso namoro não valesse nada. – Ele disse irritado.

— Você que está agindo assim. Foi só uma pergunta.

— Kurt, eu perguntei se você me ama e você está desse jeito. Você não me ama?

— Por que você quer saber?

— Porque eu te amo, caramba. – Ele disse e saiu irritado da sala de jantar.

Eu fiquei sem reação e apenas botei as mãos na cabeça.

— Seb, o que eu faço?

— Não é óbvio? Vai atrás dele.

Ele disse e eu fui, subi as escadas correndo e tentei abrir a porta, mas ela estava trancada.

— Blaine, abre a porta, por favor. Me desculpa. – Eu gritei, mas não fui respondido. Então depois de quase derrubar a porta eu voltei para a sala de jantar. – Seb, acho que eu vou embora.

— Tudo bem. Vamos! – Disse ele se levantando.

— Você não precisa ir, Seb.

— Eu vou! – Ele disse e me deu um sorriso confortante. – Eu dirijo.

— Você tem carteira?

— Sim, só que minha mãe nunca deixou eu pegar o carro. Mas eu tenho. – Ele disse e fomos.

[...]

— Seb, ele disse que me ama. E se agora ele me odiar? – Eu disse quando entramos em casa.

— É mais fácil cair um raio aqui, agora, do que ele parar de te amar. Kurt, só você não via isso. Ele te ama desde que te conheceu. Assim como você.

— Eu devia ter falado a verdade. – Eu disse me lamentando.

— Isso eu concordo. Mas, talvez fosse para ser assim.

— Claro, talvez fosse para eu perder mais uma das coisas importantes da minha vida. – Eu disse irritado comigo mesmo. – Eu me odeio a cada dia mais.

— Kurt, para de frescura. – Disse ele se levantando. – Me dá seu celular.

— Para que? – Eu perguntei não entendendo.

— Me dá essa droga e cala a boca. – Disse ele e eu entreguei.

Ele pegou o celular dele e digitou algum número e depois me devolveu o meu celular.

“Alô” – A voz do outro lado falou, Seb tinha posto no viva-voz, e claro que, eu reconheci aquela voz.

— Hey, Blaine? – Perguntou Seb.

“Sim, Sebastian, é você?”

— Sim.

“Aconteceu alguma coisa com Kurt?”

— Não exatamente.

“Você me assustou. Eu já pensei na maior catástrofe, e que você tinha me ligado para dar más notícias e eu me sentiria culpado por tudo acabar sem eu ter dito que o amo.”

— Você disse.

“Mas não de um jeito decente. Sebastian, você acha que ele me ama?”

— Ah, você sabe como ele é.

“E o que isso tem a ver com a pergunta que eu fiz?”

— Se eu te responder talvez eu seja assassinado.

“Ele está do seu lado, ouvindo tudo, certo?”

— É.

“Eu deveria imaginar.”

— Eu não liguei para isso.

“Queria o telefone do meu primo?” – Blaine perguntou dando uma leve risadinha.

— Não. – Sebastian também riu.

Então o que foi?”

— Eu queria cantar uma música na assembleia sozinho, e preciso de alguém que toque piano para me ajudar. Você me ajuda? Você é o melhor que eu conheço.

“Claro que sim.”

— Até manhã, então.

“Até.”

— Você ligou só para pedir isso? Não faz sentido. – Eu disse assim que ele desligou o telefone.

— Eu queria te provar que ele te ama. E ele disse que sim. Não seja tão lerdo. – Ele respondeu óbvio.

— E você vai cantar com ele?

— Não. Eu vou cantar sozinho, ele só vai tocar piano. – Ele explicou.

— Temos que ensaiar, a apresentação já é amanhã.

— Quem diria que a música combinaria tanto com você.

Dark Side?

— Sim. – Disse ele.

— Não combina comigo.

— O seu lado escuro está te controlando. Você não sabe qual seu lado escuro? – Ele disse e eu neguei. – Você tem medo de mostrar seus sentimentos por medo de aqueles que você mais se importa com, serem tirados de você.

— Você tem razão. Eu só tenho medo de perder três pessoas na minha vida. E sei que uma eu já perdi.

— Se você está falando de Blaine, você não o perdeu.

— Talvez você tenha razão. Vamos ensaiar. – Eu disse e começamos a ensaiar.

[...]

— Olá a todos. Sejam todos muito bem-vindos a nossa assembleia. – Começou Blaine no microfone de frente para a grande multidão que se encontrava no auditório. – Temos apenas alguns avisos. Gostaríamos de informá-los sobre as doações. Tudo que puderem dar é bem-vindo, pois estaremos enviando para instituições que precisam. Temos algumas apresentações para vocês hoje. Se divirtam. – Ele terminou sorrindo e foi levemente aplaudido. – Vocês estão prontos? – Ele perguntou vindo até nós.

— Se estar quase morrendo é estar pronto, então sim. – Eu disse esperando por alguma frase de ajuda, coisa que ele sempre tinha. Mas, ao invés disso, ele me ignorou.

— Sebastian, eu dei uma ensaiada na partitura que você me mandou. Eu fiquei pensando o motivo que te levou a querer apresentar essa música, mas não creio que seja de minha conta. Então, boa sorte! – Ele disse sorrindo para Sebastian.

— Obrigado! – Disse Sebastian e Blaine saiu da nossa volta e eu fui atrás dele.

— Até quando você vai ficar me ignorando? – Eu perguntei quando o alcancei na sala ao lado do auditório.

— Não estou com tempo no momento. Vá se preparar, logo você estará no palco. – Disse ele sem nem me olhar.

— Blaine, olha para mim. – Eu disse e ele continuou sem olhar. – Então é assim? Você e eu não temos mais nada?

— Eu não disse isso. – Ele finalmente me olhou.

— Então me diz, até quando vai me ignorar?

— Eu não estou te ignorando pelo que aconteceu ontem. Eu te pressionei e eu não deveria. Você deveria dizer que me ama por vontade própria. Eu estou assim por causa do que houve hoje quando eu cheguei na escola.

— E o que aconteceu? – Eu disse em um tom de certo pavor.

— O diretor disse que eu estou com os dias contados na Dalton. Aparentemente alguém do coral disse a ele que estamos namorando. Eu disse que não era verdade. Ele disse que o garoto prometeu conseguir provas. Por isso estou te ignorando.

— Ai, meu Deus. Isso é tudo culpa minha.

— Não, Kurt. Isso não é culpa sua. Não é culpa nossa. Mas não tem problema. Talvez seja melhor. – Ele disse tranquilo.

— Isso é péssimo. Você não vai mais falar comigo.

— O QUE? Kurt, é esse seu medo? – Ele perguntou rindo. – Eu não falo com você por causa da escola. Nossa relação vai muito além disso. Não se preocupe.

— Pode não parecer, mas eu realmente me importo com você. E se eu te perder agora, eu vou ME perder. – Eu disse e ele me abraçou. – Infelizmente, temos que ir para a apresentação. Boa sorte lá.

— Para você também, Kurt. – Ele disse e me deu um beijinho no rosto.

Eu caminhei de volta para o palco que ainda estava com as cortinas fechadas. Sebastian logo veio se posicionar no palco comigo, já que abriríamos o show.

— Eu estou nervoso demais. – Eu disse a ele.

— Nem me fale em nervosismo. – Rebateu ele.

— E AGORA, AQUI DA DALTON, DOIS DE NOSSOS ALUNOS DO CORAL, WARBLERS, VÃO CANTAR PARA VOCÊS. – Começou o diretor do microfone em frente ao palco e eu me segurei em Seb. – ELES SÃO: SEBASTIAN E KURT! – O diretor terminou sua fala e os aplausos começaram a surgir, a cortina se levantou e a música começou a ser tocada. Eu e Seb fomos mais para frente do palco e eu comecei a cantar.

“There's a place that i know
It's not pretty there and few have ever gone
If i show it to you now
Will it make you run away”

Eu fui mais um pouco para a frente e comecei a procurar por meu olhar preferido. E logo vi, Blaine estava sentado na primeira fileira, de frente para mim, me olhando, sorridente.

“Or will you stay
Even if it hurts
Even if I try to push you out
Will you return?
And remind me who I really am
Please remind me who I really am”

Sebastian veio até meu lado cantando e logo o restante dos Warblers foi entrando no palco, fazendo a parte do fundo da música.

“Everybody's got a dark side
Do you love me?
Can you love mine?
Nobody's a picture perfect
But we're worth it
You know that we're worth it
Will you love me?
Even with my dark side?”

Todos cantamos juntos, de uma maneira que ficou muito bonita. Não nos preocupamos em fazer uma coreografia elaborada, Blaine nos ensinou que o que mais conta é a voz, e a coreografia só distrai as pessoas, assim elas não reparam se a pessoa canta bem ou não.

“Like a diamond
From black dust”

Sebastian seguiu cantando.

“It's hard to know
It can become
If you give up”

Eu e ele estávamos em perfeita sincronia, completando corretamente as partes de um para o outro.

“So don't give up on me
Please remind me who i really am”

Nos viramos um para o outro, cantando juntos. Após, nos viramos novamente para a plateia e cantamos junto com o restante dos Warblers.

“Everybody's got a dark side
Do you love me?
Can you love mine?
Nobody's a picture perfect
But we're worth it
You know that we're worth it
Will you love me?
Even with my dark side?”

Eu fui até a beirada e me sentei no palco.

“Don't run away
Don't run away
Just tell me that you will stay
Promise me you will stay”

Sebastian se sentou ao meu lado e cantou a parte dele.

“Don't run away
Don't run away
Just promise me you will stay
Promise me you will stay”

Todos os Warblers vieram até a beirada e se sentaram conosco.

“Everybody's got a dark side
Do you love me?
Can you love mine?
Nobody's a picture perfect
But we're worth it
You know that we're worth it
Will you love me?
Even with my dark side?”

Quando a música acabou, fomos aplaudidos de pé e Blaine veio até nós para darmos um abraço em grupo. Ele rapidamente nos parabenizou e foi se preparar para sua apresentação com Sebastian. Enquanto isso, todos nós – menos Sebastian – nos sentamos junto com a plateia.

Logo, estavam Blaine e Sebastian no palco. Blaine estava já preparado no piano, Seb estava sentado em um banquinho com o microfone na mão.

“I will not make
The same mistakes that you did
I will not let myself
'Cause my heart so much misery”

Começou Sebastian e todos ficaram em silêncio prestando a devida atenção nele.

“I will not break
The way you did, you fell so hard
I've learned the hard way
To never let it get that far”

Blaine não tirava os olhos do piano. Enquanto isso, Sebastian procurou atentamente pelos olhos de Carl, e quando achou, não parou mais de encará-lo.

“Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt

Because of you
I find it hard to trust
Not only me, but everyone around me
Because of you
I am afraid”

Ele parecia abalado, mas não deixou nenhuma lágrima cair. Eu fiquei me perguntando o motivo de ele estar cantando para Carl. Carl não merecia nada, nem a alegria nem a tristeza de Seb.

“I'm forced to fake a smile, a laugh
Every day of my life
My heart can't possibly break
When it wasn't even whole to start with”

Ele tirou o microfone da “base” e se levantou. Apenas foi até a beirada e se sentou, como tínhamos feito antes.

“Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt

Because of you
I find it hard to trust
Not only me, but everyone around me
Because of you
I am afraid”

Ele pulou do palco, e foi passando por todos nós. Parando em cada um. Até que ele chegou em Carl e parou. Cantando em frente a ele.

“I watched you die
I heard you cry
Every night in your sleep

I was so young
You should have known
Better than to lean on me

You never thought
Of anyone else
You just saw your pain

And now I cry
In the middle of the night
For the same damn thing”

Ele olhou uma última vez para Carl e foi até mim. E cantou para a plateia, porém em minha frente.

“Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt

Because of you
I tried my hardest just to forget everything
Because of you
I don't know how to let anyone else in

Because of you
I'm ashamed of my life
Because it's empty
Because of you, I am afraid”

Ele foi aplaudido de pé, e muitos na plateia estavam chorando. Ele agradeceu e se sentou no lugar livre que havia em meu lado.

Blaine se colocou no palco em frente a um microfone e a banda da escola se colocou no palco com ele.

— Boa noite a todos. Meu nome é Blaine Anderson. Eu sou o professor desses meninos incríveis que vocês assistiram anteriormente. E eu fui convidado a cantar hoje, sendo assim, o encerramento das apresentações. Espero que gostem. Eu dedico essa música a uma pessoa mais que especial na minha vida, e essa pessoa saberá que é dela que estou falando.

Come stop your crying (Vamos, pare de chorar)
It'll be all right (Vai ficar tudo bem)
Just take my hand (Apenas pegue minha mão)
Hold it tight (Aperte firme)”

Ele veio vindo em minha direção, e se ajoelhou em minha frente e segurou minha mão, meu coração parecia querer pular do meu peito naquele instante, não conseguia acreditar que ele estava fazendo aquilo na frente de todo mundo.

I will protect you (Eu vou te proteger)
From all around you (De tudo a sua volta)
I will be here (Eu vou estar aqui)
Don't you cry (Não chore)”

Todos nos olhavam, alguns estavam espantados, outros estavam sorrindo grandemente. Eu não sabia que emoção expressar. Muitos sentimentos estavam passando pela minha cabeça.

For one so small, (Para alguém tão pequeno)
You seem so strong (Você parece tão forte)
My arms will hold you, (Meus braços vão te abraçar)
keep you safe and warm (Te manter seguro e aquecido)
This bond between us (Este laço entre nós)
Can't be broken (Não pode ser quebrado)
I will be here (Eu vou estar aqui)
Don't you cry (Não chore)”

Ele fez com que eu me levantasse e me levou até o palco me ajudando a subir, e ficando de frente para mim e de lado para a plateia.

'Cause you'll be in my heart (Porque você vai estar no meu coração)
Yes, you'll be in my heart (Sim, você vai estar no meu coração)
From this day on (De hoje em diante)
Now and forever more (Agora e para sempre mais)

You'll be in my heart (Você vai estar no meu coração)
No matter what they say (Não importa o que eles digam)
You'll be here in my heart, always (Você vai estar no meu coração, sempre)”

Ele tinha algumas lágrimas nos olhos, assim como eu. Sebastian nos olhava maravilhado, o diretor olhava com os olhos arregalados. Todos os Warblers nos olhavam sorrindo, e setenta por cento da plateia queria sair dali.

Why can't they understand (Por que eles não podem entender)
The way we feel? (Como nos sentimos?)
They just don't trust (Eles só não confiam)
What they can't explain (No que eles não podem explicar)
I know we're different but, (Eu sei que somos diferente mas,)
Deep inside us (Dentro de nós)
We're not that different at all (Não somos tão diferentes assim)”

Blaine segurava minhas duas mãos e alternava os olhares entre mim, a plateia e o diretor.

And you'll be in my heart (E você vai estar no meu coração)
Yes, you'll be in my heart (Sim, você vai estar no meu coração)
From this day on (De agora em diante)
Now and forever more (Agora e para sempre mais)”

Ele fixou bem seus olhos aos meus, como se estivesse passando um recado especialmente para mim.

Don't listen to them (Não escute eles)
'Cause what do they know? (Por que, o que eles sabem?)
We need each other, (Nós precisamos um do outro)
To have, to hold (Para ter, para abraçar)
They'll see in time (Eles vão ver com o tempo)
I know (Eu sei)

When destiny calls you (Quando o destino te chama)
You must be strong (Você precise ser forte)
I may not be with you (Eu posso não estar com você)
But you've got to hold on (Mas, você precise segurar firme)
They'll see in time (Eles vão ver com o tempo)
I know (Eu sei)
We'll show them together (Nós vamos mostrar a eles, juntos)”

Ele deixou que algumas lágrimas caíssem, assim como eu, e deu um leve sorriso junto.

“'Cause you'll be in my heart (Porque você vai estar no meu coração)
Believe me, you'll be in my heart (Acredite em mim, você vai estar no meu coração)
From this day on (De hoje em diante)
Now and forever more (Agora e para sempre mais)

Oh, you'll be in my heart (Oh, você vai estar no meu coração)
(You'll be here in my heart) (Você vai estar no meu coração)
No matter what they say (Não importa o que eles digam)
(I'll be with you) (Eu vou estar com você)
You'll be here in my heart, always (Você vai estar no meu coração, sempre)
(I'll be there always) (Eu vou estar lá, sempre)
Always (Sempre)

I'll be with you (Eu vou estar com você)
I'll be there for you always (Eu vou estar lá por você, sempre)
Always and always (Sempre e sempre)
I'll be there always (Eu estarei lá, sempre)”

— O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? – Gritou o diretor “invadindo” o palco quando Blaine acabou a música.

— Eu estou dedicando uma música ao meu namorado. – Disse Blaine sorridente.

— O QUE? – Gritou o diretor de novo. – VOCÊ ESTÁ DEMITIDO.

— Por que? Porque eu cantei para ele?

— É PROIBIDO UM PROFESSOR NAMORAR UM ALUNO. – O diretor realmente estava irritado.

— Sabe de uma coisa? Eu aceito ser demitido. Mas isso é hipocrisia da sua parte. Você namora um aluno e um funcionário ao mesmo tempo. Pelo menos o meu namoro é fora dessa escola, e tirando nossos duetos, eu nunca dei bandeira disso na escola. E a assembleia só é feita aqui, pois é organizada por hospitais e você sabe disso. Enquanto a minha vida pessoal não alterar minha vida profissional, acho que eu não deveria ser julgado. Mas, tudo bem. Eu não sou o diretor, por isso eu não posso.

— Você não venha falar de mim. Você tem vinte e quatro anos e namora um menino de dezesseis. – Disse o diretor meio nervoso.

— E você tem mais de cinquenta, e namora um aluno do primeiro ano, de quinze anos, e um funcionário de vinte e alguma coisa. O que eu acho mais engraçado, é que você faz coisas impróprias dentro da escola sem se lembrar que há milhares de câmeras espalhadas aqui. Eu nunca nem beijar o Kurt aqui não beijei. Você é tão errado quanto eu. – Disse Blaine mantendo a calma.

— Você está demitido e ponto final.

— Não tão cedo. – Disse um homem alto e grisalho, ele estava em um terno azul.

— Superintendente, o que está fazendo aqui? – Disse o diretor esboçando nervosismo.

— Eu vim até aqui prestigiar o maravilhoso trabalho dos alunos da Dalton. – Respondeu o homem.

— Então você concorda que ele merece ser demitido, não? – Perguntou o diretor.

— Na verdade, não. É errado ele namorar um aluno? Sim. Dentro da escola. Fora da escola eles são pessoas normais, sem nenhum vínculo profissional, assim como aqui dentro eles não possuem nenhum vínculo pessoal. Então, ele continuará com o cargo de professor da Dalton. Já o senhor, sim, está demitido. Hoje mesmo já encaminharei um novo diretor para a Dalton, só não dou o cargo diretamente a Blaine pois sei que ele gosta de dar aula de música. – O superintendente disse e o diretor tentou argumentar, mas já era tarde demais.

[...]

“Kurt, aconteceu alguma coisa?” – Perguntou Blaine ao atender o telefone depois de seis chamadas.

— Eu te amo, Blaine!

Notas finais
Gente, atenção rapidinho aqui... Eu coloquei todas as minhas fics Klaine (tirando essa aqui e Evil In The Night) em hiatus, editei até os títulos delas... eu estou sem criatividade para continuá-las e confesso que minha vontade era excluir tudo. Só que eu não quero deixar ninguém sem final, então vou ir escrevendo ao meu tempo e quando tiver uma boa quantidade de capítulos eu volto a postar, tudo bem? Quem quiser mais informações pode participar do grupo no whats :) Além disso, eu vou continuar escrevendo minhas histórias originais aqui nesse conta > https://fanfiction.com.br/u/645992/ Agora teremos todos os dias atualização dessa aqui, ou pelo menos quase todos os dias (Evil In The Night também *-*) Beijos pra vocês ♥