On My Way
4 Capítulo 4
Notas iniciais
'Cause I'm on my way now, well and truly
Porque eu estou a caminho agora, bem e verdadeiramente
I'm on my way now
Eu estou a caminho agora
(I'm on my way now)
Eu estou a caminho agora
Chegaram à Munique depois de onze horas de viagem, com uma hora a mais que o previsto por causa da nevasca que atingira o trem. Nenhum dos dois tocara no assunto do que acontecera no último trem. Ficaram mais um dia em um hotel diferente e seguiram viagem até Frankfurt, Alemanha, onde James avistou uma conhecida cabeça de cabelos loiros logo ao chegar.
–Remus! – gritou, chamando a atenção do amigo. Ele e Lily desceram do trem, a última se esforçando para acompanhar a corrida do primeiro já que era bem menor.
–James! – o rapaz loiro abraçou o amigo – Quanto tempo!
–Verdade. Ei, esta é Lily Evans. – James apresentou a ruiva ao seu lado, que parecia um pouco perdida e aérea. – Ela sentou comigo durante toda esta viagem. Lily, esse é Remus Lupin. Eu o conheci em Bologna e ele fez Licenciatura em Literatura e História, mas eu acho que te contei isso.
–Sim, você contou. Prazer em conhecê-lo, Remus. – ela estendeu a mão para o loiro, que a apertou dizendo:
–O prazer é todo meu, Lily. Eu devo mesmo ter prazer em conhecer alguém que aguentou James falando por mais de cinco horas seguidas. – riu. Lily assentiu também rindo e James fechou a cara.
–Se me lembro bem, você me aguentou por três anos e nem era do meu curso!
O loiro e a ruiva continuaram a rir por alguns minutos, enquanto James empurrava o carrinho com as bagagens até a plataforma 10, onde deveriam pegar o trem para Bruxelas em pelo menos 15 minutos. Lily ficou habituada a seguir James e mudara seus planos de somente sair da Itália para seguir viagem com o moreno. A perspectiva de ter que se separar dele, principalmente depois daquilo, não deixava seu coração satisfeito.
–Então você fez Jornalismo, huh? – Remus perguntou para Lily enquanto os três subiam no próximo trem. – Mas por que vais para Londres?
Ela corou levemente.
–Bem, eu vou procurar um emprego bem longe da minha família tradicional e ambiciosa. – o tom em que havia respondido deixou claro para o loiro que ela não queria responder mais perguntas sobre isso, não mais.
–Ah. Sabe, tenho alguns amigos que trabalham em um jornal de lá. Talvez eu possa apresentá-los a você. – comentou.
–Nossa, muito obrigada. Eu agradeceria muito. – Lily sorriu. James não havia dito uma palavra desde que apresentara seus dois amigos, eles tomavam todo o espaço para falar.
Os três se sentaram nos assentos costumeiros de uma das cabines de trás do trem e Lily e Remus continuaram a falar, quase que ignorando o rapaz emburrado ao seu lado. James não conseguia entender porque estava se aborrecendo enquanto Lily parecia ter se dado tão bem com seu amigo, até que uma vozinha em sua mente falou: ‘Ciumento’.
Tell everybody I'm on my way
Conte pra todo mundo que eu estou a caminho
And I just can't wait to be there
E eu mal posso esperar para estar lá
With blue skies ahead yes
Com céus azuis pela frente, sim
I'm on my way
Eu estou a caminho
And nothing but good times to share
E não há nada além de bons tempos para compartilhar
Os três chegaram a Bruxelas rindo. James havia se inteirado da conversa em alguma hora depois de constatar que estava com ciúmes de Lily. Decidira controlar o sentimento, não era como se os dois tivessem algo além de amizade, certo? Uma vozinha lhe disse que era sim algo além, principalmente depois do trem para Munique, mas ele tentou ignorá-la. Sem sucesso.
Desceram do trem lotado. Muitas outras pessoas também esperavam para embarcar ou para ver seus conhecidos, o que fez os três se espremerem entre a multidão para passar com o carrinho contendo as bagagens.
–Muito bem. Qual é a próxima plataforma, Lily? – James olhou para seu lado direito, onde a ruiva estava antes dos três se embrenharem em meio à multidão. Mas ela não estava lá. – Lily? Lily? – o rapaz olhou para os lados, Remus fazendo o mesmo.
–Onde ela foi parar? Ela não sabe se guiar por aqui! – James disse preocupado. Os dois andaram em volta da multidão por alguns minutos, tentando localizar a cabeleira ruiva característica de sua companheira, até que:
–NÃO! – era a voz de Lily em italiano, soando extremamente irritada e com um toque de medo. Os dois correram para onde haviam ouvido o grito, deixando as malas onde estavam. Encontraram uma ruiva enraivecida tremendo de cólera e medo e uma mulher loira de um pouco mais de quarenta anos tentando arrastá-la para um lugar qualquer.
–EU NÃO QUERO IR! – ela gritava, tentando se libertar das garras de sua mãe.
–Você vai. Eu sou sua mãe. Sei que o melhor para você é voltar para a Itália e se casar com o Sr. Diggory, ser uma boa esposa, ter seus...
–NÃO! – Lily interrompeu – Você não sabe! Eu quero me casar por amor e não por alguma promessa ridícula de estabilidade com um homem que não conheço! E VOCÊ NÃO VAI ME OBRIGAR! – ela conseguiu soltar seus pulsos das mãos de sua mãe e correu para onde James e Remus se encontravam embasbacados.
James finalmente teve presença de espírito e pôs a ruiva atrás de si, protegendo-a com seu corpo.
–E o senhor? Dê-me licença, preciso fazer minha filha voltar para casa. – a Sra. Evans falou com irritação.
–Não, senhora. A vontade de Lily pode não interessá-la, mas me interessa muitíssimo. Se ela diz que não quer ir, ela não vai. A senhora me perdoe, mas eu iria até o fim do mundo com ela. – Lily sorriu comovida atrás dele. Remus se pôs ao lado de James, dizendo:
–Estamos pedindo, por favor, pare com este escândalo. As pessoas estão começando a notar. – apontou com um gesto para a rodinha de pessoas que se amontoavam ao redor deles.
A sra. Evans emitiu um som que parecia um rosnado nada feminino e elegante, depois se afastou.
–Tudo bem. Mas de hoje em diante ela não possui família e nem sobrenome! – saiu da plataforma com um girar de saltos e alguns passos rápidos e concisos. Lily suspirou, as lágrimas tomando suas orbes verdes que James tanto adorava. O rapaz abraçou-a enquanto Remus dispersava a multidão.
–S-s-sinto muito por feito você passar por isso, J-J-James. E-e-eu vou seguir meu caminho, p-p-para algum lugar bem longe e você... – ela fungava, chorando copiosamente em seu peito e falando em um italiano quase ininteligível.
–Ei, shiu. Já passou, está tudo bem agora. Você não vai a lugar nenhum sem mim, ouviu? Eu realmente quis dizer o que eu disse: aonde você for eu vou também.
Lily arregalou os olhos ainda cheios de lágrimas, erguendo a face para encará-lo.
–É s-s-sério?
–Sério. – ele sorriu, tão próximo que seu nariz tocava o dela – Mal posso esperar para chegar em casa e contar a todos como eu conheci o amor da minha vida.
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