On Mercury

21 Capítulo 21


Notas iniciais
último capitulo!!!! alias, tem as lindas das notinhas finais hehe ♥

Anthony’s POV

Estávamos ainda no camarim, fazendo maquiagem e dando um jeito no cabelo. Não que fosse necessário mexer muito em meu cabelo, mas eu realmente precisava de uma maquiagem, exatamente porque a cotovelada que a Linds havia me dado no olho, já começava a roxear. Flea e Chad foram os primeiros a notar o meu olho roxo e já começaram com as piadinhas de sempre. Logo os amigos da Lindsay entraram no meio da zoação. Ela estava em outro camarim, caso contrário estaria me zoando também. Eu apenas ria e participava da brincadeira.

Apesar de estar em outro camarim, eu sabia da pequena preocupação que Lindsay tinha da entrevistadora tocar no assunto “nós” novamente. Não tinham provas concretas, mas já tinham uma foto minha com ela numa cafeteria em Paris e tinham o término do meu namoro do a Yo.

Falando em Yo... Nunca mais eu tive noticias dela. Ela nunca mais me ligou e eu fazia de tudo para me esquecer dela. Ela ainda mexe muito com meus sentimentos, mas isso é apenas quando eu me lembro dela. Acho que ela ficou conformada com o nosso término.

— Anthony, vamos? — Nate interrompeu meus pensamentos me dando um cutuque no ombro e me chamando.

Me levantei e já estava passando pela porta do camarim, mas o ruivo me segurou fraco pelo braço. Estávamos só no camarim. Eu o encarei e ele olhou para baixo.

— Me passa depois o endereço da clinica em que você ficou? — perguntou baixo, agora olhando diretamente em meus olhos. Eu sorri.

— Claro! — disse animado. Afinal, não é sempre que um viciado lhe pede o endereço de uma clinica de reabilitação. Eu realmente fiquei feliz com a atitude de Nate. Ele exagerava nas drogas assim como Hillel e eu, mas Hillel não teve a mesma sorte de ter uma segunda chance como eu. Nate agora estava se dando uma segunda chance, e isso era realmente uma coisa boa. — O que te faz ter essa atitude, Nate? — o questionei. Ele arqueou as sobrancelhas questionando si mesmo. Até que resolveu falar.

— Lindsay. — falou baixo e sorriu — Ela não aguentaria me perder. — permaneci em silencio, ainda feliz pela atitude dele — ainda mais se eu morresse do mesmo jeito que o River.

— Entendo — abri um largo sorriso.

Vi ele sair do camarim. Fiquei ainda alguns segundos me olhando diante do grande espelho em minha frente. Talvez ela devesse ter sentido a mesma coisa que eu senti quando Hillel morreu. Acontece que eu ainda não fui em seu enterro, não vi as pessoas jogarem terra em cima do corpo do meu amigo... É, porque eu estava morrendo também. Balancei a cabeça para espantar tais memorias.

Cheguei ao estúdio onde entraríamos no ar ao vivo. Sim, ao vivo. Novamente. Vi as cadeiras com os respectivos nomes. Lindsay, por mera coincidência (ou não) estava ao meu lado. Sorri ao vê-la sentada, corretamente na cadeira, com os cabelos negros presos num coque que quase se desfazia. Estava ainda com a roupa que havia saído de casa, um short jeans largo e um pouco curto e uma regata larga e grande, que a proposito era minha. Mas não iriam desconfiar que aquela peça era minha já que sai poucas vezes com ela na rua. Logo me sentei no lugar e o programa entrou no ar. As perguntas começaram normais. A moça perguntou primeiramente sobre a turnê que havíamos terminados de sair, e o quão sucesso o novo álbum “Californication” estava fazendo. Agradecemos. John estava começando a se readaptar com entrevistas e publico. Ainda se confundia em algumas palavras, por isso, Flea ou eu sempre ficávamos em seu lado. Desta vez, eu estava. A entrevistadora perguntou também para Will como estava sendo fazer essa parceria com seu ídolo. No caso, ele era o mais fã da banda entre todos. Ele respondia bem, tinha lábia com a mídia... Tinha futuro.

Chegou a hora em que iriamos apresentar uma das músicas que fizemos juntos... todos. Cada um pegou seu instrumento e se espalharam pelo palco. Me concentrei para desta vez não errar a letra, porque afinal estava em rede nacional. A plateia adorou a música, e foi realmente muito legal toca-la ao vivo deste jeito. Todos se sentiam contagiados pelo ritmo. Eu deveria admiti, aqueles garotos — e a garota — tinham futuro. Voltamos novamente para os lugares.

— Mas então, Sr. Kiedis... — a moça disse voltando sua atenção para mim — O que foi esse roxo em seu olho?

Ouvi risadas descontroladas de todos os caras, até a Lindsay ria descontraída. A malfeitora que fizera isso em meus olhos ria agora, em rede nacional. Sorri junto com todos.

— Não foi a patroa que fez isso porque viu você olhando para outra? — Chad falou e voltou a rir.

— Já estão assim as coisas, Tony? — eu realmente não estava acreditando que Linds havia perguntado isso. Ri com sua pergunta, e vi que os outros também.

— Não sei, Linds... Estão? — rebati de volta. Vi ela rindo e corando. Suas bochechas estavam avermelhadas, mas bem de leve. Sorri vendo ela sem graça daquele jeito.

— Ray, eu poderia apresentar uma coisinha agora? — ela desviou o assunto e perguntou a entrevistadora, que a olhou sem entender nada e assentiu com a cabeça. Ela pegou sua guitarra que estava em um canto e foi para frente do palco, junto com o microfone que eu estava minutos atrás. Fiquei curioso com o que ela estava aprontando, pois não havia me dito nada. Vi ela olhando para trás e fazendo uns sinais para o John, que logo pegou a sua guitarra e foi para mais perto dela. Talvez eles fossem fazer propaganda do novo cd deles, mesmo achando que eles não fariam isso sem o Josh. Continuei a observar curioso, assim como todos. Ela deu umas batidinhas no microfone.

— Primeiramente — ela começou chegando bem próxima ao microfone — eu gostaria de falar que achei que em toda a minha vida... Nunca tocaria essa música. — ela deu uma breve olhada para trás, pude sentir seu olhar sobre mim. Eu já sabia do que se tratava, ou pelo menos, suponho que já. Ainda não acreditava que ela estava fazendo aquilo. Ela continuou. — Eu achei que nunca teria forças para cantar esta canção, ou até mesmo criar uma melodia para ela, mas tive ajuda. Realmente agradeço a ajuda dessa pessoa, no qual não posso citar nome — ela riu — mas quero que ela saiba que... ahn... Ela é realmente importante. Então, essa música vai para ela. E para River Phoenix também, que morreu em outubro de 1993.

E então ela começou a tocar uns riffs... E eu tinha a impressão que eu já tinha ouvido aquilo antes. Sim, estou lembrando. Eram os riffs que eu vi John tocando uma vez. Era uma bela melodia e eu nunca saberia como classifica-la. Era gostosa de ouvir, calma porem agitada. Não me perguntem como. Sei que fiquei arrepiado com aquela introdução das guitarras, mas nada se comparou quando ela começou a cantar. Me arrepiei involuntariamente e pude ver também a emoção no rosto de todos. Nate sorria como se visse sua filha se formando na escola, assim como Will e Rick. Flea sorria ao ver tamanha beleza na canção, e John, mesmo que tocando junto com ela, sorria satisfeito.

— Obrigada! — disse assim que terminou e ouviu os aplausos.

Não em contive. Me levantei da minha cadeira e fui de fininho até onde Lindsay estava, John me acompanhava com os olhos e riu. A abracei pelas costas, que se assustou, mas logo sorriu encabulada. Beijei seu pescoço e logo depois a virei, virando sua guitarra para suas costas também. E então selei nossos lábios. Ela relutou no começo, mas logo cedeu e entrelaçou os braços em meu pescoço. Nossas línguas dançavam juntas, agora no ritmo daquela canção que ela havia apresentado. Era a mesma coisa: calma porem agitada. Totalmente complexa. Assim que fomos finalizando o beijo, pude sentir os aplausos da plateia e o sorriso satisfeito da entrevistadora. Provavelmente aquilo deveria ter batido o recorde de audiência. Olhei para o rosto dela, que agora fitava o chão.

— Você é maluco. — a vi sibilar.

— Ei, Linds... Quer namorar comigo? — perguntei assim que peguei um microfone. Depois daquela música, eu havia me esquecido que estava em rede nacional, eu havia me esquecido e Yohanna e de todo o resto. Saber que eu tinha a ajudado a superar seu namorado morto me fez superar a Yohanna, que deveria estar puta se estivesse assistindo esse programa.

— Credo, Tony... Estragou meu gran finale... — ela retirou o microfone da minha mão. — Não! Não quero namorar com você — a encarei, ela tinha um sorriso nos lábios, deveria estar aprontando novamente — mas você quer namorar comigo?

— Não! Eu que sou o homem, eu que tenho que fazer o pedido! — retruquei acompanhando-a de volta para a cadeira. A entrevistadora apenas ria.

— Bela canção, Lindsay! — ela começou a falar — E belo pedido Anthony. Bom galera, ficamos por aqui. Mas só para finalizar o programa com chave de ouro, Lindsay, você vai aceitar o pedido de namoro do Anthony?

— Bom... — ela voltou a me encarar — Vou ser a namorada dele sim, mas vamos discutir em casa depois para saber quem fez o pedido — ela disse rindo me fazendo rir também.

— Ficamos por aqui então galera. Bom fim de tarde e até a próxima.

Esperamos a câmera sair do ar, e assim que saiu, a entrevistadora veio nos agradecer pela presença no programa, pelas surpresas e ainda nos desejou felicidades. Voltou rápido para o seu camarim, enquanto todos nós voltávamos lentamente para o carro.

— Porra, Linds... Sua música ficou foda — Rick disse enquanto passava suas mãos pelo pescoço da garota e se pendurava nela.

Ela gargalhou.

— Obrigada, Rick. John me ajudou bastante. — ela disse sorrindo para o John de longe, enquanto ele retribuía o sorriso.

— Olha que gay, ele falou que iria me ajudar a te pedir em namoro, mas na verdade estava ajudando você. — entrelacei minha mão no pescoço dela, desta vez, já que Rick foi mais para frente falar com John.

— Claro, meu pedido foi bem mais lindo. — retrucou rápido e sorriu.

— Feiosa! — encostei minha língua em seu nariz, ela fez uma careta e riu. — Fico feliz que tenha te ajudado com a música, mesmo que indiretamente. — olhei dentro de seus olhos, pude sentir tudo o que ela estava sentindo nesse momento. Vi que estava tão feliz quanto eu com todas essas coisas. Ela sorriu.

— Você não faz ideia de como me ajudou. — sorriu. A beijei novamente, desta vez, com mais calma para explorar toda sua boca. Não tínhamos pressa, não tínhamos audiência, não tínhamos mais nada para nos atrapalhar agora. Somente nós dois.

— Prometo ser um excelente namorado. — dei um beijo em sua testa.

— Ok. E eu prometo seu uma excelente namorada, que não faz greve de sexo e nem te deixa ir sozinho em voos normais, tudo bem? — ela riu.

Por mim estava tudo mais do que bem.

F I M

Notas finais
Bom... acho que poderia ter sido melhor hauhauahuahuahauha Mas espero que vocês tenham gostado da história e do final dela, mesmo eu achando que poderia melhorar. Obrigada por me acompanharem e deixarem todas as reviews esse tempo todo, me fizeram muito feliz. Queria dizer também que tenho algumas ideias para dar uma pequena (bem pequena mesmo) continuação, mas só irei fazer assim que as ideias não estiverem tão confusas. Novamente, obrigada vocês e espero que gostem do ultimo capitulo hehe ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!