On Mercury
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Estacionou o carro em frente a sua casa, de qualquer jeito, pois logo voltaria a sair. Estranhou ao ver a luz de seu quarto acessa. Não lembrava de tê-la deixado acesa, mas ignorou esse fato, alias, eles sairam com pressa de casa, poderiam muito bem ter esquecido alguma luz acessa. Assim que colocou a chave na fechadura e viu que não precisava girar porque a casa já estava aberta, se surpreendeu e entrou rapidamente. Jogou as chaves no sofá e subiu as escadas de dois em dois degraus. Entrou em seu quarto vagarosamente e se surpreendeu ao ver uma silhueta já conhecida andando por seu quarto.
— Yohanna? — disse demonstrando a surpresa em sua voz.
— Ah! Oi Tony... — disse ainda colocava algumas coisas do guarda roupa em sua enorme bolsa. — nem ouvi você chegando.
— O que você está fazendo aqui? — perguntou se apoiando no batente da porta.
— Vim buscar o resto das minhas coisas.
— Á uma da manhã, Yo? — disse alto olhando em seu relógio de pulso.
— Ia te fazer uma surpresa também. — ela parou o que estava fazendo e ficou a sua frente. Ele deu um passo para trás. — Depois de pensar muito, vi que a culpa era minha de você ter... pego aquela garota no avião, por causa da greve de sexo e de fazer você ir em voo normal por mim... Mas achei essa blusa no sofá — puxou a blusa que a garota vestia mais cedo de debaixo da cama com a ponta dos dedos. — Enfim... Já estou de saída.
— É... Eu também. — falou um tanto pensativo.
— Está mesmo com ela, não é? — chegou mais perto dele para questionar olhando no fundo de seus olhos.
— Talvez.
— Cachorro. Não esperou dar nem uma semana.
Ele a olhou intrigado.
— Argh! — bufou — Já terminei de arrumar minhas coisas. Estou indo. Até nunca mais, Kiedis.
Ela pegou sua bolsa em cima da cama, parou novamente em sua frente e o olhou incrédula. Saiu dando fortes passos e logo se pode ouvir ela descendo as escadas.
— Deixa sua chave em cima do sofá, por favor. — gritou, ainda no lugar onde estava. Ouviu-a resmungar alguma coisa e o barulho da porta batendo fortemente. Se arrastou até o quarto onde sentiu o perfume de Yohanna. Respirou fundo e se sentiu bem por não agarra-la e pedir para ficar novamente consigo. Respirou fundo novamente e se auto gratificou por ter feito a coisa talvez certa.
Saiu da onda de seus pensamentos e procurou um par de sapatos rapidamente. Colocou e assim que saiu do quarto, desceu rápido as escadas e quando já fechava a porta, viu a loira parada em seu jardim. Arqueou a sobrancelha.
— Não consigo o número de um taxi. Poderia fazer, pelo menos, o favor de me levar até algum hotel? — perguntou olhando para a porta, onde o mesmo continuava parado com as chaves na mão. Ele não respondeu nada. — Qual é, Tony... Pelo nosso tempo juntos.
Ele terminou de fechar a porta, ainda em silencio e foi em direção a ela, que estava parada em frente ao seu carro. Respirou fundo e assentiu com a cabeça.
— Seu hotel não é muito longe, não é? Estou com um pouco de pressa e...
— Quinze minutos e depois está livre de mim. Para sempre.
Ambos entraram no carro em silencio. Por um momento só podia se ouvir as respirações. Ela olhava para a janela, desviando as vezes o olhar para o moreno, que parecia um pouco aflito.
— Aconteceu alguma coisa? Porque está assim? Tá quase suando frio... — começou a falar.
— Nada, eu só... uhm, preciso ir para o hospital.
— O que você tem? Não me parece doente...
— O amigo da Lindsay está lá... E ela me pediu para ficar com ela enquanto espera noticias dele.
Ela revirou os olhos.
— Ela que está te fazendo perder noite de sono e eu ainda que sou a namorada — ele a olhou — desculpa, a ex namorada — deu ênfase no “ex” — ruim. Tem que ver isso direito, hein, Tony... — disse cínica.
— Isso é sério. E eu não quero discutir sobre isso. Já está chegando no hotel?
— É... está. — Ficaram mais um longo tempo em silencio. — Anthony, acha mesmo que eu sé faço mal a você? — perguntou o olhando. Ele continuou olhando para a estrada, apenas. — Olha para mim, Anthony. Quero saber.
Ele desviou rapidamente seu olhar para a loira, e de repente, se perdeu novamente no seu olhar, em seus lábios. Era como um convite para ele. Logo foi despertado pela moça gritando e algum barulho de buzina.
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— Quando te pedi para voltar, preferia que fosse normal, Tony...
Fez um esforço para abrir os olhos assim que ouviu aquela voz suave já conhecida. Ao abri-los completamente viu a morena senta ao lado da cama de hospital onde estava. Ela apoiava o delicado rosto nas mãos apoiadas no joelho, mas levantou-se assim que o viu abrir os olhos.
— Nem estou machucado direito. — disse sorrindo e se sentando na cama.
— Mas seu carro está. — riu baixo — Além do mais, a oxigenada não estava se sentindo bem. Então resolveram te examinar também.
— Como ela está? Alias Linds... Eu só estava...
— Ela está bem, Tony! — o interrompeu — E você estava dando uma carona para ela. É, ela falou. E eu não estou muito bem para discutir uma coisa dessas com você agora. — riu sem humor.
— Como ele está? — perguntou a olhando.
— Não melhorou, mas não piorou também. — abaixou a cabeça — está na mesma.
A enfermeira entrou no quarto e logo disse que o moreno teria alta naquela mesma hora. Não havia passado de alguns arranhões e uma leve batida na cabeça. Já a loira, teria alta só de manhã. Relógio já batia ás quatro. A morena sorriu para ele, enquanto ele colocava uma blusa de frio e retirava alguns esparadrapos.
— Acho que de manhã já tem taxi, não? — riu para o moreno.
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— O mocinho vai sair daqui e ir direto para uma reabilitação, ouviu? — Lindsay dava uns leves tapas na perna do ruivo, que estava deitado, a encarando enquanto ainda tomava soro. Anthony sorriu despreocupado.
— Quero só ver quem vai me arrastar. — disse fraco assim como seu sorriso.
— Posso pedir para o Anthony — puxou o moreno pelos braços para mais perto de si e viu o ruivo rir. — Qual é Nate, olha o tamanho dos braços dele... Você raquítico desse jeito não tem nem chance. — riu.
— Não vai dar sua lição de moral, Tony? — o ruivo disse enquanto o moreno só observava rindo.
— Sei de uma clinica ótima. — disse simplesmente sorrindo.
— Vemos isso depois que eu sair daqui... Que vai ser quando mesmo? Daqui meia hora? — perguntou fazendo força para se sentar na cama. Lindsay e Anthony o ajudaram.
— Vamos ver isso depois, aham... Vamos ver isso com o Will e com o Rick. — ela riu — Ainda bem que você ficou bem, Nate. E não, não vai sair ainda do hospital, vai ter que esperar ficar cem por cento.
— Nunca fui cem por cento, Linds... Não vou ficar agora. Você sabe. — disse muito baixo.
— Mas você sabe que eu não aguentaria te perder, né Nate? — disse com os olhos mareados já.
Anthony a passou a mão sobre os ombros da garota e a puxou para mais perto de si, a consolando. O ruivo abaixou a cabeça e assentiu.
— Não foi dessa vez, Linds. — puxou a mão dela e lhe deu um beijo — Vai demorar para se livrar de mim, viu...
Eles sorriram. Rick entrou batendo a porta contudo chamando a atenção daquele momento para ele, que sorriu.
— Ainda bem que você tá vivo, rapaz... Precisamos de você para lavar a louça de quarta, e nem pense que vai se livrar dela. Imagine se tivesse acontecido alguma coisa com você? Credo, alguém teria um dia a mais para lavar louça. — disse rindo fazendo o ruivo rir baixo também.
— Qual é, Rick? Nem sei quando vou sair do hospital ainda... Se eu sair na quinta... Lindsay lava a louça na quarta para mim. — riu.
— Nem vem. — retrucou rápido. — Agora vou para casa, preciso de um banho. Rick já está ai para te fazer companhia mesmo. Depois eu volto, Nate. E vê se fica vivo, tá?
— É, acho que consigo ficar vivo. Eles não tem muito da boa aqui. — disse rindo baixo e sozinho.
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