On Fire

1 Oneshot - On Fire


Notas iniciais
E aí pessoal! Aqui está, emu primeiro shounen-ai postado, espero que gostem ^^ é bem levinho, mas é bonito. Tudo que está entre aspas, em negrito e itálico, é de L POV'S. Boa leitura, se quiserem ouvir alguma música, recomendo What's Color - Kaito e/ou Monochrome Monologue - Kagamine Len

– O assassino era Ryuuzaki, a resposta esteve ao meu lado o tempo todo! – falava empolgadamente Misora Naomi, uma das pessoas que eu mais tive sorte em trabalhar com...

– Bom, com o caso resolvido, eu lhe congratulo pelo êxito. Isso é só. Peço que apague todos os registros de seu celular. A partir de agora, estarei cancelando estas linhas. Foi um prazer trabalhar com você. – então o detetive desligou os celulares e cancelou imediatamente todas as linhas, junto de Watari.

A tela clara de seu computador o deixava com dor de cabeça, já que estava tudo escuro dentro do cômodo; desligou o monitor e dirigiu-se ao frigobar que estava há uns 5 metros atrás de si e pegou uma fatia da torta de morango que havia comprado mais cedo. Raspava o glacê duro e extremamente doce, comendo-o com gosto. Pensava se a resolução do caso tinha sido boa... Fazia-o ficar apreensivo, saber que B, o cruel e frio assassino que ele lutara tanto para levar ao tribunal, estava agora correndo perigo de vida, repleto de queimaduras pelo corpo. Imaginava a dor que seu sósia não deveria estar sentindo, e perguntou-se se não seria mais que seu dever visitá-lo. Arrumou-se (pôs um sapato totalmente surrado de forma desleixada no pé) e dirigiu-se ao Hospital Geral de Los Angeles. Por algum motivo, resolveram tratá-lo em um hospital comum. Não fazia muito sentido, mas isso era problema para depois... Foi levado até o centro médico por Watari, e então dispensou-o. À medida que adentrava o hospital, os olhares curiosos o seguiam com um ar de espanto. Sua figura era assim, tão chamativa? Perguntou a recepcionista (que mais parecia que havia visto um fantasma) qual era o quarto de seu sucessor. Quarto 13, no segundo andar. Bem irônica, a seqüência de números que representava... Ficou em frente ao elevador, mas este estava alguns (muitos) andares acima, então resolveu ir pelas escadas, afinal, era no segundo andar o quarto. Subiu lentamente, tentando pensar em algo para dizer, depois de tanto tempo sem vê-lo... Lembrava-se dele bem pequeno, com uns 8 anos. Era um menino magro e branquelo, de olhos rubros e cabelos negros com uma estatura claramente maior que a média.; se destacava entre a multidão facilmente. Mesmo com muitas crianças extremamente inteligentes no Wammy’s, de alguma forma ele parecia especial, desapegado.... Ele parecia selvagem... Era (e ainda é) terrivelmente difícil para “L” descrevê-lo. Não era normal ou definido; às vezes muito gentil e altruísta, outras vezes totalmente egocêntrico e individualista. Seus transtornos de personalidade pioraram depois que A se suicidou, então, aos 15 anos, ele deixou o orfanato. Não fazia ideia (e tem medo de fazer) como ele sobreviveu todo esse tempo, nem como conseguiu dinheiro. É provável que tenha entrado no mundo dos assassinos por essa época...

“ O puseram sobre uma pressão absurda, cobraram-no o mesmo que cobram de mim hoje enquanto ele era só uma criança, e ainda tinha os olhos... Ele, de alguma forma sabia, sabia seu nome e quanto de vida lhe restava só por olhar para você. Envolver-se com alguém, sabendo exatamente o “prazo de validade” daquela amizade... Quanta mágoa ele não deve ter guardado... É impossível criar laços com alguém dessa maneira. Se eu, que sempre tive apoio e o que supostamente deveria chamar de amigos, não consigo me relacionar, confiar... De forma alguma, consigo ver culpa nele. Sinceramente, acho que lidaria de uma forma pior ainda com isso...”

Entrou silenciosamente, parecia que o paciente estava dormindo. Seu rosto estava todo transfigurado pelas queimaduras, e era marcado por uma expressão de tristeza incomparável. Remexeu-se algumas vezes na maca e acordou gritando. Parecia que tinha raspado o rosto na cama, e agora formava-se uma poça vermelha em seu travesseiro. O detetive ergueu um pouco o corpo agora esquelético do assassino com o maior cuidado possível e chamou pelo médico. Cuidaria para que aquele hospital fosse mais cuidadoso com os pacientes internados... Uma lágrima quente escorreu pelo canto esquerdo do rosto do número 2 da Wammy’s. Como era possível que ele tivesse chegado tão baixo? Um arrependimento esmagador abateu-se sobre o n° 1, por saber que aquilo era culpa dele mesmo, e mais ninguém. Ao realmente conseguir enxergar quem o estava segurando, B deu um pulo rápido para fora da maca e, consequentemente, dos braços de L. Arrancava todas as agulhas espalhadas pelo seu corpo, deixando as bandagens que o envolviam avermelhadas. Realmente, agora ele era maior do que seu rival...

– O que veio fazer aqui? Dizer-me o quão patético estou neste estado, dependendo de todos estes estranhos que desejam mais é que eu morra? Ou é pra dizer o como você venceu, me provando que eu não sou nada além do número 2? Quer me humilhar mais ainda? – era iminente o ressentimento e a ira dele agora

– Não... Estou aqui para me desculpar. É culpa minha você estar aqui e assim... Por favor, esqueça isso, essa ideia de me superar... Por que não podemos ser iguais? – então abraçou cuidadosamente o prisioneiro; tanto tempo se passou, e eles ainda tinham aquele sentimento... A única ligação de uma vida inteira...

“Beyond, eu te amo”


Notas finais
Espero que tenham gostado! E as reviews? Eu mereço? Mesmo que não mereça, deixe uma me xingando ou sei lá. O importante e saber sua opinião, independente de qual seja ela (só tentem não ser tão grossos) Beijos do Kuro~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!