Notas iniciais
Hope u enjoy it and eu realmente nunca sei o que colocar aqui nem nas notas finais ;u;

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Vazio. O indeterminável infinito que a ninguém possuía. Não tinha cores e nem estrelas e tampouco um universo. Inimaginável.
A única coisa existente – Se é que pode ser chamada de coisa, não é sabido se possui gênero – era uma vibração. Que podia se expandir e encolher e camuflar e tornar o que desejasse. Era cheia de vontades, desejos, ideias, sentimentos e sensações. Andava por aquele lugar sem nada criando seu próprio solo para pisar, feito sabe-se lá de que; dependia do estado daquele.
Bonito, bonita, criava sua própria aparência quando melhor lhe convinha, sem nem saber disto. Nunca soube que reflexo existiu, então, jamais tinha visto a si mesmo.
Dava pequenos pulos, outrora grandes. Podia ir até onde quisesse, já que a linha do horizonte sempre seria a mesma. Não em círculo; sim. Também em versos retos, verticais, diagonais, frontais, e quaisquer possibilidades ali pensadas. Por onde o ser ia, o infinito se tornava visível.

E ele somente caminhava para frente. Ás vezes, dava voltas, girava, mas sempre seguindo reto. Num tempo, decidiu se sentar e ali descansou. E tomou conhecimento da arte de se recompor.
Olhou atentamente ao redor, mesmo não tendo olhos. Então, percebeu, estranhamente, que o lugar era finitamente infinito. E que, por qualquer que fosse a direção que seguisse, sempre seria o centro de tudo, sempre brilharia aonde quer que estivesse e criaria o que quisesse, assim como seu chão.

Sentiu que, mesmo sempre seguindo numa direção só, poderia virar para a oposta e novamente caminhar. Não tinha experimentado essa ideia, não tinha pensado nela anteriormente. Achou-a diferente de tudo o que já fez, portanto, levantou-se e tratou de verificar o caminho de suas costas. Realizou a tarefa, correu e correu para rapidamente alcançar os pontos os quais já conhecia. E lá não encontrou somente vazio, pode perceber outras coisas. Restos de brilhos e algumas placas bem grandes, caídas, ou flutuando; naquele espaço não há certa descrição. Queria ver, tocar, sentir, quebrar. Sua curiosidade foi despertando num ritmo imensamente incontrolável. Outros pensamentos foram largados de lado, e a preocupação era inexistente. Pois ali, somente existia uma única criatura, ou algo parecido.

Aproximou-se daquelas, desta vez, sem criar nada para se sustentar. Permitiu que suas ondas caíssem, se dilatassem, expandissem e nas placas se agarrassem, para aumentar a velocidade com a qual ela mataria sua curiosidade. Nisso, um de seus desejos fora realizado: Ele tocou.
Sentia. A existência de algo. Não era somente ela naquele imenso espaço, havia mais algo. E de onde aquilo teria saído? Nunca viu algo tão diferente antes, melhor dizendo, nunca tinha visto algo além da linha do horizonte anteriormente.

Percebeu que algo queria sair de dentro do corpo, daquela vibração simples, mas pela forma do momento, não sairia. Estranho, para ele, era, pois sua visão se embaçava e sua mente se confundia. Estava emocionado. Pois, finalmente, sentiu algo diferente.

Permitiu-se, na mistura de sentimentos, colocar-se de frente para uma placa, para percebê-la melhor. Moldou sua aparência, tornando-a idêntica ao que via. Já não tinha mais controle sobre o que fazia. E viu. Um reflexo, ligeiramente azul, outrora verde, mas na mente, incolor. Algo negativo e positivo ao mesmo tempo em que invisível. Mas bem perceptível.

E naquele mais mísero momento, várias coisas passaram por sua mente, todas possíveis. Passou-se longe do imaginável. Ele teve ideias. Ele fez descobertas. Ele viu a si mesmo e as inimagináveis possibilidades as quais sempre refletiu. E refletiria.

Já não sabia mais o que poderia descobrir naquele centro. Era vazio, mas tinha tantos detalhes a serem explorados.

Depois disso, o ser descobriu várias coisas. Levou-se um longo tempo, diga-se que, falando de um tempo mais atual, onde uma contagem já fora criada, várias décadas de milênios. E seria inútil descrever todo o progresso que aquela criatura fez, pois ninguém com patamar abaixo daquela teria conhecimento ou inteligência próxima. Nada pode testemunhar a evolução completa da vibração dançante.

Que, no começo, criou uma espécie de comunicação que ficou conhecida como língua ou idioma. E se auto nomeou Omnia.

[25/12/2025]

Os cinco museus da cidade brilhavam num contraste esplêndido. Era claro, mas não causava dor aos olhos. Era o segundo evento do ano, e toda a população da cidade e de fora desta estava presente, mesmo que de fora do local, por sua incrível lotação.
E famosos e famosos e famosos entravam nos locais, esbanjavam do requinte, comiam da melhor comida, causavam inveja por onde quer que fossem. Um ar de falsidade assombrava o local. Fazia com que todos somente se preocupassem em ostentar e espalhar.
Também, quando os tesouros chegavam para leilão, a plebe já desistia quando via o clero entrando nas salas. Suas chances já haviam sido destruídas por completo.

Mas tesouros não eram válidos ali. O que importava, não era realmente o material do qual eles eram feitos, quanto tempo tinham, ou demais detalhes. Na presente era, havia a dominação. Ela se consistia em possuir o maior número de coisas que pudesse, para representar um Deus, numa disputa que fora iniciada no primeiro milênio da contagem dos humanos.

E de Deuses, existiam dois. Chamados de Falur e Magânutar, eram, mas esses foram nomes simplesmente escolhidos por qualquer um. Na crença, é dito que a verdadeira identidade deles, é igual.
Esses dois fizeram sua aparição em Inanis Impeccabilem, planeta onde os humanos nasceram e outras espécies surgiram das células. Por isso, não havia um único ser que não tivesse fé neles. Tocaram as pessoas, se espalharam por vários continentes, sempre separados. Deixaram seus ideais naquelas terras que se tornaram inabitáveis para outra espécie racional. E revelaram que eram inimigos de polos opostos.

Como a lógica de que somente um ser divino deveria existir, as regras para alcançar a fé maior foram impostas: As pessoas deveriam conquistar o maior número de coisas criadas, em nome de Falur ou Magânutar. Aquele que conseguisse mais da metade de bens e não-bens existentes, iria provar a fé, em seu nome e daqueles que também acreditavam naquele Deus. E, também, aqueles que estivessem no caminho de muito conquistar, ganhariam poderes de dominação. Cada um, com seu próprio atributo, que seria fornecido aleatoriamente.

E os leilões eram uma forma de conquista de bens. Onde os humanos fracos e manipuladores podiam obter alguma coisa de jeito fácil.

A voz do locutor era ouvida, conversas paralelas, igualmente.
Outrora, uma taça de vidro caía aqui e acolá. Era efeito das energias negativas que sondavam o lugar. E que evitavam determinadas pessoas, por emanarem naturalidade demais.
Uma, em especial, não emanava nada. Então, não podia ser afetada por nada.

Era uma garota de classe média que estava em pé, no centro da sala, observando qualquer coisa, sem motivo algum. Não expressava nada no rosto, não tentava chamar atenção, não fora chamada para nenhuma das salas, tampouco procurava algo no local. Os outros esbarravam nela, mas nem aceitar as desculpas, aceitava.

Vazia. Olhos foscos e intenção não sentida. Qual seria o propósito da existência daquele ser?

Notas finais
Gente, é sério. Critiquem o quanto puderem (lógico que elogios são bem-vindos também, tho~). Mas, do fundo do coração, eu espero que vocês tenham gostado, mesmo que seja um pouquinho. Obrigada se leu até aqui, e que os ventos guiem você!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.