Oliver e as Pedras Elementais
1 Quase mato meu coléga
Notas iniciais
O Meu desespero começou a algumas semanas atrás, quando eu tive um pequeno acidente, — se é que eu posso chamar aquilo de acidente.-
Algumas semanas antes...
– Ah... — Falava um garoto. — Primeiro dia de aula é sempre o melhor. — Seu tom irônico estava facilmente visível em sua voz-
O garoto levantava de sua cama, que era feita carvalho, na qual ficava um colchão azul, macio e agradável.
– Oliver! — Gritava uma voz. — Quer mesmo se atrasar?
– Já vou mãe! — Respondeu Oliver. -
Oliver era um garoto moreno, de estatura mediana, cabelos negros e encaracolados, olhos castanhos e possuía um sorriso travesso.
Ele estava em um pequeno quarto, onde havia sua cama, um guarda roupa de quatro portas marrom e uma mesa com uma luminária, cadernos e canetas.
Ele levantou de sua cama, com uma expressão cansativa e caminhou até seu guarda roupa, pegou algumas roupas aleatoriamente e caminhou para o banheiro.
O Banheiro era Grande, constituído de pisos e azulejos brancos, a esquerda via-se uma pia feita de mármore e um grande espelho reluzente acima da pia, a direita tinha um box feito de material translúcido verde.
Oliver escovou o dente e foi tomar banho
–Calma Tudo bem. — Pensou Oliver enquanto a água escorria sobre seu corpo. — É só se manter calmo e nada vai acontecer.
Terminou de tomar banho e vestiu suas roupas: Uma calça jeans e uma blusa feita de algodão cor cinza.
Saiu do banho, com aqueles cabelos encaracolados molhados, que refletiam a linda luz alaranjada do sol que entrava pela janela. Ele caminhou pelo corredor, foi para a cozinha. A cozinha era grande, possuía pisos brancos, as paredes eram pintadas com um verde claro, a direita via-se uma mesa de madeira com vidro, mais a frente (ainda a direita) uma pia, a esquerda havia uma geladeira de aço inox, e a frente tinha um fogão, e uma bancada com vários itens domésticos, Em cima da mesa estava o café da manhã pronto: Um copo de café, algumas torradas e pães com requeijão.
–Não se acostuma não. — Falou a mãe de Oliver. — Eu só fiz seu café hoje, para você não chegar atrasado.
– Tá bom. — Murmurou Oliver.
A mãe de Oliver era alta, tinha cabelos longos, negros e cacheados, sua pele era morena, seus olhos eram negros e seu rosto possuía uma expressão gentil, ela usava uma calça jeans preta, uma camisa branca com um blazer cinza e havia um relógio prateado no braço.
Oliver tomou o café e comeu os pães, deixando as torradas.
– Eu vou para o trabalho. — Falou a mãe de Oliver. — Eu posso aproveitar e te deixar na escola, você quer?
– Sim. -Respondeu Oliver. — Mas sabe o que seria legal? Você me deixar ficar em casa.
Ela deu alguns risos e fez balançou a cabeça negativamente.
–É melhor irmos ou Senhor quero ficar em casa vai se atrasar. — Falou a mãe de Oliver.
Eles foram para corredor e depois saíram de casa. A casa pelo lado de fora era bonita havia dois andares, telhas vermelhas, a casa era pintada de cor azul claro, com pequenos detalhes brancos.
A mãe de Oliver pegou uma chave no bolso de sua calça, apontou para um Honda Civic, parado na calçada, e com um pequeno movimento dos dedos ela apertou um botão na chave e as lanternas do carro piscaram, junto com o barulho das travas abrindo.
Eles entraram no carro, ela dirigindo — obviamente — e ele no banco do carona.
–Você pode pegar meu crachá? — Perguntou ela. — Ele esta ai no porta-luvas
Ele abriu o porta-luvas e lá havia alguns objetos: um estojo de maquiagens, um crachá e uma foto de um homem e a mãe de Oliver se beijando, era o pai dele. Ele pegou a foto rasgou e jogou pela janela.
– Por que você fez isso? — Sua expressão era de raiva misturada com surpresa.
– Eu não acredito nisso!- Seu tom de voz aumentava gradativamente, até que ele estava gritando.- O que aconteceu com o Roberto?
Quando Oliver tinha sete anos Oliver encontrara o pai com uma mulher dentro de casa -enquanto sua mãe estava trabalhando- traindo sua mulher, o pai bateu nele e forçou-o a ficar calado, mas Oliver contou para sua mãe, ela ficara arrasada, chorava dia e noite, não ia mais pra o trabalho, estava entrando em depressão. O pai de Oliver batia nela, dizia que ela não fazia nada a não ser chorar. Então um dia ele sumiu deixando Oliver e a mãe dele sozinho. Demorou bastante tempo para ela se recuperar, mas ela conseguiu um emprego novo em uma grande fabrica e tudo voltou ao normal, então após alguns anos ela conheceu Roberto, um cara simples, gentil, humilde, Ele a chamava de "Mari" ao invés de chama-la de Mariana que era seu verdadeiro nome, ele iriam casar daqui à alguns dias. Mas estava claro que ela ainda gostava do Pai de Oliver após tudo isso e Oliver ficava indignado.
– Esse é um assunto delicado Oliver. — Sua voz demonstrava tristeza. — Ele me tratava bem...
– O que?! — ele estava furioso. — Desde quando bater em alguém é tratar bem ?- ele respirava e contava até dez tentando se acalmar. — Olha mãe, você encontrou Roberto, ele é um cara legal, divertido, mas não põe tudo a perder, pensando naquele cafajeste.
Sem perceber, eles haviam chegado a escola, aquela discursão ocupara o maior tempo da viajem.
A escola era um grande prédio com cores brancas e azul claras, havia janelas cinzas em cada andar com persianas brancas. Na frente havia um portão bonito e reluzente com dois funcionários orientando os adolescentes a chegarem a suas salas.
Oliver saiu do carro e já estava quase no portão da escola quando sua mãe chamou pela janela do carro.
Ele virou e ela falou silenciosamente: não pense nisso, aproveite seu primeiro dia na escola nova.
Ele fez um gesto positivo e saiu andando. Foi até o funcionário mais próximo e pediu informações, ele usava uma calça azul, e uma blusa de botão branca, no seu pescoço estava pendurado um crachá que dizia: segurança Sebastião. A pele de sua pele era um tom branco, mas um pouco avermelhada, possuía cabelos grisalhos, olhos castanhos e feições gentis , mas com um tom severo
– Então... — Ele olhou o crachá a procura do nome o funcionário. — Sebastião, como eu chego na sala 3-B?
– Está vendo este corredor? — Ele apontou para um corredor que ficava um pouco adiante, logo atrás do portão. — basta segui-lo depois suba a escada que estará no final do corredor e terceira sala a direita.
– Obrigado. — agradeceu Oliver
Ele deu um pequeno sorriso e Oliver continuou seu trajeto. O corredor era pintado de uma cor verde com branco, e havia luzes por toda parte. Na escada havia um garoto, ele era grande, usava uma calça jeans com uma camisa verde de listrada. Tinha cabelos Ruivos e um rosto malvado, como se estivesse planejando um assalto.
Oliver seguiu em frente, mas ao chegar perto da escada o menino bloqueou sua passagem propositalmente.
– Um novato...- falou o ruivinho. — vou explicar como funciona. — Ele falava grosseiramente. — Me da o seu dinheiro e eu deixo você passar, funciona como um pedágio.
– E seu eu não quiser dar meu dinheiro...- Respondeu Oliver.
– É melhor você não querer saber. — Falou-lhe soltando um pequeno riso.
Oliver não acreditava nisso estava em pleno século XXI e ainda havia bullying nas escolas, aquilo parecia coisa daquela série todo mundo odeia o Chris, o cara estava pedindo dinheiro para passar.
Oliver olhou para o bolso do menino e viu bastante dinheiro, pelo visto ele já havia conseguido dinheiro de bastante gente, ele não seria o próximo a entregar o seu dinheiro.
Oliver tentou passar e o ruivo bloqueou-o novamente, mas Oliver chutou sua canela, ele gritou de dor colocando a mão no local atingido, Oliver aproveitou e passou seguiu disparada pela escada ,mas para seu azar o seu novo "amigo" vinha logo atrás. Era impressionante como ele era rápido mesmo com a canela machucada. Ele estava quase alcançando Oliver quando ele fez um giro de cento e oitenta graus na escada e chutou inimigo no peito, e ele saiu quicando escada abaixo.
– Ótimo, já tenho um inimigo no primeiro dia de aula .- Pensou Oliver. — Perfeito.
Ele foi o mais rápido possível para sua sala, afinal não demoraria muito para o seu novo amigo voltar. Seguiu por um corredor e entrou na terceira sala a direita como Sebastião falara. A sala era grande, tinha cinco fileiras cada uma com cinco cadeiras. Na sala havia um quadro enorme e um ar condicionado. A sala estava cheia, havia vários tipos de pessoas: brancas, negras, morenas, altos, baixos, magros, gordos.
A maioria parecia ter a sua idade que era entre treze e catorze, exceto um garoto que estava sentado no fundo da sala, que deveria ter dezoitos anos e provavelmente deveria ter repetido varias vezes. Oliver foi para a primeira fileira que ficava perto da janela, sentou-se atrás de uma garota, que por algum motivo despertava sua curiosidade. Ela era branca com cabelos lisos cor de chocolate, tinha olhos castanhos, e uma expressão fria, usava uma blusa amarela e tinha uma bolsa tira colo, usava uma calça jeans e tênis pretos.
–Olá. — Falou ela se virando. — Tudo bem?
– Ah claro tudo bem, fora o fato de que um garoto quase pegou meu dinheiro. — Respondeu de maneira irônica.
– Tá falando daquele garoto na escada? — Perguntou a menina. — O nome dele é Pablo, ele age assim com todo mundo, com o tempo você se acostuma.
– Ah... Claro vou me acostumar com pessoas roubando o meu dinheiro. — Pensou Oliver, mas não falou, ele tinha quase certeza que se falasse isso iria perder sua nova amiga, se é que ele podia chama-la assim. — Mas então você seu dinheiro a ele?
– Claro que não. — Respondeu a menina um pouco brava. — Você acha que porque eu sou mulher eu não sei me defender?
– Eu nunca falei isso. — Respondeu Oliver rapidamente. — Mas de qualquer maneira o que você fez?
– Ah, eu tenho meus truques.- Ela falou dando um sorriso.- Por falar nisso eu nem falei o meu nome.- Ela disse um pouco envergonhada.- Meu nome é Sandra e o seu?
– Oliver... — Ele ia terminar de responder quando alguém entrou na sala.
Um sujeito alto usava óculos, um short azul, e uma camisa verde, pele queimada pelo sol e carregava uma mochila no ombro, parecia que tinha acabado de vir da praia.
–Esse é o nosso professor de biologia. — Falou Sandra para Oliver, bem baixinho para ninguém perceber.- Ele é meio doid...
– Ah e posso saber o que vocês estão conversando? – Falou o professor olhando para os dois
– não te interessa . – Respondeu Oliver antes de Sandra
Todos olharam perplexos para Oliver, aparentemente ninguém falava assim com os professores, aquilo provavelmente lhe renderia uma suspensão. Ele olhou para Oliver e mexeu os lábios silenciosamente dizendo: vou tornar sua vida um inferno. Oliver responder da mesma maneira dizendo: tente se puder.
Dali em diante a aula foi silenciosa, só o professor perguntando o nome dos alunos, e ele se apresentando. O seu nome era Diogo. O tempo passou rápido, até que deu a hora do intervalo. Todos saíram da sala, mas Oliver e Sandra demoraram a sair, porque estavam conversando novamente.
– Agora ele vai ficar no nosso pé. — Falou Sandra. — Precisava falar daquele jeito?
Ele fez uma careta, e ela deu-lhe um soco no braço. Aparentemente aquilo não o incomodou, porque ele saiu andando ignorando-a, e ela vinha furiosa atrás dele. Quando chegaram na porta da sala quase saindo, uma visita inesperada apareceu: Pablo e mais dois meninos, ele eram altos e fortes.
– O ruivo deve ter comprado dois guarda-costas com seu dinheiro. — Pensou Oliver
– Eu vou te matar, seu idiota. — Berrou Pablo. — Segurem ele, e deixem que eu termino o serviço.- falou para seus guardas costas.
Os dois meninos vieram em sua direção, mas Sandra entrou na frente.
–Hoje não Pablo, deixa sua vingança para outro dia.- Ela estava quase explodindo, porque já estava furiosa com Oliver
– Saia do caminho Sandra, ou você que apanhar por alguém que nem conhece?- Ele seu tom era desafiador.
– Você quer que eu conte seu segredinho?- Respondeu Sandra, em tom mais desafiador ainda.
O rosto de Pablo azedou e uma expressão de pânico e medo percorreu seu rosto. Ele estalou os dedos e seus guardas costas recuaram, ele olhou para Oliver e passou um dedo na garganta, depois sumiu no corredor.
–Ah... Obrigado. — Respondeu Oliver um pouco surpreso
Ela lhe deu uma tapa forte em seu braço, que deixou marca.
–Jamais me ignore outra vez. — Falou a menina com raiva
Ela saiu pelo corredor, mas dessa vez Oliver ia atrás dela falando e ela o ignorando. Eles seguiram o corredor até o final e depois encontraram um grande espaço protegido com grades e telhas, havia mesas com cadeiras em toda parte, e uma cantina mais a frente. Oliver foi à cantina e comprou um croissant e uma Coca Cola, ele sentou-se em uma mesa junto com Sandra.
– O mais estranho de tudo isso é, que eu só conheço essa garota há algumas horas e ela já me ajudou. – Pensou Oliver
– Depois do recreio teremos aula de que? – perguntou Oliver tentando puxar assunto
– Matemática . – Respondeu Sandra. – Vou no banheiro, fique aqui
Ela saiu andando para o uma porta que ficava perto do corredor. Oliver ficou sentado a espera de Sandra, mas enquanto ela estava no banheiro Pablo apareceu
– "Eae" seu idiota. – Falou Pablo com raiva. – Parece que sua amiguinha não está mais aqui para protegê-lo
– Você não mais ninguém para perturbar? – Falou Oliver. – Você sabe que poderia tá pegando dinheiro de outras pessoas, ao invés de tá falando comigo.
Ele coçou o queixo como se estivesse pensando qual era melhor: bater em Oliver ou roubar dinheiro de outras pessoas.
– Poderia, mas você me chutou minha canela e me empurrou escada abaixo. Então preciso acertar as contas com você. – Respondeu o Ruivo. – Nem pense em fugir.
Os guarda-costas dele apareceram na saída do corredor tornando uma fuga impossível. Pablo começou a estalar os dedos da mão, e Oliver levantou-se de sua cadeira rapidamente e recuou. Nas outras mesas o povo gritava: briga! Briga! Briga!. Até a funcionária que ficava na cantina vendendo os lanches parou para olhar.
Pablo veio correndo como um touro para acertar Oliver, Oliver desviou, e correu até a mesa mais próxima, pegou uma cadeira e jogou na direção de Pablo, mas ele segurou e tacou de volta. Pablo vinha andando na direção de Oliver, tentando soca-lo, mas ele recuava e desviava facilmente, até que de tanto recuar Oliver se encontrou preso na parede. Oliver tentou soca-lo, mas aquilo não surtia efeito no ruivo. Pablo segurou Oliver pela garganta com um braço, e com o outro ele estava pronto para socar.
– É o fim... – Pensou Oliver. – mas não para mim
Então o corpo de Oliver começou a formigar, os pelos se eriçaram, e várias rajadas de choques saíram do corpo de Oliver atingindo Pablo, que caiu inconsciente no chão.
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