Olimpo doce Olimpo

9 O surgimento da ideia


Notas iniciais
Olá! Zeus começa a pensar em algo para reunir todos da família no Olimpo. Boa leitura!!!

Todos estavam reunidos na sala, Marco chegou para ver a sua noiva, ele é loiro, com olhos verdes.

— Boa tarde a todos. Senhor Zeus. Dona Têmis. Onde está a Helen? — Perguntou Marco.

— Está lá no quarto, se arrumando para você. — Disse Têmis.

— Então rapaz, está chegando a hora. Está preparado para receber a minha filha Helena como esposa? — Zeus falou, enquanto dava tapas nas costas de Marco.

— Claro que sim, amo Helena, vou respeita-la e podem confiar, farei a filha de vocês muito feliz. — Marco disse com toda a confiança.

— Ai que lindo, genrinho! — Têmis falou encantada.

— Acho bom mesmo. Não se esqueça que tenho o poder de controlar os raios. —Disse Zeus, fazendo o pai severo.

— Cinco por cento. — Tossiu Hera.

Helena apareceu sorridente em um vestido azul, com laço de cor rosa bem forte amarrado na cintura, o cabelo meio preso por uma presilha com uma flor enorme, da mesma cor do laço e um batom de cor forte.

— Marco lindo. — Disse Helena, com empolgação, ao ver o noivo. — Saudades do meu noivinho fofucho.

— Não mais saudades que eu senti da minha noivinha fofucha. — Marco deu um beijo apaixonado em Helena. — Minha mãe pediu para te entregar o jogo de mesa, ela mesma que bordou.

Ele entregou um pacote com uma toalha e mini toalhas, todas amarelas com flores e pássaros de diversas cores bordados.

— Ai minha sogrinha é uma fofa, ficou lindo. Almatéia, pode levar para dentro para mim, por favor? — Helena entregou o pacote para Almatéia, que atendeu o pedido e assim que pegou, se encaminhou para o quarto de Helena. —Todos já estão aqui para o nosso casamento.

— Que bom! Fico feliz em conhecer a família de Helen. — Marco deu uma olhada na família Olimpiano e se espantou. — Nossa, é muita gente, devem ser muito unidos.

— Somos muitos, Marco. Mas não muito unidos, só nos reunimos assim nas olimpíadas. — Disse Poseidon. — Mas me diga, como conheceu a minha sobrinha e a pediu em casamento?

— Bom, para quem não sabe, trabalho fazendo entrega das costuras da minha mãe. — Começou Marco. — Um dia, após fazer as entregas, minha mãe pediu que eu comprasse açúcar. Fui até a venda Partinokos, uma senhora me atendeu e de repente, vi aquela moça linda, loira de olhos azuis e um sorriso encantador.

— Eu também me encantei pelo Marco. Os olhos verdes dele me deixaram hipnotizada. — Disse Helena, olhando apaixonadamente para o noivo. — Então, assim que eu saí, ele me perguntou se eu morava lá. Eu respondi que não, que só estava visitando a minha avó, eu morava em Athenas. Aí fomos conversando, conversando e ele me disse que eu era linda e perguntou meu nome.

— E ouvi o nome mais lindo, Helena Gracie e me apaixonei ainda mais.

Helena e Marco começaram a trocar carinhos um com o outro, a cena deixou Hera, Delayoh e Khayna um pouco incomodadas, fizeram até cara ruim com tanto romantismo meloso.

— Como foi o pedido de casamento? — Perguntou Athena.

— Você fala ou eu falo, Marco? — Perguntou Helena.

— Pode falar, lindinha. — Disse Marco.

— Ai, que fofo! Ele me chamou de lindinha.

— Será que podem ir direto ao assunto? — Perguntou Khayna, demonstrando irritação.

— Tudo bem, prima. — Disse Helena, levantando as mãos em rendição. — Bom, nós já estávamos namorando um bom tempo e falávamos sobre o futuro, de como seria nossa casa, nossos filhos, até que o Marco se virou para mim, olhou nos meus olhos e me perguntou:

— Helena Gracie Partinokos Olimpiano, quer se casar comigo? — Disse Marco, com o seu olhar mais apaixonado.

— Fiquei sem palavras, mas não tive dúvidas da minha resposta e aceitei. O levei até a minha casa, por sorte, papai estava nos fazendo uma visita e o Marco fez o pedido oficial.

— Confesso que tive um pouco de medo de Zeus, sabia da fama de severo, de senhor controlador dos raios, pensei que se fizesse o pedido, levaria um raio em cheio na testa.

— Ia levar só faísca, por que o Zeus controla só um pouco os raios. — Comentou Hera com Afrodite, que riu.

— Mas não fui muito bravo com o Marco, logo percebi que ele era um bom rapaz e que minha filha o amava, então, consenti o casamento. Espero não ter me enganado sobre você, Marco. — Disse Zeus.

— Tenha certeza de que não se enganou, senhor Zeus. Farei a Helen muito feliz. — Marco beijou Helena, fazendo alguns soltarem suspiros apaixonados.

— E lá vem mais um casamento exótico. Pelo menos dessa vez não sou eu quem vai fazer a decoração da festa. — Disse Afrodite, levantando as mãos para cima.

— Por que fala isso, mãe? — Perguntou Neverly.

— Porque fui eu quem fez a decoração do casamento da Têmis com o Zeus. Segui as vontades dela, minha nossa, nunca vi algo tão brega, plumas para todos os lados, flores enormes. Minha filha, tomei trauma de fazer festas de casamento para a Têmis.

— E a estátua de 1 metro com um cupido, que atirava jatos de perfumes? — Lembrou Héstia.

— Nossa, nunca me esqueci daquela estátua. Pior foi o trabalho árduo que tive para conseguir as toalhas de linho egípcio a tempo para o casamento, por essas toalhas enfrentei uma odisseia.

— Quem está fazendo a decoração do casamento de Helena? — Perguntou Castela.

— Pelo o que a Hebe me contou, é uma prima da Têmis que está fazendo a decoração. Ela não é nem um pouco parecida com Têmis, ou seja, não tem jeito para perua, mas o casamento terá aquela decoração exótica, graças as exigências de Helena. — Disse Ilitia.

— Qual o nome dela?

— Mar... Mari... ai a Hebe me falou por chat e não estou me lembrando agora. A Hebe me mostrou uma foto dela, tinha cabelos castanhos, olhos castanhos claros.

— Marina Layla? — Perguntou Amimone.

— Isso mesmo. Como sabe, Amimone?

— Ela morava em Nauplio, a cidade em que vivi, nós conversávamos algumas vezes, ela tinha jeito para decorar festas, os palácios ficavam uma maravilha. Quem diria, ela prima da Têmis e olha que ela tem um estilo bem diferente.

...

Estava anoitecendo, quando Ares pareceu na sala com a camisa polo, calça jeans, tênis, o cabelo loiro alinhado e bem perfumado, além de estar carregando uma pequena mala. Ele passou perto Ilítia, Khayna, Beatrissa e Delayoh, sentadas nas almofadas brancas de seda, comendo fondue de chocolate e morango.

— Onde está indo perfumado desse jeito, Ares? — Perguntou Khayna.

— Estou indo encontrar a Silvik em Alfheim. Vamos passar a noite juntos, se que vocês me entendem, e lá tem um lugar ótimo para os encontros. Estou levando uma mala, pois, não vou dormir aqui, vou ficar em Ásgard hoje. — Respondeu Ares.

— Por que não vai ficar aqui? — Perguntou Ilítia, molhando um morango no chocolate. — Papai vai ficar chateado.

— Eu sei, mas já falei com ele e até que entendeu, mesmo fazendo aquela cara de decepcionado. E é mais fácil e rápido ir de Alfheim para Ásgard, do que ir de Alfheim para o Olimpo. Bom, minhas irmãs, já estou indo, beijos para todas.

Assim que Ares partiu, Beatrissa disse:

— Já anoiteceu, Ares já foi e isso significa...

— Significa que logo vamos embora daqui. — Disse Delayoh, em alívio. — Já não aguento mais ficar no Olimpo.

— Que exagero, Delayoh. — Reclamou Ilítia. — Não vai adiantar nada esbravejar, pois, amanhã vamos voltar aqui e isso vai acontecer nos outros dias também durante as olimpíadas.

Delayoh olhou com cara feia para a irmã.

— Meninas, vamos? Já está na hora de ir. — Disse Frizioh.

— Vamos! — Delayoh falou empolgada e se levantou. — Finalmente vamos embora do Olimpo, pelo menos por hoje. Vatter Frizioh, onde está meine mutter?

— Ela foi buscar a Halinor.

...

Stanley se sentia feliz em ter Halinor por perto, ela tem os mesmos olhos azuis elétricos e alguns traços dele, mas é bem parecida com Delayoh. Eles se divertiam com os blocos de montar.

— Halinor. Vamos indo? — Chamou Hera.

— Ahhhh. Queria ficar aqui brincando com vatti. — Choramingou Halinor.

Stanley sorriu, deu um beijo no rosto da filha e disse:

— Tudo bem, Hali. Amanhã, quando você chegar, terminamos de brincar.

— Amanhã? Vamos voltar aqui amanhã, oma?

— Vamos sim, Halinor. — Confirmou Hera.

— Eeebbaaa. — Halinor se empolgou e deu um beijo no rosto de Stanley. — Tchau, Vatti. Até manhã. — E segurou na mão de Hera.

— Tchau, Hali. Até amanhã. — Stanley deu tchau com a mão, assim como fazia Halinor.

...

— Ué, já estão indo? — Perguntou Zeus, espantado.

— Sim, já estamos indo. O combinado era esse, Zeus. Iríamos passar algumas horas no Olimpo e a noite, voltaríamos para Ásgard. — Disse Hera, com certa impaciência. — Não se lembra?

— Ah, sim. É que depois de um dia maravilhoso como esse, pensei que tivessem mudado de ideia.

— Não mesmo. — Hera falou até rindo.

Ilítia se aproximou de Zeus.

— Pai, eu sei que ficou chateado, mas também aceitamos o convite do tio Odin e combinamos de passar algumas horas aqui e ficar por lá. — Ilítia deu um beijo no rosto do pai. — Amanhã estaremos de volta.

— Tudo bem, filha. — Zeus sorriu. — Então, até amanhã.

Assim que partiram, Zeus voltou a se desanimar. Ele pensou que reuniria toda a sua família outra vez no Olimpo, todos juntos novamente. Mas ele se esqueceu que os tempos mudaram, ele não era mais o rei do Olimpo e não poderia obrigar ninguém a ficar. Só queria ter a sua família reunida e por isso, teria que aprender a se acostumar com as horas que passam por lá e vê-los partir. A não ser que arrumasse uma ideia que os faria ficar.

...

A cozinha estava agitada, o jantar estava sendo preparado, Amaltéia, Métis e Têmis (isso mesmo, Têmis cozinhando) preparavam os pratos, o jantar ganhava ares de banquete.

— O cheiro está ótimo. Parabéns Têmis, acertou em cheio no tempero. — Disse Métis.

— Obrigada, Métis. Ah, fico tão aliviada porque acertei algo na cozinha. Você sabe não sou nenhuma expert na culinária. — Disse Têmis.

Anfitrite chega na cozinha, atraída pelo ótimo cheiro, que estava sentindo.

— Méritos da Têmis. — Disse Métis.

— Nem tanto Métis, você fez boa parte também. — Disse Têmis.

— Hm. — Anfitrite colocou o indicador no rosto. — Será que estou perdendo a minha amiga? — Perguntou Anfitrite, em um tom que parecia enciumado.

— Deixe de ser boba Anfitrite, não vou deixar de ser sua amiga, nunca, mas também posso ser amiga da Têmis. — Respondeu Métis.

— Estou brincando, Métis. Sei que nunca deixará de ser a minha amiga. Nem na época do racha na família, você deixou de ser. E também gosto da amizade de Têmis. — Anfitrite abraçou as duas. — Somos um grupo de amigas incomum, as ex-mulheres de Zeus e Poseidon.

— Aceitou mesmo ser chamada de ex, Anfitrite?

— O que eu podia fazer? Poseidon é apaixonado por Amimone e os dois são felizes juntos. Só restou para mim o cargo de ex- esposa e mãe dos filhos dele. Mas sabe que eu estou gostando dessa fase? Me estresso menos do que na época em que era casada com Poseidon. — Anfitrite riu. — Mas mudando de assunto, eu achei a Hera com o nariz muito em pé, jeito metido, não só ela, as filhas dela também, principalmente a Delayoh.

— A Hera só está sendo como sempre foi. — Métis mexeu o caldo de abobora da panela, que já estava fervendo. — O ar de superioridade está maior, pois, ela é a deusa mais poderosa do mundo. E as filhas puxaram esse jeito dela.

— Sempre gostei da Hera, quando ela é sarcástica, é divertida. Mas devo confessar que também a acho um pouco metida. — Disse Têmis.

— Um pouco? Você está sendo boazinha, Têmis. — Anfitrite disse, enquanto ajudava Almatéia a organizar os pratos e talheres, que iriam para a sala de jantar. Almatéia agradeceu pela ajuda, mas que ela não precisava se preocupar, levaria e terminaria organizar na mesa, de acordo com as taças, levadas por Ganimedes.

Assim que Almatéia saiu, a conversa continuou.

— Helena é que adora quando a Delayoh não vem para cá. — Comentou Têmis.

— Helena não gosta de Delayoh? — Perguntou Anfitrite.

— Nem um pouco, acha ela metida. E esse sentimento não é de agora não, desde a época da Segunda Guerra, que Helena não gosta de Delayoh, por causa da invasão da Grécia. — Respondeu Têmis.

...

O jantar já estava pronto; arroz, caldo de abobora, frango marinado com ervas e uma variedade de legumes e verduras.

Zeus notou que a mesa estava cheia, sua família estava reunida e isso o deixava feliz. Quer dizer, havia lugares vazios, nem todos estavam lá e só aparecem por algumas horas. Não era assim que imaginava passar o período das Olimpíadas. Enquanto comia, ele olhava para Francine dando o jantar para Marie com todo o cuidado. E também observava Ivana e Vincenzo, cuidando dos trigêmeos e a luta para os fazer comer, pois, só queriam brincar.

Ai, amore mio. Pelo visto vamos ter que ficar um bom tempo ao lado deles. — Suspirava Ivana.

Tempo. Essa palavra atingiu em cheio a cabeça de Zeus. Uma criança pequena precisa de um bom tempo ao lado dos pais e assim se deu o surgimento da ideia, que ainda precisava de alguns ajustes, mas Zeus pensava em cada detalhe enquanto jantava.

...

Quando todos se recolheram para seus quartos, Zeus trabalhava na biblioteca. Entre diversos livros, procurava um que lhe interessava, um livro de feitiços. O encontrou, melhor ainda, encontrou o feitiço que auxiliaria em seu plano. Ele ficou quase a noite inteira na biblioteca e quando foi dormir, o sorriso em seu rosto era evidente.