Olimpo doce Olimpo
11 O primeiro dia
Notas iniciais
O dia amanhece. Está começando uma semana atípica no Olimpo, havia 18 deusinhos por lá. A luz do sol entra no quarto de Métis, quando ela abre os olhos, Francine estava na sua frente.
— Bom dia, maman. — Disse a menina.
— Bom dia, Fran. — Métis beijou o rosto da filha.
— Também queremos beijo. — Disse Anne, subindo na cama.
Stanley e Brandon acompanharam a irmã e subiram na cama. Os quatro pularam no colo de Métis e ela abraçou e beijou o rosto de cada um, pensando: “Até que vou gostar de ter meus filhos pequenininhos de novo, meus nenéns.”
— Mommy, tô com fome. — Disse Stanley.
Métis sorriu, fez um carinho no rosto do filho e disse:
— Nós já vamos tomar café, meu amor.
— Mas antes, eu quero ver o papá. — Disse Anne.
— Não sei, ele pode estar dormindo.
— Por favor! — Implorou Brandon.
Métis não resistiu aos quatro pares de olhos azuis e acabou levando os filhos até o quarto de Zeus.
...
Após se espreguiçar, Zeus abriu os olhos, sorriu e pensou: “Está começando uma semana maravilhosa, toda a família está reunida aqui no Olimpo. Minha ideia está dando certo”. Ele já ia se levantar, quando escutou alguém bater à porta e disse:
— Pode entrar.
A porta se abriu e quatro crianças loirinhas entraram correndo no quarto, gritando:
— PAPAAAAAA!
E foram direto para o colo de Zeus, que pegou cada um deles e deu um beijo na testa de cada um.
— Meus filhos! — Disse Zeus, com empolgação. — Dormiram bem?
— Siiiiimmmmm! — Responderam os quatro.
— Bom dia, Zeus. Estranho, você aqui nesse quarto. Pensei que iria dormir no quarto principal, voltar a ser o rei do Olimpo. — Disse Métis.
— Bom dia, para você também, Métis. Preferi deixar a Têmis dormir lá com a Helena. Não me sinto mais dono daquele quarto, até porque, o Olimpo tem um novo rei. — Disse Zeus, apontando para Stanley.
— Verdade. Novos reis, não se esqueça que Elisabeth é a rainha do Olimpo. E que sexta feira todos estarão de volta ao normal.
— Isso.
— Será que Delayoh tá acordada? — Perguntou Francine. — Eu queria brincar com ela.
— Pelo horário, tenho certeza que não. — Disse Métis.
— Métis! Por favor, não fale assim de Delayoh. — Bronqueou Zeus. — Quando formos para a sala, Fran, você pode se encontrar com a Helena e você pode brincar com ela. — Disse Zeus, acariciando os cabelos loiros da filha.
— Eu tô com fomeeeeee. – Reclamou Stanley.
— Está bem. — Zeus riu. — Vamos todos tomar café.
Eles se encaminharam para a cozinha.
...
Antigamente, Ganimedes nutria fortes sentimentos por Zeus, mas com o tempo, isso foi perdendo sentido, até ele se desencantar pelo antigo rei do Olimpo. Uma prova disso é que, se ainda sentisse algo por Zeus, ficaria encantado ao vê-lo segurar Stanley no colo, como se o menino fosse uma miniatura sua. Mas não foi o que aconteceu, apenas viu um pai carregando o filho no colo, uma cena normal, que não mexeu nenhum um pouco com ele.
— Bom dia, senhor Zeus. — Após cumprimentar Zeus, Ganimedes se virou para Stanley. — Bom dia, menininho lindo. O que vai querer?
— Comida. — Disse Stanley.
— Filho, não é assim que se responde. Pode deixar Ganimedes, eu preparo o café dele. — Disse Métis.
— Não precisa se incomodar, Métis. Vou preparar um leite delicioso e bolachas gostosas pra ele, ou melhor, vou preparar um mingau de aveia.
Ganimedes abriu o armário e tentou pegar o pote de aveia, mas foi repelido por uma luz vermelha.
— Que isso, um campo de força? — Perguntou Ganimedes.
— Esse pote de aveia pertence a Hera e só os filhos dela vão tomar o mingau de aveia. — Disse Amaltéia.
— Nossa, que egoísmo da parte dela, por isso é metida desse jeito. E os filhos dela? Hã, todos são metidos, principalmente a Delayoh. — Disse Ganimedes enquanto preparava o leite e separava algumas bolachas.
— Todos eles?
— O Germano e a Germana não são metidos. O Ciano parece ser tranquilo, mas tem um jeitinho bem metidinho. Agora o resto...
Assim que Zeus colocou Stanley na cadeirinha, Ganimedes entregou o leite e as bolachas para o menino.
— Bom dia para todos. — Têmis chegou sorridente. E logo atrás dela apareceu Anfitrite, com Elisabeth nos braços.
— Bom dia, Têmis. — Cumprimentou Métis. — Bom dia, Anfitrite.
— Bom dia, Têmis. — Disse Zeus. — Dormiu bem no quarto principal?
— Eu não dormi lá. — Respondeu Têmis. — Não me senti à vontade lá, aquele quarto não me pertence mais, por isso dormi em outro quarto com a Helena. E também, eu não sou mais a rainha do Olimpo. Agora quem é, é essa menininha linda aqui. — Têmis mexeu com Elisabeth.
— Têmis! — Exclamou Anfitrite. — Não podes falar assim. Não nesse momento.
— O que ela tá falando, mama? — Perguntou Elisabeth, que olhava com curiosidade para a mãe.
Foi então que Têmis percebeu e resolveu concertar.
— Ah, Elisabeth. Isso é brincadeira da tia Têmis. — Ela riu e fez um carinho no rosto de Elisabeth. — O que eu quis dizer é que não me sinto mais como rainha do Olimpo, então, não haveria motivo para eu dormir naquele quarto.
Mais gente chegou depois e como de costume, só mais tarde, Hera, Frizioh e Ixião apareceram com os filhos.
— A peste. — Disse Ganimedes ao ver Delayoh.
Amaltéia beliscou o braço dele. Ares e Ilitia brincavam com Ciano, Khayna e Delayoh, enquanto Hera fazia o mingau. Ivana se aproximou e disse:
— Titia, eu também quero.
E seus outros sobrinhos também quiseram o mingau, então, Hera fez uma panela de mingau. Todos tomaram o mingau, até os adultos.
— Mamãe, tá uma delícia. — Disse Ciano.
— Ah, obrigada meu menininho. — Disse Hera.
Stanley sentiu o cheiro do mingau e foi para a cozinha, Hebe foi atrás dele.
— Titia Lili, pode colocar pra mim também? — Perguntou Stanley.
— Claro que sim, fofinho. A titia vai colocar pra você. — Respondeu Hera, com doçura.
— Mãe, o Stanley acabou de tomar café. — Disse Hebe.
— O que é que tem eu fazer a vontade dele? — Perguntou Hera, enquanto preparava um prato de mingau. Assim que terminou, o entregou para o menino. — Prontinho, Stanley. Você sabe que sempre tratei o Stanley como filho.
— Mas a Métis pode achar que está o mimando demais.
— Deixa ela achar.
Hera começou a dar o mingau para Stanley, ela tinha um carinho de mãe por ele, o tratava como se fosse seu filho, ela brincava com ele, o mimava. Métis não gosta nenhum pouco disso, ela é a mãe dele, é ela quem deveria cuidar de seu filho, Hera não tem que ficar se metendo. Quem também não está gostando disso é Delayoh, ela estava morrendo de ciúmes da mãe com Stanley, decidiu abrir o berreiro e chorou (Delayoh tinha um choro supersônico), Hera deixou Stanley e ficou com a filha. Frizioh também se aproximou.
— O que foi, Dede? — Perguntou Frizioh.
— Eu quero, mutti. — Respondeu Delayoh.
— Mas ela está ocupada. Não quer ficar comigo?
— Não. Eu quero mutti. — Delayoh bateu os pés e chorava.
— Deixa, Frizioh, eu fico com ela. A Hebe pode terminar de dar o mingau para o Stanley, ou melhor, a mãe dele pode fazer isso. — Hera pegou Delayoh no colo. — Vem tochter, vem colinho mamãe. — Ela deu um beijo no rosto da filha.
Delayoh se sentia confortável no colo de Hera e mostrou a língua para Stanley.
...
Poseidon quis levar Stela, Iris e Amimone para conhecer seu antigo palácio submarino.
— Oi meninas. O que estão fazendo? — Perguntou Poseidon.
— Estamos desenhando, já que não podemos mexer com bordado. — Respondeu Amimone.
— Papai, olha o desenho que eu fiz. — Disse Iris mostrando o desenho de um cavalo.
— Que lindo, Iris. — Disse Poseidon.
— Eu te desenhei, papai. — Disse Stela.
— Olha só, tem o papai, você, a Iris e a mamãe, até em desenho a mamãe é linda.
Amimone sorriu encabulada.
— Ei, querem dar um passeio no palácio submarino do papai? — Perguntou Poseidon. — Também será bom para você conhecer Amimone.
— Oba, eu topo! — Disse Iris.
— Vamos, mamãe. — Disse Stela.
— Está bem, vamos. — Disse Amimone.
Os quatro saíram e foram para o palácio. Ao chegarem, Amimone ficou encantada com o palácio. Enquanto Stela e Iris se divertiam com os cavalos marinhos e delfins, Poseidon e Amimone aproveitaram para namorar um pouco.
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