Notas iniciais
Olá! O bebê de Stanley e Delayoh nasce. Boa leitura!!!

A notícia da gravidez de Delayoh foi um susto para Zeus, Métis e Hera. Mas tudo deu certo e os três ficaram felizes em saber que seriam avós mais uma vez.

Stanley pediu para o pai cuidar dos Estados Unidos, pois, iria para a Alemanha acompanhar a gravidez de Delayoh. Essa decisão deixou a deusa alemã espantada.

— Tem certeza disso, Stanley? — Perguntou Delayoh.

— Toda certeza do mundo, quero ficar perto de você e do nosso bebê. — Stanley colocou a mão na barriga de Delayoh.

E assim se passaram os meses. Stanley sempre estava ao lado de Delayoh, a acompanhou em todas as consultas, tanto em Ásgard quanto no hospital de Apolo, sentia o coração do bebê no ventre de Delayoh e dizia palavras lindas para ele. Podiam ser os hormônios da gravidez, mas Delayoh se emocionava com as palavras dele.

Um dia, Stanley sentiu o bebê mexer e não parava de sorrir de tão emocionado que ficou, as lágrimas se formavam nos seus olhos. Para ele, a gravidez dela era um sinal de que estava na hora de ficarem juntos, como uma família. Mas Delayoh sempre se desvencilhou do assunto e até discutiram algumas vezes.

...

Delayoh já estava na reta final gestação, quando ela e Stanley foram dar um passeio pelo sul da Alemanha. Ela pediu para descansar um pouco, ele concordou e foram para o palácio Von Venandre. Quando chegaram, Delayoh se sentou na poltrona de couro e passava a mão em sua barriga, que estava pesada. Stanley pensou que seria o momento perfeito para voltar a falar sobre o romance dos dois.

— Já falamos sobre esse assunto, Stanley. — Disse Delayoh, soltando um longo suspiro.

— Sei disso, mas tenho um outro pensamento. — Começou Stanley, fazendo Delayoh revirar os olhos. — Tu estás esperando um bebê meu, fruto do nosso amor. É um sinal para que nós fiquemos juntos.

— Eu sei queres que fiquemos juntos, mas eu já te disse. Não é porque tivemos momento romântico, transamos e fiquei grávida, que irei voltar a ter um romance com você. — Delayoh sentiu um incomodo e fez uma careta. — Preciso de mais, nosso amor não pode se basear nisso, fica muito superficial. Por isso disse que terás que me reconquistar, reacender o amor que sinto por você em meu coração. Não é para ser feito assim, com um pedido de casamento repentino.

— Eu acho seria melhor.

Delayoh se irritou e se levantou da poltrona.

— Stanley, eu já lhe expliquei. Não quero me casar e não vejo necessidade disso. Não sou como Elisabeth, que aceitou o seu pedido assim que fez. Parece vater Zeus, que com casamento se resolve tudo.

Delayoh sentiu uma forte dor, que deixou Stanley preocupado. Ao colocar a mão na barriga dela, sentiu o bebê se mexer mais do que o normal. Nem nesse momento, eles deixam de discutir. Entre uma dor e outra, Delayoh pedia para Stanley chamar Eir, pois, confia nela e a queria ter por perto na hora do parto. O deus americano dizia que não a conhecia e que não queria ter uma estranha no nascimento de seu filho ou de sua filha, preferia chamar Apolo, em quem tem mais confiança.

— A mesma confiança que tens em Apolo, eu tenho em Eir. Ela acompanhou toda a minha gravidez, sabe me acalmar e tem melhor preparo para partos. O Apolo só sabe medicina. Então, chama a Eir.

— Que preconceito é esse, Delayoh? Só porque o Apolo não é de Ásgard? Ou por que ele te manteve presa por duas vezes? Apolo não apenas sabe medicina, ele é um excelente médico e poderia muito bem realizar um parto.

— Então, me diga. De quais partos ele participou?

— No momento, não sei dizer. Mas Apolo poderia muito bem realizar um parto, com seus conhecimentos.

— Stanley. Não estamos falando de uma poção ou feitiço, estamos falando de um bebê, do nosso bebê. Apolo pode ser um exímio médico, mas não confio nele para realizar um parto.

Delayoh estava irritada, sentia dores, seu bebê estava para nascer e Stanley teimava com ela. Ela colocou a mão na barriga, respirou fundo e disse:

— Já te falei que confio mais em Eir. Então...CHAMA A EIR!

Por um instante, os olhos de Delayoh ficaram vermelhos e a voz se tornou tenebrosa. E no mesmo momento, a bolsa rompeu, agora o bebê estava para nascer. Stanley pegou Delayoh no colo, em uma fumaça branca, a levou para o quarto, que um dia foi dela. Ao chegarem no quarto, a deusa alemã se preparou, vestiu uma camisola rosa com detalhes de renda e bem solta. Stanley a ajudou a se deitar na cama e ajeitou os travesseiros. Entre uma contração e outra, a discussão continuava, ela pedia para chamar Eir, ele insistia em chamar Apolo.

— Se não queres chamar Eir, eu mesma vou chama-la e você, saia do meu quarto. — Disse Delayoh, com muitas dores. — Só volte aqui quando o bebê nascer.

— Teimosa! — Reclamou Stanley. — Eu ficarei aqui. Quer saber, Delayoh? Me dê seu colar.

Delayoh entregou o colar de lua e cristal de gelo, com um pequeno detalhe de foice para Stanley e indicou como fazer a ligação. Ele entendeu e fez uma mensagem austral para Eir, mas também mandou uma mensagem austral para Apolo, através de seu colar de águia. Delayoh já ia reclamar, mas uma dor fortíssima a desconcentrou e deixou a situação como estava.

Ao mesmo tempo, Eir e Apolo atenderam suas mensagens austrais e se depararam com Stanley aflito e Delayoh deitada na cama, sentindo contrações.

— Por favor, me ajudem. — Pediu Stanley. — Estamos só eu e Delayoh, ela começou a ter contrações e eu não sei o que fazer.

— Tudo bem, Stanley. Fique calmo. Vou te ajudar. — Disse Apolo.

— Eu também. — Disse Eir.

— Desculpe, mas quem está falando? — Perguntou Apolo, confuso com a voz melodiosa que ouviu.

— Sou Eir. Sou a deusa àsgardiana das competências medicinais, faço poções com ervas. Ao longo dos tempos aprimorei minha medicina e sou a principal médica de Ásgard. — Respondeu Eir.

— A Delayoh insistiu para chamar a... Eir. — Disse Stanley, com certo desinteresse.

Apolo achou a voz de Eir melodiosa, como uma canção feita em uma lira. Mas ao ouvir mais uma vez, sentiu um tom de arrogância nas palavras dela.

— Depois apresente os dois, Stanley. Agora, tem um bebê querendo sair de mim e bem rápido. — Disse Delayoh, sentindo as contrações.

Apolo fez aparecer uma toalha branca e uma bacia com água, em seguida, explicou que era para limpar o bebê após o nascimento, é uma parte importante. Eir arqueou uma sobrancelha, em estranhamento.

— Claro, vamos lá. — Disse Eir. — Stanley, veja se já está dando para ver a cabeça do bebê.

What? — Se espantou Stanley. — Não tenho coragem de olhar. Não basta a Delayoh fazer força?

—Stanley...tenho que saber como está, para medir a intensidade de força que irei fazer. Então, OLHA! — Gritou Delayoh. — Pelas dores que estou sentindo — Delayoh respirou fundo. — Desconfio que está próximo de nascer.

Stanley cumpriu o que foi pedido, mesmo ainda assustado com o grito de Delayoh. Ele se aproximou e viu como estava. Apolo quis saber e Stanley disse que estava vendo um amontoado de cabelos pretos. Eir perguntou se estava se mexendo como uma rolha saindo da garrafa e Stanley disse que sim.

— É a cabeça do bebê! — Exclamou Eir. — Delayoh, respire fundo, faça força, pois, está quase nascendo.

— E Stanley. Pegue a toalha, para segurar o bebê. — Disse Apolo.

Stanley pegou a toalha, se posicionou na frente das pernas de Delayoh e disse:

— Ouviu sua médica? Então, faça força, que eu estarei aqui para pegar o nosso bebê.

Durante um bom tempo, Delayoh fez força, gritava, arfava, se agarrou no lençol e fazia força outra vez. Stanley, Apolo e Eir, a incentivavam. Suada e ofegante, a deusa alemã enlaçou as mãos na cabeceira da cama e fez força.

— Está vindo! Está vindo! — Dizia Stanley, em uma mistura de empolgação e emoção. — Vamos, Delayoh! Continue! Força!

As mãos de Delayoh apertavam forte o metal da cabeceira, a cada esforço que fazia. De um grito potente, nasceu um bebê, uma menina, que foi amparada por Stanley.

— É uma menina! — Dizia Stanley, emocionado. — Nossa filha nasceu! Nossa menina está aqui!

Delayoh sorria ao ouvir o choro da filha, até uma lágrima escorreu de seus olhos, o que era raro. Stanley limpou a filha, retirou o líquido dourado que envolvia a filha. Mentalmente, Apolo dizia, sorrindo: “Não disse que a bacia com água seria útil?” Depois de limpar a filha, Stanley a mostrou para Eir e Apolo, que se encantaram com a menina.

Em seguida, a menina foi levada até Delayoh, ela pegou a filha, enrolada na toalha de linho, nos braços e a menina parou de chorar e abriu os olhos. Delayoh e Stanley estavam encantados com a filha, cabelos negros, branquinha e com os olhos azuis iguais aos de Stanley.

Hallo, Halinor! — Disse Delayoh para a filha, que estava sorrindo.

— Halinor. É um belo e forte nome. — Disse Eir. — Ela será amorosa, carinhosa, sensível, mas ao mesmo tempo, forte e determinada.

Halinor mexia a boquinha e resmungava, Stanley e Delayoh não entendiam, Apolo disse que era um sinal de fome, estava na hora de amamentar a menina. Com a filha nos braços e auxílio de seu cabelo, Delayoh desceu uma alça da camisola, assim que viu o seio da mãe, Halinor começou a sugar.

Stanley aproveitou o momento para apresentar Apolo e Eir. Apolo ficou encantado com a deusa ásgardiana, de pele morena clara, cabelos lisos ruivo claro e olhos verde folha. Eir também se encantou por Apolo, até achou um charme quando uma mecha castanho escuro, caiu sobre os olhos azuis.

Delayoh sorriu para a filha, mais ainda ao ver um pequeno brilho dourado misturado no leite. Halinor será uma deusa. Stanley percebeu um clima entre Apolo e Eir e disse:

— Me perdoe por interromper o encantamento entre vocês, mas preciso saber. Para onde Delayoh e Halinor irão agora? Pois, Delayoh precisa descansar e minha filha precisa ficar em segurança.

— Nossa filha! — Disse Delayoh firme, fazendo Stanley sorrir.

— Claro. Nossa filha. E então?

Eir desviou sua atenção de Apolo, pediu desculpas e falou que podia não parecer, mas ela tinha muitas consultas marcadas e o hospital estava passando por pequenas manutenções, em resumo, não poderia receber Delayoh.

— Mas daqui a alguns meses, quero ver você e sua filha para uma consulta. Podemos marcar um dia? — Perguntou Eir.

— Claro. — Respondeu Delayoh, dando pequenos tapas nas costas da filha, para ela arrotar. — Quando eu puder, te mandarei uma mensagem austral marcando um horário.

— Você pode vir para o meu hospital, Delayoh. — Disse Apolo, triunfante. — O hospital está vazio e tu serás bem recebida.

— Está bem. — Disse Delayoh, com certo desapontamento. — Stanley, avise meine mutter, vater Zeus, tante Métis, vater Frizioh e vater Ixião, do nascimento de Halinor e para nos encontrar no hospital de Apolo.

— Está bem, eu aviso para eles. — Disse Stanley.

Stanley agradeceu as ajudas de Apolo e Eir, desligou as mensagens austrais e fez outras mensagens para avisar Hera, Frizioh e Ixião sobre o nascimento de Halinor. Em seguida mandou uma mensagem para Zeus e Métis, contando sobre o nascimento da neta deles.

...

A alegria tomou conta do hospital de Apolo. Hera, Métis, Zeus, Ixião e Frizioh estavam bem empolgados para verem Halinor. Apolo disse que ela já foi limpa, alimentada, se tornou uma deusa e está no quarto com Delayoh.

— E as duas estão bem, Apolo? — Perguntou Zeus.

— Estão sim, pai. Muito bem. — Respondeu Apolo.

Stanley terminou de fazer o registro e foi se encontrar com seus parentes. Quando apareceu, eles notaram o imenso sorriso em seu rosto, Stanley abraçou Zeus, Métis e Hera e recebeu cumprimentos de Frizioh e Ixião.

— É uma linda menina. — Disse Stanley, meio abobalhado. — Ela é um pouco mais parecida com Delayoh, tem os mesmos cabelos negros e os mesmos olhos que os meus. E tem o sorriso mais fofo que já vi. Ah, e chora bem forte.

— E como se chama a minha neta? — Perguntou Métis.

— Vocês já sabem que ela se chama Halinor. Os sobrenomes, eu e Delayoh tivemos dúvidas, mas concordamos em chamar a nossa filha de Halinor Ann Venandre La vouir Olimpiano.

— Que belo nome. — Disse Hera.

Stanley levou os pais, a tia, Frizioh e Ixião até o quarto. Quando chegaram, viram Delayoh sentada na cama, conversando com a filha. Os cabelos curtos na altura dos ombros, deram o enquadramento perfeito para o sorriso dela.

Assim que percebeu a presença de visitas, ela olhou para eles e sorriu. Hera abraçou a filha e em seguida, Zeus, Frizioh e Ixião, fizeram o mesmo. Métis desejou felicidades para Delayoh e disse que Halinor é uma graça. A deusa alemã ficou agradecida com os elogios.

Frizioh envolveu os ombros de Hera em um abraço. Ela estava emocionada e não queria esconder esse sentimento, já era avó de Hong, Yang, filhos de Khayna, e aguarda o nascimento do filho que Beatrissa está esperando. Hera deu um beijo no rosto de Frizioh e se aninhou no abraço. Métis e Zeus estavam felizes e empolgados com a chegada de mais uma neta e ele fez todos rirem quando diz que será um avô babão, tanto quanto foi com Marie Claire e seus outros netos. Ixião também diz que vai adorar e mimar muito Halinor.

Stanley se aproxima de Delayoh e diz com um sussurro “Obrigado”, fazendo Delayoh sorrir e ela também agradeceu a ele, pois, a partir de agora irá conhecer sentimentos mais ternos com a filha deles. Vendo aquele momento, em que o amor e a ternura estão no ar, Stanley não consegue parar de pensar que esse é o momento certo para ele e Delayoh se acertarem e formarem uma família, mas toda vez que começa o assunto, começa também uma discussão entre eles. Então, o deus americano preferiu se calar, ficar com pensamentos românticos apenas para si e aproveitar a chegada da filha com o amor da sua vida.

Notas finais
- Tante significa tia em alemão. - Eir é a deusa associada à medicina, cura e à misericórdia. Seu nome significa em nórdico antigo significa ajuda, piedade ou clemencia.