Olhos de estrelas..
2 Capítulo 2
Olá querido leitor, onde paramos mesmo?
A sim, recapitulando, um mês após o divórcio eu fui morar com a minha querida avó, não comece a achar que agora eu vou dizer '' dali em diante foi horrível, eu fui maltratada, minha infância foi triste e blá blá blá '', minha infância foi ótima, tive avôs maravilhosos e carinhosos, um pai linha dura mas com pequenos carinhos acabava ficando fácil de lidar, ele tenta compreender que eu sou a cópia exata da mamãe, sempre correndo com livros, pincéis e telas pela casa, e usando as gravatas dele para limpar os borrões de tinta, ele sempre se derreteu com algumas piscadas e um biquinho que decorava o meu rosto sempre que eu queria algo, a única coisa que eu nunca consegui tirar da cabeça dele foi a mirabolante idéia que eu preciso de uma mãe, EU JÁ TENHO UMA MÃE, ela pode morar do outro lado do continente porém eu sinto ela mais perto de mim do que ele que mora na esquina da minha rua, minha mãe, ela é a pessoa que eu puxei tudo, olhos redondos e de um tom castanho claro o cabelo cacheado (tirando a cor que é do meu querido pai, uns tons de ruivo que tá mais pra laranja pois... sei lá que troço é esse...) e a altura mínima, algo que as pessoas acham extremamente fofo....
NÃO É FOFO TER QUE SUBIR EM CIMA DA BANCADA PARA PEGAR O CEREAL MINHA GENTE!!!!
Minha mãe é a coisa mais séria é fofa ao mesmo tempo, ela é o tipo de pessoa que sempre quer demonstrar que esta no controle, pelo menos até ela avistar uma barata ao longe, ai ferrou tudo, e com seus livros enormes e seus óculos de leitura, sempre faz com que meu pai se derreta quando vem me visitar mesmo depois de todo esse tempo separados, ela sempre me visita nas férias pois nunca tive coragem de ir para New Orleans, nunca tive coragem de deixar os meus avôs para trás.
Posso resumir minha infância com estrelinhas tortas, pinturas que hoje em dia estão nas paredes e possuem molduras, diversos livros, desenhos animados acompanhados de suco de laranja e cereal, tortas de pêssego, fugir de Lilá que cismava que seria uma ótima mãe pra mim....
E o principal, eu adorava olhar o céu, todas as noites, me deitava na grama do jardim da minha casa e ficava por horas olhando o céu, minha avó me contava histórias sobre as estrelas, e eu era do tipo de criança que acreditava em tudo que as pessoas contavam, eu contava as estrelas com as pontas dos olhos, acreditando que seria impossível nascerem verrugas em meus olhos, já que diziam que apontar estrelas dava verrugas nos dedos!
E assim o tempo passou, entre paginas de livros, rabiscos, tintas e crises de asma cheguei aqui, aos meus 17 anos...
P.s: Já reparou que sempre fazemos as maiores merdas nos 17 anos?
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