Olhos de Gato, Amor de Vampiro
8 5(parte 2)- Respostas de Jason
Notas iniciais
(Jason narra aqui)
O que está acontecendo aqui? Como a April conhecia vampiros? Não importa, eu não vou perdê-la como perdi a Mary, embora o que sinto pela April seja muito mais forte do que eu sentia pela Mary. Ninguém merece virar jantar no dia do próprio aniversário e ela não é nem maior de idade, ela está fazendo hoje só 16 anos.
Quando nossos amigos humanos foram embora fui para meu quarto trocando de roupa, precisava de algo que me permitisse mais liberdade de movimento. Depois comecei a correr em direção a casa de April. Vi antes de sair a Victória na biblioteca procurando alguma coisa – como se eu me preocupasse com informações, eu ia matá-los mesmo...
Então, pouco tempo depois, como se fossem paralisadas, minhas pernas pararam de sem moverem e caí no chão. Não conseguia mais mover minhas pernas nem meus pés e isso significava somente uma pessoa: Victória.
— O que você está fazendo? Precisamos salvá-la!!! Se não formos rápido ela vai virar jantar! No próprio aniversário! Ela é sua amiga e você não vai fazer nada para ajudá-la? – conheço minha irmã melhor do que ninguém e nunca tinha a visto tão fria e calculista, tão má, tão, tão vampira. O que está acontecendo aqui? Quem mudou a minha irmã?
— Você por acaso quer nos matar? Oh, não precisa chegar a tanto, mas arruinar tudo o que não só eu e você conquistamos, mas também todo o trabalho arriscado do papai? Quer magoar não só a mamãe, mas a April também? Sabe, não faria mal se você começasse a pesquisar um pouco mais. – ela atirou algumas pastas velhas na minha direção com os nomes “Cullens”, “Denali” e por último para minha surpresa “Montenegro” – Leia e aprenda ágape mou e eu que pensava que você fosse um pouco mais inteligente... – disse ela sentando numa pedra.
Não entendi o que ela quis dizer, mas sabia que só conseguiria voltar a andar depois de ler o que ela trouxe, então peguei primeiro a pasta da “família” da April e a cada linha meus olhos se arregalavam, mas depois comecei a ler as subpastas e ver os desenhos detalhados feitos por meu pai, havia inclusive uma subpasta com o nome e o desenho da April com as palavras “Transmorfo Felino” abaixo do nome.
Fiquei em choque, mas continuei a ler – Você sabia disso desde quando? – perguntei.
— Pouco tempo depois de você atacar a Samantha em Vancouver. Tive de limpar a sua barra com os Montenegro e convencê-los de que era seguro eles continuarem aqui, porque não queria me separar da April. Levei muito tempo para convencê-los de que você só é um idiota ao invés de um caçador de vamps e mesmo assim alguns deles não querem ver você nem coberto de ouro incrustado de diamantes e a April não sabe que eu sei sobre ela e a família e também não me importam o que ela e os familiares dela sejam, afinal de contas, nossos pais também são vamps e nós não somos humanos. Então tanto faz. O arquivo “Denali” não é muito interessante, então passe direto para a pasta “Cullen”.
Fiz o que ela disse e reconheci as vampiras que conversaram com a April mais cedo e a humana que, bem não é exatamente humana e sim mestiça. No arquivo havia muitas notas pessoais de papai e ao ler não só o texto, mas também as notas de rodapé, minha boca se escancarou de surpresa.
— Entendeu porque não posso deixá-lo prosseguir com seu plano original? Esses vampiros não são seus raptores e nem seus futuros assassinos, são a família dela, as pessoas que ela confia e ama, e iria arrasá-la perder qualquer um deles da mesma forma que nos magoaria muito perder mamãe ou papai, ou um ao outro. Sei que você sofre pela Mary, mas não é a mesma coisa. No caso da Mary, a mãe dela foi transformada e se descontrolou perto dela, e mesmo assim ela conseguiu se controlar e acabou transformando a filha o que é quase impossível para uma recém-criada. O único problema foi que os Volturi investigaram e viram que os criadores da mãe da Mary estavam formando um exército de recém criados e por isso ela e a mãe tiveram que pagar. Não é sua culpa, por isso não se recrimine e abra os olhos porque a situação da April é totalmente diferente.
Eu não acreditava que Vic estava falando. Haviam mais três famílias com vampiros iguais aos nossos pais; uma que adota humanos e oferece, sem impor ou se descontrolar, a imortalidade a eles, outra que tinha uma meio vampira “conseguiu” e outra de só vampiros sendo que a primeira adotou a minha Gata e ela é realmente uma felina e não uma gíria que ela gosta de ser chamada. Tenho que admitir que isso explicava muita coisa sobre ela, mas mesmo assim me chocou.
— Preciso ver para me convencer. – eu disse e me lembrei da festa familiar da April – Já sei, vou espiar a festa dela...
— NÃO!!! – ela me assustou com esse grito – Ir lá? Espiar uma festa de vampiros? Será que seu lado humano está doente? Fritou seu cérebro por acaso? Acorda lesado!!! Acabei de falar que alguns dos irmãos dela não querem te ver nem pintado de ouro e incrustado de diamantes.
— Eles vão me matar?
— Não, só chutar o seu traseiro porta a fora no aniversário dela. Por que você não espera um ou dois dias para ir vê-la em casa? Assim evita estragar uma festa.
— E no que isso iria me ajudar? – perguntou desconfiado.
— Bem, a essa hora eles já sabem o que você tinha decidido fazer, então devem estar preparados afinal, Josi e provavelmente Alice devem ter “visto” as conseqüências das suas decisões e avisado então, acho que se você esperava uns 2 ou 3 dias, eles podem considerar tentar serem compreensíveis com você. Embora eu duvide muito que eles sejam compreensíveis, mas eles podem tentar te entender. E então, o que acha? – eu a olhei desconfiado. – Ora vamos, o que custa esperar? Você no momento nem pode andar e quando eu te soltar, se você me trair, vou te paralisar de novo e vou te deixar assim por dias. Então... Temos um trato? – ela levantou a mão para que eu batesse enquanto eu pensava com calma.
Tinha que admitir que os números não estavam ao meu favor. Iam ser os onze Montenegros com oito Cullens, nove se conter a meio vampiro, e talvez mais cinco com os Denali. Droga, nunca fui bom em matemática, mas se todos da super família de vampiros estivessem lá, iam ser 24 ou 25 adversários. Victória tem razão as vezes, isso seria uma missão suicida. Levantei minha mão e bati na dela.
— Obrigada Jay. – ela me agradeceu? Por que? – Você sabe que eu odeio tirar o livre arbítrio de alguém e além disso vai poupar a todos de suas burradas. – eu só registrei a primeira resposta, afinal, eu sabia como ela se sentia tendo esse dom, mas se a segunda preferi ignorar.
Ela me liberou e me ajudou a levantar. Ao longe escutei um leão da montanha o que me lembrou uma coisa sobre a April. – Vic, o que significa “Transmorfo felino”? – perguntei meio desconfiado e com outro sentimento a mais. Seria medo? Ou receio? Acho que a segunda.
– Bem, ela é humana, se é isso que você quer dizer, a única diferença é que ela é capaz de se transformar em um felino do tamanho de um cavalo de corrida figurativamente falando, mas mesmo assim ela fica sendo uma pantera negra enorme, ela também é muito forte e rápida. Josi me disse que as garras e os dentes da April são tão fortes que conseguem rasgar pele de vampiro. – fiquei chocado com a última parte, ela consegue rasgar pele de vampiro... Não há muita coisa que tenha esse efeito. E quem era Josi? – Ela também tem habilidades raras, até para a própria espécie, ela consegue mudar o próprio cheiro, por isso a nossa dificuldade de identificar o cheiro dela quando a conhecemos, e ela também pode ser “vista”. – agora não entendi.
— É claro que podemos vê-la Victória! Nós a vemos todo dia. – disse confuso.
— Eu não disse “vista” no sentido de não a enxergarmos e sim que as videntes vampiras podem ver o futuro dela e de outros Transmorfos felinos, mas são só eles. Não dá pra ver o futuro de outros transmorfos. Pra você não deve fazer muito sentido, mas em sentido espécie isso é muito bom pra April. – certo, boiei.
— E isso quer dizer exatamente? Pra ela, pra nós, pra família dela e para a nossa. – perguntei.
— Pra ela significa proteção e não fazer nada escondido. Para o “nós”, ou seja, você e ela significa não ser engraçadinho e extrapolar no namoro. – isso explicava muita coisa sobre o “namoro” já que nossa relação não podia ser chamado de namoro, pois ela não beijava em “público” e mesmo assim parecia um pouco culpada. — Para o “nós”, eu e ela é segurança e diversão, para a família dela significa não se preocupar a toa, afinal ela ainda é mortal e para a nossa família a certeza de que se você der uma de engraçadinho nós vamos saber, pois os irmãos dela vão te partir em dois ou mais pedaços, mas agora isso não tem importância, vamos para casa, preciso fazer uma ligação.
Voltamos para casa, ela estava com tanta pressa de falar com quem quer que fosse, pois me deixou pra trás. Se eu quisesse teria dado meia volta e ela nem teria percebido, mas conhecia a expressão de pura raiva dela e preferi manter o trato.
Quando entrei, ela já estava no telefone, mas a voz do outro lado da linha estava tão baixa, que mesmo apurando os meus ouvidos não consegui ouvir, mas Vic reagia ao que era falado. Sentei-me enquanto isso para esperar.
Depois de alguns minutos ouvi um “não” tão alto que me fez voltar a atenção para minha irmã, agora ela estava com uma expressão indecifrável e dizia: “ Não, isso não. O que ela pensaria se nós aparecêssemos aí sem ela saber que nós sabemos sobre vocês? E seus convidados? Olhei os registros deles e falei com meu pai e por isso sei quem é quem, mas ele...” houve uma pausa: “ vai dizer pra ela o que somos, então ela nem vai ter tempo de digerir a informação antes de nos ver, nós vírgula eu, ele fica nem que seja aos pedaços...” outra pausa: “ Seus convidados sabem sobre nós?... E não se importam?... Ta, eu vou aí, até logo.” Ela desligou e se virou para mim com uma cara de poucos amigos. – Fique apresentável, temos uma festa para ir. Me espere para irmos juntos se você terminar de se arrumar antes de mim. – ela falou rápido e correu para o quarto dela no andar superior.
Depois de pouco tempo, estávamos no meu Mustang indo em direção à casa da April. Deixamos na porta um bilhete para nossos pais, mas Victória falou que era provável Josi ter ligado para eles e os convidado para a festa. Pelos Céus, essa noite vai me custar muita paciência...
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