Olhos de Esmeralda
4 Capítulo 4 - "O inverno sempre volta."
Notas iniciais
Corro atráz de Raquel e grito seu nome, até que ela para.Ela olha para mim com os olhos lacrimejando, e seu lindo rosto que era sereno e moreno estava um pouco vermelho, ela olha para mim e diz com dificuldade:
–Po...Por que... André?
Hein? Era tudo uma brincadeira para você? Não é bom brincar com os sentimentos dos outros! André, eu pensava que você era diferente...
Mas nesse momento eu disse eu resolvi falar:
–Mas Raquel compreenda!Eu te amo!
Mas ela começou a fazer sinais de negativo com a cabeça, e dizer gritando:
–Não...Não...Pare de mentir para mim! Eu vou embora daqui, e nunca mais você vai chegar tão perto do meu coração, como um dia você chegou. Mas antes, eu quero saber, por que fez isso comigo?
Foi nesse momento que eu acabei desabando em lágrimas, e tentei só mais uma vez:
–Por favor, fique comigo, eu não queria ter te enganado...Ela acabava de me interromper.
–Não André, você não me enganou. Você enganou a si mesmo quando pensou que poderia ficar comigo desse jeito, e eu pensava que você sentia alguma coisa por mim...
Foi quando ela foi embora correndo. E parecia que havia levado uma parte do meu coração com ela, eu não sabia o que dizer, com certeza, eu havia dado o nó na corda que iria me enforcar.
Eu não conseguia pensar em mais nada. Quando de repente ouço passos vindo naquela direção, tento ter forças para levantar as mãos, mas não consigo, parecia que eu tinha perdido todas as minhas forças naquele momento, sinto uma mão em meu ombro, quando ouço uma voz acolhedora e quente dizer:
–Filho, algum problema? Você está chorando, André o que aconteceu?
Eu respondo limpando o rosto:
–Nada mãe, eu só estava emocionado, por causa da festa, só isso.
Ela diz:
–Você ainda não viu nada. Vamos você tem mais uma surpresa.
–Ah mãe! Acho que só quero voltar para a festa para me recompor com os meus amigos.
–Não você tem que se reencontrar com Valquíria ela lhe dirá os detalhes.
–Está bem mãe, mas só porque você insiste.
Andamos até a rua acho isso estranho, mas estava muito preocupado com Raquel para prestar atenção em maluquices da minha mãe e da Val. Val chega do meu lado sem que eu note, e diz-me assustando:
–Amor, agora vamos aos seus presentes verdadeiros, o primeiro seu pai e sua mãe me pediram para entregar.
Minha mãe diz a mim:
–Seu pai não veio, por que disse que não ia chegar a tempo para a festa, por isso pediu para que eu e Val entregássemos a você, lembre-se esse presente é meu e dele.
Assenti com a cabeça, e minha mãe dá um sorriso positivo, dessa vez é Val que chega perto do meu ouvido e diz:
–Amor, entenda, eu estou ajudando a sua mãe a entregar o presente mais o meu vem só mais tarde depois da festa, tá?
Assenti novamente com a cabeça, e Val dá um sorrisinho satisfeito, como se tivesse conseguido o que queria. Passamos pela saída de casa quando vejo uma grande cortina roxa, ela parecia rodear o meio da rua e no meio dela um botão e um bilhete pendurado.
Minha mãe diz:
–Vamos filho olhe seu pai mandou um bilhete para você, leia.No bilhete estava escrito:
"Meu filho, sinto muito por não estar ai nesse momento tão importante da sua vida, é uma grande passo na vida de um homem.
Agora meu filho, você vai atingir a maior idade com mais responsabilidades e deveres, mas quanto a isso eu só tenho uma coisa a dizer ( ou escrever) siga o seu coração em tudo que fizer, não desista dos seus desejos, amores, e saiba que eu sempre estarei aqui para lhe ajudar, venha me visitar qualquer dia desses, assim poderemos conversar. Papai.
P.S.: Espero que goste do presente, eu que dei a ideia a sua mãe, e ela concordou, com certeza essa coisa a qual me refiro exige muita responsabilidade, mas acho que você vai tirar de letra."
Viro o bilhete para ler a segunda mensagem que dizia: "aperte o botão".
Quando aperto o botão, ouço vários barulhos ao redor cortina como se ela estivesse levantando, então vejo, mas não acredito.
Um Jeep vermelho novinho, todos começam a gritar e a bater palmas , entro no carro que era bastante confortável, como se tivesse sido feito para mim. O resto da festa foi muito legal, tão legal que acabei esquecendo o que havia acontecido com Raquel e eu.
Val tentou me dar seu presentinho mas eu não estava com cabeça para aquilo. Mas nada é para sempre, fui dormir.
{Sonho}
{Voz de Raquel}–André...André...–Raquel é você, me perdoe, eu quero que você saiba, eu amo a você e mais nada importa para mim, só quero ter você ao meu lado, por favor!
{Desperta}
–Ah!
–Tudo bem, Filho, você estava tendo um pesadelo, quem é Raquel?
–Não, mãe, não é ninguém.
–Vamos temos que pegar seu primo Jefrey no aeroporto.
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