Notas iniciais
Eu sei que ta bem pequeno mas foi o que deu pra fazer.



POV Jane

Depois da minha experiência caçando, eu percebi que eu realmente
estava ficando boa nessa coisa de ser vampira.



Eu havia me aproximado mais de todos lá, estava de uma certa
forma me adaptando, inclusive com Aro, que parecia interessado em meus poderes.





Eu sentia falta da minha pequena casa, sentia falta de caçar
animais e não humanos mas eu estava gostando da nova vida, acho.





Já havia se passado 100 anos e eu e Alec fizemos amigos. Um
tempo depois do incidente com Chelsea e Santiago, nós resolvemos... eu resolvi
ir pedir desculpa pelo que aconteceu e acabei gostando de Chelsea, ela é ótima.
Nos conversamos bastante desde então. Ela me contou sobre sua vida como humana,
me contou que foi transformada por Aro por volta de 1000 a.c. e que seu antigo
nome era Charmion mas mudou logo quando foi transformada já que esse não era um
nome muito comum e ela não pretendia levantar suspeitas. Ela me contou que o
poder dela é romper ou juntas os laços das pessoas (algo que eu achei muito
esquisito, nunca vi nada parecido), também vive me falando sobre seu amigo
Afton, que foi transformado pouco tempo depois dela. Passamos a caçar varias
vezes juntas quando Aro não nos pedia ajuda em nada.





Era segunda de noite, já estava tarde para os humanos mas eu
consegui me acostumar em não dormir apesar de não sentir sono ou cansaço. Eu
estava no meu quarto lendo o final de “Orgulho e Preconceito” quando finalmente
Fitzwilliam Darcy e Elisabeth Bennet declaram seu amor um pelo, quando ouvi
passos, precisamente sapatos de salto alto andando em direção ao corredor onde
ficava o meu quarto e o de Alec.



Toc Toc.



– Chelsea! –
abri a porta e dei um sorriso meio desanimado.



– Oi! Tou
atrapalhando alguma coisa?



– Ham. Não. O
que faz aqui? – murmurei, confusa.



– Ah, não
sei, estava entediada e com fome. Vamos caçar?



– Caçamos
ontem. Pra onde vai parar o sangue que você digere? – disse, fazendo piada.



– Vou
repetir: vamos caçar na vila?



Aquilo parecia mais do que um convite, um desafio.



Marquei meu livro em uma das paginas abertas e fechei a porta do
quarto de leve para que ninguém nos visse saindo.



Era uma noite pouco movimentada então não precisávamos tomar
tanto cuidado para não sermos descobertas.



– Estava
fazendo algo importante? – perguntou Chelsea, mais interessada em achar uma
presa fácil do que na resposta que iria dar.



– Na verdade
eu estava me empolgando com o final de “O Morro dos Ventos Uivantes”...



– Ah, já li
esse. – disse ela fazendo desgosto de um clássico.



– É, mas a
sua proposta de como-passar-uma-noite-de-segunda foi melhor.



– Ali! Tem
alguém indo em direção ao beco, vem!



Eu corri logo atrás dela ignorando o fato de ela ter ignorado
totalmente nossa conversa. As vezes isso me irritava e nós brigávamos. Eu quase
a matei semana passada sem nem ao menos toca-la, era magnifico como eu podia
matar alguém sem esforço algum, pelo menos esse era o ponto de vista de Aro.



Chelsea foi para outra saída e eu fiquei nesta, ele estava
cercado.



Eu o deixei se retorcendo de dor e Chelsea o mordeu. Eu podia
enxergar o pavor em seus olhos enquanto morria, e eu gostava disso, de certa forma me dava uma sensação grandiosa, como
se nada ou ninguém fosse capaz de me derrubar, como se ninguém fosse melhor do
que eu. E não eram.



Quando chegamos eu finamente consegui romper o silencio com um
“Até Amanhã” e voltar para o meu quarto.
Fui direto para o banheiro lavar o sangue que havia respingado em mim além do
meu rosto, que estava ensanguentado.





Os dias estavam passando depressa. Eu não conseguia acompanhar.





Passou-se mais uns 60, 70 anos e nada de interessante acontecia,
além do fato de eu machucar alguém quase todos os dias e Aro adorar isso, não
havia nada de interessante. A vida de vampiro era realmente entediante. Garanto
que se eu conseguisse, já havia me suicidado de tedio.

Notas finais
Vou postar o 5ª capitulo logo logo. Tenham paciencia :) beijos, pqpruivinha.