Olhos Do Mar
3 Descubro a verdade terrível sobre minha família
_O quê? Rafael isso não é brincadeira que se faça, ta legal?
_Eu iria querer que fosse brincadeira –disse ele batendo nervosamente seus pés no chão -eu não notei quando, mas ele colocara de volta a calça e os pés eu não tinha percebido mas ele tinha um colar engaçado que o fazia ter pés como gente normal.
_O que, Como, Que Houve?
_Você houve? –de inicio fiquei confusa mas ele explicou –como sua mãe disse, seu pai é um Deus, e assim fazendo de você...
_Semideusa –interrompi lembrando das aulas que tive com a professora que cheirava a múmia.
_Exato, e como você já deve ter aprendido, cheiro de semideuses atraem...? –disse ele esperando que eu terminasse.
_Garotos metade bode?! Olha eu tenho TDAH ok? Não presto atenção na aula!
_Não, atraem monstros! Seu cheiro atrai monstros. Você andou de mais com essa tal de Alice, seu cheiro ficou nela, um monstro a atacou!
Eu estava chocada de mais para falar, alguma lagrimas desceram do meu rosto, não consegui acreditar minha melhor amiga tinha morrido por minha causa. Por que eu não estava perto dela? Por que não fui eu? Afinal o monstro veio atrás de mim. O Rafael percebeu que eu não iria falar mais nada então resolveu explicar tudo.
_Você sabe que seu pai, o Rodrigo Fuentes é só de criação não sabe? Casou com sua mãe quando você tinha um ano, mas não é seu verdadeiro pai! Seu verdadeiro pai é um Deus, o qual sua mãe não revelou o nome. Eles se conheceram e tiveram você. Sua mãe contou a Rodrigo e ele concordou em te criar como própria filha. –por mais estranho que padecesse, minha vida finalmente fazia sentido...minha vida fazia sentido por causa de uma história grega de dois mil anos de idade.
Eu poderia agüentar tudo menos a idéia da minha amiga ter morrido por minha causa.
_Você vai ficar calada até o fim da viagem não é?
_Não! Que monstro que a matou?
_Lembra a velha da banca de jornal? –assenti- então aquilo era uma empousa um tipo de vampiro mitológico.
_Nada disso faz sentido!
_Eu sei, mas com o tempo fará! Confie em mim.
_Você é um bode!
_Sátiro –corrigiu ele ofendido –obrigado!
_Aquele garoto que sumiu...
_O que você tinha “uma quedinha”? –interrompeu ele com um tom claro de deboche.
_Não, mas sim...espera como você sabe?
_Eu sou seu sátiro protetor, eu sei tudo sobre você.
_Ta ok! Enfim ele era...?
_Semideus? Sim, filho de Apolo. Foi para o acampamento ano passado!
_Acampamento? –eu estava confusa
_É! Um acampamento para treinar e proteger pessoas como você –disse quase como se fosse uma doença.
_A bom, estaremos lá em quanto tempo?
_Pouco, espero.
O avião pousou e o Rafael saiu correndo
_Vamos, Vamos!
_E as nossas malas?
_Foram transportadas para o acampamento. A toma... tem a benção de seu pai. Sua mãe que deu.
Era um broche de espada com uma cobra enorme larga envolvendo tinha um botão rosa no cabo, apertei-o ele virou uma espada enorme dourada com a cobra envolvendo-a toda e ao ser agarrada no cabo a cobre parecia crescer subindo no meu pulso, eu gritava de desespero, até que ela parou, como e estivesse la há anos.
_Calma, ela se agarra a seu pulo para você não a perder durante a batalha. Ela é linda não?! Ela tem veneno, então cuidado –avisou ele.
_É mesmo muito linda! –disse eu admirando-a.
_Temos que ir, quanto mas rápido chegarmos,mas segura você estará.
Com isso saímos correndo saindo do aeroporto em direção a Nova Yorque.
_Não precisa ficar assustada! –disse ele para mim
_Não estou!
_Eu sou um sátiro, eu leio emoções!
_O que?! Abusado. Te proíbo de ler as minhas! Eu to tentando não ficar assustada, é... que é... tudo muito novo para mim.
Ele assentiu como se entendesse e seguimos em frente,Nova Yorque era realmente linda, tinha edifícios enormes, táxis para todo o lado, lojas e pessoas apressadas. Andávamos com pressa, até que eu parei na frente do edifício Empire State, eu nunca tinha visto ao vivo antes, mas já tinha ouvido falar.
_Lá em cima fica o Olímpo! –olhei para ele provavelmente com uma cara de duvida –seu pai trabalha ai! –explicou tudo.
_Olha que coisa, bom...vou sair por ai, dar uma volta por Nova Yorque e...te ligo quando minha vida fizer sentido o.k.? –disse eu olhando para ele séria.
_aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarg! –gritou uma estranha mulher atrás de mim — te achei filhote de Deus!
Ela avançou para cima de nós, dei um grito apavorante e um adulto apenas olhou e gesticulou algo como “crianças bagunceiras”.
_Pega a espada! –gritou Rafael enquanto balia.
_O que?!
_LUTA!
Sabia que ninguém iria me ajudar então saquei minha espada, ates de a cobra ter terminado de se enrolar no meu pulso, a mulher feia com asas de couro e cara de ter dois mil anos enrolou seu chicote em minha perna, gritei de dor e cortei o chicote. Nesse momento percebi que o Rafael estava desmaiado no chão, a mulher avançou de novo para cima de mim, tentei envergá-la pois minha visão estava turva por causa da dor, cortei uma de suas asas que foi decepada ela fez um barulho muito estranho, quando ela investiu a ultima vez contra mim cortei seu pescoço fora e ela se desfez em pó.
Eu ainda estava assustada mas não tinha tempo para isso, pelo que o Rafael tinha falado eu tinha algumas horas para chegar ao tal acampamento que me protegeria, porque se dependesse dele...
_Rafinha, Rafael...acorda! –disse eu sacudindo-o
_Comida! –ele acordou em um pulo, que me fez perceber que fazia horas que eu não comia, pois não como comida de avião.
_ Vamos comer alguma coisa na rodoviária antes de ir!
_Espera... não vai pegar –disse ele, meio tonto, apontando para as asas decepadas da coisa que atacou.
_Por que diabos eu pegaria esse troço?
_É um tipo de prêmio, é seu, mostra que você ganhou...
_Olha eu não vou pegar isso ai ta? – esse me olhou com olhar de reprovação então eu resolvi pegar, e num instante virou uma jaqueta de couro vermelha...LINDA! –Baita prêmio, eu não sabia que isso acontecia.
Nosso ônibus só sairia em uma hora, o que era bastante tempo pra gente comer.
_Está com duvida. –disse ele no que não parecia uma pergunta.
_É, jura? Por que ninguém ajudou com aquela mulher?
_Essa é simples. A Névoa é um véu que protege o mundo “mitológico”, isso os engana faz eles acreditarem no que querem, no que faz sentido para eles. –ele deu de ombros.
_E por que aquela coisa virou pó quando cortei eu pescoço?
_Bom, sua espada é de bronze celestial, um tipo especial de bronze, que ó mata monstros, não fere mortais. E ela virou pó por que monstro não morrem, se reintegram depois de um tempo, e tiver sorte demoram uma vida inteira.
_Ah! _comi um pedaço de torta de frango e olhei meu amigo bode a terminar sua latinha.
Depois que entramos no ônibus o Rafael caiu no sono, mas eu não consegui dormir então peguei um livro para ler.
Quando o ônibus estava na estrada, vi um pinheiro em uma colina com um negocio brilhando nele. Der repente Bang.
_O que foi isso?! –perguntou o sátiro assustado.
Bang bang, e repetiu o barulho. O ônibus começou a se levantar e partiu ao meio, gritos soaram instantaneamente, vi de relance na outra metade do ônibus uma mão enorme. Eu e meu amigo-bode pulamos para o asfalto silencioso. Quando olhei a criatura era um humanóide Enorme de um olho só e um dente só também.
_O que é isso? –perguntei
_Um ciclope, adulto, faminto por um bode.
O monstro começou a farejar e olhou na nossa direção.
_Hum, bode fresquinho, no ponto.
Rafael saiu correndo num desespero e sumiu quando o monstro o agarrou.
_Não! –gritei pensando no pior, quando percebi que agora estava sozinha, mas nenhum misero pássaro estava lá. Apenas um mostro de um olho enorme e vermelho faminto, lagrimas desciam de meu rosto.
_Caçadoras Ataquem –ouvi de longe alguém gritar quando estava quase desabando em choro.
Várias garotas atacaram o monstro e passaram por mim sem nem me notar, até que uma falou:
_Não chore, uma menina como você não merece lágrimas, o sorriso fica lindo em seu rosto.
Olhei-a ainda com lagrimas nos olhos, era uma menina de uns doze anos com cabelos ruivos, e lindos, ela era linda, muito mais do que as outras que atacavam monstro.
_Q-quem é você? –perguntei soluçando
_Sou Ártemis –disse a menina com um sorriso no rosto –Deusa da vida selvagem e da caça, a deusa da lua, e essa são minhas caçadoras.
Ela apontou para as garotas que haviam amarrado monstro e depois sumido com ele. Todas ela eram fabulosas uma veio a frente.
_Lady Ártemis, monstro capturado. –ela fez uma reverencia
_Obrigada, tenente Thalia.
_Agora venha, vamos conversar –disse ela virando-se para mim.
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