Olho de Enite
1 Capítulo I
Notas iniciais
□ Nos encontramos nas notas finais?
Chamo-me Heron Wolski, morador do Reino de Wevena, país o qual é reconhecimento pela sua influência na mineração do ouro e pedras preciosas, como o Olho de Enite, pedra colhida uma vez a cada doze anos apenas em nossas terras, e que possui propriedades magníficas.
Wevena fica no continente Rackon, que é o segundo maior em extensão, e o primeiro quando o assunto é área verde. A quantia de reinos aqui também é exorbitante, e durante décadas as guerras entre os reinos vêm diminuindo a quase nada.
Como em quase todos os reinos, os adolescentes desde já são selecionadas para alguma função que lhe tem aptidão, em Wevena, desde os treze anos as crianças são levadas para o quartel. Minha mãe foi uma feiticeira, e hoje atua como curandeira chefe no nosso hospital principal. Meu pai, como quase todos os homens da família, foi um guerreiro considerado um dos melhores da linhagem Wolski, e hoje atua na equipe de Espadachins Imperiais.
Eu acabo de completar dezessete anos, quatro anos após entrar no quartel para iniciantes (o número “4” é um símbolo religioso importantíssimo para o nosso povo, número o qual representa o nascimento da nossa deusa patrona, Hytaj, a deusa do renascimento, da prontidão, e do amanhecer), e com esse avanço passo para o novo estágio de treinamento: a sobrevivência ainda mais prática e “sanguinária”.
Estamos no quarto mês da temporada de mineração, e isso significa que todos os mineradores do reino saem portões a fora em direção às minas de ouro, e alguns se aventuram em algumas outras preciosidades, como a Ametista e o Olho de Tigre.
Exatamente hoje, todos os estudantes do quartel que completaram dezessete anos serão enviados em sua primeira missão, missão que dá início ao nosso verdadeiro treinamento. O dia é extremamente esperado, pois é nesse dia que as equipes são separadas. Os membros de uma equipe atuam juntos por tempo indeterminado (até que por algum motivo acabe), realizam missões juntos, e tentam com todas as suas forças completar o seu objetivo.
- Hoje é o grande dia! – sorriu dona Cora, uma senhora adorável de pelo menos oitenta anos, mas que tem a disposição de uma criança, sentada em um banquinho próximo ao seu carrinho de verduras. Ela é como uma vó para todos os moradores do reino, e dizem que ela foi uma das melhores guerreiras de seu tempo.
- Sim! Hoje! – sorri em resposta e me aproximei da senhora, dando-lhe um beijinho no rosto e acenando enquanto continuava o trajeto para o quartel.
Eu moro algumas ruas após o centro da cidade. A propriedade é grande, e conta com um jardim incrível. A casa não é das mais luxuosas, mas é grande o suficiente para que todos vivam idealmente. Há uma quadra de treinamento nos fundos, que usamos para aprimorar nossas técnicas independentes de quais.
Avisto a torre do quartel mais a frente, e contorno a rua para dar de cara com a construção. O quartel é uma construção centenária, sendo a segunda construção maior do reino, atrás apenas do próprio castelo. Alguns mastros são dispostos em cima das torres, ostentando bandeiras com o símbolo do nosso reino: um olho de Enite simbolizado como um sol, que significa o nascer do dia. Estátuas encobrem a entrada, centralizada por um arco dourado com runas ornamentadas em diamante. De longe se vê a cor laranja que decora as paredes externas, e as janelas de vidro reluzem após serem alvejadas pelos raios solares.
Aceno para alguns estudantes que invadem o arco de entrada, acompanhados de alguns adultos. Meu pai não poderá entrar comigo na cerimônia, pôs estará ao lado do rei durante todo o evento. Minha mãe cuida de alguns casos no hospital, dizem que alguns mineradores foram atacados por lobos selvagens e lagartos gigantes.
Ajeito a mochila nas costas a tempo de ver meu tio se aproximar. Sr. Ducan, é um homem de quarenta anos, alguns cabelos brancos quase disfarçados pelo cabelo louro, e olhos pretos. É um quanto tanto carismático, e vive se aventurando pelos terrenos vizinhos, voltando sempre com uma novidade para o reino.
- Olha o que eu te trouxe. – ele sorriu e colocou a mão para de trás das costas, pescando alguma coisa de seu cinto. Quando voltou, trouxe consigo uma adaga brilhante em azul e branco, e a depositou em minhas mãos. – É feita de Enite. Eu encontrei uma reserva pra depois da cachoeira, e consegui forjar essa para você.
Abri a boca em admiração. As Enites são tão raras que quando encontradas são tão bem cuidadas que muitos as tratam como filhos. E ver uma arma forjada por Enite é tão novo que chega a ser deslumbrante: a lâmina afiada reluzindo com as cores naturais da pedra, o azul e o branco, lembrando muito uma galáxia, dois gumes pontiagudos, ornamentado com algumas runas, e o punhal de prata, com alguns riscos para auxiliar na forma com que segura.
- Fecha a boca, se não vai engolir mosca. – disse Ducan, e fechou minha mão em volta do punhal – Agora guarde. Sabe, quando eu completei meus dezessete anos eu ganhei minha primeira flecha de verdade. E ela era feita de Enite. Até hoje eu a tenho, nunca fui capaz de usar. Você mereceu leãozinho.
Acenei em agradecimento, sem palavras. Guardei a adaga no cinto, deixando apenas o punhal para fora do compartimento. Embora fosse um guerreiro que usava espada, uma adaga também sempre foi e será efetiva, independente da sua função no reino.
Acompanhei meu tio e cruzamos o arco dourado do quartel, entrando na propriedade. Avançamos para dentro da construção, dando de cara com o pátio: um amplo local, agora decorado com plantas e cadeiras dispostas por todo o salão. Foi montado um palanque no fundo, com um trono no centro, e algumas outras cadeiras ao seu redor.
O salão já estava movimentado, muitos adultos e adolescentes, alguns que eu até reconhecia, como Aatrox, um dos arqueiros da minha turma, tinha Ydri, uma jovem garota que optou por ser uma feiticeira, andando pelo salão. Alguns soldados do rei já se asseguravam da segurança, habilmente armados e protegidos por uma armadura.
- Hoje a gente começa a nossa jornada. – sorrio para mim mesmo, erguendo o queixo e avançando em direção ao local onde deveríamos ficar.
~●~
Rengar é um homem alto e esguio, com cerca de quarenta e cinco anos, cabelos cacheados e castanhos, olhos verdes e a pele bronzeada. Atualmente no posto de Rei, ajudou bastante na evolução do reino, trabalhando arduamente e cumprindo seu dever para com o povo. Hoje, ostentando uma coroa dourada ornamentada com pedras preciosas, uma capa vermelha cobrindo-lhe as costas, e roupas de pompa, está sentado no trono no centro do tablado, enquanto o cerimonialista está no fim de sua fala.
O general da tropa, Thomas, avança para o palco e inicia sua fala: é a grande e esperada hora, onde nós descobriremos em que equipe nós iremos ficar.
Permaneço quieto em um dos bancos, atento a cada nome falado por Thomas. De longe avisto meu pai, em pé ao lado do rei, com a espada apontada para baixo enquanto exibe a armadura pesada.
- Juan, Aquiles, Flora e Ama. – diz Thomas, nomeando a equipe de número dezoito.
Solto um suspiro, e fecho os olhos por um instante, nervoso e feliz ao mesmo tempo. Ciente de que os olhos de meus familiares estão voltados a mim.
- Aleixo, César, Alda e Pero.
Mais aplausos.
- Úrsula, Martim, Nicolas e... Henri.
Solto um sorriso e me ergo da cadeira, meio surdo enquanto ouço os aplausos demasiadamente exagerados da plateia. Subo com os outros três integrantes para o palco. Úrsula, armada com uma aljava repleta de flechas nas costas, e o arco na mão, Nicolas portando um cajado quase do seu tamanho, ornamentado com ramos de louro e runas dourada, além de uma pedra brilhante no topo. Martim segurando uma lança, feita de prata e com o símbolo de sua família nas pontas. E eu, até então de mãos vazias (senão pela adaga de Enite) sou parado no meio do caminho por um cavaleiro, e ele me ergue sua espada.
Aceito a espada a tempo de reconhecer meu pai, sem o elmo da armadura, ostentando os cabelos castanhos e a pele morena que eu puxei.
Notas finais
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□ Dependendo da repercussão, eu vou adiantando os capítulos. Mas o normal será de no máximo dois capítulos por semana;
□ Muito obrigado de novo!
=°ώ°=
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