Olhinhos verdes - amf

30 Capítulo 30 - Um dia de cada vez


DIAS DEPOIS...

FREDERICO ‒ AMORRRRRRRRRRRR! Frederico berrou pela casa chamando alto por ela. Onde estão as crianças?

Cristina o olhou.

CRISTINA ‒ Meu Deus, homem porque está gritando assim?

FREDERICO‒ Olha, amor, tá nascendo cavalinho! Cadê nossos filhos, vem com eles! Nanda vai adorar! ele agarrou ela e disse safado. Tá rabuda, o que tem aqui nessa bundinha? ele alisou ela e a olhou o traseiro.

CRISTINA ‒ Que isso, Frederico!Ela saltou o olhando. Não venha de jeito nenhum assim! A última vez você sabe bem como terminou.

Ele riu e bateu nela.

FREDERICO ‒ Pega as crianças, minha safada! Eu quero comer você lá no mato, mas eu sempre sei que não gosta que eu fale assim! nunca tinha sido um homem rude com ela. Amor, eu quero, quero comer você la no mato.

Ela corou, o rosto vermelho e cheio de vergonha!

FREDERICO ‒ Anda, amor!

CRISTINA ‒ Eu vou pensar, Frederico, vou pensar...

FREDERICO ‒ Vai pegar eles e vamos logo para ver o potro!

CRISTINA ‒ Está bem! Ela riu e saiu, foi pegar os filhos e voltou com eles.

Ele sorriu e esperou os filhos.

FREDERICO Vamos, vamos! ele disse dando a mão a eles e Daniel gritou por ele, não sabia falar, mas chamava por ele sempre.

DANIEL‒ Papai, papai!

FREDERICO Vamos, meu filho! ele pegou o filho e os outros dois correram na frente.

Cristina deu a mão a ele e sorriu.

CRISTINA ‒ Vamos ver o potrinho!

Juntos eles viram o nascimento do animal e Frederico sorria com as crianças sentadas em seu colo, ele que tinha sentado no chão, estava aguardando ela.

FREDERICO ‒ Amor...não vai dizer nada? ele disse sorrindo enquanto Daniel pegava as palhas do chão e ria jogava nos irmãos e Maria Fernanda ficava brava.

M. FERNANDA Sai, cala de bunda!

FREDERICO Filha, não pode!

Cristina riu e os olhou.

CRISTINA ‒ O dia está lindo, amor, lindo.

FREDERICO Eu quero você feliz, amor e nossos filhos também por que não vamos buscar Carlos? Ele vai querer ficar conosco. ele disse amoroso com ela. Você não acha?

FREDERICO J.R. AHHHHHHHH, ele fica só pegando meu pai, não quero, mamãezinha! Júnior foi para o colo dela com ciúmes e M. Fernanda logo falou.

MARIA F. Nada disso, nada disso... Ele é legal demais e é um amigo de plineira!

CRISTINA ‒ Nós vamos la buscar ele, Júnior! Ele só quer seu amigo e nada mais.

FREDERICO J.R.Mas ele não quer roubar tudos minha família não? disse todo preocupado. Eu não quero dar meu pai e minha irmã! ele cruzou os bracinhos. Ele disse que você vai dar um cavalinho a ele papai de brinquedo e eu?

M. FERNANDA ‒ Ahhhhhh, nãoooooooooooooooooo! Maria gritou logo se levantando. Que assim eu acabo com sua raça, Fedelico, que isso, e eu, não gano cavalo não?

FREDERICO ‒ Amor, me ajuda!

Cristina gargalhou olhando eles.

CRISTINA ‒ É Fedelico a coisa tá feia pro seu lado, muito feia! Ela riu outra vez. Acho que até eu vou querer um cavalinho agora.

FREDERICO Eu te dou, amor, eu te dou ali ohhhh! ele mostrou o mato para ela.

Maria olhou o mato e disse seria para ele.

M. FERNANDA ‒ Que isso em papai Fedelico? Vai levar minha mãe para o mato, lá no mato não pode ficar as pessoas tem carrapatos e corta a perna de tiririca. Eu em, parece que não sabe coisas de zente gande! e se sentou e novo no colo dele com ar de mandona.

FREDERICO J.R. Mãe... Júnior disse sério. Pai e meu cavalo? E meu cavalo?

CRISTINA ‒ Todo mundo vai ganhar um cavalinho! Cristina falou calma para eles. Vai ter cavalinho pra todo mundo.

Foi uma gritaria só para Frederico, foi aquela loucura era grito para todo lado.Cristina riu e os olhou.

FREDERICO Então, vamos buscar Carlinhos agora!

TODOS Vamossssssssssssssssssssss! gritaram loucos por ele.

Os Rivero sorriram...

E juntos eles saíram dali depois de ver o nascimento do potro e foram buscar Carlos que com toda certeza estava entediado em casa. Severiano passava parte do dia trabalhando na fazenda e Consuelo cuidado das coisas, então, Carlos estava sempre reclamando porque não tinha nada para fazer em casa.

Eles buscaram ele foi uma farra ele pegou a bolsa disse que ia dormir na casa da irmã e por fim Cristina permitiu porque ele não dava trabalho e ficava feliz que o irmão cresceram junto com seus filhos. Foi então, que eles voltaram para casa e ela preparou todos eles para tomar um banho de rio.

Fez uma linda cesta de piquenique juntou tudo colocou fruta e sanduíches e coisas que eram deliciosas como as balinhas de morango de coco que eles adoravam. Depois disso ela colocou no carro e procurou o marido para que eles fossem todos juntos.

E quando chegaram lá água estava deliciosa passo o protetor em todos eles e colocou todos dentro da água pediu que não fossem para o fundo e colocou Daniel sentadinho na beiradinha também na água. E aí, Frederico ficou ao lado do filho que brincava batendo na porta com os bonequinhos e os outros três ficavam brincando na água nadando e fazendo piruetas.

FREDERICO Amor, eles estão bem e felizes, não é?

CRISTINA ‒ Sim, eles estão! Nossos filhos são mais que felizes, meu amor!Ela sorriu pra ele e o beijou com amor.Eu te amo, Frederico, te amo muito!

FREDERICO ‒ Eu também, meu amor, te amo muito estou feliz que a gente finalmente tenho conseguido ter paz do que viver aquela loucura que estávamos vivendo nos últimos tempos.

CRISTINA ‒ Sim, parece inacreditável, que agora nós temos paz!

Estava tudo novo. Tudo novo na vida deles desde que as coisas tinham chegado no lugar!

FREDERICO Você acha que devemos contar a ele que o pai dele é da nossa família?

Ele disse olhando o pequeno menino na água sabia que a mãe não voltaria para buscar depois de ter sido preso. Os dois estavam presos ela e pai de Frederico Júnior.

CRISTINA ‒ Eu acho que sim, amor, mas não agora, ele é muito pequeno pra isso, quando ele for maior sim!

FREDERICO ‒ Tem certeza? Ele vai ficar triste, não é mesmo? Frederico apenas sentiu uma dor no coração.

CRISTINA ‒ Sim, ele vai ficar triste, amor! Claro que vai, ele pensa que você é o pai.Vai ficar muito triste, mas vai passar!Ela suspirou.

FREDERICO ‒ Eu posso não contar até ele ser adulto! Ele me quer e eu a ele e você a ele, isso importa, só isso. ele suspirou e a beijou com amor. Ela correspondeu e sorriu. Eu não sei o que aconteceu com seus pais, mas eles estavam meio brigados. Ele falou todo atento com ela. Acho que a gente devia conversar com eles hoje ou então convidar para comer na nossa casa hoje não porque Carlos quer ficar um pouco sozinho com a gente mas amanhã deveríamos convidar seus pais para almoçar. Eu vou fazer a ronda nas fazendas e quando eu chegar podemos comer todos juntos o que você acha?

CRISTINA ‒ Sim amor, pode ser!Eu não percebi que estavam brigados, mas se você está falando. Ela sorriu. Mamãe deve estar com ciúmes ou coisa assim!

FREDERICO ‒ Acho que não é ciúme é alguma outra coisa. estava preocupado porque sabia que o sogro eram pessoas especiais. Eu quero que eles estejam bem, que estejam felizes. Sorriu e olhou que eles brincavam no meio do Riacho.

CRISTINA ‒ Eu também quero e eles são!Se amam e se querem bem!Cristina beijou o rosto dele.Nossos filhos estão lindos!

FREDERICO Amor, quero que você faça as coisas que tem vontade, precisamos de uma babá. ele disse com atenção. Uma boa babá!

CRISTINA ‒ Sim, mas eu escolho!

FREDERICO ‒ Você pode escolher

Frederico sorriu com sua esposa no dia seguinte do jeito que sempre era como eles na maior felicidade. E a noite veio e depois uma nova manhã e outro à noite e os dias foram se passando com a família Rivero sorrindo.

Frederico sabia que Cristina era uma mulher feliz e realizada assim como ele também via os filhos sempre sorrindo felizes e aquilo era o que importava para ele a Fazenda a seguir a cada vez mais próspera mas ele não se preocupava com dinheiro as questões mais importantes da vida de Frederico se resumiam aquela mulher e os seus três filhos sempre junto dele

Tudo que ele tinha desejado quando ainda era mais jovem estava em suas mãos naquele momento uma família feliz uma esposa linda e amável e filhos que sabiam se divertir junto a ele. Ele não podia reclamar da felicidade porque ele tinha felicidade. Cristina sempre estava às voltas com as crianças mas também se dedicava a cuidar dos animais e exercer sua profissão dentro da fazenda que era dela. Não tinha nenhuma ressalva ou reserva. Gostava de estar ali fazer tudo ao lado dele.

Ela era feliz e completa olhava tudo, os tempo tinha passado e ela nunca tinha imaginado que seria tão feliz como era naquele momento, a vida tinha sido completamente diferente do que ela imaginava e esperava. Cristina sorriu e olhou para ele que entrava em casa com Nanda nos braços sorrindo.

CRISTINA ‒ Então, minha filha ganhou seu cavalinho? Falou e quase riu.

Eu ganhei, mamãe, meu papai me deu meu cavalinho! Olha que bonito que é a mamãe! Ela mostrou o pequeno cavalo de madeira que estava em sua mão e era todo lindo e tinha uma crina.

CRISTINA ‒ É lindo, princesa! Cristina riu e se aproximou beijando a filha olhou o marido... Você está bem, amor?

FREDERICO ‒ Estou ótimo, amor e quero dar um passeio a cavalo com os nossos filhos rodar por aí na fazenda. A sua mãe me disse que vai viajar com seu pai por uma semana e disse que Carlos não quer ir com eles quer ficar conosco e quer saber se podemos ficar com ele. Ele falou todo cuidadoso porque sente aqui Carlos amava ficar com eles.

CRISTINA ‒ É claro que pode, amor! Ela riu.Meu irmão fica mais aqui que com meus pais.Ela beijou o marido escutando a filha reclamar.

M. FERNANDA ‒ Para com isso de beijar que meu paizinho só meu! Ela abraçou o pai beijando ele. O tio Carlos vem aqui ficar na nossa casa?

Frederico começou a rir porque sabia que a filha estava prestando atenção sempre no que eles falavam

CRISTINA ‒ Antes de seu paizinho ser seu ele era meu tá... Ela falou rindo. Sim, Carlinhos vem ficar conosco filha.

M. FERNANDA Mas agora ele não é mais seu! Agora ele é meu papai e de Daniel!

CRISTINA ‒ Ele é meu, sim, mocinha! Ela beijou o marido levemente e depois a filha. Agora vamos tomar banho, senhorita!

M. FERNANDA A mamãe só se for todo mundo tomar banho, eu quero tomar banho de banheira, banho de banheira! Ou banho na piscina, eu quero banho na piscina papai, banho na piscina!

FREDERICO Minha filha, se for na piscina não é banho! Ele caminhou com ela.

Os dois subiram com a filha para o quarto e ele disse com calma.

FREDERICO Você sabe se está tudo certo com sua mãe, amor?

CRISTINA ‒ Está sim, meu amor, pelo que falamos!Está sim! Cristina falou calma o olhando e começou a tirar a roupa da filha. Estava tudo normal quando falamos a última vez.

FREDERICO ‒ Ótimo, amor... ele disse com calma. Papai vai tomar banho com você e sua mãe! ele disse com amor.

M. FERNANDA E o Dani? Dani não? e Junior?

CRISTINA ‒ Eles estão dormindo, filha.Tomamos só nós agora tá bom?

M. FERNANDA ‒ Tá bom, mamãe, então pega meu patinho de brincar. Ela entrou peladinha dentro da banheira sem água nenhuma e o pai começou a rir.

FREDERICO ‒ Minha filha não tem água aí ainda!

Cristina olhou a filha e abriu a gaveta pegando o pato e entregando a filha.

M. FERNANDA ‒ É só colocar, papai e eu quero espuminha também, muita espuminha e flores!Ela sorriu e olhou a mãe vendo ela abrir a torneira.

Frederico abriu as outras duas torneiras. Depois começou a tirar a roupa e se entrou na briga com a filha rindo da inocência dela.

FREDERICO ‒ Filha, você adora tomar banho com papai, né? Pegou a filha e beijou muito.

Nanda sorriu e viu a mãe entrar também, a água estava Rosa porque Cristina tinha colocado um perfume de flores.

M. FERNANDA Olha, mamãe, somos as princesas da água rosa. ela disse com amor, pegou o pato e jogou água na cabeça do pai.

FREDERICO Filha, responde uma coisa para papai?

CRISTINA ‒ Sim, minha filha, somos!

Ele sabia que a filha era um elo muito forte entre ele e Cristina.

FREDERICO ‒ Você é feliz,meu amor?

M. FERNANDA ‒ Claro que eu sou, papai! Ela abraçou o pai. Eu sou igual aquele passarinho que a gente viu la fora agorinha!Tá com um sorrisão toda hora e fala assim. Be te vi, be te vi!Sabia que isso quer dizer sou feliz? Mamãe que mi falou! Eu be te vi também!

Ele abraçou sua princesa toda molhada e sorriu porque ela era tão perfeita e tão linda.

M. FERNANDA‒ Muitaaoooo!

FREDERICO Que bom, meu amor, porque papai ama tanto você quer que você seja feliz!

Cristina olhou para os dois e sorriu.

FREDERICO Amor, você é a minha princesa mais linda do mundo! ele disse sorrindo. Papai te ama muitão, agora joga água na sua mãe!

M. FERNANDA ‒ Eu sou mesmo a mais linda de todas as que existem. Ela foi até a mãe e jogou água nela sorrindo e beijando a mãe.

FREDERICO ‒ A sua mãe também, né meu amor? A sua mãe a rainha, não é? Ele falava rindo com ela.

M. FERNANDA ‒ Ela é rainha sim e eu sou a princesa!Ela sorriu e abraçou a mãe.

FREDERICO ‒ Você é meu amor, você é! ele sorriu.

Cristina colocou a filha em seu colo e passou sabonete nas costas dela com carinho e com amor.

M. FERNANDA ‒ Eu quero umas balinhas, tá, mamãe? Eu quero demais! Eu quero hoje e ontem, mamãe!

Ela sempre era uma princesa e se comportava como se faz de modo tão livre tão bonito era uma família amorosa e a menina sentia isso em cada gesto do pai em cada situação com a mãe. Estava ensinando a filha que o amor é uma coisa conjunta e não vivida de modo solitário.

Frederico sorriu e começou a brincar lavando os cabelos da filha e depois a esposa completou passando a espuma do sabão pequeno corpinho protegido por eles de uma pequena princesa que amavam mais que tudo. Eram a família que qualquer criança desejaria ter.

O banho terminou e ele saiu de roupão com a filha enrolada na toalha falando muito porque ela adorava conversar e quando chegou na cama Júnior estava acordando e choramingando por que todas as vezes que ele acordava ele queria beijos da mãe e carinhos do pai.

Frederico foi até a cama colocou a filha que ficou em pé e ele ficou enxugando ela enquanto Cristina beijava Júnior dando carinho a ele para que percebesse que estava em casa nunca mais ele tinha visto a mãe verdadeira também não ficava perguntando por ela estava feliz ali com eles. Daniel estava acordado mexendo em seus pezinhos olhando os pais.

Cristina sorriu e deitou o filho em seu colo e beijou o pequeno que de modo imediato veio em direção ao seu seio querendo mamar e ela o pegou dando o peito para ele.

FREDERICO J.R. Mãe, me dá biscoito e leite de chocolate. Junior pediu coçando o olho. Sonhei que você me deixou aqui mãe e eu tava sozinho! ele agarrou a mão como deu porque Daniel estava no colo dela.

CRISTINA ‒ Eu não vou te deixar nunca, filho! Ela o acarinhou e olhou Frederico. Você nunca estará sozinho, nunca filho!

M. FERNANDA ‒ Aqui sempre tem as pessoas Junior, nem tem essa de ficar sozinho, não! ela disse meiga com o irmão. ‒ Eminha mãe vai me dar balinha!

Cristina riu.

CRISTINA ‒ Vai ter balinha pra todo mundo, tá bom?

FREDERICO J.R. Poxa, mamãe, eu sonhei que você tava balinha mesmo viu agora você vai dar de verdade mas antes eu quero meu leite, meu biscoito! Tô com uma fome! Começou a rir porque ele era exatamente como ele.

Frederico sabia que ele também era assim fominha.Cristina riu e olhou para o marido.

CRISTINA ‒ Pegue pra mim, amor, por favor, pegue para os dois que Nanda tem que comer também.

FREDERICO Eu pego, amor, mas vou terminar de vestir a nossa filha. Aguenta um pouquinho, tá filho? Só um pouquinho!

Daniel mamava atento a tudo que acontecia a sua volta. Frederico terminou e foi pegar o lanche para todos e trouxe lindo, com biscoitos, com leite, com balinhas e gelatina.

FREDERICO J.R. ‒ Papai, que delicia, quero isso tudo ai, olha mãe, ele trouxe tudo que nós gostemos!

Ela olhou.

CRISTINA ‒ Hum que delícia, delícia, meu filho!

Ela sorriu e colocou Daniel deitado ao seu lado e puxou Nanda para deitar junto a ela, Nanda pegou um biscoito e riu. Frederico ajudou os filhos a comer ele ficou ali junto com eles. Era tudo tão perfeito que parecia até mentira.