Olhar 49

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Eu acho que esses livros são super legais...
Espero q gostem

Naquele momento eu fiquei com uma respiração bem profunda e comecei a ficar com bastante medo, principalmente por ele ter falado que gostava de sangue mas eu pensei muito antes de falar e disse quase gaguejando.

-Não se preocupa seu segredo estará seguro comigo.

-Mas esse é o problema, o meu segredo não é esse isso que acabei de te contar todo mundo que me conhece sabe, ou seja, todos os meus familiares.

Foi ai que pensei bastante, a casa dele ficou bem silenciosa mas daí eu querendo ficar mais próxima dele disse.

-Pode me contar teu segredo? Se não for incomodo, se for alguma coisa que te incomoda posso te ajudar?

-Pode eu posso te contar, mas não vai precisar me ajudar.-Ele disse essas palavras e depois deu um sorriso de canto e deu um daqueles olhares 49 de novo, os olhos dele brilhavam e ele continuava com aquele sorriso.- E eu fiquei com vergonha e olhei rapidamente para baixo depois dei um sorriso para ele.

Foi quando ele colocou a mão no meu rosto, senti meu coração bater rápido como se fosse explodir de tão rápido que estava, meu sangue parecia estar fervendo, ele logo notou que eu estava com o coração rápido e tirou a mão do meu rosto. De repente os pais dele chegaram, e eu aqui dentro o que sera que eles vão pensa. Foi ai que disse.

-Vou ir embora por onde posso sair.

-Vem por aqui.

Ele simplesmente deu um tchau e fechou a porta, ainda bem que eu pulei o muro e abri rapidamente a porta de minha casa, eu acho minha casa tão simples enquanto a casa dele é chique a minha é simples. Cheguei no meu quarto depois de subir aqueles de grais que mataram meus pés, fui direto tomar um banho, essa é a sorte de ter um banheiro no quarto, quando sai do banho meu quarto estava bagunçado como se alguem estivesse ali enquanto eu tomava banho, de repente a janela do meu quarto abriu e eu ouvi um berro como se alguem tivesse pedindo para eu seguir foi quando eu ouvi uma voz ela estava falando.

-Pâmela, Pâmela pode me ouvir, me siga, Pâmela venha até mim, de repente me deu um arrepio e Maikon estava na sala da minha casa me chamando, desci rápido e perguntei assustada:

-Co-como entrou aqui?

-A porta estava aberta, esta assustada?

-É que acabei de ouvir uma voz parecia que me chamava, mas o que quer aqui?

-Já ajeitou teu quarto? Viu se alguma roupa ou algum objeto faltava?

-Para que tanta curiosidade? A voz que eu ouvi não era da minha imaginação era?

-Não, vim ver se você estava bem parece que alguem andou te visitando enquanto estava no banho.-Antes que ele terminasse eu perguntei para ele.

-Como sabe que eu estava tomando banho? O que você é de verdade? Sabe de tudo que eu faço é.

-Não é isso, é que eu te admiro tanto que fiquei te vigiando esses últimos dias para ver se você estava bem. Só isso.

Depois do que ele disse, pensei comigo mesma que ele já deve ter visto que eu gosto dele mas isso que ele fez foi covardia, será que foi por isso que ele me chamou para dentro da casa dele? Tantas perguntas para minha cabeça tosca eu sabia que nenhuma delas ia ter respostas. Fiquei tão pensativa querendo saber quem me chamou que até esqueci que Maikon estava lá, quando fui falar com ele, ele não estava mais ali, levei um susto pois cinco segundos que eu fico pensativa e ele some. Subi as escadas nervosa e braba ter que ajeitar todas aquelas roupas que saco, abri a porta do meu quarto e meu quarto estava limpo eu acho que estou ficando louca, só pode essa é a única explicação. Simplesmente me joguei na minha cama e deitei dormir.

No dia seguinte me arrumei e fui para o meu colégio, fui com minha moto que tinha ganhado de aniversário, todos do colégio iam de moto, chegando no colégio fui falar com meus amigos o nome deles eram (Carol, Priscila, Rafael, Daniel, Vitor e sua irmã Vitoria) fui falar com Vitoria alias o colégio era imenso duas quadras inteira e todos nós eramos da mesma classe. Olhei para trás e Maikon estava chegando com seus primos e suas três irmãs não sabia o nome de nenhum deles, olhei rapidamente para trás para ver ele e ele deu um sorriso e passou direto.

-Pâmela? Você esta ai, planeta terra chamando Pâmela.

-Que foi Vitoria?

-Estava sonhando acordada é? Vamos já bateu o sinal.

-A claro, tava pensando em uma pessoa.- Antes que eu terminasse de falar ela me disse.

-É, notei quando você viu Maikon e sua cabeça ficou com os pensamentos na lua.

Dei um sorriso toda envergonhada para ela e entramos para a aula, chegando na sala me sentei ao lado de Vitoria como de costume e Maikon sentou atrás de mim fiquei pensando comigo mesma ele sentava lá na frente e de repente veio para trás de mim, claro podia mudar de lugar mas por que atrás de mim? Como sempre perguntas toscas e repostas mais toscas ainda. O professor entrou na sala e logo começou a dizer.

-Prova dia 25 ou seja amanhã, estudem o capítulo das bactérias e dos vegetais, antes que todos vocês reclamem era para ser uma prova surpresa mas como sou bonzinho.

-Nossa professor sua bondade quase me faz chorar. -Disse Brayan um metido que tinha na minha sala ou melhor dizendo um bagunceiro bem mal educado, o professor logo respondeu para ele.

-Obrigado, ainda bem que eu sou educado e bondoso coisa que você não é né Brayan, respeito muito você mas cada dia você está pior, quer ir para suspensão de novo.

Nesse momento eu vi Vitoria e mais outros rirem baixo o professor também riu e depois mandou todos ficarem quietos. Nisso vi Maikon escrevendo um bilhete mas não fiquei olhando muito não queria dar uma de curiosa, de repente senti alguem me chamando e olhei para os lados e para trás.

-Pega mas não deixa ninguem ler ta bom.

-Ta bom.- Respondi a ele, bem baixo pra o professor não notar. Na folha estava escrito:

O que eu estava na sua casa aquele dia era o que você estava perguntando né? Eu queria te contar meu segredo só que você estava tão nervosa que não deu para te contar fui para teu quarto ajeitei tudo e depois fui para minha casa, não sei se te contar no papel meu (segrdo) segredo é seguro. Aliás pode acontecer alguma coisa com esse papel e meu segredo pode acabar na boca de outros né. Posso te contar?

Peguei minha caneta e comecei a responder ele, o professor começou a chegar perto e eu escondi o papel foi ai que o professor disse:

-Pâmela pode me responder sobre o que acabamos de conversar?

-Claro professor.- Respondi toda assustada.

-O que é demospôngeos?

-Nome vulgar de Cetáceos Odontocetos..!

-Não Pâmela isso é Delfim, bom classe alguém pode me responder o que é demospôngeos?

Priscila não perdeu chance para responder aliás ela era a mais bonita da sala e um pouco inteligente.

-Prof º demospôngeos são metazoários poríferos que se caracterizam por apresentarem esqueleto de esponjina ou de espículos não hexactinais silicosos, ou então de ambos, podendo também faltar completamente. Não é isso prof º

-É sim Priscila.

-Que bom que não sou burra igual a Pâme, brincadeira ta bom amiga você não é burra é que esta com os pensamentos longe igual a antes né.- Ela começou a dar risada e eu como sempre acho que fiquei vermelha. Priscila vivia andando com Brayan e era bem popular eu acho que só andava com agente para poder saber sobre as provas. Acho que Brayan só me respeitava por causa que Priscila pedia para ele fazer isso. Enquanto o professor falava sobre os demospôngeos eu entreguei a carta para Maikon, ele abriu e começou a ler.

Você pode sim me contar no papel, aquela noite eu estava muito nervosa aliás alguem entrou na minha casa, e outra eu sou sua amiga confiante e gosto bastante de você♥. Não precisa ficar com medo pois ninguem vai saber sobre o seu segredo. Você sabe quem entrou na minha casa né. Por favor me fala, sabe que sempre pode contar comigo e sempre estarei com você Maikon.

Nesse momento ele estava com uma cara de pensativo, como se estivesse gostando de conversar comigo e deve ter gostado do coração que eu fiz.

-Pâmela?

-Sim professor?

-Você esta bem?

-Sim professor, é que eu to preocupada com uns acontecimentos da minha família, eu e minha mãe....deixa pra lá.

-Qualquer coisa Pâmela pode falar comigo não quero que fique assim, você não esta prestando atenção em nada.

-Des-Desculpe professor, vou começar a prestar mais atenção.

-Tem certeza que não está ruim, você está gaguejando.

-É um costume quando alguem pergunta como estou?

-Então tá, bom classe já vai bater o sinal, podem fechar os livros e.... tão liberados.

-Ebaaaaaaaaaaaaaaaa- Todos da classe falaram com alegria mas acho que esqueceram que aquela era a primeira aula de sete aulas.

-Pâmela vamos.-Disse Carol.

-To indo, já estou aonde você quer que eu esteja.- E dei um sorriso envergonhado como sempre.

Saindo da sala fui direto para a cantina, era tão bom lá tudo ajeitado com mesa para cada grupo, Maikon passou do meu lado e entregou o bilhete jogou no chão e eu ligeiramente peguei pedi licença pra galera e fui ler o bilhete e estava escrito assim.

Tua caneta tava falhando é. Se eu te contar meus primos vão descobrir e eu não gostaria de brigar com eles, já que são igual a mim, nenhum deles sabem que eu te contei que sou um Mostro se é que posso me chamar assim né. Só pra matar a curiosidade por que fez aquele coração, mesmo sendo uma pergunta estupida me responde pois gostei, não quero que você fique do meu lado, você pode se machucar eu sei quem falou com você mas não posso te dizer pelo papel, vou hoje a noite na sua casa e te conto tudo.

No momento que eu terminei de ler Carol me chama para ver a briga que estava acontecendo, chegando lá vi Brayan e Carlos brigarem. Carlos era primo de Priscila, quando eu cheguei os dois estavam apanhando um do outro, olhando pra trás vi que Maikon e sua turma não saíram do lugar para ver a briga, derrepente só vi o diretor chegar e separar os dois e mandou todos voltarem para a sala pois não queria mais ninguem na cantina entramos na sala uns vinte minutos antes, era a mesma matéria o professor disse:

-Aonde vai parar o mundo de hoje, alguém pode me dizer por que os dois estavam brigando?

-Eu sei porque professor.

-Por que então Carol?

-Por causa que o Carlos não queria que o Brayan chingasse a Priscila toda vez que ela fizesse uma burrice e o Brayan não aceita conselhos daí os dois saíram no braço. Estupidez né professor parece duas crianças brincando de tapa na cara.

-É Carol, você pensa né também não sei por que que os dois saíram no braço.-Disse Priscila.

-Der Priscila você é muito burra, eu acabei de explicar por que os dois saíram no tapa. O que você estava fazendo enquanto eu explicava? Anta, com certeza não quero te ofender ta bom, não se irrite.

-Ta bom Carol é que eu estava no mundo da terra.

-É da Lua Priscila, usa um pouco só sua cabeça ta bom.-Disse Carol para Priscila.

Nessa hora eu só vi Maikon desmaiar dentro da sala, o professor veio correndo ver o que aconteceu e mandou eu ir chamar o diretor e as enfermeiras, fui correndo para a sala do diretor e comecei a pensar o que aconteceu, nessa hora eu desmaiei também e não sei o que aconteceu depois.

No outro dia.

-Pâmela você está bem, o que aconteceu com você.-Foi a primeira pergunta que Carol me fez.

-Não sei o que aconteceu comigo, onde está Maikon?

-Ele esta na outra sala, ninguem sabe o que ele teve, ainda está desacordado.