Olha o que o amor me faz
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Era final da tarde na Grécia, o sol se escondia por trás do mar e o céu estava pintado de tons alaranjados. Sentada na areia de uma praia, a mais próxima ao Santuário de Atena, se encontrava uma amazona, Barbela de Serpente Real. Uma linda morena de cabelos negros ondulados e olhos cor de mel. Ela apreciava aquele lindo espetáculo da natureza.
Seu coração estava inquieto e ela precisava ficar sozinha por um tempo. E nada era melhor que em frente ao mar. A amazona amava o barulho das ondas, o vento fresco que era soprado e o cheiro gostoso de maresia. Definitivamente aquele ambiente a acalmava.
Desde que deixou o Santuário, há anos atrás, ela aprendeu a se refugiar na praia, assim buscava renovo e calma. Naquele momento ela precisava de calma, pois desde que retornou a Grécia e reencontrou Aiolos, Shura e o seu passado, seu coração ficou realmente inquieto.
Lembrava-se de quando os três eram meninos e treinavam para serem cavaleiros, da amizade que foi construída, o amor secreto que ela guardava no peito por Aiolos, a morte dele pelas mãos de seu melhor amigo, as palavras duras que proferiu a Shura, sua fuga do Santuário, os tempo que permaneceu escondida, dos lugares que esteve e da Ilha Marshall (1). Mas o que estava a deixando inquieta era o mesmo sentimento por Aiolos, o qual, ela julgava ter esquecido, porém quando o viu, tudo ressurgiu, todo amor que sentia por ele. O que ela faria com essa convicção? Tentaria abafar esse amor, como sempre o fez? Ou se daria uma oportunidade de vivê-lo?
– O que estou pensando? Como posso querer viver algo se não faço ideia de Aiolos sente algo assim por mim? – pensou mais um pouco – Mas eu só posso saber a verdade se tentar.
Lembrou-se das palavras de Gisty: "... Sabe mais uma coisa que aprendi? Não deixar as oportunidades que a vida nos dá escapar pelos nossos dedos. Tenho certeza que você sofreu boa parte de sua vida por ter perdido Aiolos. Estou errada? Agora a vida lhe deu outra oportunidade? O que você vai fazer com ela?” (2)
Sua discípula estava certa. Parecia que estava lendo sua mente. Como sofreu com a morte de Aiolos. Quantas vezes acordou sobressaltada ao sonhar com ele? Quantas vezes chorou sentada na praia lembrando-se dele? Era preciso saber a verdade, se ela teria alguma chance. Mesmo que a resposta fosse não, ela finalmente seguiria adiante. Mas onde está a coragem para isso? Barbela nunca teve.
– Como eu queria ter dito a ele o quanto a amava e nunca disse. Era provável que nunca vivêssemos uma história de amor, mas pelo menos eu teria revelado o meu amor. Agora eu tenho essa oportunidade, porém o medo está querendo me paralisar. Barbela, você não é mais uma garota, agora você é uma mulher. Coragem!
A amazona abraçou as penas e juntou ao tronco do corpo e abaixou a cabeça.
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– Miserável, eu te odeio! – gritou Barbela atacando Shura que se defendia com facilidade.
– Pare Barbela! Eu não quero te machucar.
– Não quer me machucar? Pode acreditar que você não tem como me machucar mais do que já fez. – afirmou tentando recuperar a calma – Como você teve a coragem de matar nosso amigo? Nós crescemos e nos tornamos guerreiros juntos.
– Ele não era mais o amigo de antes. Ele ser virou contra Atena. E você pode não acreditar, mas foi pela consideração que sempre tive por ele que decidi eu mesmo o punir. Não deixaria ninguém fazer isso em meu lugar.
– Idiota! – gritou.
– O que? Eu não sou idiota. – gritou também – Você pensa que eu não estou sofrendo? Como é horrível descobrir que a pessoas que você mais confiava era, na verdade, um traidor.
– Idiota sim! Aiolos nunca faria mal a Atena. Você não percebe que tem algo de errado nessa história?
– Então você está dizendo que o Mestre está mentindo? – indagou surpreso.
– Eu acredito em Aiolos até o fim da minha vida. – foi direta.
– E você tem a capacidade de me chamar de idiota? – perguntou com um sorriso cínico — Quem está sendo idiota aqui não sou eu, é você. Sabia que por sua afirmação eu posso te dar a mesma punição que dei Aiolos: traição ao Santuário? — estufou o peito e afirmou — Então todos saberão quem é o cavaleiro mais fiel a Atena: Shura de Capricórnio.
A ira voltando a dominar Barbela que com um movimento muito rápido socou a face de Shura que voou longe.
– Agora estou vendo quem você é: além de miserável e idiota, é um poço de vaidade e inveja. Você matou Aiolos, um dos homens mais justos que já conheci, para não ter concorrências. Você não queria que ninguém concorresse com você no posto de cavaleiro mais fiel. Você me dá nojo.
E antes que Shura tentasse se justificar ou contra-atacar, Barbela desapareceu.
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Barbela teve suas lembranças interrompidas, ao sentir a aproximação de alguém, levantou a cabeça e viu, na beira do mar, um homem correndo, de calça tactel e camiseta colada no corpo pelo suor. Seu coração acelerou, pois era Aiolos.
Ele viu a amazona sentada na areia e se aproximou, enquanto Barbela respirou e disfarçou o nervosismo.
– Oi! O que você faz aqui sozinha?
– Eu estou pensando um pouco. Criei este hábito ao longo dos anos. Gosto de ficar em frente ao mar pensado.
– Hum... E eu gosto e correr na praia. Mas você se importa se eu ti fizer companhia?
– De forma alguma.
Com a resposta positiva, Aiolos sentou ao lado da amiga.
– Eu sei que já falei isso, mas foi muito bom te reencontrar. Não só eu acho isso, mas Shura também. Ele está muito feliz e aliviado em poder fazer as pazes com você.
– Eu também estou. Na verdade eu sofri durante esses anos com sua morte e com a briga que tive com Shura. Mas agora tudo, finalmente passou.
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Barbela descia as escadas das Doze Casas, tinha acabado de conversar com Shion e iria se acomodar em umas casas na Vila das Amazonas por algum tempo.
Barbela a refletia na proposta do Mestre para voltar ao Santuário, isso havia lhe surpreendido. Já tinha reencontrado suas pupilas e estava muito feliz por isso, mas ainda estava ansiosa para rever um certo Cavaleiro de Ouro.
E pensando sobre essas coisas ela descia as escadas das Doze Casas, mas quando chegou ao final, depois de passar por Áries viu começando a subir os degraus dois homens, na verdade dois Cavaleiros de Ouro os quais ela conhecia muito bem. Seu coração acelerou e suas pernas falharam.
– É não acredito, são eles! – pensou e depois chamou – Aiolos, Shura?
Os dois cavaleiros pararam e olharam para a mulher que os chamou e depois olharam um para o outro tentando identificar quem seria.
– Essa voz não me é estranha. – afirmou Shura.
–E esse cosmo também. – completou Aiolos.
Mas antes deles perguntarem que se tratava, Barbela já havia se aproximado e abraçado o Cavaleiros de Sagitário que permaneceu imóvel.
– Aiolos, sou eu, Barbela. – falou a mulher parando de abraçar o cavaleiro e olhando em sua face.
– Zeus! É você mesmo? – perguntou sorrindo e logo depois retribuindo a abraço.
Shura ficou parado olhando os dois amigos e as lembranças ruins do passado fizeram seu coração doer. Sabia que Barbela foi embora sentindo ódio dele e isso o magoava muito.
– Por onde esteve, querida?
– Por muitos lugares. – afirmou a amazona que olhou para o lado e viu o outro amigo do passado, lembrou-se de sua pergunta sobre os dois amigos a Shion – Shura.
– Barbela. – respondeu – Que bom revela.
A amazona se aproximou do capricorniano e o surpreendeu com um abraço que foi retribuído por ele.
– Pensei que nem olharia para minha cara. – revelou Shura.
– Acredito que o passado ficou para trás, não é? Sei, por Shion, que vocês voltaram a ser amigo, não é? Então porque eu iria te ignora?
– Quer dizer que assim como Aiolos, você me perdoa?
– Sim, meu amigo! — disse Barbela deixando Shura muito feliz.
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– Ainda devo lhe agradecer por você ter acreditado em mim. – expôs Aiolos.
– Nunca desconfiaria de seu caráter e antes de ir embora fiz Aiolia me prometer que nunca acreditaria no absurdo que espalhavam sobre você.
– Você foi muito corajosa, com sempre.
– Eu corajosa? Eu fui covarde, fugi do Santuário e me escondi. Abandonei minha missão como amazona e como mestra. Eu deveria ter enfrento todos, para limpar seu nome.
– Você foi prudente. Se “tivesse tentado limpar meu nome” teria morrido como eu. — afirmou tocando no ombro dela com uma das mãos – Eu te admiro, pois você foi autêntica, não fingiu ser quem não era para manter uma aparência.
O toque fez a amazona estremecer, mas Aiolos preferiu fingir que não tinha percebido e continuou falando.
– Tive uma ideia, você aceita jantar na minha casa hoje, assim podemos conversar mais e por os assuntos em dia, aproveito e chamo Shura.
– Ah... S...sim. Será ótimo!
Aiolos acompanhou Barbela até a entrada da Vila das Amazonas e se despedida.
– Até as nove horas, Barbela.
A Amazona de Serpente Real se dirigiu para sua casa feliz por poder jantar com seus velhos amigos e também irritada, pois ela não se conformou por ter agindo como uma adolescente boba na frente de Aiolos, gaguejando e ficando com envergonhada.
Já Aiolos chegou em casa animado e avisou a serva para fazer uma jantar especial, pois teria visita. Logo foi para o quarto e ligou para Shura o convidando também.
– Você ta doido? Lembra o que falei para você? Que você precisa passar mais tempo com ela para avaliar os sentimentos dela e o seu? Essa é à hora, você acha que vou atrapalhar? Vai fundo, meu caro. (3)
Aiolos desligou o telefone e ficou pensativo. Shura estava certo era preciso tirar todas as dúvidas que pairavam em sua mente e aquela noite seria uma excelente ocasião.
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No horário marcado Barbela chegou à Casa de Sagitário e Aiolos foi ao seu encontro e reparou que ela estava muito bonita, usando um vestido longo com estampa floral (4) e seus cabelos, como sempre, soltos.
– Como você esta bonita!
– Obrigada. Você também está bonito com usando essa blusa branca de botos. – retribuiu sorrindo, tentaria se comporta com adulta, o lado de Aiolos – Mas onde está Shura, será que cheguei muito cedo?
– Na verdade ele não pode vir, mas mandou um beijo. Acompanhe-me até a sala de jantar. Acho que você ira gosta do cardápio é Moussaka (5) e a sobremesa é baklava (6).
– Delicia!
Aiolos levou Barbela até a sala de jantar, que seguia o estilo rústico da casa. (7) Logo eles se sentaram à mesa, um de frente para o outro e enquanto jantavam conversavam.
– Então, me conte onde você passou todo esse tempo? – perguntou Aiolos servindo uma taça de vinho a ela.
– Bem, como eu disse, passei por muitos lugares: Turquia, Índia, Austrália, Indonésia e por fim, uma das ilhas da Micronésia, Ilha Marshall. No inicio, eu me camuflava para fugir da fúria Ares, que me considerou traidora pela fuga do Santuário. Só pude relaxar quando Atena assumiu seu posto de liderança. Porém, continuei vivendo como uma pessoa comum, sem utilizar meu cosmo. Eu me decepcionei tanto que não queria mais ser amazona. Nem sei por que Shion me convocou para voltar as minhas atividades como treinadora, afinal estou anos sem usar meus poderes astrais.
– Talvez por acreditar em seu potencial como treinadora, assim como eu acredito.
– Obrigada!
– Então você ficará aqui ou voltará para Micronésia?
– Por enquanto ficarei aqui. Preciso buscar a Barbela perdida e creio que só aqui a encontrarei.
– Que bom que pretende ficar! Pode contar comigo nessa busca. Eu compreendo com é se senti perdido e totalmente enferrujado. Quando voltei à vida me sentindo incapaz de voltar às ativas de antes, mas minha essência de guerreiro logo aflorou e tomou conta do meu ser novamente. Tenho certeza que acontecerá isso com você também.
– Espero, pois não quero decepcionar Mestre Shion.
Então Aiolos quis ir mais profundo na intimidade da amiga e a perguntou, de forma bem discreta, sobres seus envolventes amorosos.
– Eu me tornei uma pessoa muito fechada, evitava contatos profundo com as pessoas, então tive muito poucos envolvimentos, na verdade, relacionamento mesmo só tive um, cheguei até a morar junto com ele, mas por algumas incompatibilidade, resolvemos seguir caminhos diferentes.
Essa resposta agradou o cavaleiro. Porém a curiosidade também tomou Barbela e ela rebateu com a mesma pergunta ao amigo.
– Nunca namorei com ninguém, na verdade nunca amei ninguém, sabe? Apenas alguns envolvimentos, mas nada que fossem especiais.
Barbela entendeu o que o amigo quis dizer, que ele teve apenas envolvimentos sexuais, isso incomodou seu íntimo, uma ponta de ciúme surgiu ao imaginar o "seu Aiolos” tocando e sendo tocado por outra mulher, porém ela não podia reclamar. Então resolveu mudar de assunto.
Depois do jantar Aiolos levou Barbela para a sala de estar (7), onde havia luzes indiretas, deixando o ambiente aconchegante. Carregando com ele a garrafa de vinho, pois imaginava que a bebida seria boa para relaxar ambos e dar coragem a ele de tentar descobrir se Shura estava certo sobre os sentimentos de Barbela.
Aiolos manteve os olhos fixou no rosto da amazona o jantar inteiro e permanecia assim, sentados no sofá. Ela tentou não demonstrar, mas já estava ficando sem jeito e perguntou:
– Por que você me olha tanto?
Ele sorriu e contou:
– Tenho que te revelar algo, um segredo meu e de Shura: nós, no passado ficávamos tentando imaginar como era seu rosto e agora posso ver que nós erramos em muita coisa, pois você é muito mais bonita. Seus olhos tem uma cor indescritível. São lindos!
– O... obrigada! — e não conseguiu mais esconder seu constrangimento. Aquele olhar, aquelas palavras, aquele clima, tudo era tentador. Contudo, por mais que se sentisse tímida, ela não conseguia deixar de olhar aqueles olhos azuis.
Aiolia percebeu que estava atingindo emocionante Barbela e se aproximou mais.
– Sabe, quanto voltei a vida quis saber de você, porém ninguém sobre me dizer. Mas agora você está aqui perto de mim e eu agradeço aos deuses. — afirmou o cavaleiro tocando na face de Barbela e a acariciando com os dedos, os pelos da pele da amazona se arrepiaram e um cala frio subiu por suas costas. Então bebeu o conteúdo da taça num único gole.
– Barbela. – chamou Aiolos tirando o a taça da mão dela e se aproximando mais – Você sempre foi especial para mim, porém desde quando nos reencontramos parece que algo mudou aqui dentro. – revelou colocando a mão dela em seu peito – Eu não consigo mais resistir em...
O cavaleiro não conseguiu completar a frases, resolveu arriscar, e buscou os lábios da amazona que permitiu que um beijo doce, porém intenso acontecesse. As línguas se acariciavam enquanto eles se abraçavam fortemente.
– Eu sempre te amei, Aiolos, com toda a minha força. – sussurrou deixando algumas lágrimas escorrerem por sua face.
– Desculpe por nunca ter percebido. – pediu dando leves beijos nos lábios dela e a trazendo para seu colo — Mas agora podemos curtir cada momento que a circunstâncias não permitiram. Claro, se você quiser.
Ela segurou o rosto dele com suas mãos, olhando dentro de seus olhos:
– É tudo que desejo.
Os dois voltaram a se beijar com intensidade. Aiolos enlaçou os braços na cintura de Barbela e ela o seu pescoço.
Em pouco tempo os lábios dele percorreu o pescoço dela e chegou a seu decote. Enquanto Aiolos descia uma das alças do vestido com a mão, continuava explorando com beijos o colo da amazona que se arrepiava com cada toque. O cavaleiro apertou as coxas de Barbela e começou a levantar vestido. Depois de tirá-lo admirou o belo corpo de Barbela.
– Você é linda!
Ela tinha as bochecha avermelhadas de vergonha, graças ao olhar de cobiça de seu amado e sua frase.
Ele acomodou a mulher no sofá e deitou-se sobre ela. Então se entregaram ao amor e desejo ali mesmo, porém a noite só estava começando.
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No dia seguinte, foram acordados com os raios de sol entanto no quarto. Eles se acariciaram e se beijaram.
– Eu te amo, querido!
– Se eu tinha alguma dúvida dos meus sentimentos, após essa noite, posso afirmar que quero ficar contigo para sempre.
Tomaram banho juntos e foram até a cozinha para o desjejum. Estavam tão felizes.
De repente sentiram um cosmo familiar pedindo passagem e sorriram.
– Aiolos, você está ai? — Shura gritou da sala.
– Entre. — gritou respondendo — Estou na cozinha.
Ao chegar ao cômodo viu uma linda mesa posta, como várias opções, dentre elas: frutas, suco, leite, café, pães, queijo e bolo. Além disso, também encontrou seus dois amigos com a felicidade emanando por seus poros. Acabou deduzindo que passaram a noite juntos, até porque eles pareciam ter acabado de tomar banho, pelos cabelos molhados.
– Bom dia! Desculpe por atrapalhar o café do casal. — brincou com um leve sorriso.
O casal se olhou em sinal de cumplicidade e sorriram.
– Bom dia, amigo! — respondeu Barbela — Não se preocupe, não está atrapalhando, não.
– Verdade. Junte-se a nós.
– Obrigado, já tomei café, mas para não fazer desfeita, aceitarei um suco de melão.
Depois de Shura se servi e sentar à mesa, ele comentou:
– Ficou feliz por ver vocês juntos! — e piscando o olho par o amigo completou — Pelo jeito meu conselho, de ontem, deu certo, não?
– Com certeza! — respondeu o Cavaleiro de Sagitário sorriu largamente.
– Então o jantar de ontem foi estratégia de vocês, seus safados? — brincou Barbela.
– Dele não, minha. Eu sempre desconfiei de seu sentimento por ele, por isso, quando ele me convidou para jantar ontem, eu percebi que era a melhor oportunidade para ele averiguasse a veracidade da minha hipótese. Só isso.
– Acho que devemos um agradecimento a ele, né querida?
– Eu só quero que vocês sejam felizes. Ah, mas podem me chamem para ser padrinho.
Eles sorriram alto e continuaram conversando uma boa tarde da manhã. Os três estavam muito felizes e esperavam que nenhum outro percalço atrapalhasse a história deles três, principalmente do mais novo casal do Santuário.
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