Old modern time
4 O "booom"
Foi o tempo de sair de casa para as lágrimas começarem a cair. Eu estava muito aflita, as lágrimas vieram como numa fonte e enevoaram os meus olhos, já não sabia nem onde estava nem para onde estava indo. Uma sensação estranha percorreu todo meu corpo, o mundo começou a desaparecer, e... booom!
Quando acordei estava num lugar estranho, tudo tão branco que parecia o céu. Bom, estava tudo meio borrado, quando um grito ensurdecedor:
– Tris, você está bem?- era a minha mãe.
– Por que não estaria?
– Porque você está há 2 semanas desacordada.
– D-U-A-S semanas?
– Sim, segundo o médico você criou um quadro de tensão alta e isso pode ter causado o desmaio.
– Quem me encontrou?
– Alguém te viu caída, procurou meu número no seu celular e me ligou.
– Ah, sim!
Um médico entrou no quarto e disse:
– Então, mocinha, teremos que fazer alguns exames agora que acordou.
– É necessário mesmo?
– Claro, a não ser que queira ter mais desmaios que durem grande parte da sua vida e que deixem toda a sua família preocupada.
– O.K.! Termina logo com isso, quero ir para casa.
– Mãe, e o colégio?
– Você só perdeu dois dias de aula, meu bem.
– Não é muita coisa?
– É normal alunos faltarem à primeira semana de aula, querida.
Apenas fiz uma cara triste e acompanhei o médico até a sala de exames.
...
Foi uma bateria de exames que durou mais ou menos 02h30min. Assim que terminei me levaram de volta para o quarto, o médico disse que dependendo dos exames eu terei alta amanhã pela tarde, mas mesmo assim não poderei ir à escola nesta semana.
– Oi minha menina!- disse meu pai abrindo a porta do quarto e fechando a porta dos meus pensamentos.
– Oi- falei meio desanimada lembrando o pivô disso tudo foi aquele comentário inútil e superprotetor do meu pai.
– Está tudo bem?
– Sim. – sei que minha resposta foi fria, mas foi o que consegui falar.
– Tem certeza?
– Já falei que estou bem! – essa frase soou por que eu esperava, eu virei o rosto e ele saiu do quarto com a expressão triste.
Logo depois minha mãe entrou no quarto, acompanhada do meu irmão.
– O que houve?- os dois falaram praticamente ao mesmo tempo.
– Por que vocês estão perguntando isso?
– Por que o papai saiu chorando daqui.
– E é uma novidade para todos nós vê-lo chorando.
– Eu não falei nada demais, aliás, não estava com vontade nenhuma de falar.
– O que você tem contra seu pai? – minha mãe perguntou com uma carinha triste.
– Nada! Ele simplesmente não aprova nada que eu faço... NADA! – resolvi ser sincera.
– Você está falando isso porque da reação dele por causa da escola?
– Sim!
–Tris, maninha, eu estava lá com ele quando foi pegar o resultado e ele ficou muito feliz por você. Ele se preocupa muito com a sua felicidade é só isso! – Caleb resolveu mostrar o quão certinho é.
– Tá certo. – uma lágrima escapou do meu olho e então resolvi virar o rosto para a televisão.
Peguei-me pensando em como seria se eu tivesse amigos. Nunca tive e essa era uma das razões para eu querer frequentar uma escola.
Caleb e mamãe saíram do quarto, me deixando sozinha.
A única pessoa que entrou naquele quarto nas horas que se seguiram foi a enfermeira, que veio trazer meu jantar e os meus remédios.
...
Acordei eram 9h:00min e minha mãe estava sentada ao meu lado.
– Mãe?
– Oi Tris!
– Que horas vou poder ir para casa?
– Depois de meio-dia.
– Então vou tomar meu café da manhã e depois tomar banho.
– Certo, filha. – minha mãe estava estranha, mas foi o que eu fiz.
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