Foi o tempo de sair de casa para as lágrimas começarem a cair. Eu estava muito aflita, as lágrimas vieram como numa fonte e enevoaram os meus olhos, já não sabia nem onde estava nem para onde estava indo. Uma sensação estranha percorreu todo meu corpo, o mundo começou a desaparecer, e... booom!

Quando acordei estava num lugar estranho, tudo tão branco que parecia o céu. Bom, estava tudo meio borrado, quando um grito ensurdecedor:

– Tris, você está bem?- era a minha mãe.

– Por que não estaria?

– Porque você está há 2 semanas desacordada.

– D-U-A-S semanas?

– Sim, segundo o médico você criou um quadro de tensão alta e isso pode ter causado o desmaio.

– Quem me encontrou?

– Alguém te viu caída, procurou meu número no seu celular e me ligou.

– Ah, sim!

Um médico entrou no quarto e disse:

– Então, mocinha, teremos que fazer alguns exames agora que acordou.

– É necessário mesmo?

– Claro, a não ser que queira ter mais desmaios que durem grande parte da sua vida e que deixem toda a sua família preocupada.

– O.K.! Termina logo com isso, quero ir para casa.

– Mãe, e o colégio?

– Você só perdeu dois dias de aula, meu bem.

– Não é muita coisa?

– É normal alunos faltarem à primeira semana de aula, querida.

Apenas fiz uma cara triste e acompanhei o médico até a sala de exames.

...

Foi uma bateria de exames que durou mais ou menos 02h30min. Assim que terminei me levaram de volta para o quarto, o médico disse que dependendo dos exames eu terei alta amanhã pela tarde, mas mesmo assim não poderei ir à escola nesta semana.

– Oi minha menina!- disse meu pai abrindo a porta do quarto e fechando a porta dos meus pensamentos.

– Oi- falei meio desanimada lembrando o pivô disso tudo foi aquele comentário inútil e superprotetor do meu pai.

– Está tudo bem?

– Sim. – sei que minha resposta foi fria, mas foi o que consegui falar.

– Tem certeza?

– Já falei que estou bem! – essa frase soou por que eu esperava, eu virei o rosto e ele saiu do quarto com a expressão triste.

Logo depois minha mãe entrou no quarto, acompanhada do meu irmão.

– O que houve?- os dois falaram praticamente ao mesmo tempo.

– Por que vocês estão perguntando isso?

– Por que o papai saiu chorando daqui.

– E é uma novidade para todos nós vê-lo chorando.

– Eu não falei nada demais, aliás, não estava com vontade nenhuma de falar.

– O que você tem contra seu pai? – minha mãe perguntou com uma carinha triste.

– Nada! Ele simplesmente não aprova nada que eu faço... NADA! – resolvi ser sincera.

– Você está falando isso porque da reação dele por causa da escola?

– Sim!

–Tris, maninha, eu estava lá com ele quando foi pegar o resultado e ele ficou muito feliz por você. Ele se preocupa muito com a sua felicidade é só isso! – Caleb resolveu mostrar o quão certinho é.

– Tá certo. – uma lágrima escapou do meu olho e então resolvi virar o rosto para a televisão.

Peguei-me pensando em como seria se eu tivesse amigos. Nunca tive e essa era uma das razões para eu querer frequentar uma escola.

Caleb e mamãe saíram do quarto, me deixando sozinha.

A única pessoa que entrou naquele quarto nas horas que se seguiram foi a enfermeira, que veio trazer meu jantar e os meus remédios.

...

Acordei eram 9h:00min e minha mãe estava sentada ao meu lado.

– Mãe?

– Oi Tris!

– Que horas vou poder ir para casa?

– Depois de meio-dia.

– Então vou tomar meu café da manhã e depois tomar banho.

– Certo, filha. – minha mãe estava estranha, mas foi o que eu fiz.

Notas finais
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