Olá, eu sou a dor.
5 A visita
Notas iniciais
Acordo e estou no hospital, ouço o médico dizer que perdi muito sangue, mas que por não ser algo muito grave, não precisarei de transfusão de sangue, até porque os estoques estavam esgotados. Minha cabeça dói, me sinto fraca, olho para os lados e o mundo parece estar girando, lá fora chove forte e aqui dentro já faz muito frio.
– Porque não me deixou sangrar até morrer? Você mesmo disse que não aguentava mais – eu falo.
– O que você tá falando?
– Você sabe. Deveria ter me deixado morrer mesmo, seria felicidade maior pra mim e pra você. Pra todo mundo.
– Você tentou se matar?
– Não antes de matar alguém – eu sussurro.
– O que você disse?
– Nada mãe, me deixa... tá me estressando.
Claro que eu jamais mataria alguém, né? Não sou louca a esse ponto. No máximo espancaria alguém até que eu visse derramar sua última gota de sangue. (Brincadeirinha)
O médico disse que essa noite eu dormirei no hospital, eu só consenti, não tenho aula amanhã mesmo.
Minha mãe sai.
Achei uma revista do lado da minha cama e comecei a folheá-la, logo a enfermeira me traz uma sopa, com uma cara não muito boa.
– Olá, tudo bem? – ela diz.
– Se eu estivesse bem eu estaria aqui?
– Ó, não. Desculpe-me. Aqui está sua sopa. Com licença.
Ela sai.
É uma sopa de frango e legumes, ou deveria ser, pois só vejo legumes e caldo, mas tudo bem, isso serve pra não morrer de fome.
Termino de comer e cochilo por 10 minutos.
Toc Toc Toc
Minha mãe volta, mas ela traz alguém, pra minha surpresa...
Porque minha mãe o traria aqui? Eu não entendo.
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