Okumura no Yume
1 De Jeito Nenhum...
Notas iniciais
Rae Walker tinha quase certeza que isso não era suposto acontecer. Ela tinha quase certeza que quando você tropeça da escada até a morte você não vai parar em uma floresta irritantemente escura.
Se esse era o paraíso(ou o inferno), quem quer tenha feito isso tinha um péssimo senso de humor.
Ela tinha medo de escuro afinal!
Pensando nisso provavelmente era o inferno. Bem que sua mãe tinha lhe avisado que ficar dizendo coisas como “Inferno”, “demônio” e “capeta” lhe fariam encontrar ele. Pffffff… Mães são sempre tão irritantemente certas!
Além disso, ela tinha quase certeza que ela não devia parecer tão pequena. Ela tinha quase certeza que ela não parecia uma criança de seis anos da ultima vez que se olhou no espelho.
Oh, inferno.
Ah, e claro, para piorar a situação sua irmã bully irritante tinha que vir junto.
Oh, inferno duplo!
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
Okay, em primeiro lugar. Quando sua mãe lhe disser para não correr na escada… não corra. E quando você for comprar um gato, tenha certeza que ele não tem fetiche por pular na sua perna e te assustar até a morte.
Infelizmente, Rae Walker não tinha prestado muita atenção a essas dicas.
Agora, Rae era uma garota gato. Ela amava gatos com tudo o que ela tinha(embora também adorasse cães com quase a mesma intensidade.), e, quando encontrou o filhote ferido na praça perto de sua casa, não pensou duas vezes antes de levar ela pra casa. Apesar da relutância inicial de sua a mãe e a imensa birra que sua irmã, Vanessa, jogou contra a criatura, o pequeno gatinho tinha conseguido ocupar um espaço no coração de todos… Bem, quase todos. Sua irmã ainda odiava o bicho com força. Talvez tivesse algo haver com o fato que o bichano havia tentado arranhar sua cara enquanto dormia. Quem sabe?
Okay, para explicar, Rae não era realmente irmã de Vanessa. Na verdade, ela tinha sido adotada pela mãe de Vanessa ao ser encontrada com um ano de idade na porta da casa dela.
Incrivelmente clichê, é verdade.
Rae sempre tinha sido uma criança inteligente e silenciosa. Não foi incomum também quando seus pais começaram a elogiá-la com frequência. Vanessa, que era filha única até então, com ciumes, decidiu fazer da vida de Rae um inferno.
Não foi difícil, realmente. Vanessa era extremamente popular na escola. Usando seus contatos e espalhando boatos mentirosos, foi realmente fácil criar um isolamento para sua irmã adotiva. Sua vitima.
Mas só isolar a menina não foi o bastante. Ela recorreu a vários métodos de bullying. Desde obriga-la a fazer sua tarefa de casa a um pouco de agressão física e moral.
As notas de Rae rapidamente desceram e as de Vanessa subiram, fazendo seus pais contentes com Vanessa e furiosos com Rae.
Rae tinha um temperamento agressivo, mas sabia escolher suas brigas. Sabidamente permaneceu em silêncio. Não seria fácil provar que era intimidada por Vanessa. Em vez disso ela esperou uma chance. Pegá-la em flagrante deveria ser fácil.
Não foi. A chance simplesmente não aparecia. E Vanessa continuava sendo uma valentona.
Oh, bem.
Rae era uma Otome, também. Seu vicio por animes era extremamente grande. Vanessa, no entanto, era o que você poderia chamar de narutard. Na verdade, uma poser narutard. Enquanto Rae procurava histórias legais em seus animes, Vanessa procurava o romance em Naruto(Clássico, nunca chegou a ver Naruto Shippuden), sendo uma fan-girl total do emo-pato (Sasuke, nas palavras de Rae).
Na aparência, Rae e Vanessa também eram diferentes. Vanessa era alta, bronzeada, loura e de olhos castanho chocolate. Tinha corpo magro pelas dietas que fazia, mas não era realmente saudável, uma vez que era baseado em não comer ao invés de fazer exercícios.
Rae era seu oposto, pequena, pálida, de cabelos negros e olhos com heterocromia(o esquerdo era verde e o direito azul). Não era gorda, apesar de tudo. Era magra, mas, diferente de sua irmã, pelos exercícios que fazia no inicio da manha.
Ambas tinham 16 anos, sendo que Vanessa nascera no começo de dezembro e Rae no final de agosto.
De qualquer forma, era o “aniversário” de Vanessa(tecnicamente, seu aniversário era em 2 meses, mas ela tinha feito birra até poder comemorar o aniversário duas vezes por ano), e a festa iria começar em breve. Embora Vanessa tinha tentado pedir para sua mãe para não deixar Rae vir com eles para o parque de diversões, não havia funcionado. Seus pais eram justos com aquilo que viam, afinal. Por isso, Rae estava colocando seu casaco agora, para sair.
--EI, BAKA. -ela chamou da porta. A palavra “baka” era a única coisa que ela tinha aprendido de Naruto. Achando-se por saber uma palavra em japonês, Vanessa havia decidido que era perfeito para Rae. Rae quase revirou os olhos para isso. Ela sabia pelo menos uma dezena de xingamentos/palavrões piores que isso. -ESTAMOS INDO.
--Já estou indo, Vanessa. -afirmou Rae, apenas alto o suficiente para ser ouvida. Ela não tinha interesse em parecer estar retrucando para Vanessa. Ela poderia empurra-la e prende-la em um banheiro, como da ultima vez afinal. Um pouco irritada, Rae lembrou-se de como havia sido doloroso ter a cabeça empurrada contra a parece do box do banheiro, antes a porta ser trancada por uma feliz Vanessa.
Apressando-se um pouco para não aborrecer Vanessa, Rae colocou os tenis e abriu a porta, só para dar de cara com a menina irritada.
--Você é uma aberração idiota. Não sei porque eles deixam você aqui, de qualquer forma, baka. -Rae não deixou Vanessa ver como isso foi doloroso. Em vez disso abaixou a cabeça encolhendo os ombros.
As duas começaram a descer as escadas para o térreo da cada e foi ai que a coisa toda desandou.
O gatinho, que recém havia começado a caçar, correu atrás de Rae, animadoramente e passou bem em seus pés, fazendo-a perder o equilíbrio e cair na escada, derrubando Vanessa junto. Silenciosamente silvou como sua cabeça atingiu o degrau de pedra duro, antes da dor ir em bora e tudo ficar escuro.
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
Quando Rae acordou, ela estava pronta para admitir que tinha morrido. Inferno, isso provavelmente era a coisa mais obvia que tinha acontecido. Um pouco magoada que ela tinha sido morta acidentalmente por seu gatinho fofo, e, tentando se convencer que tinha sido um acidente, a menina olhou ao redor.
Seus olhos se arregalaram. Em volta dela estava uma floresta enorme. Ela tinha arvores assustadoramente grandes e escuras. Não havia pontos de luz capazes de serem vistos apartir de onde ela estava. Ainda observando os arredores ela viu Vanessa desmaiada. Seus olhos de arregalaram quando ela notou que Vanessa não parecia mais com ela mesma… Inferno! Vanessa parecia muito menor! Como uma criança de seis anos, se ela tivesse que adivinhar.
Olhando para suas mãos, ela notou o quão pequenas elas eram. Pareciam como mãos de uma… Criança.
Oh, merda. Pensou ela, assustada. Mas que infernos…?
Decidindo esperar sua irmã Bully acordar, Rae sentou-se no chão e olhou ao redor atentamente. No pânico anterior não havia notado pequenos detalhes óbvios.
As arvores não pareciam com arvores comuns. Na verdade, elas pareciam ter saído de um anime. Os gráficos ao seu redor pareciam ter saído de Naruto! Ela podia saber disso já que reconhecia os traços de desenho de Kishimoto. Pensando por alguns minutos, ela decidiu que provavelmente ela não estava mais nos Estados Unidos. Merda, ela duvidava que estava na terra, por agora!
Ela tinha morrido e entrado em coma com algum sonho louco? Decidindo testar a teoria, ela beliscou a própria bochecha.
--Ai! -murmurou baixo para não acordar Vanessa. Ok. Teoria do sonho não poderia ser verdade. Além do mais, se fosse um sonho, Vanessa não estaria aqui. Caramba, ela preferia estar a quilômetros de sua irmã, se possível!
--U… Ugh. -ela ouviu. Olhando para a irmã, ela percebeu que a menina mais velha estava acordando. Vanessa levantou e olhou para Rae. -VOCÊ! -exclamou ela, irritada. -VOCÊ NOS MATOU!
--Uh… Não foi minha intenção. -disse Rae, na esperança de aplacar sua raiva.
--NÃO IMPORTA SE FOI INTENÇÃO OU NÃO! VOCÊ ME MATOU! ASSASSINA!
Rae se encolheu com a culpa. Ela preferia ter morrido sozinha, e não com um banshee loiro.
--U-uh... –gaguejou a menina mais nova corando profundamente. –E-eu acho que... Brigar comigo não vai realmente ajudar... Agora, certo?
RAE POV’
Eu estava torcendo pra ela não me bater agora. Isso seria realmente ruim...
Ela me deu um tapa na nuca, duro, resmungando algo sobre irmãs idiotas. Resmunguei mentalmente amaldiçoando minha falta de sorte. Minha cabeça latejava, e eu finalmente percebi como minha nuca estava sangrando. Inferno, a causa da minha morte ainda estava ali? Pensando bem, Vanessa não parecia machucada. Ela não atingiu o chão com a queda?
Suspirei levemente, minhas roupas estavam ensanguentadas também. Isso era ruim. E agora que eu tinha notado o machucado, ele parecia doer também. Felizmente, eu tinha uma alta tolerância a dor, e só estremeci levemente.
--Onde estamos? –perguntou Vanessa, depois de alguns segundos em silêncio.
--Eu não sei. –respondi honestamente.
Vanessa bufou.
--Não sei nem porque eu perguntei para você. –reclamou ela e levantou. –Vamos!
Apressadamente a segui, de cabeça baixa. Andamos por em torno de dez minutos, antes de darmos de cara com grandes portões de madeira vermelha. Meus olhos se arregalaram e minha boca se abriu, assustada.
De jeito nenhum... Pensei em choque.
--Os portões de Konoha!
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