Okami
5 Pistas
Notas iniciais
Okami
Cap. 04 — Pistas
O entardecer em Portugal era incrível, a luz dourada do sol tocava as ruas de pedra e as casas tradicionais dando todo um toque especial e foi apenas por isso que o 'produtor' de comerciais escolheu aquela cidade para filmar suas novas 'obras de arte', era um trabalho cansativo, desgastante, mas mesmo assim era o que ele amava, ou melhor com o que ele mais amava na vida. Mulheres lindas quase desnudas...
– Estavam perfeitas minhas belezinhas! Agora venham que a noite esta apenas começando...
– Humpf... — Resmungou o moreno desligando os equipamentos e desmontando os tripés das cameras enquanto sentia seu estomago dar um ronco baixo de fome.
– Esse pervertido não muda mesmo, sempre some quando é hora de arrumar toda a bagunça do comercial... — Comentou Naruto recolhendo o os fios longos e extensões o mais rápido possível, também estava faminto, mas para ele era normal. — Acha que o garoto já comeu alguma coisa?
– Se não comeu quando chegarmos no camping o farei comer...
– Ne teme! Aquela historia dele estar fugindo junto de uma moça é verdade?
– É... — Respondeu dando um suspiro de desanimo enquanto encaixava as coisas dentro das malas que teriam que levar de volta para onde estavam 'acampados'.
– E o que aconteceu com ela?
– Não sei, depois de esconde — lo, correu para longe marcando vários lugares com o seu sangue para despistar os cães... não a vi mais nem os perseguidores... — Disse e um som estranho a suas costas o fez se virar por instinto, por um segundo ouviu um som baixo a suas costas e virou — se rápido por instintivamente, mas não havia nada, talvez fosse impressão sua, mas sentia — se como se estivesse sendo observado por alguém... ou alguma coisa... olhou com atenção entre os arbusto da orla da floresta por algum tempo, mas como nada encontrou apenas deu de ombros e voltou ao trabalho.
– Acha que ela... escapou? — Indagou o Uzumaky de costas para ele colocando as câmeras desmontadas dentro da caixa de proteção.
– Creio que sim, ela corria muito mais que aquelas feras estúpidas, só estava ficando para trás por causa do Bucky que não conseguia acompanha — lá...
– Hum... como pretende procura — lá? Você prometeu isso ao garoto não?
– Vou dar um jeito, de qualquer modo não deve ser muito difícil encontrar uma mulher de cabelo rosa chiclete pelas proximidades...
– Eu ouvi bem? Cabelo rosa? — O tom incrédulo do Uzumaky o fez revirar os olhos, qual é? Eles tinham vindo de Tókyo, a cidade maluca que reunia uma grande quantidade de pessoas que pintavam o cabelo das cores mais inusitadas e depois de ter visto verde fosforescente, azul claro e laranja forte varias vezes seguidas, rosa chiclete não era lá algo muito impactante. — Será que ela é da nossa região também teme?
– Vai saber... — Murmurou ajudando o amigo a colocar todas as caixas e trilhos dentro do pequeno carrinho acoplado a picape que Jiraya havia alugado mais cedo naquele dia. — Terminamos por hoje dobe.
– É! Finalmente! — Comemorou Naruto fechando a portinhola e correndo para alcançar o Uchiha segundos depois. — Já ta noite, vamos voltar logo pro camping, ouvi dizer que é meio comum topar com coiotes ou lobos á noite...
– Hai... — Concordou e colocando as mãos nos bolsos seguiu o caminho até o 'acampamento' de Jiraya já formulando algumas perguntas para fazer a Bucky e ainda sentindo — se observado por algo entre os arbusto ao redor.
A mata rasteira e escassa não a ajudava a seguir aquele rastro, alem de não conseguir se esconder facilmente, também reduzia as suas chances de captar o cheiro de Bucky em meio a tantos outros humanos. No momento captara — o mais fortemente naquele rapaz de cabelos e olhos negros que estava acompanhado de um loiro sorridente.
Por alguma razão a trilha de seu irmão estava impregnada no moreno, mas misturada em qualquer outro lugar, por isso resolveu segui — lo as escondidas, será que aquele sujeito fazia parte dos templários e capturou o pequeno quando ela se afastara para despistar os cães?
O pelo de sua nuca se arrepiou e um rosnado rouco surgiu involuntariamente em sua garganta. Se algo tivesse acontecido a Bucky, lei nenhuma a impediria de estraçalhar todos os responsáveis, começando por aqueles dois a sua frente.
O moreno pareceu lhe ouvir, pois virou — se rápido para trás olhando exatamente para o arbusto onde estava escondida, sua garganta emudeceu e ela encolheu — se minimamente no precário esconderijo, não podia deixar que a descobrissem, precisava se manter na sombra pelo menos até encontrar Bucky.
O rapaz olhou os arbustos por mais alguns segundos até desistir e com um dar de ombros voltar a sua atenção para o amigo, ergueu as orelhas tentando decifrar parte do assunto, mas como sempre sua parte instintiva a mandava atacar e matar em lugar de prestar a devida atenção aos balbucios humanos, algo se destacou felizmente, ouviu o nome Bucky e resolveu segui — los.
A picape com os dois pegou no tranco com um solavanco violento devido a carga extra no carrinho, mas depois do primeiro impulso prosseguiu com leveza pelas ruas pouco movimentadas da cidade, virando esquina após esquina não havia muito o que se ver a aquela hora da noite, mas se Sasuke ou Naruto tivessem observado as sombras com mais atenção teriam visto um grande vulto branco andando em seu encalço, o passo silencioso e veloz daquele ser que trazia no sangue o ódio por humanos.
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