Okairi
18 Trancy
Notas iniciais
Ciel estava deitado em sua cama ainda pensando sobre a possibilidade de o culpado ser uma criatura sobrenatural, se fosse teriam que dar um jeito que culpar outra pessoa pelo crime escondendo a existência “daquele mundo”. O pequeno conde fechou os olhos, mergulhado em seus pensamentos já tinha procurado em todos os lugares possíveis, mas ao mesmo tempo sentia falta do mordomo ao seu lado que estava folheando alguns documentos na câmara secreta da casa.
Aos poucos Ciel foi se acalmando, quando de repente se lembrou que havia faltado procurar em um lugar para ser mais especifico suas memórias, afinal por que não? Sempre foi um imã pra criaturas do “Submundo”, Passou um tempo forçando suas memórias até que se lembrou da pessoa perfeita, “como não pensei nisso antes!” Ciel se repreendia em pensamento.
Abriu os olhos rapidamente para ir contar aos outros e viu Cloud, Em poucos segundos o sono foi chegando, o menor praticamente caiu na cama, Ciel agora estava sonhando; se encontrava dentro de uma sala, não, mais especificamente uma prisão subterrânea, ele tentou se mover porem foi impedido por correntes presas aos seus pulsos.
Pode-se ouvir uma risada familiar ecoar pelo cômodo, havia pelo menos umas duas pessoas acobertadas pela escuridão na sala.
-Nos encontramos de novo, Conde. -Disse uma, sua voz era extremamente familiar, mas Ciel ainda não conseguia identifica-la -
Porem antes que pudesse reagir o Conde acordou, estava suado, respirava ofegante e também tinha uma forte dor de cabeça forçando-o a não conseguir pensar em nada direito. Vestiu sua roupa, pegou sua bengala e saiu de seu quarto em direção ao jardim. Lá se sentou num banco, à brisa bateu em seu rosto o fazendo suspirar pesadamente. Tentava pela quinta ou sexta vez organizar os pensamentos; sendo interrompido por um Sebastian curioso a sua frente dizendo:
-O que você está fazendo aqui, boochan?
-Nada demais; -Ciel respondeu de cara fechada- Engraçado não? Pensar que depois de finalmente completar minha vingança ainda estaria aqui...
-É -Respondeu o mordomo fitando o céu estrelado-
-Lembra de quando fui raptado por Azzuro Vanel? Sempre quis saber como você conseguiu entrar no cômodo onde eu estava sem um único arranhão.
-Como mordomo dos Phantomhive o que seria eu se não conseguisse fazer pelo menos isso? -Sebastian respondeu com um sorriso divertido-
O garoto deu uma risada gostosa espantando o mordomo que nunca viu o menor rir assim. Mas logo essa também se encontrava rindo, Ciel conseguia contagiar as pessoas ao seu redor com uma aura cativante; o que era irônico já que Ciel era um Akuma.
Sebastian se sentou ao lado do pequeno, que apoiou sua cabeça no ombro do mordomo. Os dois ficaram a contemplar o céu estrelado que estava num azul meia noite como a cor dos olhos do menor.
-Achou alguém? -Ciel perguntou, sabia que tinha esquecido de avisar algo, mas o que seria?-
-Passei ao resto da tarde e parte da noite vendo documentos, mas não achei ninguém que se encaixe na nossa ultima descrição. -Sebastian respondeu- Boochan, quero que me prometa uma coisa.
-O que? –Disse o menor massageando as têmporas; toda vez que conseguia clarear um pouco a mente a dor de cabeça voltava com mais intensidade-
-Não se meta em mais nenhuma confusão.
-Humph! Não me culpe eu não posso escolher me meter em alguma confusão! -Ciel respondeu emburrado, fazendo Sebastian soltar um curto riso-
Os dois ficaram quase a noite toda admirando o céu, depois de um tempo Sebastian se retirou deixando o menor ali que dormiu (de novo) pouco tempo depois. O sono era tão profundo que não percebeu quando foi carregado para algum lugar distante.
*Pov’s Ciel*
Comecei a acordar eu havia dormido de novo? A ultima coisa que me lembrava era de acabar adormecendo no meu jardim; tentei me levantar, mas senti correntes me prendendo, afinal onde eu estava? Não, eu sei muito bem onde estou, Agora consegui me lembrar quem era o culpado...
-Nos encontramos de novo, Conde. -Aquela pessoa disse cortando minha linha de pensamentos-
Abri meus olhos vagarosamente o fitando, e respondi:
-Parece que sim, Alois Trancy.
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