Okairi

23 O Acordo do Gato e da Aranha


Notas iniciais
Ufa! nem sei como consegui postar esse capitulo hoje, ele bateu meu recorde de palavras em um capitulo! Espero que gostem.

Já fazia uma semana que Ciel e Sebastian estavam acorrentados na (nova) mansão Trancy. Alois quase sempre vinha torturar os dois fazendo com que a aparência do mestre e do mordomo piorasse cada dia que passava. Cheshire, a Quimera de cabelos cor de vinho, não dava sinal de vida; muitas vezes os Phantomhives se perguntavam onde ele foi parar.

A casa, em cima da masmorra, estava movimentada hoje, o som de passos ecoava varias vezes no subsolo; pareciam estar preparando algum tipo de festança ou coisa parecida. Os passos começaram a ficar mais altos indicando que alguém estava entrando lá, mas para a surpresa dos prisioneiros não era Alois e sim Hanna.

Assim que ela terminou de descer os vários lances de escada Hanna se virou na direção dos dois e os cumprimentou: “Como vão, Conde Phantomhive, Sebastian Michaelis”, mas não obteve respostas, “acho que vocês irão gostar de uma história enquanto o espetáculo principal não começa” ela emendou sua fala como se não tivesse sido ignorada.

-Sabe, eu sempre tive ódio de certo ser que não saia da cabeça de meu Querido Danna-sama: Ciel Phantomhive. Claude fez de tudo para que o sonho de Danna-sama se tornasse possível: matar o ser que o deixou sozinho, mesmo que ele, ou melhor, eu talvez nunca fosse punido (a). Num certo momento Claude achou a vitima perfeita: o Conde Phantomhive, talvez fosse por sua rixa com Sebastian ou a alma do garoto que fez com que ele fosse escolhido, mas agora isso não vem ao caso; com o passar do tempo Ciel virou uma obsessão a Alois: a cada dia que passava ela ficava mais e mais forte e eu com mais raiva do ser que agora praticamente permanecia nos pensamentos de meu amado mestre quase que vinte e quatro horas por dia... -Hanna olhou feio para o conde de cabelos azulados que se limitou a não falar nada-... Até que, por causa dessa mesma pessoa Danna-sama morreu, senti ódio dele eu o iria fazer pagar; enganei-o com meu disfarce de empregada boazinha e no momento certo recuperei meu Danna-sama mesmo que estivesse preso ao corpo daquele ser inútil. Ele fez um contrato comigo que cumpri de bom grado; mesmo assim tive que tomar providencias antes de morrer para que todos nós estivéssemos são e salvos. Alguns anos se passaram e por causa da monotonia diária Danna-sama o espionou aquele ser; ver o resultado não me agradou nem um pouco, eu queria ver aquele ser sofrer pelas diversas vezes que ele tirou minha alegria. Por isso persuadi Danna-sama até que o convenci a Punir devidamente esse ser, Claude como mordomo perfeito fez uma isca mais que atrativa, ela demorou a ser “mordida”, mas se mostrou efetiva, agora o mesmo está aqui, nessa cela e em breve ira perder o que tem de mais importante. -A empregada terminou o longo discurso com um tom de desprezo-

Assim que Hanna saiu, Ciel e Sebastian trocaram olhares aflitos, agora tinham certeza que nada de bom os esperaria; O barulho vindo do andar de cima cessou bruscamente, e em controvérsia ouviram-se passos de várias pessoas a descer pela escada: Hanna, Luka, Alois e os trigêmeos (Timber, Thompson e Canterbury).

-Onii, o que você fará com eles agora? -Luka perguntou com um sorriso nada amigável no rosto descendo os três últimos degraus da grande escada em espiral-

-É uma surpresa Luka. — Disse Alois de um jeito energético, também terminando de descer a escadaria-

Os outros três desceram sem pronunciar nada, Hanna exibia um sorriso vitorioso, os trigêmeos, como sempre não demonstravam reação, Claude acabou não ficando para as “festividades”, pois tinha que vigiar a mansão.

- Então Ciel, tomara que eu não eu tenha demorado muito, hoje teremos um divertimento especial. Então, tem alguma idéia do que seria? -Alois disse com um sorriso cínico nos lábios-

Como em várias vezes o Conde não se pronunciou; só olhando de um jeito assassino ao dono da pergunta feita; “È falta de educação não responder as perguntas dos outro Ciel” o loiro disse em tom de provocação, mas que foi mudado rapidamente quando emendou a fala agora em tom raivoso: “Cansei de brincar com esses bonecos, vamos acabar com eles logo Hanna”.

A mulher de cabelos azuis claros assentiu positivamente; os trigêmeos tiraram à espada demoníaca de sua bainha e Hanna permaneceu sentada no chão, cultivando o mesmo sorriso que Luka e Alois tinham em seus rostos.

Alois entrou na cela de Sebastian apontando a espada para o pescoço do mesmo. “E então? Como o orgulhoso Conde Phantomhive ficará quando perder seu mais precioso tesouro?” O loiro disse em tom de divertimento, começou a balançar a espada para ganhar impulso contando: “3... 2... 1...” A lamina estava quase a decepar a cabeça de Sebastian quando um som alto foi ouvido.

Era somente Claude trazendo ninguém menos que Cheshire em seus braços no estilo noiva, a quimera parecia desacordada, o mordomo aranha se dirigiu até seu mestre.

-Este intruso estava perto dos arredores da mansão; o que o senhor deseja que eu faça com ele? –Claude perguntou ao garoto que tinha, agora, a cara carrancuda-

-Hum...-o loiro disse pensando um pouco no que fazer, o ser a sua frente tinha um aroma quase que irresistível ao ex-conde aranha, alem disso o estranho ser tinha uma beleza exótica: Alem dos olhos e cabelos vinho tinha uma pele pálida emoldurada pelos longas e lisas madeixas nas quais as orelhas e o rabo eram facilmente escondidos, no momento Cheshire vestia um blusão vinho e uma calça negra assim como os sapatos ainda trajando as luvas que escondiam suas afiadíssimas garras- ... Coloque-o na sela vaga, eu verei o que fazer a ele depois.

Alois voltou novamente à atenção a Sebastian que não tentava resistir, mas tinha um enorme remorso por não poder ficar ao lado do seu pequeno mestre a sua frente e abraçar-lo o mais forte possível dizendo que tudo ficaria bem, e que ele iria protegê-lo até o fim dos tempos; aquilo era uma tirania cometida pelos Trancy.

Ciel (com os olhos lacrimejantes) olhou para Cheshire que parecia estar em um sono profundo, mas em controvérsia a Quimera abriu um dos olhos cor de vinho e piscou-o para o mesmo e se transformou num pequeno gato indo na direção do conde Phantomhive (Para a surpresa do garoto de cabelos cinza azulados ninguém percebeu a falta do novo prisioneiro e muito menos da bola de pelos abaixo deles).

Cheshire entrou rapidamente na cela (já em sua forma humana) e com a chave se livrou das algemas dos pulsos vermelhos e esfolheados de Ciel. “Aqui, é uma muda de roupa, vista-a, explicarei tudo depois” o garoto-gato falou quase que sussurrando. A única coisa que o Conde fez foi indicar com o nariz a cela de Sebastian. Cheshire assentiu positivamente com a cabeça entendendo o recado: parou a lamina já a centímetros do pescoço do maior e impulsionou-a no sentido contrário ao mesmo tempo em que literalmente arrancava as algemas de Sebastian.

Alois já longe da cela, apontou o dedo na direção de Cheshire, os trigêmeos acataram a ordem silenciosa de matar o individuo que acabou com a festança de seu mestre. Atacaram o garoto-gato sem piedade. Cheshire desviou-se rapidamente, usando as laminas de suas luvas e tratou de devolver o ataque do mesmo jeito que recebera, enquanto os olhares da sala estavam-se direcionados para a luta que era travada, mestre e mordomo terminavam de se ajeitar (Ciel passou as instruções para Sebastian no lugar de Cheshire).

-Claude, o mate -Alois ordenou a seu mordomo mostrando o símbolo do contrato e apontando para Sebastian-

-Yes, your highness — Claude respondeu partindo para cima do outro mordomo-

Mesmo assim o loiro não se sentiu satisfeito e tentou entrar no meio da luta quase cortando Sebastian ao meio; quase, pois Ciel conseguiu pegar rapidamente a bengala (espada demoníaca) que Cheshire havia o dado; era como se fosse feita sobre medida para o menor: dentro dela havia uma lamina fina de médio porte com detalhes azul-marinho e acima de tudo incrivelmente leve. O garoto de cabelos azulados conseguiu com uma destreza esplendida para sua habilidade desviar do golpe.

-Acho que você já tem preocupações demais para interferir na luta dos dois. – Ciel se pronunciou depois de longas semanas calado, provocando o loiro com êxito-

Agora havia três lutas distintas, a “festança” que acontecerá a tão pouco tempo, parecia distante. Cheshire já estava ofegante quando conseguiu fatiar o trigêmeo da direita, o mandando para seu lugar de origem. Thompson e Canterbury intensificaram seus ataques atacando um de cada lado, na tentativa de vingar seu irmão, mesmo assim o alvo desviou-se uma, duas, três vezes... Hanna se juntou a briga usando seu par de adagas, mas elas foram parar no outro lado da sala (Onde estavam brigando Alois e Ciel), com um ataque de Cheshire.

-Uma ajudinha aqui!-Cheshire pediu tentando se assegurar que ficaria vivo já que agora Hanna atirava na sua direção com sua metralhadora (N/A: nem sei se aquilo é uma metralhadora mas vai ficar assim mesmo) .

-Como se não estivéssemos ocupados demais para isso! –Ciel respondeu. Sua lamina acabara de desviar um golpe feroz vindo de Alois que tinha tido outro ataque de bipolaridade, o conde de olhos azuis recuava lentamente, não conseguia se movimentar com a liberdade desejada e isso refletia em seus ataques.

No final o servo-gato não precisou da ajuda dos dois: decepou a cabeça dos gêmeos que sobraram de uma vez só; o sangue deles espirrou sujando Cheshire, que soltou um muxoxo de insatisfação antes de se concentrar em Hanna.

-----------Mudança de foco--------

Ouviu-se o som de uma parede partindo, não era para menos Alois errou o seu alvo e acabou fazendo um grande buraco na prisão que servia perfeitamente como rota de fuga, mas mesmo assim Ciel não fugiu, somente foi a campo aberto, o loiro o seguiu e começaram a “bailar” com suas espadas; os golpes ficavam cada vez mais ferozes nenhum dos dois iria desistir, Alois conseguiu encurralar Ciel, mas já que tinha uma experiência de luta com o Conde Phantomhive não ficou falando e tentou acertar sua cabeça, falhando por milímetros. Ou melhor, metros, Ciel havia reaparecido as suas costas.

-Parece que você não se preocupou em treinar seus sentidos demoníacos — Ciel falou com seu habitual tom orgulhoso-

-Não te interessa o que eu faço ou deixo de fazer — Alois respondeu se esquivando da lamina de Ciel-

-Claro que não, mas isso fazeria que você não passasse perigos como esse. –Ciel respondeu novamente ameaçando Alois por traz-

Dessa vez o loiro se deu ao luxo de observar o ser a suas costas, os olhos do Conde de cabelos cinza-azulados estavam róseos, e os lábios, que tinham um sorriso de escárnio, revelando suas pequenas presas. Alois se assustou, mesmo que só por alguns segundos; parece que Ciel não era mais tão indefeso assim.

---------Mudança de foco-----------

Ainda mais a frente Claude e Sebastian lutavam, as facas eram cravadas em animais que teimavam passar pelo campo de batalha, no próprio chão ou nas árvores próximas ou até mesmo nas que ficavam longe. Mas toda essa agitação parou bruscamente quando Claude cessou seus ataques.

-Acho que aqui está bom. –O mordomo aranha disse ajeitando suas roupas, Sebastian só olhou para ele como se perguntasse: como assim?-

-Eu e o seu Servo-Gato fizemos um acordo. –Claude respondeu a pergunta silenciosa-

-E por que eu acreditaria em você? -Sebastian perguntou-

-E eu ainda preciso te dar um motivo? Estou farto de precisar aturar aquela “família feliz” preferiria voltar ao inferno a precisar agüentar a Srta. Vadia, o Sr. Puto e o Pirralho-Cínico-sama; eu só quero me vingar de Danna-sama por me atrapalhar de chegar ao meu objetivo. –Claude falou em tom áspero e frio, como um verdadeiro akuma; o mordomo Phantomhive deu um sorriso de deboche — Já temos um plano, mas precisaremos da cooperação dos dois — Claude continuou a frase-

-Conte comigo para o que precisar: desde que eu e meu mestre consigamos sair daqui intactos. –Sebastian respondeu-

---------Mudança de foco-----------

Alois agora estava devidamente imobilizado; tentava se soltar, mas era inútil, os nós que prendiam seus pulsos foram bem feitos, o Conde aranha se xingava mentalmente por não ter treinado seus instintos demoníacos, Alois era realmente um tolo, pois se não fosse por isso teria talvez conseguido lutar de igual para igual com Ciel.

*Flashback on*

-Não te interessa o que eu faço ou deixo de fazer — Alois respondeu se esquivando da lamina de Ciel-

-Claro que não, mas isso fazeria que você não passasse perigos como esse. –Ciel respondeu novamente ameaçando Alois por traz-

Dessa vez o loiro se deu ao luxo de observar o ser a suas costas, os olhos do Conde de olhos azuis estavam róseos, e os lábios, que tinham um sorriso de escárnio, revelavam suas pequenas presas. Alois se assustou, mesmo que só por alguns segundos, parece que Ciel não era mais tão indefeso assim.

O Conde de cabelos azulados manejava sua espada em velocidade demoníaca; Alois ainda conseguia desviar, mas já havia alguns cortes em sua pele, o garoto também arfava de maneira irregular, mostrando que não iria agüentar mais tempo. Desferiu golpes com Leviathan, mas estes nem passavam perto de seu alvo; quando arranjou tempo decidiu mostrar sua forma demoníaca. “Então agora decidiu ficar sério?” Ciel perguntou de forma retórica, entrando na brincadeira também e jogando sua espada para um canto longe.

-Não deveria ficar se achando; só porque estou em desvantagem não significa que não sou uma ameaça. –Alois disse em tom superior-

Ciel não estava o subestimando, ele precisava somente de uma coisa para derrotar Alois: Suas grandes e afiadas unhas. Não demorou nem cinco segundos para o Conde Phantomhive vence-lo e o imobiliza-lo.

*Flashback off*

Alois não deveria ter sido tão confiante assim na hora de raptar o conde e seu mordomo, agora Ciel (já em sua forma normal) apontava a sua espada para o pescoço de Alois, só em poucos minutos o que parecia ser uma vitória esmagadora para o loiro se transformou numa quase que impossível derrota.

-... 5... 4.... 3 – Ciel contava enquanto esperava pacientemente a hora de matar Alois, porem não conseguiu contar até um, ou melhor, não quis, pois viu Sebastian vindo em sua direção e correu até ele abraçando-o com força sendo correspondido.

-My Love, por que não fazemos algo mais divertido com ele? –Sebastian perguntou com um sorriso meio fofo meio cínico-

-Hum... Pode ser — respondeu Ciel ainda grudado ao mordomo-

------------------Quebra de tempo-------------

Hanna, assim como Alois e Luka, estava imobilizada dentro de uma cela, porem os três estavam em celas distintas. Os dois mordomos e Ciel tinham sorrisos cínicos e conversavam sussurrando a melhor punição, sendo essa a parte final do plano e acordo do servo-gato e do mordomo aranha; Cheshire assistia a tudo com orgulho; pois sejamos sinceros, talvez sem ele a situação de antes não pudesse ser invertida desse jeito.

Após algum tempo os cochichos acabaram e Sebastian se pronunciou com sua voz sendo ressonada no cômodo:

-Bem, depois de uma longa discussão decidimos sua punição por terem brincado com os Phantomhive.

-Mataremos a pessoa mais importante para cada um dos três em sua frente. –Claude completou-

-Boochan, gostaria de fazer as honras? –Falou Sebastian com seu costumeiro sorriso-

-Preciso responder?–Ciel disse, pegando sua espada demoníaca e emendando sua fala perguntando: “qual eu devo matar primeiro?”.

Claude apontou para Luka e Ciel o matou de uma maneira lenta e cruel (perfurando fracamente sua carne até que morreu por falta de sangue); depois o mordomo aranha apontou para Hanna com um sorriso de escárnio (coisa rara se pensar que o mordomo quase nunca demonstrava emoções) e o Conde a matou de uma maneira mais lenta e torturante (dessa vez, Ciel fez pequenos, mas profundos cortes e depois furou o estomago da empregada em ritmo lento; esperando o acido estomacal corroer sua própria carne e pele).

Alois se debulhava em lagrimas enquanto Ciel caminhava agora para sua cela, mas, quando estava a poucos centímetros de abrir a cela, foi impedido por Claude.

-Deixe que eu irei cuidar dele. -O mordomo aranha disse sem emoção.

Ciel só olhou para Sebastian que assentiu com a cabeça positivamente.

-Espero não ver nenhum dos dois mais uma vez, caso o contrario eu não sei do que serei capaz –o Conde respondeu e emendou sua fala novamente- Sebastian me leve para nossa mansão, não agüento ficar mais nenhum segundo aqui.

-Yes my love — Sebastian disse e pegou o menor em estilo noiva, saindo pelo grande buraco no cômodo.

-Queria ficar e ver o que você vai fazer, mas tenho que ir com os dois. -Cheshire se despediu- Obrigado.

-Que raro ver uma quimera agradecendo um demônio. –Claude disse com tom divertido-

-Não sou uma quimera normal, divirta-se com o garoto e até nunca mais – Cheshire completou indignado seguindo na direção dos dois pombinhos-

Somente quando o garoto-gato desapareceu de sua viste ele voltou a falar:

-Não, sou eu quem deveria agradecer; agora poderei ter minha vingança.

Notas finais
O próximo será o ultimo capitulo, dá até um friozinho na barriga quando eu penso nisso. deve sair lá pra sábado por que essa semana está se mostrando mais agitada do que as outras. Kissus pra minhas leitoras lindas! Se vocês acharem que algo deveria ser melhorado me avisem que verei o que posso fazer.