Notas iniciais
ALGUNS SPOILERS DE A MARCA DE ATENA,E FILHO DE NETUNO! Avisando aqui,se não depois reclamam:''ai não pois que era spoiler e blá blá'' :3 Mas em fim,esse foi maior,e mais legal! *0* Divei nesse cap. #sqnão Bom,sem mais delongas,boa leitura!^^^ Obs: Não sei se a flor favorita de Hazel é a rosa e nem se Leo tem um bloco de notas.

Leo respirou fundo, sua mão cheia de graxa estava um pouco quente. Sua respiração estava rápida, nervosa, mas por dentro sua felicidade crescia cada vez mais.

O navio inteiro estava em silêncio, somente o barulho das batidas do bastão de beisebol do treinador Hedge e alguns de seus sopros. Talvez ele estivesse tentando assoviar. Leo tinha que anotar em um de seus papéis: não esquecer de ensinar o treinador a como assoviar.

Ele caminhou lentamente, sentia seus passos mais pesados que vime, como se a madeira do navio não fosse aguentá-lo. Seu rosto estava sujo, as mãos cheias de graxa, seu cabelo bagunçado, a mesma roupa de sempre. Mas valia a intenção.

Ele segurava uma rosa na mão,uma rosa vermelha, pensou que Hazel talvez gostasse.

Ela estava se segurando na borda do navio. Ela sempre se sentia enjoada no navio.Seu rosto estava corado e seus cabelos encaracolados estavam soltos, ao vento da noite.

Ela olhava para as estrelas de forma tão pensativa. Uma das estrelas brilhava mais que as outras, Hazel olhava somente para ela, talvez tivesse lhe chamado atenção. Talvez fosse Sam, talvez fosse a mãe de Hazel.

Ele tossiu um pouco, Leo chamou sua atenção, ela levou um susto, pois seu rosto corado passou para uma cor pálida, ela ficou imóvel até sua ficha cair rapidamente e seu rosto voltar a cor de antes.

Leo fechou os olhos, respirou fundo, tomou coragem do fundo do seu corpo que parecia engrenagens dando pane e disse:

"Ahñ,Hazel,você,aceitaria isso?" Ele estendeu a rosa para Hazel, com os olhos fechados.

"Nossa, é muita gentileza sua Leo" Ela disse sorrindo. "Não precisava viu?" A garota pegou a rosa da mão de Leo e ele teve a impressão de estar como um forno ligado.

"Eu quis te dar por..."

Hazel interrompeu Leo dizendo:

"Pois viu que eu estava com enjoo? E descobriu minha flor favorita, na lata!"

"É,foi,foi por isso mesmo." Leo colocou a mão na nuca, sentido algo que era persistente, como os eidolons.

"Obrigada novamente."

O silêncio tomou conta do ambiente, ouviam-se os passos pesados de Hedge e nada mais. Leo não ia deixar a conversa morrer, não agora. Mas tinha medo de tocar em um assunto delicado demais para Hazel.

Teve de arriscar:

"Hazel,com-o,era sua mãe?" Soltou rapidamente e fechou a boca, como quem tosse e se cala.

Seu rosto mudou de expressão, ela olhava para a rosa com o rosto diferente, o rosto que Leo jamais vira. Mas ao tocar no assunto, sua face ficou em um rubor.

"Leo você sabe que eu...Eu não falo de minha mãe pra ninguém." Ela ficou em silêncio e o encarou de cima a baixo.

"Mas,quer saber?Vou te contar sim, desabafar." Leo deixou um sorriso no canto dos lábios escapar, ele viu confiança nos olhos de Hazel. Não disse nada, apenas assentiu para que ela prosseguisse:

"Oras, deixe-me ver, ela era como eu, de quase todas as formas. Era uma cigana e as vezes..."

Hazel olhou cabisbaixa, apertou a rosa e terminou:

"...As vezes ela conversava com Gaia. Eu, acho que era ela. Mas odiava quando isso acontecia, minha mãe me destratava, como se não fosse ela ali. Tipo, os eidolons sabe?"

"Sei sim, eu acho que, no dia em que minha mãe morreu.." Leo olhou para a Lua minguante.

"Você viu Gaia?" Hazel deduziu.

Leo somente assentiu, ela colocou a mão em seu ombro e disse em seu ouvido:

"Não diga a ninguém sobre minha mãe, ok? Obrigada pela rosa Valdez, foi um dos melhores presentes que já recebi." Ela beijou sua bochecha e saiu para ir ao quarto.

Leo mal conseguira ter uma conversa com Hazel, mas ela tinha confiança nele, para contar o que contou. Ele também falou o que acontecera com ele no passado. Mas não mencionou Hera.

Mas, por que tanto mistério em relação a sua mãe? Leo já tinha a fidelidade de Hazel e precisava saber o que estava acontecendo.

Entre os corredores não tão estreitos que Leo projetara no navio, após pegar uma caneta e um papel meio-amarelado, sentou-se na frente da porta do quarto de Hazel.

Olhou a frecha que tinha debaixo da porta,e sorriu. Escreveu as seguintes palavras:

Hazel, desculpe interromper seu sono, mas em algum momento, você viu Gaia? Ela fez algo ruim com sua mãe pra esconder isso tudo assim?

Ele fechou o papel, bateu na porta duas vezes e passou o papel.

O silêncio fizera com que ele escutasse os passos de Hazel e também pudera escutar o som da caneta no papel.

Leo estava atento, após um beijo na bochecha e um pequena conversa, se sentira mais confiante. Mais feliz. Viu a carta passando pela porta, uma letra pequena e redonda bem diferente da de Leo, respondera:

Não me lembro exatamente Leo. Não sei se a encontrei ou não, mas após o declínio do lugar onde eu morava, fugimos para o Alasca e mesmo assim Gaia tinha domínio sobre minha mãe.

Leo, não preciso escrever o que Gaia fez para mim de tão ruim. Deduza sozinho, você é um cara inteligente, quando eu digo parece pior.

O elogio percorreu o corpo de Leo frio. Ou talvez fosse a resposta de sua pergunta. Alguém, aliado de Gaia, matara Hazel e sua mãe no passado.

A carta fora dobrada com toda delicadeza, mas Leo escreveu com tanta pressa que teve a impressão de rasgar a folha:

Como se chamava sua mãe? Vocês foram...Bem, mortas por Gaia? No Alasca?!Não, não pode ser muito provável, Hazel, quem foi o aliado de Gaia?

Ele dobrou e passou, quando foi bater, começou a ouvir o som da caneta. Na fresta da porta, se via a sombra de Hazel sentada no chão respondendo a carta novamente. Ela queria conversar, falar, só precisava de delicadeza, coisa que Leo não tinha.

O papel voltou, só que agora estava parcialmente molhado. Hazel estava, chorando...Ele abriu a carta:

Se chamava Queen Marie, pelos seus clientes. Fomos mortas por Gaia e por Alcioneu, foi ele quem foi o aliado de Gaia. Eu morri tentando impedir que ele, Alcioneu, ressurgisse. E perdi minha mãe nessa luta.

Leo ficou sem resposta,o que Hazel fizera, foi muito corajoso. Leo sempre ouvira dizer que a mãe sempre se sacrificava pelo filho, morria de fome ou qualquer outra coisa. Mas nesse caso era diferente. Hazel fora a mais guerreira da tripulação, perder a vida, a mãe.

Leo respirou fundo e escreveu:

Alcioneu? Bem,não sei muito como lhe consolar, mas não minta, eu sei que você está chorando.Todos nós choramos.

Eu sei que todos pensam que só me preocupo com máquinas,o navio, etc, mas não é verdade,me preocupo com meus amigos, isso conta você.

O Leo aqui vai sempre arrancar sorrisos, sempre se preocupar com você Hazel, você não está sozinha. E espero que goste da minha companhia, pois o novo gostoso pra dedéu não se acha toda hora.

Leo passou a carta. Ouviu uma risada leve sair do quarto e percebeu que mais uma vez conseguira cumprir seu objetivo, fizera Hazel rir.

Mas a carta não voltara, ele esperou e ela não voltou. Talvez ela tivesse com sono, ele não sabia. Ficou tanto tempo esperando, que dormiu na parede da frente do quarto de Hazel e amanhã teria de se explicar a todos.

Mas não importava, ele estava perto de quem gostava.

Já era o suficiente.

Notas finais
Espero que tenha gostado!! u-u Beijos e boa noite!