Notas iniciais
Oi, meu nome é Eva. E esse é o meu prefácio.

Ao ler estas páginas você deve estar se perguntando porque uma pessoa de nome tão pretensioso e sem importância nenhuma nessa sociedade narcisista estaria escrevendo um livro sobre sabe-se lá o que, não é?

Ou talvez você só abriu esse livro por engano e agora está devolvendo-o para a prateleira de onde veio. PARE AGORA MESMO, por favor. Esse livro é sobre nós, querida xará que quem sabe não partilhe do mesmo nome.

“Como assim?”, o referido leitor se indaga, enquanto a escritora persiste em enrolar narrando a situação que está acontecendo ao vivo. Simples. Somos iguais.

Calma, eu sei que é impossível você ter um metro e meio e toda a sensualidade e beleza dessa que vos escreve, afinal foram dezoito anos me aperfeiçoando em ser, bem, eu ­– Aurélio, fique ciente, “eu” agora é elogio — mas não é a esse ponto que quero chegar.

Somos humanos (é o que eu gosto de pensar. Caso não seja, antes de fechar o livro e destruir a humanidade, leve qualquer coisa, menos o bacon. Agradecida).

Já parou para pensar no que nos conecta? Não é a internet, embora ela tenha grande contribuição. O que nos conecta é nossa humanidade. Se você achava que o que te fazia dar like no gatinho era só a fofura, sirva-se de um pouco de realidade. Isso só acontece porque apesar dos dedos opositores e comer bananas, pensamos e por pensar, somos seres racionais, o que nos torna humanos. Somos seres da mesma espécie, não importa a qual religião você pertença, qual seja sua opção sexual ou até mesmo seu grau de melanina não muda o fato de que somos semelhantes. E nada nem ninguém, por mais que tentem conseguirá alterar isso. Está dentro de você. Somos uma família de milhares que ainda não compreendeu que o amor que excede a tudo e que nos devolve a paz está sufocado por interesses egoístas. Mesmo assim, nossa estrutura é a mesma.

Por mais que insistam em nos pôr etiquetas e classificar-nos do modo que desejam e julgam correto, você, eu, e qualquer outro que se assuma humano (Aliens que não fecharam o livro por motivos de estudo da vida terrestre, rogo que também não tirem a Netflix. Muito obrigada) vivemos a vida. E é isso que nos faz tão iguais, mesmo sendo tão diferentes.

Se você chegou até aqui apesar desse raciocínio tão entrecortado, permita-me que agora escreva um pouco sobre mim, sobre nós. Sentimos, lembramos, temos uma história.

E verá que bem no fundo, todos temos um metro e meio e uma beleza invejável.

Notas finais
O que acharam?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.