Oh, My Sweet Amazon...
7 Provocando Áries... Rose POV
Notas iniciais
Eram oito e meia da noite, eu estava em meu quarto, escolhendo uma roupa para sair. Tinha tomado um banho relaxante, tentando esquecer aquela cena de ontem, que se repetia com frequência diante de meus olhos. Em vão...
[Flash Back On]
Cheguei na arena pontualmente às 16h, como fora combinado. Meu mestre já me aguardava, e não perdeu tempo em começar com o treino. Durante os exercícios, eu contava sobre o resultado da ‘operação cupido’, e Camus ouvia tudo, interessado.
Infelizmente, acabei reparando em duas pessoas do outro lado da arena. Uma delas era Mu. Ele conversava animadamente com uma certa amazona, que eu não conhecia, mas sabia ser o tipo dele. Era alta, esguia, os cabelos lisos escorriam pelas costas, e devia ser da idade dele.
Continuei treinando como se nada tivesse visto. Era fato, eu estava aborrecida, e só com um autocontrole renascido das profundezas do tártaro consegui ignorar o que sentia.
Quando mestre Camus dispensou-me do treinamento, apressei-me rumo às doze casas. Não estava disposta a ficar no mesmo ambiente que o ariano, e muito menos a passar pela sua casa. Por isso, peguei um atalho sem pensar duas vezes.
Andava a passos largos, prestando atenção apenas no chão à minha frente, quando senti meu braço ser puxado. Vire-me, dando de cara com Mu.
“Corri feito um louco para te alcançar! Por que está me evitando?” disparou.
“Estou com pressa, só isso.” Disse, tentando me desvencilhar.
“Então por que fugiu da minha casa?” perguntou, visivelmente magoado.
“Porque eu sou sonâmbula, quando acordei já estava em Aquário.” Menti, desviando os olhos.
“Olha pra mim...” segurou meu queixo, levantando meu rosto. “Por que está me evitando, Rose? Fale a verdade.”
Quando nossos olhares se encontraram, meu coração quase saiu pela boca ao perceber o quanto estávamos próximos. Minha respiração saía entrecortada e meu corpo todo estava tenso.
“Eu...” pigarreei pronta para desviar o olhar, mas fui impedida por uma ágil mão masculina, que me segurou pela nuca e me puxou para um beijo.
Segurando-me também pela cintura, o ariano colou nossos corpos, me apertando, possessivo, em seu musculoso tórax. Seu beijo era lascivo, e explorava minha boca de um jeito sexy e autoritário.
Totalmente entregue, senti meu corpo amolecer em seus braços, e minhas pernas, antes tão firmes, agora fraquejavam. Eu estava prestes a perder a razão, quando Mu começou a suavizar o beijo, finalizando com uma mordidinha sexy e provocativa em meu lábio inferior.
“Diz pra mim...” sussurrou, colando nossas testas.
Com isso, acabei voltando para a realidade, e senti meu coração se apertar em dor. Aquele momento tão perfeito quanto um sonho, parecia ter caído no chão e quebrado. A verdade veio como um tapa na cara.
“Porque eu não sou o seu tipo.” As palavras saíram, rasgando-me a garganta.
Assustado com o que acabara de ouvir, Mu acabou dando brecha para a minha fuga. Rapidamente, esquivei-me de seus braços e corri a toda velocidade, sentindo as lágrimas quentes brotarem em meus olhos.
[Flash Back Off]
Suspirei, balançando a cabeça, como se pudesse afastar as lembranças. O dia não tinha sido bom hoje. Mu não desistira de falar comigo, mas por alguma razão desconhecida, os gêmeos e Carlo resolveram atrapalhá-lo.
Os três se revezaram entre me paparicar e encher o saco do ariano. E o, até então, calmo cavaleiro de áries, esteve para matar um hoje. Tive que agradecer a Zeus pela intervenção deles, eu não saberia o que dizer se Mu resolvesse me confrontar de novo.
Saindo de meus devaneios, resolvi escolher minha roupa com o seguinte objetivo: Esquecer o ariano por uma noite! Combinei uma legging preta com uma blusinha branca de franjas, realçando minhas curvas, e deixei o cabelo solto, com a franja casualmente jogada para o lado.
Terminando de me maquiar, olhei-me no espelho, conferindo o resultado. Sorri, satisfeita. Estava ótimo. E eu estava quase atrasada para encontrar os rapazes em frente às escadarias.
Despedi-me de Camus antes de sair, e amaldiçoei mentalmente os gêmeos e Carlo por não virem me buscar em Aquário. Eu teria que passar pelo templo de Áries sozinha, e não estava gostando nada da ideia de encontrar Mu acordado.
Respirei fundo antes de cruzar o primeiro templo. Entrei, tomando cuidado para não fazer muito barulho com o salto. Chegando no meio da casa, uma voz se fez ouvir.
“Vai sair?” Disse Mu, recostado em uma pilastra, com uma expressão indecifrável.
“Vou... Os gêmeos e Carlo me chamaram.” Respondi, vendo ele se aproximar.
“Você está bonita.” Disse, parando na minha frente.
“Obrigada.” Deixei escapar um sorriso.
Mu deu mais um passo à frente e sorriu, tenro. Seus olhos, no entanto, continuavam indecifráveis. Uns segundos se passaram, até eu resolver pedir permissão para atravessar o templo.
“Mu...“ comecei, tomando um susto ao ser abraçada.
Inesperadamente, o ariano envolveu minha cintura nos braços, e foi abaixando a cabeça até encontrar a curvatura do meu pescoço. Fiquei estática, sentindo suas mãos acariciar-me as costas.
Percebi um sorriso se formar em seus lábios, ao mesmo tempo em que sussurrou meu nome. Mu começou a distribuir beijos em meu pescoço, alternando com pequenas mordidas.
“Não quero que você vá...” murmurou em meio a um beijo.
“Eu prometi aos rapazes que ia...” minha voz saiu fraca.
“O que você procura lá fora, eu poderia te oferecer...” Sussurrou, mordendo minha orelha de forma sensual. “...na minha cama.” Completou, com a voz rouca.
Meu corpo inteiro pegou fogo com aquela afirmação. Seus toques ficaram mais ousados, e ele não hesitou em chupar meu pescoço, de forma lenta e sensual, me torturando.
Um gemido escapou-me dos lábios, atiçando Mu a me apertar ainda mais. Quando dei por mim, ele já tinha me colocado contra uma pilastra. Com uma das mãos segurava-me pela coxa, roçando seu corpo excitado no meu.
Disposto a enlouquecer-me de vez, ele sussurrou outro comentário picante do que pretendia fazer comigo dali pra frente. Em resposta, me arrepiei por inteira, deixando outro gemido escapar.
Ouvimos passos e algumas vozes. Com custo, largamos um do outro, olhando em direção ao barulho.
“Ô demora... Ela deve estar escolhendo o que vestir!” Reclamou Saga.
“Mulheres...” riu Carlo, da impaciência do amigo.
“Veja pelo lado bom, ela vai estar muito sexy.” Comentou Kanon, irritando o ariano ao meu lado.
“Preciso ir.” Murmurei, dando-lhe um beijo, antes de sair atrás dos rapazes.
Ao me encontrar com o grupo, desculpei-me com todos pelo atraso. Mas, a verdade era que eu não prestava atenção em nada, estava presente só de corpo ali. E a meu comportamento distraído obviamente foi percebido pelos três cavaleiros.
De súbito, tive uma ideia maravilhosa. Não pude conter o sorriso arteiro que se apossou de meus lábios, então apenas disfarcei, fingindo rir de alguma piada. Eu precisaria de coragem para realizar minhas pretensões, então resolvi ir beber com os rapazes e depois arrumar uma desculpa qualquer para voltar sozinha mais cedo. Ou não né, sempre tem a possibilidade de dar um perdido neles... Ri com a ideia.
Passado uma hora no bar com os cavaleiros, Saga já tinha arrumado com quem se enroscar. Kanon estava tentando embebedar uma ruiva muito bonita, e Carlo usava seu sotaque italiano para flertar com duas moças.
Agradeci a Deusa por todos estarem distraídos, e saí carregando uma última dose de tequila comigo. Sorvi o líquido no caminho, sorrindo amplamente ao imaginar o que estava prestes a fazer.
Peguei um atalho até o templo de Aquário, para buscar umas coisas, e depois me dirigi até a primeira casa. Chegando lá, a primeira coisa que fiz foi congelar a fechadura da porta do quarto de Kiki. Ideia idiota, eu sei, o garoto era capaz de se teletransportar, igual ao seu mestre. Mas, preferi me iludir, achando que meu ato seria útil.
Dei a volta na casa, entrando sorrateiramente pela janela do quarto do ariano. Contemplei o belo lemuriano dormindo enrolado nos lençóis, como se tivesse ficado inquieto antes de adormecer.
Com o cosmo, comecei a esfriar o quarto, na intenção de acordá-lo. Mu começou a se mexer, dando a entender que despertaria logo. Improvisei um banquinho de gelo para me sentar e continuei a esfriar o recinto.
Preguiçosamente, Mu começou a abrir os olhos. Quando focalizou a dona daquele cosmo, sentada num banquinho, no espaço à frente da cama, ele se assustou. Deveria pensar ser algum tipo de ilusão, ou sonho.
Sorri, maliciosa, mordendo o lábio inferior. O show estava apenas começando... Virei-me de costas para Mu, ouvindo a música começar logo em seguida. Acompanhando o ritmo, meu corpo ondulava ao som de Dance for You da Beyoncé*.
Cada movimento meu era acompanhado pelos olhos vidrados do ariano. Por um momento, a iluminação do quarto favoreceu a visão de minhas (poucas) roupas, e eu senti que Mu estava prestes a avançar em mim.
Como a menina má que sou, tratei de providenciar correntes de gelo com meu cosmo para segurar aquele monumento de homem. Eu queria continuar com aquilo, queria enlouquecê-lo até ele arrebentar as amarras e me possuir.
Dancei para ele, com as expressões mais devassas possíveis estampadas no rosto. Meus olhos, escuros de desejo, transmitiam um sinal mudo para que Mu me agarrasse. O ariano também tinha os olhos nublados pelo libido.
Com um golpe de misericórdia, subi na cama para rebolar bem perto dele. Olhando em seus olhos de modo depravado, fui agachando sensualmente em seu colo, rebolando devagar em cima do seu membro entumecido.
Mu quebrou as correntes em segundos, agarrando-me pelas coxas e invertendo as posições. Nossos lábios atraíram-se imediatamente num beijo sôfrego, enquanto as mãos hábeis exploravam os corpos.
Ele tratou de arrancar a parte de cima da minha lingerie com os dentes, expondo meu busto. Gemi, sentindo sua mão acariciar-me o seio nu, enquanto sua boca se ocupava em trilhar um caminho do meu pescoço até o outro seio.
Mu distribuía beijos, mordidinhas e chupões em mim, e eu me ocupava em arranhar lhe as costas nuas. Ao sentir seus lábios envolverem o bico do peito, deslizei minhas mãos por sua cintura, acariciando seu baixo ventre e depois subindo pelo tórax.
O ariano começou devagar com a carícia, se deliciando com os gemidos de prazer que eu soltava. Manteve o ritmo lento e sensual, me torturando. Enlacei minhas pernas ao redor de sua cintura, tentando provocá-lo, mas ele apenas levantou o rosto o suficiente para me encarar, e com um movimento firme, projetou o quadril para a frente, simulando uma estocada.
Arfei em resposta. Os olhos de Mu brilharam maliciosos, e aquela atitude dele foi, claramente, para mostrar que estava no comando. Parou o carinho para dar atenção ao outro seio, me encarando durante o processo.
Mordi o lábio, meu corpo estava em brasas com seus toques. Na tentativa de atiçá-lo outra vez, comecei a acariciar as costas musculosas, escorregando em direção à barriga definida dele. Contornei cada músculo com a ponta dos dedos, tocando de leve.
Mu arrepiou-se com meus toques, soltando um gemido. Minha mão foi escorregando até alcançar a barra da calça, onde eu comecei a brincar, ora avançando, ora recuando.
“Rose...” gemeu com a voz rouca, sentindo minha mão passar por baixo da roupa.
Alcancei a cabeça de seu membro rígido, sentindo-o molhado, e comecei a acariciá-lo. Mu gemeu mais alto, aprovando. Agarrou-me pelas coxas, invertendo novamente as posições. Fiquei sentada em seu colo.
Segurando-me pela nuca, me puxou para um delicioso beijo. As línguas dançavam em harmonia, explorando a cavidade alheia. Sua outra mão, descendo pelas minhas costas, os dedos enlaçados em meus fios de cabelo.
Mu desacelerou as carícias, separando os lábios com afetuosos selinhos. Nossos olhos encontraram-se, intensos.
“Rose... Faz amor comigo?” pediu, carinhoso.
“É o que eu mais quero...” respondi com um sorriso de felicidade.
Mu então, deitou-me cuidadosamente na cama, colocando-se por cima. Voltamos a nos beijar, dessa vez de forma demorada e sem pressa. Minhas mãos alisavam sua nuca, vez ou outra acariciando seus cabelos cor de lavanda. As mãos masculinas por sua vez, deslizaram pelo meu corpo. Uma delas, agarrou firmemente minha bunda, enquanto a outra escorregou entre minhas pernas, massageando-me por cima da calcinha.
“Mu...” protestei. “Eu quero você.” Pedi.
Ele me encarou, apaixonado, e sorriu. Ajudei a tirar suas calças, me assustando com o tamanho todo dele. Mu era muito bem dotado, e me olhou de um jeito safado ao perceber o que a visão de seu corpo nu me causava.
“O que foi?” perguntei, percebendo que ele me olhava dos pés à cabeça.
“Estou apreciando a visão do pecado.” Respondeu, travesso.
Um pouco impaciente, Mu tirou minha calcinha com a boca, aproveitando para passar a língua e depositar beijos em meu sexo. Por Zeus, ele estava me enlouquecendo!
Áries se ajeitou entre minhas pernas, penetrando devagar. Doeu um pouco no começo, mas logo ficou gostoso e eu me peguei rebolando em seu membro. As estocadas foram acelerando, ganhando profundidade. Os dois corpos suados, completavam-se com perfeita sincronia.
Meu corpo começou a tremer, eu estava chegando ao ápice. Percebendo esse sinal, Mu separou o beijo, olhando no fundo dos meus olhos.
“Isso... Goza pra mim...” pediu, com a voz rouca de prazer.
Atingimos o clímax juntos, soltando um longo gemido. Fiquei nas nuvens por um tempo, e Mu também parecia ter alcançado as estrelas de tanto prazer. Nossos corpos separaram-se com dificuldade, enquanto acalmávamos nossa respiração.
Num último esforço, Mu aninhou-me em seus braços. Seus olhos se iluminaram ao encontrarem os meus.
“Não fuja mais de mim.” Pediu.
“Não vou mais fugir.” Dei um sorriso bobo, e ele me respondeu com um selinho.
Ficamos abraçados assim até pegarmos no sono. Eu não estava nem um pouco preocupada em ter que acordar cedo, só por estar nos braços do meu amado cavaleiro de Áries valeu a pena.
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