Oh, My Sweet Amazon...
15 Deixe o circo pegar fogo, Escorpião!
Notas iniciais
[Narrador POV on]
No Olímpo...
“Já disse que não vou beber!” bradou um irritado Thanatos.
“Seu idiota! Foi seu irmão que pediu para lhe entregar o suco.” reclamou a morena.
“E você provavelmente já envenenou essa bebida. Acha que sou burro?”
“Aff, quer saber? Desisto... Quando a mula empaca, não há santo que resolva a causa...” saiu batendo o pé.
“Petulante” resmungou para si, vendo a aquariana se afastar irritada.
Distraído, o Deus da morte foi para a cozinha, buscar uma bebida. Havia ficado com a garganta seca de tanto discutir com a Aquariana. Chegando lá, encontrou Eros sentado à mesa e apreciando uma xícara quente de chá.
“Interessante... O grande Thanatos discutindo com uma humana.” provocou.
O outro, no entanto, ignorou a presença do ruivo e começou a procurar uma bebida que lhe interessasse.
“Suas servas acabaram de fazer esse chá.” mostrou a xícara. “Disseram que é o seu favorito.” sorriu de um jeito estranho. Haviam terceiras intenções por trás daquelas palavras.
“Que seja...” resmungou, sentando-se à mesa e servindo uma xícara para si mesmo.
“Sabe, Thanatos, eu não quero me intrometer, mas não era bem essa atitude que eu esperava de você” comentou, sério.
Thanatos limitou-se a lançar um olhar desinteressado para Eros, já estava cansado pela discussão com a amazona e não queria puxar assunto com ninguém.
“Achei que você iria se impor, que não deixaria a Rose lhe tratar como bem entendesse.” continuou o ruivo, atraindo a atenção do outro. “Veja bem, você é um Deus poderoso e muito cobiçado, deveria colocar a humana em seu devido lugar.”
“O que está insinuando, Eros?” perguntou depositando a xícara no pires e encarando o outro com atenção.
“Ora, meu amigo... Só estou dizendo que as mulheres não resistem às suas ordens. E caso você ainda não tenha percebido, aquela petulante é uma mulher muito bonita.” sorriu, malicioso. “Talvez devesse colocá-la aos seus pés...”
Thanatos abriu um sorriso de canto, aprovando a ideia. Levantou-se, recolhendo sua xícara.
“Quem sabe você tenha razão...” sorriu, malicioso.
Em outro cômodo...
A aquariana bufava irritada. Estava deitada numa rede, balançando levemente de um lado para o outro, enquanto procurava esquecer da discussão que tivera ao levar o calmante para Thanatos.
A jovem não estava aguentando o temperamento difícil dele, parecia que estava convivendo com o mal humor do Canceriano elevado ao cubo! E, somado a todo esse estresse, sentia falta do Ariano. Mal podia esperar para voltar ao santuário e se sentir amada de novo.
Perdida em devaneios, nem reparou na aproximação de Thanatos.
“Ora, vejam, ela pensa...” riu, zombeteiro.
“Ah, me erra vai! Estou quieta no meu canto...” suplicou, fazendo bico.
“Desta vez não vim brigar.” falou, olhando sério para o horizonte.
“O que você disse?” perguntou, incrédula.
“Vim fazer um acordo.”
“Certo... Pode falar.” sentou-se na rede, prestando atenção.
“Não é que a sua companhia seja das mais agradáveis, mas já que teremos que conviver por uns dias, é justo não tornar as coisas mais intragáveis do que já estão. Eu proponho uma trégua.” virou-se de frente para a morena, olhando de fomar séria para a mesma.
“Concordo com você. Já estou cansada de tanto brigar...” afirmou, encarando-o.
“Tenho uma condição.” sorriu minimamente.
“Estava bom demais para ser verdade...” riu, virando o rosto. “Que condição?”
“É bem simples.” andou até a rede, sentando ao seu lado. “Você vai ter que escolher... Ou canta para mim... Ou”
“Ou?” arqueou a sobrancelha.
“Ou passamos a noite juntos.” sorriu maldoso, se divertindo com a expressão incrédula da morena ao assimilar aquela proposta.
“Nunca que eu me deitaria com você! Prefiro cantar, sem sombra de dúvidas!” respondeu, indignada.
“Pois bem, então... Pode começar.” recostou-se na rede, sentindo seu corpo um pouco estranho, e começando a balançá-la.
“Tudo bem...” disse, mais calma “Sugere alguma música?”
“Música lenta.” disse, fechando os olhos.
A morena pensou por alguns instantes, tentando selecionar alguma música sem teor sexual, mas seus pensamentos logo se voltaram para o amado Ariano e sem perceber começou a cantar.
“I look and stare so deep in your eyes,
I touch on you more and more every time...”
Ao ritmo de 50 shades of gray (“50 tons de cinza”) a voz da aquariana embalou a música. Sem perceber acabou por fechar os olhos e se deixar levar, pensando em seu carneirinho.
Thanatos continou sentindo-se estranho. Seu corpo parecia esquentar e a voz da irritante aquariana, inexplicavelmente estava o deixando atraído. Começou a ter pensamentos nada apropriados e tentou afastá-los, sem sucesso. Aos poucos estava sendo dominado por aquela onda repentina de luxúria e excitação.
Aproveitando a distração da jovem, começou a se despir lentamente. Primeiro desamarrando a túnica e deixando a amarra escorregar até ir de encontro ao chão. Depois afrouxou a roupa e deixou que a mesma deslizasse por seu corpo até parar na altura da cintura, pois ainda estava sentado na rede.
Com o peitoral exposto, o grego se movimentou para facilitar a retirada da mesma. Movimento esse que não passou desapercebido pela morena, que tratou de abrir os olhos e mirá-lo com o canto dos olhos.
“Get me look so crazy... O que está fazendo?” interrompeu a música, encarando Thanatos com os olhos arregalados.
“Ficando mais à vontade... Algum problema?” indagou, malicioso.
“Todos... Não pode ficar pelado assim do nada. Eu escolhi cantar, lembra?” argumentou.
“Não estou pelado.” rebateu. “Ainda...” lançou-lhe um olhar perverso.
“Estou falando sério, Thanatos. Vista a roupa.” brigou.
“Rose...” meneou a cabeça, em sinal de reprovação.
Thanatos levantou-se, deixando a túnica terminar de cair. Pelado e de frente para a aquariana, que permanecia estática, permitiu-se alisar o próprio corpo antes de dizer:
“Acho que escolheu a opção errada, Rose... Você vai gostar muito mais desta...” debruçou-se na jovem, prendendo-a entre seu corpo nu e a rede.
“Ficou louco?” debateu-se, envergonhada pela atitude do outro.
“Vou te botar no seu devido lugar, humana petulante.” agarrou a morena pelas coxas, abrindo-lhe as pernas e se encaixando, ao mesmo tempo em que tentava roubar-lhe um beijo.
“THANATOS, ME SOLTA!”
“Não se faça de difícil.” riu, puxando os cabelos soltos da morena para ter acesso ao pescoço da mesma.
Rose, irritada e envergonhada, tentou se acalmar por uns instantes para pensar num plano de fuga. Ao se debater, seus olhos fixaram no pingente de aquário, preso ao seu pulso.
“Mu vai te matar, seu safado!” murmurou, enquanto esticava o outro braço em direção ao amuleto.
“O que disse?” Segurou o braço da morena, impedindo seus movimentos.
“ME SOLTA! ASSIM QUE EU TOCAR O PINGENTE, VOCÊ TÁ FERRADO! MU VAI ACABAR COM A TUA RAÇA!” esbravejou.
“Mu?” distraiu-se.
“Sim, o cavaleiro de ouro de Áries.” Explicou, tentando distraí-lo mais ainda para pegar o pingente.
“O que ele tem a ver com isso?” arqueou a sobrancelha.
Nesse momento, a aquariana tentou fazer um movimento brusco para se livrar do Deus, mas não obteve sucesso. Thanatos conseguiu imobilizar a morena, e aproveitando da situação arrancou o pingente dela, se afastando em seguida.
“Diga, quem ele é?” ordenou.
“Meu namorado.” respondeu enfurecida.
“É um santo de Athena?” riu, debochado.
“O que te interessa, seu maluco?” esbravejou, prestes a voar no pescoço dele.
Antes que a aquariana pudesse piscar, Thanatos estava vestido de novo e em outro movimento rápido, jogou a morena por sobre o ombro e começou a caminhar para fora dos Elíseos.
“Agora as coisas vão ficar interessantes.” afirmou um certo ruivo, que observava a cena ao longe.
Enquanto isso, no Olimpo...
“Não! Por favor, não briguem!” pediu, apavorada.
“Tarde demais para pedir isso, Sheily...” comentou o Saga, reparando na expressão irritadiça do buda.
“TESOURO DO CÉU” o loiro adiantou-se.
Sheily encarou seu mestre, suplicante. O Gêminiano, no entanto pareceu irredutível nos 2 primeiros segundos, que para a geminiana pareceu uma eternidade. Até Saga se posicionar entre ela e Buda, disparando seu ataque.
“OUTRA DIMENSÃO!”
O choque do golpe de Shaka contra o de Saga gerou um clarão. Por alguns segundos nada pode ser visto. Minutos após a colisão cósmica, Aldebaran e Gaia entram no recinto, encontrando um embasbacado Dionísio.
“O que está acontecendo?” perguntou Gaia, assustada.
“Cadê a Sheily?” comentou Deba.
“Eles sumiram com ela! Idiotas!” irritou-se Dionísio. “Como ousam? Levantaram a mão contra mim!” retrucou.
“Eles quem?” Gaia, confusa.
“Shaka e Saga... Senti o cosmo deles aqui.” Explicou o Touro.
“Exijo ir até o Santuário. Quero satisfações!”
“Dionísio, contenha-se! Sabe que Athena não está no Santuário!” repreendeu Gaia.
“Não me interessa! O tal Grande Mestre deve resolver meu problema. Vou para o Santuário.”
“Vamos com você” afirmou Aldebaran, temendo o pior.
No Santuário...
Algumas horas após sair dos Elíseos, Athena havia chegado ao santuário junto com Afrodite. O pisciano acompanhou a Deusa até o décimo terceiro templo, teriam uma breve reunião com Shion e depois ele estaria liberado por algumas horas para que pudesse descansar em seu templo.
Nas doze casas, alguns cavaleiros voltavam dos treinos, outros ainda estavam na arena conversando ou treinando. Mu havia terminado o treino com Kiki e voltaria para as doze casas, acompanhado de Kanon. Os dourados saíram da arena se despedindo de Máscara da Morte e Milo, e acenando para Aiolia, Aiolos e Dohko, que treinavam mais afastados.
“Arregou no treino hoje, ein, Duas caras?” provocou Carlo.
“Não enche, caranguejo! Eu tô virado de fome!” retrucou Kanon, ao sair da arena.
“Não liga pra ele, Kanon. Daqui a pouco ele que vai desmaiar de fome e desidratação.” comentou Mu.
DeathMask apenas fez careta e voltou a se concentrar na luta com o Escorpiano.
Os dois cavaleiros conversavam a caminho das doze casas. Kiki corria mais à frente, meio destrambelhado e quase tropeçando vez ou outra. Ao chegar na casa de Áries, Mu ordenou ao pupilo que fosse tomar banho e, apesar de reclamar um pouco, o pequeno lemuriano obedeceu ao mestre. Kanon e o Mu ficaram em frente a primeira casa, ainda conversando.
“Então, Mu, como se sente? Estamos quase no meio da semana e até agora nenhuma notícia.” comentou Kanon.
“Não sei... Não estou contente com toda essa situação, mas fazer o que? Paciência, temos que esperar.” respondeu, ainda um pouco inconformado.
“Imagino... Se fosse minha namorada eu estaria morrendo de ciúmes agora.”
“Namorada? Que isso, não somos namorados...” disse, encabulado. “Ainda...” Pensou.
“Não é por falta de vontade sua, né, Carneiro?” debochou.
“Ora, Kanon, pare com isso!”
“Vai dizer que não? Você gosta dela, tá na cara... Vem cá, vocês já...?” fez uma cara pervertida junto com uns gestos obscenos.
“KANON! Que pergunta mais sem cabimento!” desviou o olhar, ficando extremamente sem graça.
O Geminiano se permitiu rir descaradamente da vergonha do amigo, que não sabia aonde enterrar a cara. Para a sorte do pobre Ariano, uma voz desconhecida chegou chamando a atenção.
“ALI ESTÁ!” Dionísio parou, apontando o dedo na cara de Kanon.
“Mas o que?” perguntou Kanon, ligeiramente incomodado com o apontamento.
“DIONÍSIO, ESPERA!” Gaia gritou, correndo atrás do Deus, acompanhada por Aldebaran.
“Aldebaran?” perguntou Mu, intrigado. O ariano procurou pela aquariana ao lado deles e se decepcionou ao não encontrá-la.
“Pra onde você levou a Sheily?”
“Como eu vou saber? Acha que eu tenho bola de cristal é?”
“Não se faça de desentendido! Você tentou me agredir, junto com um loiro religioso” acusou Dionísio, ainda apontando para Kanon.
“Desentendido é o meu saco, nunca te vi mais gordo!” retrucou o geminiano. “ E vira esse dedo pra lá antes que...”
“Antes que o que?” interrompeu.
“Antes que eu te diga aonde você deve enfiar ele.” Kanon avançou dois passos, visivelmente irritado.
“Calma, Kanon! Gaia, o que está acontecendo?” Mu tentou apaziguar.
“Não sabemos direito... Acho que o Dionísio foi atacado.” respondeu, aflita.
“Fui... Por esse insolente aí e o amiguinho loiro dele!”
“Já disse que nunca te vi, mas se continuar apontando esse dedo eu vou ter bons motivos pra te bater.” replicou.
“Não é de você que ele está falando, Kanon! É do Saga!” Completou Aldebaran.
“AH, mas dá no mesmo! Se meu irmão quis te bater é porque você deu motivos, e se eu quero te bater é porque os motivos são consistentes.”
“Mais respeito, seu...” Dionísio elevou o cosmo.
“Viu só, ele tá pedindo!” apontou na cara do Deus.
Na casa de Gêmeos....
Depois de alguns minutos presos na outra dimensão, e depois de quase serem acertados pelo Tesouro do Céu, Saga, Sheily e Shaka surgiram no Templo de gêmeos.
“Saga! Por que fez isso?” esbravejou Shaka.
“Entendo sua raiva, Shaka, mas bater naquele idiota não resolveria nada... Só traria mais problemas ao santuário.” Explicou.
“Rapazes, pelo amor de Athena, vamos parar de brigar, pode ser? Temos que avisar Athena e o Grande Mestre sobre essa confusão! Precisamos resolver isso rápido!” ordenou Sheily.
Ambos concordaram com a geminiana. Antes de partirem rumo ao décimo terceiro templo, os três sentiram o cosmo de Kanon se elevar na casa de Áries em confronto com um cosmo estranho e hostil. Pensando rápido, Saga ordenou:
“Corram para avisar ao Grande Mestre, eu vou para Áries!”
“Certo!” concordaram, e logo o trio se separou tomando suas respectivas direções.
Do outro lado do Santuário...
Mais especificamente na entrada do solo sagrado, uma figura masculina surgiu carregando uma inquieta amazona no ombro. Ambos sentiram a tensão cósmica vinda do primeiro templo.
“Parece que as coisas já esquentaram por aqui...” debochou Thanatos.
“Mu...” pensou Rose, preocupada ao sentir os cosmos agitados em Áries.
Em Áries...
A tensão gerada pelos cosmos atraiu outros dourados. Camus, Shura e Afrodite, que conversavam no décimo segundo templo, dividiram-se, indo Shura para o primeiro templo acudir Kanon e os outros Golds avisar Athena. O Capricorniano esbarrou com Sheily e Shaka no meio do caminho, sendo avisado de que Saga também se encaminhava ao primeiro templo.
"Pior que o Carcamano está na arena... A essa altura já deve estar em Áries, metido na briga! Aquele encrenqueiro não pode ver confusão que já fica um siri na lata virado no Jiraya!" Shura murmurou para si, enquanto atravessava a casa de Câncer.
Não custou para os Golds da arena aparecerem em Áries e Aiolia, que foi um dos primeiros a chegar junto a Aiolos e Dohko, acabar se envolvendo na discussão, em defesa do amigo. Milo e Máscara da morte chegaram logo em seguida ao leonino.
“Mask, será que devemos nos intrometer também?” indagou o Escorpiano. “Mask??” assustou-se ao perceber que o canceriano tinha sumido.
Milo olhou para os lados, procurando o canceriano e já imaginando de antemão as merdas que aquele italiano grosseirão poderia estar arranjando, quando o companheiro de guerra surge à sua esquerda com um pacote de salgadinhos e uma cerveja.
“O que está fazendo?” perguntou um Milo perplexo, ao ver o canceriano se sentar nos primeiros degraus do templo de Áries e abrir o salgadinho. “Você não vai se meter?”
“Deixe o circo pegar fogo, Escorpião! Se estourar uma guerra vamos ter o que fazer.” respondeu com uma risada maléfica, jogando a latinha de cerveja para o amigo.
“Não acredito nisso! O maior encrenqueiro do santuário resolveu ficar de fora?” riu, desacreditado.
“A confusão ainda não está no meu nível... Agora aproveita pra fazer o que você sabe de melhor, ô venenoso. Joga lenha na fogueira!” apontou para Kanon.
Ignorando o apelido, Milo esboçou um sorriso perverso e se dirigiu ao centro da confusão.
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