Oh, My Sweet Amazon...
17 Acertos de contas celestial
Notas iniciais
A primeira casa do Zodíaco continuava cheia, o clima nada contente e amigável deixava aquele impasse ainda mais crítico. Os Deuses não pareciam muito dispostos a ceder em suas posições, tampouco os dourados estavam a fim de serem contrariados. Mas quem respondia como autoridade ali era Saori e o Grande Mestre, e eles não iriam cooperar com aquele circo. Já estava na hora de dar um basta aos planos de Zeus.
“Escutem!” — Saori tomou a vez, chamando a atenção de todos — “Não permitirei que meu Santuário sirva de palco para uma rixa infantil da parte de vocês! Thanatos, Dionísio… Se quiserem brigar arrumem outro lugar para isso!” — decretou, para o alívio das Amazonas.
“É… Lá se vai uma guerra…” — o italiano se levantou do degrau, recolhendo o saco vazio de salgadinhos — “Vamos assistir futebol, cabrito!” — puxo Shura consigo, saindo de fininho pela lateral do primeiro templo.
“Mas, Atena, e a afronta que eles fizeram?” — Milo retrucou — “Pensa que o Kanon levou dedo na cara de um desconhecido” — argumentou.
“Desconhecido não, eu sou um Deus!” — Dionísio reclamou.
“Ainda bem que foi dedo na cara… Podia ser em outro lugar, bem pior” — Rose murmurou para si, mas Thanatos acabou escutando.
“Pelos Deuses, projeto de Hades! Eu devia te jogar no tártaro por me fazer imaginar tal coisa!” — o Deus da morte reclamou, fazendo uma careta, enquanto a morena dava de ombros.
“Acredito que o Kanon consiga relevar o que aconteceu aqui” — Saori decretou, vendo o geminiano assentir um pouco a contra gosto.
“Você não quer brigas em seu Santuário Atena” — Dionísio afirmou, pensativo — “Mas não falou nada sobre levarmos a discussão para outro lugar” — um sorriso ardiloso surgiu na face dele, que num estalar de dedos desapareceu, levando Sheily, Shaka e Kanon consigo.
“Para onde eles foram?!” — Deba se assustou com o sumiço repentino de Sheily. Gaia olhou para os lados, também procurando sua amazona.
“Eu não faço ideia” — respondeu, preocupada.
“Algo me diz que ele levou o gêmeo errado… Que tapado!” — Milo riu, até levar um tabefe na nuca — “Ai!” — reclamou, olhando feio para Camus, que mantinha a expressão blasê.
“Até que para um idiota ele teve uma boa ideia” — Thanatos sorriu, imitando o outro Deus. Dessa vez quem sumiu foi Rose e Mu.
Diante do novo sumiço, as deusas e os cavaleiros ficaram ainda mais alarmados. Para onde eles teriam ido? O que fariam? Isso era uma declaração de guerra então?
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No Olimpo, perto do templo do Deus Dionísio, um grupo surgia no campo ali presente. Shaka e Sheily surgiram de mãos dadas ainda, ao lado de uma árvore, Dionísio apareceu logo na frente.
“Já que não estamos mais no território da Deusa Atena, acredito que podemos resolver nossas diferenças” — ele falou, confiante, até se dar conta de algo — “Ué, está faltando um…” — apontou, dando a falta do geminiano.
Kanon havia surgido no galho mais alto da árvore, e como estava distraído tentando assimilar aonde diabos ele estava, escorregou do galho.
“AAAAAAAAHHH” — berrou, antes de se estabacar no chão feito uma jaca.
“Quanta falta de classe” — Dionísio debochou, revirando os olhos.
“A culpa é sua de não saber usar direito seus poderes!” — revidou, revoltado com a crítica do outro.
“Ora, cale a boca! Não estou com saco para discutir com a xerox… Acabei trazendo o gêmeo errado!” — suspirou, apertando as têmporas.
“O que disse?!” — Kanon avançou nele — “Vai beijar o chão por isso!” — bradou, dando uma de direita.
Os dois se engalfinharam num combate corpo a corpo. Quando viu que ia apanhar por ter menos habilidade nas artes marciais, Dionísio resolveu usar seu cosmo para dar uma ajudinha. Sentindo a leve mudança na tática do Deus junto com o aumento da aura brilhante em torno do corpo do mesmo, Shaka tentou alertar o geminiano.
“Se afaste, Kanon!” — gritou, dando um aviso pro colega de armas.
“Mestre Kanon!” — Sheily gritou, apavorada.
Mas era tarde demais para o marina, quando deu por si o seu corpo já tinha sido lançado contra o tronco da árvore. Ele sentiu as costas baterem com violência contra a madeira, que acabou rachando devido ao forte impacto. O corpo do cavaleiro se desprendeu dali, indo ao chão.
“Minha nossa!! KANON!” — a geminiana correu, preocupada com o seu mestre — “Está tudo bem?” — disse ao se ajoelhar ao lado dele e analisando o estrago.
“O que pensa que está fazendo, Dionísio? Isso é uma afronta com a Deusa Atena e seus cavaleiros” — a voz cortante de Shaka tomou a vez, e o loiro adotou uma postura ofensiva.
“Isso não me preocupa nem um pouco” — o Deus fechou os olhos, cruzando os braços — “Estamos no Olimpo e aqui a pressão cósmica sobre o corpo mortal de vocês acaba os deixando fracos! Não terão chance alguma contra mim, mesmo estando em dupla!” — exclamou, confiante.
Os dois cavaleiros ficaram espantados com a revelação, mas a amazona não deu tempo para nenhum deles contra atacar, e disparou:
“Três! Nós estamos em três!” — encarou, furiosa, o moreno — “Eu também lutarei com você se for preciso, e faço questão de elevar meu cosmo ao máximo!”
“Quanta garra… Me faz admirar ainda mais você, Sheily de Gêmeos” — sorriu para ela — “Mas não é minha intenção lutar contigo, não seria justo machucá-la.”
“Vai ter que passar por cima de mim pra encostar neles!” — decretou, tomando a frente e esticando os braços, na defensiva.
“Sheily” — Shaka chamou, se aproximando da amada e abaixando um dos braços dela — “Deixe ele comigo,não vou deixar esse sorriso confiante durar muito na cara dele. Cuide do seu mestre, ele precisa de você” — apontou Kanon, que parecia ter desmaiado.
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Em outra parte do Olimpo, um trio apareceu diante das frondosas árvores que contornavam o local. Estavam próximos ao pomar dos Deuses, onde a ambrosia era cultivada.
“Pronto, aqui teremos privacidade” — Thanatos constatou, se voltando ao casal — “Rose, saia do meio do caminho, o meu assunto é com o cavaleiro de Áries” — ordenou.
“De jeito nenhum!” — ela protestou, se colocando à frente de Mu — “Vai ter que me matar para encostar nele!”
“Quanta ironia pedir isso o Deus da Morte” — ele riu, antes de usar a sua supervelocidade e se colocar entre eles, empurrando a aquariana com uma relativa ‘gentileza’.
“Mu!” — ela gritou, caindo no chão.
Aquele momento pareceu acontecer em câmera lenta, Thanatos empurrou Rose e depois se voltou para Mu, na intenção de disparar um golpe. O ariano prontamente começou a formar a muralha de cristal para se proteger. O corpo de Thanatos brilhou, indicando que estava usando o cosmo, e uma luz intensa se dirigiu contra a muralha de proteção do cavaleiro. Nesse momento, Rose sentiu o corpo bater contra o chão, que era fofo por ser recoberto de grama.
Assim que o golpe atingiu a muralha, ela trincou e Mu ficou muito preocupado. Por mais alguns segundos sob aquela pressão o golpe se desfaria. Vendo-se pressionado a tomar alguma atitude drástica, o lemuriano se preparou para lançar o Revolução Estelar, mas num piscar de olhos a Muralha já havia se rompido e o golpe vinha em sua direção.
Em outra piscada de olhos, ele viu um corpo tomar a frente, reluzindo com uma aura relativamente forte. Depois disso, ele só pode sentir um impacto contra o seu corpo antes de cair no chão. Parecia que alguma coisa havia caído consigo, algo frio e sólido, mas sob um formato bem conhecido pelo ariano.
“Mu” — a voz fraca de Rose chamou, enquanto aninhava a mão direita sobre o rosto dele — “Você está bem?”
“Rose?!” — ele se desesperou, vendo um filete de sangue escorrer da boca dela — “Rose o que você fez?” — perguntou, antes de analisar o estado dela e constatar que seu corpo estava vestido diferente.
O corpo até então desprotegido da amazona agora estava recoberto por sua armadura, que estava muito diferente do que era antes. Agora a armadura era quase cem por cento em outro, restando apenas alguns poucos detalhes em diamante. A proteção reluzia como nova, como se houvesse acabado de nascer.
“Minha armadura… ” — ela disse, depois de se levantar com a ajuda de Mu, e admirando as peças do traje — “Obrigada, Thanatos” — ela deu um sorriso de lado, ao qual o Deus não entendeu — “Acho que agora ela está completa.”
“Você tinha uma armadura incompleta?” — ele riu — “Mas que piada… Uma semi Deusa que não tinha armadura, olha o que me arranjaram como esposa” — ele pensou alto, segurando as têmporas — “Mesmo assim… Eu gostei de você, projeto de Hades” — confessou, deixando Mu irritado.
“Mas ela não está interessada, Thanatos” — o ariano retrucou, dando as mãos com a namorada. Rose apertou a mão dele e lançou um olhar, pedindo para falar também.
“Mas Thanatos, não te aborrece o fato de terem armado pra você?” — ela questionou, curiosa.
“Armado pra mim?” — devolveu a pergunta, intrigado.
“Sim… Zeus, Eros, Dionísio e todos os outros. Tudo isso foi armação deles para te desencalhar” — explicou, usando um termo que desagradou mais ainda o Deus da morte. Ainda sim prosseguiu em seu discurso — “Eles praticamente estavam apostando garotas para te desencalharem, como se fosse algum espetáculo ou algo assim, e você a atração principal deste circo” — exagerou, vendo que tinha conseguido despertar a raiva no moreno.
“Eles me pagam!” — sibilou antes de virar as costas para o casal, mas antes de tomar seu rumo ainda olhou mais uma vez para a aquariana — “Ainda sim, gostei de você, mini-Hades. Espero que não abuse disso” — afirmou, antes de sumir diante dos olhos deles.
Rose virou para Mu, que ainda estava tentando entender porque Thanatos mudou de ideia tão rápido. A aquariana fez uma cara pidona pro cavaleiro.
“Querido, você consegue levar a gente de volta pro Santuário?” — chegou perto do ariano, alisando o peitoral masculino.
“Acho que sim…” — respondeu meio sem graça pela carícia e logo depois fechou os olhos se concentrando.
“Mas não agora! Calma!” — Rose se sobressaltou, tomando a atenção de Mu — “A gente podia aproveitar o cenário… O que me diz, carneirinho?” — deu um sorrisinho malicioso, derrubando o cavaleiro na grama e sentando em seu colo de maneira sensual.
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Noutra parte do Olimpo, Shaka e Dionísio lutavam de forma acirrada. Kanon dava sinais de que ia despertar em qualquer momento e Sheily vigiava o geminiano, enquanto torcia para o loiro ganhar daquele embuste divino.
No meio do combate, Thanatos brotou ao lado de Dionísio, fazendo Kanon se pôr em guarda quase que imediatamente ao sentir o novo cosmo na área.
“Estou quase acabando, Thanatos” — Dionísio riu, mas o outro lhe segurou a túnica de forma grosseira.
“Temos contas a acertar” — sibilou, de forma ameaçadora — “Com você e metade do Olimpo, praticamente.”
“O que está fazendo?! Enlouqueceu?” — reclamou, se sentindo desconfortável.
“Se despeça dos seus amigos, antes que eu os ajude a esfregar sua cara no chão” — ameaçou, empurrando o moreno.
“Ei, esse coiso aí não é meu amigo coisa nenhuma!” — Kanon reclamou — “E eu prefiro esfregar a cara dele no chapisco” — zombou.
“Até que para um humano você teve uma boa ideia” — Thanatos concordou.
“Humpf! Eu não terminei!” — Dionísio reclamou — “Já que não terei o amor da Sheliy, ao menos calarei essa sua boca imunda” — proferiu, antes de disparar um golpe em Kanon.
Um clarão tomou conta do local e segundos após, Thanatos arrastou Dionísio para o templo de Zeus via tele transporte. Shaka havia levantado uma barreira com o ‘Ohm’, mas estava preocupado porque sentiu Sheily escapar da barreira segundos antes. Ele procurou os dois e sentiu seus cosmos embaixo do tronco caído da árvore.
“Sheily!! Kanon!” — o virginiano foi em socorro deles.
Ao se aproximar, viu que os dois estavam respirando e Sheily trajava sua armadura, agora também completa. Ela era oficialmente uma dourada dali em diante.
Dessa vez, o impacto do golpe havia deixado Sheily desacordada, ao contrário de Kanon, que estava alerta. Os três se juntaram ali e Shaka se concentrou, elevando o cosmo para levá-los de volta ao Santuário.
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No Santuário, o clima era de terror e apreensão. Shion estava em Star Hills tentando obter alguma visão do paradeiro dos guerreiros. Atena tentava acalmar Gaia, ambas sentadas próximas à fonte da estátua.
Nas doze casas, os golds estavam em estado de alerta. Bom, pelo menos a maioria deles, alguns estavam em ecstasy por finalmente terem um prelúdio de guerra. Apesar da situação ser delicada, Máscara da Morte, Shura e Milo se deram ao luxo de continuarem assistindo o futebol. E segundo o italiano, se os Deuses malucos inventassem de interromper o seu programa, ele penduraria as cabeças de todo mundo no Yomotsu.
Meia hora depois, Shion já estava para retornar de Star Hill, quando três cosmos conhecidos reaparecem no décimo terceiro templo. Gaia e Atena foram as primeiras a chegar, por estarem mais próximas do local.
“Ai, minha nossa! SHEILY!” — Gaia se desesperou, vendo a geminiana desacordada nos braços de Shaka — “O que houve?”
“Tenha calma, Gaia. Ela apenas desmaiou” — Kanon se aproximou, tranquilizando a Deusa.
“E o Dionísio, onde está?” — Atena perguntou.
“Parece que Thanatos tem contas a acertar com ele” — o geminiano riu, lembrando da cara de bunda do moreno ao ser ameaçado pelo Deus da Morte.
“Thanatos descobriu o plano e ficou furioso, parece que foi tirar satisfação com todos os outros Deuses” — Shaka explicou, fazendo Atena e Gaia se entreolharem.
“Será que devemos comparecer, Atena?” — Gaia questionou, divertida por imaginar a coça que Thanatos daria nos outros Deuses.
“Acho que não vai ser necessário… Apesar de achar divertida a ideia” — ela riu.
“Onde estão Rose e Mu?” — Gaia perguntou aos dois, que gesticularem em negativa.
“Não sabemos” — Kanon afirmou.
“Será que estão no meio do conflito?” — o Grande Mestre chegou, se inteirando da situação.
“Creio que não, logo mais eles devem estar de volta” — Shaka afirmou, para a tranquilidade deles.
E como o loiro mesmo havia afirmado, vinte minutos depois o casal surgiu no décimo terceiro templo. Eles explicaram o que havia acontecido no Olimpo, omitindo a última coisa que resolveram fazer. As Deusas ficaram mais tranquilas e até se permitiram rir dos acontecimentos. As Amazonas foram dispensadas para que descansassem, enquanto as Deusas e o Grande Mestre se reuniram no salão do patriarca.
Aproveitando a reunião, eles discutiram os resultados da missão, bem como começaram a planejar a consagração oficial das amazonas. Com a transformação das armaduras, agora elas eram oficialmente da patente dourada do exército e tanto Gaia quanto Atena não poderiam estar mais feliz por isso.
Com a dispensa, Rose não pensou duas vezes antes de arrastar seu carneirinho para Áries, continuar o que já estavam fazendo lá no Olimpo. Shaka levou a amazona de Gêmeos para seu templo, Kanon nem quis contrariar o virginiano, preferiu ficar em capricórnio, assistindo futebol com os outros dourados.
Alguns minutos depois, Sheily acordou apavorada, pensando ainda estar no Olimpo, mas Shaka a tranquilizou. Depois de contar tudo o que havia acontecido e parabenizado a amazona pelo seu feito, os dois se beijaram. E daí em diante o clima apenas esquentou em Virgem, pois a noite foi tão longa quanto em Áries.
FIM.
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