Os ventos, que vinham do norte, penetravam intensamente o Pico do Cristal. Sons de trovões deixavam alguns eremitas assustados. Mas, de acordo com os capricornianos, não poderiam ser atingidos, porque os mesmos instalaram centenas de para-raios pela montanha.

Além da tempestade que se aproximava, outro fator colaborara para insônia de certas pessoas. Na sala de Amara, Vanessa sentara-se na cadeira, na presença de mais duas veteranas, onde explicava tudo que havia ocorrido há alguns minutos. Sentia-se pressionada por estar rodeada de olhares curiosos.

— Então, quer dizer que ele simplesmente evaporou? – perguntou Amara, andando de um lado para o outro, referindo-se ao garoto que falara desesperadamente com Vanessa em sua projeção astral. – Como o garoto era?

— Sim – respondeu a garota, servindo-se mais uma vez de uma caneca de água. – Era um rapaz muito bonito. Possuía um penteado estilo anos oitenta, era alto, magro, olhos grandes e nariz torto.

— E o que ele disse mesmo? – diz Bruna, que estava em um momento reflexivo, encostada na parede.

— “Eles... Correm... Perigo!”.

— Pode se referir a qualquer pessoa.

— Mas sabemos a quem se refere. – Vanessa coloca a caneca sobre a mesa. – Não sei de que forma, mas sinto isso. É como uma intuição. – Depois, seus olhos pousaram em Amara. – Sei que você sente isso também.

A velha eremita teve de desviar seu olhar da garota para Bruna. Depois, de Bruna para May, que acompanhara Vanessa até ali.

— Tudo bem. May, leve Vanessa de volta ao dormitório, ela precisa descansar. – Amara fora para trás de sua mesa enquanto a veterana conduzia a novata para fora da sala. – Bruna, preciso que você se concentre o máximo que puder.

A porta batera, anunciando a saída das piscianas, antes de Bruna prosseguir.

— Para que precisarei me concentrar, senhora?

— Agora, você irá ultrapassar os limites do seu poder.

Bruna sentara-se na cadeira onde Vanessa estava.

— O que quer dizer com isso?

De baixo de sua mesa, Amara tirou um espelho velho, circular e com bordas decoradas. Teve de soprar a poeira para fora da superfície.

— Preciso que vá mais longe dessa vez – diz, encarando Bruna.

— Você quer que eu vá aonde, exatamente?

— Em cinco lugares. – Amara encarara o quadro onde os nomes de cinco cidades estavam riscados. – Comece quando se sentir à vontade.

Bruna respirou fundo, fechou os olhos e começou a esfregar as mãos.

— Preciso que faça o máximo de silêncio o possível.

— Vai ser como se eu nem estivesse no meu próprio corpo. – Amara sorri e, depois, fecha os olhos, projetando-se para fora de si.

Enquanto isso, Bruna concentrava-se cada vez mais na sua função. Pousa suas mãos sobre a superfície do espelho, fecha seus olhos e tenta transferir a consciência para muito longe dali.

***

— Achou alguma coisa? – pergunta Naty, caminhando por uma rua no centro de Manaus.

Ela se voluntariou junto com sua amiga para uma missão na capital do Amazonas. O objetivo era achar qualquer vestígio de movimentos estranhos, porém Ingrid queria aproveitar e dar um pulo em sua terra natal.

— Ainda não – responde Ingrid, apoiando o pé no banco para amarrar seu tênis. – Mas vamos achar, tenho certeza.

— Pois eu vou é sentar um pouco.

A veterana de Leão aproveita para tomar o que seria, até agora, seu primeiro gole de água.

— Achei que as pessoas de Leão tivessem super resistência – debocha Ingrid.

— Nós temos. Mas não somos plantas, devo te lembrar.

Ingrid sentara-se ao lado da amiga para descansar. Nesse momento, elas sofrem de um ataque inesperado.

— NÃO... ACREDITO! – Grita Ingrid, pulando do banco, quando sente algo quente sobre seu ombro. Naty começou a rir ao ver que um pássaro cagou na amiga. – Vou acabar com esse pombo.

— Relaxe – diz a leonina, tranquilizando-a. – Poderia ser pior.

— Pior? Vou torrar essa ave.

— Se controle, não vai usar seus atributos aqui! – Naty tira um pano e passa para Ingrid. – Olhe, tem um banheiro público ali, você precisa trocar de roupa.

Ambas seguiram até uma pequena casinha onde duas placas indicavam os banheiros masculino e feminino. Enquanto Ingrid se trocava, Naty aproveitou para limpar as mãos e arrumar o cabelo. Porém, a aparição de uma pessoa conhecida fez com que ela pulasse para trás.

— AI! – diz ela, derrubando sua bolsa ao se deparar com Bruna, no espelho. Naty olha para trás, mas nada vê além da porta do banheiro. De alguma maneira, apenas o reflexo da garota aparecia. – O que está fazendo aqui? Como fez isso?

— Com quem está... EITA! – Ingrid retornara com uma blusa nova. – Que macumba é essa?

— Nós, geminianos, temos nossos truques. Mas isso não importa agora, preciso que vocês retornem o quanto antes.

— Mas por quê?

— Vocês correm perigo.

— E como saber se você é ou não uma armadilha de seja lá o que quer nos atacar? – questiona Ingrid.

— Porque ontem eu vi você e o Am...

— OK, VOCÊ É REAL! – Ingrid interrompe Bruna. – Estamos voltando o quanto antes, obrigada por salvar nossas vidas.

Bruna assente, antes de sair. Após isso, Naty respira fundo, perguntando:

— Ontem ela viu você e quem?

— Depois explico.

Enquanto o clima estava quente e úmido em Manaus, os ventos secos e frios deram uma amostra grátis do inverno aos eremitas do Pico do Cristal. Pela manhã, as atividades seguiam o mesmo padrão. Era terça-feira, dia de caminhada para taurinos e escorpianos.

— Vocês costumam ser lentos assim? – pergunta Gabriel, um leonino que se voluntariou para estar com eles.

— Cala essa boca antes que você apanhe – ameaça Daniela.

— Vem calar, que nem você calou ontem.

Murmúrios de “wow” foram produzidos pelos eremitas que pararam para observar.

Daniela olhou pro céu e apontou para um pássaro que voava bem lá em cima. Depois, fechou os olhos, concentrando-se. Com um mergulho rápido, o pássaro agora descia na direção do grupo, mais precisamente na direção de Gabriel. O garoto saiu correndo, pulando de pedra em pedra, quando a águia o alcançou, fazendo-o cair no chão.

— Já pode ir – diz Daniela, pra águia, quando a mesma estava em cima dele.

O pássaro a obedece, deixando Gabriel livre novamente. Porém, nesse momento, Daniela é surpreendida quando uma cobra surge de trás de uma pedra. Ela respirou fundo, vendo que aquilo era apenas um animal e que poderia controlá-lo como qualquer outro.

— Dê meia volta – diz ela, para a enorme cobra de couro preto. Vendo que a cobra não a obedecia, Daniela enrugou a testa não entendendo o motivo.

Nesse momento, outros eremitas se aproximaram para tentar ajudá-la. Vivaldo fechou os olhos e tentou se conectar com a cobra, mas nada aconteceu. Pra piorar, a cobra deu o bote e avançou sobre Daniela de vez.

Várias pessoas se aproximaram, tentando tirar a cobra de cima da garota, porém a criatura enrolava-se cada vez mais. Até que, de repente, a cobra parou de lutar e fugiu para trás das pedras.

— Você está bem? – pergunta Ney, uma escorpiana alta, cujas unhas afiadas estavam à mostra para enfrentar a cobra.

Daniela passa a mão por uma ferida, que era nada mais do que quatro pontos em sua coxa.

— Fui mordida – respondeu.

— Precisamos levá-la, agora! – diz Bruno.

— Vou convocar algumas águias, são mais rápidas – diz Vivaldo, concentrando-se.

Porém, Gabriel segura-a no colo com grande facilidade e sai correndo pelas pedras, tão rapidamente como antes.

— Vamos segui-lo.

O grupo faz o caminho de volta para a montanha, perdendo o leonino de vista cada vez mais.

***

Era dez horas da manhã e o sol já estava alto em Curitiba, Sara e Tiago estavam disfarçados se preparando para uma jornada sem saber o que procurar. Sara, cujo cabelo era castanho escuro e pele branca, usava seus atributos de libriana para se transformar numa jovem ruiva de olhos claros. Tiago aderiu ao bom e velho disfarce: uma peruca loira, um boné e óculos de sol. Os dois andavam lado a lado pela rua XV, uma das mais movimentadas de Curitiba.

— Você não acha que está muito quente aqui? – Sara pergunta, prendendo os cabelos em um coque.

— Para as dez horas da manhã? Está mais quente – diz Tiago, que morava em Curitiba antes de ir para o Pico do Cristal, se abanando.

Os dois andam pela rua observando as pessoas que andavam apressadas e com as caras fechadas, olhavam as milhares de lojas e vendedores de miçangas que se encontravam ali.

— Eu não faço ideia do que Amara espera que nós encontremos aqui – Sara fala frustrada.

— Muito menos eu, para mim tudo parece normal, claro tirando esse calor infernal – Tico fala olhando para o céu que estava totalmente limpo de nuvens.

— Será que é isso? – Sara exclama. – O clima, Tiago?

— Não, Curitiba sempre foi assim, com o tempo louco – Tiago fala sem animação.

— Ah, então o que vamos procurar?

— Eu não sei, Sarinha, vamos continuar andando, vem vou te mostrar a famosa praça do homem nu.

Os dois seguem andando pelas ruas de Curitiba, Tiago leva Sara para conhecer a praça do homem Nu, o famoso M.O.N, alguns shoppings entre outros lugares, mas para eles nada parece diferente ou anormal. Já era quase meio dia quando eles decidem parar para comprar algo para comer em uma praça de alimentação de um Shopping.

— Então esse é o Muller? – Sara pergunta olhando a sua volta.

— Não, essa é a praça de alimentação do shopping Muller– Tiago a corrige rindo.

— Foi o que eu quis dizer.

— Espera só para ver o Shopping Barigui é um dos melhores.

— Uhum – ela fala sem animação.

— O que foi? – pergunta Tiago preocupado.

— É que eu estou cansada.

— Ah, eu também estou, mas nós temos que continuar procurando o que Amara nos pediu.

— Esse é o problema, nós não sabemos o que Amara nos pediu – Sara fala afastando as batatas fritas com desanimo. – Onde é o banheiro?

— No segundo andar perto da livraria Saraiva – Tiago fala com preocupação – Quer que eu te leve lá?

— Não, continue comendo, já volto.

Sara se perde no caminho e pede ajuda a um segurança que estava passando por ela, depois da explicação dele, ela consegue achar o banheiro que estava totalmente vazio, o que ela acha estranho por ser o banheiro de um shopping e por estar em horário de almoço. Ela se olha no espelho frustrada arrumando os cabelos ruivos quando de repente o rosto apreensivo de Bruna aparece.

— AI, MEU COSMO! – Sara grita. – Que susto, Bruna.

— Desculpe, foi difícil te achar, mas vocês precisam voltar – ela fala com urgência.

— Por quê? – Sara pergunta assustada.

— Vamos explicar tudo aqui, não demore, avise o Tiago, vocês precisam voltar o mais rápido possível.

— Ok, vou avisar a ele.

— Sara tome cuidado, não confie em ninguém, tá? – Bruna diz com meiguice e preocupação na voz.

— Bruna, você esta me assustando, mas vou tomar cuidado. Agora vai, antes que apareça alguém aqui.

A imagem de Bruna desaparece e Sara sai correndo do banheiro ao encontro de Tiago. Ela explica tudo muito rapidamente e ambos seguem imediatamente para o aeroporto para pegarem o primeiro avião para Minas Gerais.

***

Muitos eremitas estavam sentados do lado externo do Pico, aproveitando. Alguns estavam falando sobre constelações, outros contando piadas ou falando sobre tudo que estava acontecendo na Toca e outros apenas observando o céu.

— Você esta quieta, hoje – Gorran fala se aproximando de Vittoria, que estava sentada sozinha. – Esta tudo bem?

— Ah, acho que sim, ou não, não sei – ela diz tristemente.

— Indecisão é coisa de libriano, ta querendo mudar de signo é? – ele diz sentando ao seu lado.

— Não, é que tipo, eu estou bem, mas tem muita coisa acontecendo – ela suspira. — É como se faltasse uma parte da minha vida.

— Você esta falando da Giu? – ele diz seguindo o olhar de Vittoria que estava olhando para um grupo onde Giuliana, Evelin e Americo estavam sentados contando piadas.

— Também, era para ela ser minha irmã ou não? – ela pergunta, frustrada. – Porque se for, eu não sei se estamos fazendo certo.

— Bem, vocês são bem parecidas, então acho que são gêmeas – ele fala decidido, o que a faz rir.

— Isso eu já percebi, né? – Ela deita a cabeça em seu ombro. – É que eu e ela não nos entendemos, é como se existisse um bloqueio.

— Você já tentou se aproximar dela? – ele pergunta ao mesmo tempo em que passa a mão em volta de sua cintura.

— Já, mas não foi bem um se aproximar, foi mais um “Você é minha irmã e devemos ser irmãs” – ela fala fazendo sinal de aspas no ar –, mas ela não gostou muito.

— Acho que você esta forçando um pouco a barra...

— Forçando um pouco? – ela o interrompe. – Eu tinha uma vida perfeita, uma família unida e feliz, aí do nada eu descubro que sou uma escolhida para sei lá o que e que tenho uma irmã que eu nunca conheci e que ainda por cima somos gêmeas, ou seja, a minha vida toda foi uma mentira e agora eu nem posso tentar descobrir a verdade porque eu não sei nem por onde começar e você vem falar que eu estou forçando a barra? – ela se afasta dele, irrita.

— Ei! Não foi isso que eu quis dizer – ele diz, tentando acalmá-la.

— Eu sei, mas é o que eu quero dizer – ela afunda o rosto nas mãos.

— Calma, tudo irá se resolver Giu – ele fala a abraçando.

— Sério isso? – ela o encara, indignada – Giu?

— Estou zoando com a sua cara.

Vittoria o empurra para o lado enquanto o garoto ri. Depois, deita-se em seu ombro e ambos ficam lá, ouvindo piadas muito ruins dos sagitarianos. Tudo estava num perfeito estado de paz e tranquilidade, até Gabriel passar correndo com Daniela em seu colo.

— Mas gente, o que houve? – pergunta Americo, parando após a piada do “Não? Nem eu”.

— Daniela... foi mordida... por uma cobra... negra – diz Vivaldo, ofegante, parando de correr. – Precisamos de algum virginiano pra ver isso.

— Acho que sei onde Luisa está, vou com vocês – Americo se levanta, quando o resto do grupo de corrida aparece, e segue para dentro da montanha.

Quando o grupo chega ao centro, veem Daniela jogada no chão e se aproximam. Enquanto isso, por um dos corredores, Gabriel chega com Jake nos seus calcanhares. O virginiano se ajoelha ao lado da garota, respira fundo para renovar suas energias e depois pousa suas mãos sobre o ferimento da garota.

— Tem certeza que é capaz disso? – pergunta Americo. – Podemos chamar Luisa.

— Deixem comigo – responde o garoto, quando suas mãos começam a brilhar, cobrindo a mordida da cobra.

Fica ali, de olhos fechados, iluminando a coxa de Daniela. No fim, suas mãos param de brilhar e ele faz algo que ninguém esperava: aproxima sua boca da coxa da garota e morde no local do ferimento, enquanto a mesma grita.

— O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – pergunta ela.

Os demais se aproximam para impedi-lo, porém o mesmo se levanta e cospe no chão um líquido preto.

— Água – solicita Jake, fazendo cara de quem iria vomitar.

Thiago passa sua garrafa de água para o virginiano, que limpa sua boca do líquido preto como tinta de caneta.

— Alguém precisava tirar o veneno – diz ele. – Mesmo não sabendo de qual cobra era.

— Nunca tinha visto uma daquelas – explica Babi. – Nem na TV.

— Obrigada – diz Daniela. – Depois te recompenso.

— Vou cobrar – responde ele, piscando.

Daniela levanta-se, como se tivesse acabado de tomar energético e volta para seu dormitório. A caminhada dos taurinos e escorpianos transformara-se em maratona, onde todos estavam exaustos.

***

Tirando o incidente com Daniela, o dia fora tranquilo no Pico do Cristal. Quando o sol se punha, Amara voltara até sua sala, onde Bruna estava sendo servida por alguns Globinos.

— Você foi muito bem hoje – diz Amara. – Merece os parabéns de todos.

— Obrigada – responde Bruna, tomando uma taça de um bom vinho. – Ricardo e Erica já devem estar chegando de ônibus. Avisei Mick e Thomas pela manhã, então devem estar no meio da estrada.

— E quanto a Dandhara e Stefani?

— Foram as últimas a serem avisadas, então devem estar no aeroporto. – Bruna serve-se de uma batata sauté e toma mais um gole de vinho. – Você tem alguma ideia do que possa ser esse perigo? Porque se não, teríamos cancelado as coisas em vão.

Amara desvia os olhos para o lustre, na sua esquerda.

— Não acho que seja coincidência eu ver vestígios de algo ruim nesses lugares e, na noite seguinte, alguém do mesmo signo que eu falar que correm perigo. – Explica Amara. – Peixes é um dos signos mais intuitivos, simplesmente sentimos as coisas antes de elas acontecerem.

— É um signo bem estranho, isso sim!

As duas riem, enquanto Amara serve-se do vinho de Bruna. A jovem geminiana serve-se de mais uma batata, mas não chega a colocar em sua boca. O garfo escorrega de sua mão enquanto, através do reflexo da taça, nota imagens aparecendo.

Desesperada, Bruna levanta-se da mesa e se encaminha até o espelho, na outra extremidade da mesa. Amara tenta perguntar o que estava acontecendo, mas a garota já pousara suas mãos sobre a superfície e sua presença já não estava mais ali.

Estava em um lugar não tão distante, talvez quinhentos quilômetros dali. As imagens não eram tão claras, porque uma fumaça cinza cobria o local. Porém, ainda era capaz de ver alguns estilhaços, graças aos focos de incêndio que se distribuíam pelo cenário. Teve de mudar de visão algumas vezes, até ver através do espelho de um retrovisor quebrado, a figura de uma pessoa familiar.

— MICK! – grita ela, ao ver o eremita jogado no chão, inconsciente e com sangue ao redor de sua cabeça. Estava cercado por placas de metal gigantes, que Bruna deduziu pertencer ao ônibus.

Nesse momento, um fio de esperança aparece quando ela vê Thomas, aparecer por trás do amigo, com mais ferimentos do que ele – mas, por pertencer ao signo de Leão, possuía certa resistência que o mantinha consciente. Ela o vê segurar Mick no colo e grita seu nome, até ser notada pelo leonino.

— Bruna? – pergunta ele, confuso, enquanto segurava o aquariano em seus braços. – O que está acontecendo?

Antes que a geminiana pudesse responder, Thomas olha pra trás e é atingido por alguma coisa em que a mesma não é capaz de distinguir. A última coisa que vê é os dois eremitas caindo no chão, mortos.

Sua voz tinha força igual à imensa dor que sentia. Com isso, Bruna parou a montanha inteira através de grito supersônico. A consciência da garota retornara à sala de Amara tão rapidamente quanto sua voz ecoou pelos corredores da montanha. E, ali, naquele momento, a velha pisciana viu que estava na hora de tomar uma atitude drástica.