Odeio Te Amar
4 Triste Realidade
Notas iniciais
Pareciam ter se passado anos ali dentro, Mirelly estava exausta, tudo o que queria era chegar em casa e dormir, mas quando se lembrava do inferno que tinha como casa se desanimava, odiava o jeito submisso da mãe, e o ar de arrogância de seu irmão mais velho, e sobre tudo odiava o jeito que seu padrasto á olhava, seu objetivo era fugir daquela casa o mais rápido possível.
— Milly, estamos pensando em ir comemorar o contrato em um barzinho aqui perto, o que acha? – Propôs Ruivo.
— Estou exausta, fica pra próxima... – Respondeu a moça.
- Bom te ligo mais tarde então. – Disse Ruivo se despedindo da moça com um beijo carinhoso na bochecha. Mirelly se despediu dos demais e prosseguiu andando em direção ao ponto de ônibus, que estava bastante longe. As nuvens carregadas aos poucos foram liberando as primeiras gotas de chuva.
— Eu mereço? – Indagou Milly olhando pro céu. A chuva foi se intensificando até se converter em uma pequena tempestade, a moça já nem tentava correr, afinal ficaria encharcada de qualquer maneira. Um carro preto começou á andar no mesmo ritmo de Mirelly que logo percebeu e começou á andar mais rápido. A Janela do carro na parte de trás foi se abrindo lentamente e Luan surgiu. Ele apenas ria da situação.
— Pra quê que eu fui reclamar? – Indagou Mirelly mais uma vez olhando pro céu.
— Se você não me odiasse tanto, eu até te ofereceria uma carona. – Comentou Luan sem parar de rir.
— Eu aceitar uma carona sua? – Gargalhou a moça parando de andar e encarando Luan. – Prefiro ir á nado pra casa. – Completou a moça que voltou á andar.
— Ainda vou te fazer engolir tudo o que diz. – Retrucou Luan.
— Olha só diva, pra minha sorte as chances de eu ver essa tua cara de novo é uma em um milhão, ou seja, nunca mais vou te ver então pode guardar essas suas ameaças. – Narrou Mirelly.
— Eu não teria tanta certeza. – Completou Luan fechando o vidro do carro.
— Por que diz isso? – Indagou Milly, mas não obteve resposta. Voltou a andar, foi quando o carro de Luan passou á toda velocidade em cima de uma poça de água á jogando toda na moça, se Mirelly já estava encharcada ficou ainda mais.
— Filha de uma mãe! – Berrou Mirelly. – O carro já estava bem longe. Então a jovem prosseguiu até o ponto. Seu ônibus não tardou á chegar. Como sempre, estava lotado ela foi exprimida até chegar em casa.
— Onde você estava? – Indagou um senhor assim que ela passou pela porta. A porta era a entrada de uma sala pequena com um sofá, uma estante velha, e uma televisão antiga, o senhor estava jogado no sofá, com uma lata de cerveja na mão, e um controle na outra.
— Na gravadora, Luiz. – Respondeu a moça sem o encarar.
— Isso é coisa de desocupado. Olha pra você toda molhada imunda, vai sujar a casa toda, sua vagabunda,vai procurar um trabalho de gente. – Comentou Luiz o padrasto de Milly.
— Minha mãe está? E o meu irmão?– Indagou a moça mudando o rumo da conversa. Se fosse retrucar iria ser pior, pois ele já estava bêbedo e seria capaz de bater nela mais uma vez.
— Não, sua mãe foi à igreja, e o Douglas viajou com os colegas. – Respondeu Luiz se voltando a televisão.
— Ta certo. – Disse a moça, seguindo pelo corredor, sua casa tinha uma pequena sala, uma cozinha, e apenas dois quartos, e todos dividiam o mesmo banheiro. Mirelly entrou no quarto que dividia com seu irmão pegou roupas limpas, e entrou no banheiro. Trancou a porta, tirou as roupas lentamente, e entrou em baixo do chuveiro. A água quente ia caindo sob seu corpo á trazendo uma sensação tão boa que nem via o tempo passar.
— Anda logo sua vagabunda, você está gastando energia. Se demorar mais vai ter que sair pra dar o rabo na esquina pra pagar a conta. – Gritou Luiz do lado de fora. Mirelly se enxaguou de forma veloz e desligou o chuveiro. Tudo o que conseguia fazer era chorar. Ela sempre se mostrava as pessoas como forte, nunca foi vista chorando, mas quando estava sozinha não tinha por que fingir, só assim deixava expostas suas fraquezas. Secou-se e vestiu um conjunto de moletom, enxugou os cabelos com a toalha e passou depressa para seu quarto, e logo se trancou lá, por mais que odiasse admitir ela tinha medo de ficar sozinha com Luiz.
O garoto de vinte anos que arrasava em todo o Brasil, era assim que Luan era conhecido em todo o lugar, terminou mais um Show em Londrina, estava exausto chegou ao seu camarim e tinha uma jovem o esperando.
— Anna? – Indagou Luan.
— Eu mesma. Que bom que me reconheceu... Eu estava com saudades. – Disse a moça fechando a porta do camarim.
— Eu também estava morrendo de saudades, minha delicia. – Falou Luan já agarrando a jovem em um beijo demorado. As mãos atrevidas de Luan deslizavam por todo o corpo de Anna que não apresentou resistência. Ele arrancava as roupas de Anna como uma fera, a moça estava completamente nua e o rapaz se encontrava apenas com sua boxer vermelha, seu membro estava completamente ereto. A moça retirou a ultima peça de Luan e abocanhou seu membro, em seguida ele á levantou e suga os seios da moça enquanto á posicionava sobre uma mesa. Ele pegou um preservativo em uma gaveta, o colocou rapidamente e voltou-se á garota a penetrando com movimentos rápidos, enquanto a jovem se deleitava com o prazer. Os movimentos aumentavam cada vez mais, o rapaz já estava quase em seu ponto máximo de prazer, então retirou seu membro do sexo de Anna, em seguida retirou seu preservativo. A moça entendeu o que o jovem queria e voltou á abocanhar o membro de Luan, que logo chegou ao orgasmo, Anna sentiu o liquido quente chegar, a moça parecia entender bem, pois engoliu tudo sem deixar nada cair.
— Isso por que estamos apenas começando. – Comentou a jovem.
— Por hoje é só linda, eu estou bem cansado, na próxima eu te compenso. – Prometeu Luan vestindo suas roupas.
— Tudo bem, já sabe é só me ligar. – Despediu-se Anna o beijando mais uma vez.
— Anna, por que você gosta de mim? – Indagou o rapaz de repente.
— Você é o Luan Santana, é lindo, famoso... – Respondeu a moça já na porta pra sair do camarim.
— Só por isso? – Insistiu Luan.
— E por que mais seria? – Disparou a jovem por fim saindo da sala, Luan apenas fitava o chão. Logo os assessores e seguranças do Rapaz chegaram e o levaram até seu hotel, Luan tomou um banho demorado, e em fim jogou-se na cama. Fechou os olhos e a imagem de Mirelly veio em sua mente, ele sorriu, mas logo seu sorriso se desfez “Nem todas você pode ganhar facilmente só por você ser famoso, ainda existem mulheres que julgam um homem pelo caráter, pela personalidade, e te garanto se todas as suas fãs fossem te analisar dessa forma você sumia em menos de um segundo.” As palavras de Milly se repetiam mentalmente para Luan.
— Vai se arrepender de cada palavra. – Resmungou o cantor caindo no sono.
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