Odeio Amar Você!
3 Redenção
Notas iniciais
Mais um Cap. õ/
espero que gostem ^^
espero que gostem ^^
- Garota, você está bem? – dizia Oliver — Você está com uma cara horrível.
— Como eu posso estar BEM? – gritei, enquanto o empurrava para fora da cadeira, sem muito sucesso – VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUE ESTÁ ME DIZENDO? VOCÊ SIMPLESMENTE ESTÁ ME DIZENDO QUE SABE DE TUDO, tudo que eu guardei durante anos. Deixei minha cabeça cair lentamente, e a minha respiração se acalmar, voltar ao normal, mas eu sentia que por mais que eu tentasse me tranqüilizar o meu coração continuava extremamente acelerado... O que fazer quando se sabe que toda a sua vida fora descoberta por um estranho, e que se ele quiser pode destruir com apenas algumas palavras? Era somente nisso que eu pensava... E somente nisso eu pensei até toda aquela luz que me rodeava, virar uma enorme escuridão. Enquanto as sombras me envolviam e a minha visão ficava embaçada, eu ouvi os passos pesados da enfermeira na minha direção; e os gritos agudos e desesperados da mesma pessoa em que em menos de dez minutos havia conseguido ser o meu protetor, mas ao mesmo tempo o causador dos meus piores medos, o revelador dos meus mais ocultos segredos. Me senti acordar em um lugar diferente, não era no mesmo local em que eu havia me deixado desmaiar. Era mais confortável, mas ao mesmo tempo mais incomodo. Poderia naquele momento ter aberto meus olhos para verificar aonde me encontrava, mas decidi ficar com eles fechados e tentar descobrir o que acontecia ao meu redor sem a ajuda deles. Concentrei-me, o lugar parecia muito silencioso, porém alguns sussurros quebravam o silêncio... Decidi me concentrar na conversa exaltada das pessoas. — Idiota, olha o que você fez – xingava a mulher- Você não deveria ter falado nada, eu disse que iria falar pra você quando deveria contar. — Olha como você fala comigo – ameaçava ele — Eu acho que vou ter que te lembrar outra vez do quanto e por que você depende de mim. — Sua anta. – falava ela — Você só sabe ameaçar. — Eu acho melhor você começar a me tratar melhor – dizia ele — Porque, se eu quiser eu, posso acabar com você em um estalar de dedos, princesa. — Você diz isso como se eu não soubesse dos seus podres. Então eu acho melhor dessa vez você ficar quieto e deixar as coisas comigo. Porque eu estou começando a ver que você não serve para nada, olha o que você fez. — Se eu fosse deixar com você, nós estaríamos ferrados agora. — disse raivoso — Eu vou sair desse lugar, nem sei porque vim aqui. — É o melhor que você faz, ela pode acordar a qualquer momento, e vai ser melhor se ela não ver você quando acordar. Os passos do homem no corredor foram sumindo, junto com os seus baixos resmungos de raiva. Aquela conversa só serviu para me deixar mais confusa, pois as vozes me pareciam extremamente familiares. Estava cansada e alguns minutos depois devo ter adormecido novamente. E quando abri os meus olhos tive uma grande surpresa. — Hey, tudo bem? – disse CC — Você dorme demais para um “alien” de Andrômeda, sabia? — Eu já disse que eu não sou nenhuma Alienígena, muito menos de outra galáxia. — Você só não sabe ainda, mas o seu destino é ir morar com os eles – CC apontava para cima — Então, como você está? — Com um pouco de dor de cabeça, e... – coloquei minhas mãos sobre a barriga — uma sensação estranha. — Você não tá grávida, está? — ele estava verdadeiramente espantado. — NÃO – respondi — Da onde você tirou isso? — Ah! Então se você não ta grávida — disse mais calmo — deve ser, porque tiraram aquele papel de dentro de você. — Eles tiraram o papel? — perguntei. — Sim. Foi até um pouco demorado, mas a Laah e outro garoto ficaram aqui com você. — Você sabe como era o nome desse garoto? Uma enfermeira entrou no quarto avisando que o horário de visitas havia acabado, e que estava na hora da paciente descansar. CC me deu um carinhoso beijo na testa, me desejou muitas melhoras e saiu acompanhado da enfermeira. Logo depois de sua saída fiquei novamente sozinha com os meus pensamentos, relembrando o homem e a mulher que discutiam nervosamente, o que eles queriam dizer com tudo aquilo. Mas o problema no final das contas não era meu, então eu não precisava ficar pensando no porquê nem do pra que da discussão, eu não precisava de mais um problema, já tinha problemas suficientes para me preocupar. A tarde se passou tranquilamente, posso até dizer com certeza que aquela foi uma das tardes mais tranqüilas da minha vida, porém uma das mais entediantes. Não havia nada para se fazer, apenas ver o sol se pôr e os passos nos corredores aparecendo e desaparecendo rapidamente, e a brisa do vento soprando seu rosto. Eu posso ter adormecido ali novamente inúmeras vezes, mas não sei mais distinguir o que foi realidade e o que foi sonho, na verdade não importa, foram apenas ilusões passageiras desinteressantes. Uma folha de uma árvore entrou pela janela do meu quarto e veio flutuando até cair sobre mim. Era amarronzada e tinha uma textura áspera, porém delicada. A porta do quarto se abriu e vi a figura de um rapaz com um sobretudo entrando pela porta, não pude evitar sentir medo, até acho que qualquer pessoa no meu lugar sentiria, mas esse sentimento logo desapareceu, pois o tal rapaz tirou a capa e deixou seu rosto sair da escuridão. Era ele, era o meu anjo do inferno.
— Olá, meu bem. Sentiu saudades de mim? — disse em um tom de cinismo surpreendente. — O que você faz aqui? — questionei agressiva. — Eu só quero ter uma conversinha — sua voz era demasiadamente tranqüila, o que me fazia ter muito mais raiva — Acho que temos que colocar algumas coisas em ordem. E esse é o momento perfeito para fazê-lo, não acha querida? — Não eu não acho, pois não tenho nada para conversar com você. — Sou eu quem dito as regras aqui, minha flor. E acho que o que eu quero-te dizer vai te interessar muito.
Notas finais
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