Notas iniciais
Bom, a escrita mudou mas não é o Caliel que ta escrevendo. É o Pedrinho, Cali ta ocupado com coisas pessoais e eu vou começar a apresentar um novo jeito de escrever. Beijos e boa leitura!

Floresta

Toca

A manhã começaria normalmente se não fosse pela ideia de "giríco" que Calisto tivera. Sabe, quando se é um criatura sobrenatural, é natural que você crie medo de certas coisas. Pisar em solo sagrado era algo que Phillip e Annie principalmente temiam. Peter tinha certo conhecimento sobre o mundo sobrenatural e também estava um pouco receoso quanto ao planejamento. Apesar de simples, a conversa não estava das mais amigáveis. Desde que Alaska se voltara contra todos, tendencialmente, Calisto desconfiaria de seus Betas. Incrivelmente ele tinha a maior confiança nos três do que em sua ex-companheira.

– Mas... se a gente entrar na igreja, não vamos tipo... explodir em chamas ? — Annie parecia insegura quanto ao plano. Seu objetivo de vida atual era viver um pouco mais.

– Somos Lobisomens e não Cães infernais, esses sim explodiriam em contato com solo ou objetos Sagrados. — Calisto explicava aos amigos tudo com os mínimos detalhes.

– A missa começa daqui algumas horas, Calisto. Eu vou entrar com vocês. — Sabs estava no local junto a alcateia.

– De acordo mas... qual é o plano mesmo ? — Peter parecia ser o mais distante da conversa. Havia curiosidade no que seu irmão e Tommy estavam atrás e qual a necessidade de estarem com o terceiro bestiário.

– O plano é ir à missa, o maluco. — Phillip sorriu para o amigo que retribuiu.

As 2 horas de espera passaram e em questão de segundos, a alcateia em companhia de Sabs estava parada na frente da igreja. De portas abertas para todo e qualquer um que precisasse de perdão... Ao menos era isso que Lucian, o Padre, gostava de passar para os fiéis. Lucian viu os cinco sentados em um banco ao lado de uma família conhecida, os pais de Lolla, uma das antigas amigas de Sarah. O Padre cumprimentou-os com um aceno de cabeça e Calisto retribuiu também com um aceno. A missa começou normalmente, Lucian prezava muito pelo zelo da família e deixava isso muito claro na missa. Era inegável, ele poderia ser o maior monstro que eles conheciam até o momento mas, ainda assim, era um homem respeitoso. Calisto não gostava de tomá-lo como um exemplo, mas via nele um grande potencial que, infelizmente era jogado fora à cada homicídio tendo ele como responsável.

– E assim, amigos, encerramos a missa de hoje. Como de costume, finalizaremos com uma reza. Pai nosso que estás no céu, santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso reino. Seja feita vossa vontade, assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixai cair em tentação, mas livrai-nos do mal — Lucian encarou a alcateia ao citar esta parte da reza. — Em nome do Pai... do Filho... Do Espírito Santo... — O Padre fora interrompido.

Todos se surpreenderam ao ouvir o estrondo vindo das portas da igreja. Os fiéis presentes se viraram ao mesmo tempo que a Alcateia. Calisto e Peter instantâneamente sentiram o cheiro de Alaska. O pé da Ômega havia atingido com tamanha força a porta que a maçaneta voara até metade do corredor entre os bancos. Lucian perplexo olhou nos olhos azuis da loba sanguinária. No canto de sua boca um de seus famosos charutos era visível. Ela abriu e finalizou a reza pelo Padre.

– E do Capeta. — Alaska puxou uma Calibe 12 das costas. Engatilhou-a e atirou. A alcateia viu lentamente duas cápsulas saírem dos canos da arma e liberarem 6 projéteis. Elas voaram certinho no alvo, Lucian. Nem todos os tiros atingiram o Padre, mas os que atingiram foram letais. Dois buracos de bala se formaram em sua cabeça e 3 em seu peito. De forma brutal, o carrasco dos pais de Peter estava morto, e uma sombria Alaska sorria insanamente à porta da igreja.

A igreja estava em choque e o caos se instalou no local. Todos corriam e as pessoas se batiam. Alaska sorriu cinicamente para a alcateia que a encarava. Ela deu meia volta e uma frenética perseguição comçou. Alguns segundos de corrida atrás da ômega que disparara na frente. Ao chegarem em um local.

Segundo Round ? — Alaska debochou e de trás dela 10 ômegas pularam e tomaram sua frente.

– Quer saber de uma coisa ? Os visitantes adoram falar que vieram para tomar meu lugar como líder da cidade. Se eu sou o líder, é meu dever protegê-la. Matem. — Calisto encarou sua ex Beta. — Sem exceções.

Peter rugiu e partiu para cima dos Ômegas. Atrás dele a Alcateia acompanhou. Peter esquecer Catherine foi algo bom de certa forma. Em batalha era a fera que tomava conta da situação. Dois partiram para cima dele de primeira. Sua mão esquerda envolveu o pescoço do primeiro e a direita fez o trabalho de criar um rasgo que subia do peito ao pescoço do Ômega, deixando inerte ao chão, o corpo do primeiro Ômega. O segundo acertou um soco supermen no rosto de Peter que virou enfurecido para ele. O Beta de Calisto deu tapas nos ouvidos do tal, desorientando-o. Socou sua costela causando uma fratura, chutou seu peito lançando-o para trás, caindo assim com as costas no chão. A ultima coisa que ele vira foram as garras de Peter indo de encontro à seu rosto. Annie correu e tomou impulso nas costas de um acocado Peter. Um Ômega vinha em direção ao rapaz e, Annie fora sua carrasca. Com uma voadora certeira, mais um lobo ia ao chão e dez garras rasgavam seu peito. A brutalidade de Calisto superaria a velocidade de Annie e a ferocidade de Peter. Ao verem corpo para um lado e cabeça para o outro, Calisto se tornava o grande lobo branco. Quatro partiram para cima de Annie e Phillip e os lançaram para trás. Alaska se surpreendia com tamanha ferocidade de sua antiga Alcateia. Ela sentia até uma certa inveja dos Betas de Calisto pois ela não havia tido a oportunidade de mostrar o por que era a loba sanguinária. Annie cortou a barriga de dois dos lobos que partiram para cima dela e Lip. Rodeou ele e chutou suas costas. Seu companheiro segurou o ômega pelo pescoço e esmagou sua clavícula com o punho. O segundo tentou atacar a moça mas as garras dela encontraram sua bochecha. O impacto fez o maxilar do ômega se deslocar e ele soltar um urro doloroso. Em segundos haviam dez Ômegas ao chão e uma Alaska encarando em fúria a alcateia. Um charuto aceso no canto de sua boca seria a arma de fuga dela. Ela só não esperava que ao lançar com toda sua raiva na direção de Peter, Annie catasse no ar mesmo e lançasse em sua barriga. A Beta voou e socou o rosto de Alaska. O soco fora suficiente para que a Ômega desse uma cambalhota para trás e acertasse a face de Annie com os dois pés. Ao cair para trás ela fora segurada por Lip e Peter assumiu o lugar da amiga na luta. O Braço direito de Calisto agarrou-a pelo pescoço e a lançou contra o chão, inciando assim uma sequência de socos no rosto da garota. Após quatro socos recebidos no rosto, Alaska fechou Peter em um triangulo na intenção de quebrar o braço do rapaz. O palanque onde o recém falecido padre fazia seus discursos protestantes era o locao onde uma luta frenética começara e estava prestes a acabar. Peter segurou seu braço com a outra mão e ergueu ela e batendo com suas costas no chão. Suas mãos fraquejaram mas ela não soltara ele ainda. Peter ergueu ela novamente e dessa vez se lançou de cima do palanque junto a Alaska. Os dois caíram de corpo inteiro no chão e rolaram para os lados.

– Gerard devia ter te matado quando teve a chance. — Alaska era a raiva personificada.

– A oportunidade que teve ele usou para matar meus pais, Alaska. A oportunidade que eu tive me tornou um Alfa Genuíno. Nem todos temos a oportunidade que merecemos, Alaska, mas quando temos não a desperdiçamos. Eu te dei a oportunidade de estar ao meu lado. — Calisto surgiu ao lado dela em um piscar de olhos e a segurou pelo pescoço. — Mas... ser benevolente não é uma característica atual minha. — A mão do Alfa apertou o pescoço dela aos poucos. Alaska se desesperara e começou a arranhar a mão de Calisto, mas o esforço fora em vão, e, em segundos o pescoço de Alaska estava quebrado.

Ao longe, entre as árvores, o vento soprava atingindo as narinas de Calisto. Um cheiro de morte toma conta de seu olfato e ele apressa os amigos. Sabs vem ao encontro deles e em seguida eles vão até a casa da moça. Um cachorro surge farejando o local. Ele vê os corpos inertes dos Ômegas e cresce, cada vez mais. Seus olhos se tornam laranjas como o fogo do inferno, sua garganta brilha e uma labareda toma conta de todos os corpos caídos. A chama se dissipa, levando consigo os mortos e o cachorro.

Centro

Casa de Sabs

E agora ? — Peter sentava-se ao lado de Calisto. — Lucian e Alaska estão mortos. Os caçadores estão sem um líder e onze lobos a menos para nos preocupar na super lua.

– Amanhã tem lua azul. Vocês tem certeza que vão conseguir se controlar ? — Calisto se mostrava preocupado com os amigos. A perda de Alaska não havia sido triste para o Alfa.

– Sarah e Cathy tão vindo pra cá agora. Sarah soube há alguns minutos sobre Lucian. — Sabs informou aos amigos.

– Sobre ele não ser pai dela ou sobre ele ter morrido ? — Disse o Namorado da moça.

– Sobre ele ter morrido... eu acho. — Sabs continuou a conversar. Calisto levantou-se e abraçou Sabs pelo ombro.

– Eu prometi que ia proteger vocês. São meus Betas e nada nem ninguém vai machucá-los. — O Alfa sorriu para os amigos. — Você tá incluída nisso, ruiva. — Sabs o abraçou e os amigos retribuíram o sorriso. O sorriso estampado na cara de Calisto se dissipou. Ele encarou Peter e Sabs e ouviu no noticiário a mesma dos últimos dias: Relatos de corpos largados sem sangue algum e dois furos no pescoço. — O dia vai ser bem longo.

– Um deles chegou. — Sabs se assustou. Ela sentiu a presença de alguém de sua família mas não sabia quem. Rezando por todos os deuses conhecidos, ela pedia para que não fosse o regresso de seu pai.

Minutos de uma frenética corrida atrás do dono do cheiro. A Super-lua começara a influencia negativa sob Phillip e Annie. Eles estavam ágeis, velozes e o cheiro de sangue vampíresco os atraía. Mais alguns minutos correndo até encontrarem Sarah e Catherine presas. Ao lado delas havia um garoto que Sabs reconheceu. Eric era seu primo mais velho. Cabelos e olhos negros combinando com suas roupas. Ele sorria para sua prima como se estivesse feliz em revê-la.

Sabrine. — Caminhou lentamente até a moça. De braços abertos, ele esperava um abraço da prima, mas o que recebeu foi diferente.

– Não chegue perto de mim, seu podre. — Disse uma hostil Sabs.

– Ora, não me trate assim, minha querida. Eu estou aqui a pedido de seu pai. — Eric debochava em seu tom e isso enfurecia Sabs. Phillip e Annie encaravam ele com os olhos amarelos.

– Cara, você é chato demais. — Peter disse à frente dele.

– Por que você não volta pra sombra do seu Alfa, lobinho ? — Eric provocou. Peter baixou a cabeça rapidamente.

– Por que eu prefiro te por no seu lugar. -

O Beta segurou o Conde de Sangue pelo pescoço e bateu com ele no chão. Eric viu diversas marcas no braço esquerdo de Peter, causadas por Alaska durante a luta mais cedo. O Vampiro no chão chutou o braço machucado de Peter que urrou. Eric levantou-se rapidamente e deu mais dois chutes no braço do lobo. Chutou o joelho de Peter fazendo o rapaz fraquejar a perna e ser segurado pelas costelas. O Conde mostrou suas presas para Calisto e mordeu o pescoço de Peter. Os dourados olhos do Beta começavam a se apagar e seu poder se esvair. As resistentes costelas do lobo começaram a ser dilaceradas. Os três lobos rugiram e uivaram deixando mais prazeroso para o vampiro. A ameaça de Calisto partir para cima dos dois, algo mudou no ar. Peter puxou a cabeça de Eric e viu o rosto surpreso do Conde. Um par de olhos laranjas surgiu no rosto do Lobo e o Vampiro se surpreendeu.

– Olha, vejam só, um cãozinho perdido. — Disse Eric sorrindo.

– Eu sou um Lobo. — Peter o respondeu seriamente.

– Não, meu caro vira-lata, você é o cão e o caos, juntos em uma única Alma. — O Conde se surpreendia com tamanha força. O pescoço furado de Peter pelos caninos de Eric se regenerou como a lágrima de uma fênix. Ele sentiu suas costelas se realinhando e gritou de dor, um grito tão alto e doloroso que até Eric se assustou. Seus olhos voltaram a se assemelhar à duas pepitas de ouro e ele lançou o Vampiro longe. Calisto, Sabs, Lip e Annie soltaram Cathy e Sarah e, rapidamente, Eric fugiu sem olhar pra trás...