Ocultas Na Escuridão.

21 Sentimentos Evidentes.


Notas iniciais
Desculpeeeeeeeeeeeeeem! O epílogo será postado na terça-feira [05/03], amanhã será postado o último capítulo. Estou aperfeiçoando o mesmo. Gente!!!!!!! Eu vi Dezesseis Luas. Agora, por favor, me expliquem que sensação maravilhosa é essa? De ver em filme um livro MARAVILHOSO que você tenha lido? Nunca senti nada igual, virei fã s2
Espero que vocês curtam. Leiam escutando: Your Guardian Angel. Queria pedir desculpas aos comentários que não respondi, ando um pouco sem tempo, mas assim que possível eu respondo. Boa leitura! E terça teremos a estréia de Somente Meu!!!

Aphrodite saiu do quarto, me deixando para trás com a forte dor no peito abrangendo o corpo. Ele se esquecera.

Eu não queria saber por que e nem como. Estava feliz por ele estar bem, mas como caminharia pelos corredores da Morada e enxergaria meu Patch com um olhar qualquer para mim?

Não suportaria não ver o canto de sua boca se repuxando em um sorriso sexy. Ou suas provocações que me deixavam viva. Como eu aguentaria? Como?

Abracei os joelhos e afundei o rosto no encontro dos mesmos.

As lágrimas escaparam. De novo não, meu rosto já estava ardendo de tanto passar uma toalha – já úmida – para enxugar as lágrimas. A pele estava ressecada, os olhos inchados e o nariz escorrendo.

Me joguei sobre a cama e gritei. Fazendo com que uma coisa que ainda não doía, ardesse: a garganta.

Gritei de ódio. De felicidade. De emoção e de saudade.

— Eu o quero! – Gritei para o teto. Olhando para lá como se qualquer coisa pudesse acontecer. Como se ele pudesse surgir do teto me dizendo que aquilo tudo era um engano. Me abraçando, pedindo desculpas e passando seus dedos compulsivos pelas minhas cicatrizes.

Ouvi vozes abafadas pela porta e Vee entrou correndo a desgosto de Scott que gritou: — Não fique com ela. Deixe-a sozinha.

Mas, permaneci em silêncio, permitindo sua entrada.

— Baby...

Meu choro saiu com mais força e Vee veio desesperada ao meu alcance, colocando minha cabeça em seu colo e acariciando meus fios cada vez mais longos. Deixei que as lágrimas tentassem lavar um pouco da tristeza e senti as lágrimas de Vee pingando em mim.

— Sempre que uma sofrer... – Ela começou com nosso juramento antigo, que fazia total sentido agora.

— ... a outra sofrerá junto. – Respondi com voz embargada. – Sempre. – Selei nosso juramento. Ela se abaixou e beijou minha testa. Suas lágrimas despencaram, encontrando-se com as minhas.

— Você é a prova maior de que tudo é possível. Você sabe disso. – Ela disse fungando um pouquinho.

— Eu sei e acredito nisso. Só não estou pronta para... ver ele. – Respondi mordendo o lábio inferior com força, um gosto de sangue se espalhou por minhas bochechas.

— Espere o tempo que for necessário. Quando o amor é verdadeiro, enfrenta barreiras inexplicáveis. Vocês ainda têm muito o que viver. Acha mesmo que ele não voltará a te amar?

— Não quero que ele volte a me amar. – Sussurrei impaciente. Não queria que ele voltasse a me amar, não era essa a necessidade que meu coração obtinha no momento... – Quero que ele continue a me amar. Do ponto em que paramos.

Aphrodite

— Acho que não fui a melhor pessoa para dar o recadinho. – Sussurrei enquanto Cameron passava seus dedos por meus fios e a voz reverberava pela parede de seu quarto no subterrâneo.

Conseguia ver nosso reflexo na TV LCD pendurada na parede, desligada. Parecíamos o casal perfeito, em um contraste bonito para uma foto romântica. Os lábios de Cameron formaram uma linha rígida.

— Sinto muito por ser quem sou. – Aliviei um peso dos ombros. – Sinto muito por ter estragado o plano. Sinto por todo o mal que já posso ter causado para você, amor.

— Pare. Não peça desculpas. – Ele pediu e virou meu rosto, até que seus olhos fitassem os meus. – Não importa o que você é. O que importa é o que somos agora. O casal que somos e que continuaremos juntos. Haja o que houver.

Sorri, sendo embalada por seu sentimento por mim. Embalada pelo calor de nosso afeto compartilhado. Embalada por seus braços musculosos ao meu redor. Me sentei e abracei Cameron, mantendo-o firme junto ao meu peito, que carregava um coração acelerado e não dilacerado como o de Nora...

Ele beijou minha testa e seus beijos desceram, até que seus lábios pressionaram os meus com força. Retirando todo o frio que ameaçou me invadir.

Nossas línguas se tocaram e minhas mãos pressionaram sua nuca ao meu encontro. Ele me colocou em seu colo, mostrando seu desejo evidente por mim. Sorri entre o beijo, enquanto prolongávamos o mesmo.

As luzes apagadas e somente nossos pontos transmitindo uma luz forte ao nosso redor. Se unindo e transformando-se em cores sem explicações.

Minha blusa já não me vestia e Cameron mordiscava meu lábio inferior tremulo. Estava nervosa, como nunca pensei que estaria em um momento como este. Esperava me encontrar confiante. Pronta para fazer o que fosse necessário. Mas Cameron se mostrou experiente quando retirou, delicadamente, minhas mãos de sua nuca e as colocou no cos de sua bermuda no tom habitual de negro. Encaixei os polegares nas laterais e com vergonha, olhos fechados e testa contra testa, desci sua bermuda. Trocamos de posição, com Cameron pairando sobre mim.

Ele se ajoelhou entre minhas pernas e eu sorri. Meus cabelos jogados sobre meus seios, como se eu fosse uma sereia. Seus polegares desceram meu short jeans e seus olhos percorreram o caminho. Ele o soltou em algum canto em um baque surdo e depois ele estava em todos os lugares. Suas mãos em meus quadris, boca subindo pelas pernas, a respiração me alertando de sua ansiedade.

Me sentei puxando seu rosto contra o meu e lhe beijando os lábios com fervor. Colocando minha língua sobre a sua em uma carícia diferente. Suas mãos vieram para minha calcinha e desceu por minhas pernas com um pouco de dificuldade. As pontas de seus dedos formavam rastros quentes na pele de minhas costas e ele tocou nosso ponto dividido e gemeu. Sentindo em si próprio o toque. Compartilhávamos da mesma emoção, estávamos unidos por aquilo. Sorri e voltei a beija-lo novamente e agora, sem hesitação, retirei sua boxer que deslizou pelos músculos rígidos de sua perna.

Cameron me deitou gentilmente em sua cama quente pelo calor de nossos corpos. Minha testa estava úmida por um suor de desejo. E ele se apoiou levemente em mim, permanecendo por cima. Olhou em meus olhos e fechei os meus.

— Não. – Sussurrou. – Olhe para mim.

Hesitei, mas os abri. Fitando seus olhos com as pupilas dilatadas em sinal de desejo. Seus lábios entreabertos em busca de respiração. Os lábios úmidos e vermelhos, clamando por mais beijos, mais toque, mais pele.

E então ele me abriu lentamente. Colocando aos poucos e, quando senti um beliscão dentro de mim, em um ponto que não conhecia até agora, foi que soube que Cameron era o ideal para provocar aquele beliscão.

Inicialmente ele se mexeu aos poucos, mas, mesmo lentamente, os pelos das minhas pernas já se levantavam em vigor por suas investidas bem feitas. Indo fundo e vindo. Fazendo círculos e atingindo um ponto que reverberava em ondas invisíveis de desejo.

Agarrei seus ombros e abracei seu quadril com minhas pernas. Tentando ao máximo deixar os olhos abertos enquanto gemia por ter Cameron em mim.

Ele apoiou sua testa na minha. – Assim.

Arfei com uma investida mais forte e outra lenta. Mordisquei o lóbulo de sua orelha e ele gemeu rouco em meu ouvido, indo e vindo rápido dessa vez.

Nossos peitos se tocavam subindo e descendo pela respiração descompassada.

Naquele instante eu queria mais. Queria mais de Cameron. Mais rápido. Mais forte. Mais beijos. Mordidas. Chupões. Eu queria mais de tudo.

Então senti meu corpo subindo, subindo. Tocando o teto, chegando ao infinito e por fim o senti cair lentamente, descendo em um tremeluzir gosto do corpo.

Ao final do meu ápice, Cameron me acompanhou com uma investida mais rude, afundando em mim seu sossego e caímos sobre os lençóis, misturados a suor e cheiro de primeira vez.

Notas finais
Curtiram? Ficou muito nojentinho? E estou triste pela Nora. Ameie essa cena dela com a Vee, e vocês? Até amanhã, (sem falta) ♥