Notas iniciais
Me contem o que ganharam de natal! Eu ganhei a trilogia cinquenta tons de cinza. E mais dois livros: Por um momento apenas e Laços Inseparáveis.
E ganhei a "Nalla" uma coruja linda de pelúcia!!!!!!! Mamãe boazinha demais! ♥
Enfim, vou me desculpar de início, pois meus primeiros capítulos ficaram curtos e mesmo parecendo sem eira nem beira vou explicando no decorrer de tudo.
Explicação de hoje: Vou tentar fazer com que essa terceira temporada fique mais longa que as outras. Pois, esta será a última, então tudo se resolverá nela! Enfim, vou fortificar os laços e desatar os nós. Por isso, os primeiros capítulos estão um pouco mamão com açúcar. Beijinhos e bora ler! ♥

Ficar deitada o “dia” inteiro não era comigo. Pois, antes eu sempre estava para lá e para cá com o pessoal. Ou estávamos vendo filmes, ou eu simplesmente estava com Patch... Fazia exatamente quatro dias que ele havia partido e como disse antes, eu entendo, só não consigo aceitar...

— Vá atrás dele. – Disse Vee colocando lenha na fogueira que era os meus pensamentos. É claro que eu já havia pensado na possibilidade e sempre pensaria, mas nunca realmente tomei uma atitude, uma atitude de trazê-lo de volta. – Você realmente é previsível Nora. – Continuou. – Deixe de seguir as ordens que lhe dão e siga o que te dá vontade.

Finalmente olhei em seus olhos verdes e neles pude ver total sinceridade e apoio quanto ao aconselhado. Fiquei de lado na cama, ainda encarando seu olhar à procura por mais respostas para as perguntas materializadas que rodopiavam em minha mente e atrás dos olhos.

— Como será que posso trazê-lo de volta?

— Indo atrás, como já disse e você – como sempre – não me escuta. Ou... – Vee titubeou durante alguns instantes, sem me fitar nos olhos. Seu olhar verde se levantou abruptamente, como conhecia a mesma por muito tempo, pude notar, de cara, que ela havia tido uma ideia. – Coloque-se em risco; faça ciúmes.

Pensei na possibilidade e com o simples comentário de Vee senti meu sétimo ponto – aquele que dividia com Patch – arder. Ah! Ele havia sentido aquilo e não conseguiu não expressar seus sentimentos ou até desespero.

Não preciso nem dizer o quanto meu corpo se arrepiou com a mera comunicação. Ele havia demonstrado seus sentimentos e de súbito soube que ele estava imerso por indignação total. Quase podia ver seus lábios em uma linha reta, sem expressão. Quase podia ver seus olhos negros, ali, fitando-me olho-ao-olho.

E, foi quando soube de imediato que aquela poderia ser uma solução. Afinal, eu poderia provoca-lo a vir, não poderia? Poderia ir atrás de Cam... Poderia pensar em pular do alto da Morada... Poderia...

“Não poderia nada.” Uma voz hesitante sussurrou ao pé de meu ouvido, mas soube que não era. Ela estava em meus pensamentos, rouca como sempre fora. Era a voz de Patch. Eu não precisei fazer nada, ele simplesmente conseguiu – em distância – se comunicar comigo. Fechei os olhos relembrando de sua voz. “Não descrevi esta ordem na carta, então, siga-a a partir de então: nada de se colocar em risco e muito menos decidir partir para cima da Miniatura, entendeu, Anjo?”

Sorri com sua ordem preocupada; e também com a que estava submersa em ciúmes. Eu não respondi, talvez por não saber como e por medo de dizer isto nos pensamentos de Vee... Ele poderia saber como se comunicar assim, através dos pontos, mas eu com certeza não sabia e já estava feliz em ouvir sua voz. Não precisava realmente prolongar a conversa. Aquilo já fora o suficiente para me manter firme durante alguns dias, ou em caso extremo, durante algumas horas.

Minhas pernas – mesmo deitada – ainda estavam trêmulas.

— Não gosto quando fica quieta de repente, parece aqueles filmes de terror. – Vee comentou.

Pela primeira vez em muito tempo consegui dar uma risada com felicidade verdadeira e não apenas em fingimento, como havia feito durante alguns dias percorridos após a partida de Patch.

Os dias de aula haviam retornado, não por termos parado em um determinado momento, mas ter terminado enfim o final de semana. Não estávamos parados na porta como sempre ficávamos, não sabia aonde o pessoal realmente se encontrava, por isso entrei em minha sala de aula e permaneci por lá.

Pensamentos perdidos e confusos tamborilavam em minha mente, mas sabia que de algum forma, tudo se resolveria. De soslaio pude notar alguém entrando na sala, mas minha desanimação era tão grande que não me dei o trabalho de torcer o pescoço para o lado, para ver quem era. Por isso, só pude ver quem era quando a pessoa se abaixou ao meu lado. Era Cam, sem olhar pude notar.

— Precisa comer algo. – Murmurou, estendendo diante de meus olhos um pão integral. Não estava com fome, por isso não havia tomado café. Eu não tinha animo para comer, viver e nem respirar. Patch não estava aqui... Não havia motivo de realmente continuar com um sorriso no rosto.

Cam se afastou durante alguns segundos e retornou com uma cadeira em uma das mãos colocando a mesma ao meu lado e sentando-se ali. Seu joelho esbarrou no meu.

— Está virando perseguição. – Comecei tentando evitar um sorriso que já se espalhava em meu rosto.

— Dá para ouvir sua barriga roncando de longe, está ficando irritante este som. – Sua voz soou divertida e pude vislumbrar uma esperança em tom de verde forte quando gargalhamos juntos.

Relutantemente tomei o pão esfarelado de seus dedos e comecei a tentar comer. Os primeiros pedaços foram amargos, sem gosto para mim, mas depois de um determinado tempo os mesmos começaram a ficar saborosos.

— Ainda tenta discutir comigo. – Cam murmurou em um determinado momento.

— Você nunca está disponível para discussões. – Rebati. Logo depois pude ouvir uma risada rouca gostosa.

Meu simples pedaço de pão havia chegado ao fim, então – finalmente – decidi encarar os olhos verdes de Cam. Ele engoliu em seco e continuou a me encarar bem no fundo dos olhos. – Sei que sabe onde ele está.

Ele nada disse e nenhuma expressão tomou forma em seu rosto. Ele continuou ali, me fitando quase sem piscar.

— Quero que me leve até ele. – Meu ponto repuxou, nervoso. – Preciso vê-lo Cameron.

Sua cabeça acenou em negativo mostrando-me que não poderia, ou que não queria.

— Deveria ser verdadeiro com si e com ela. – Uma voz grossa surgiu de algum local da sala de aula. Meus olhos se reviraram até encontrar a forma semicoberta por uma sombra de Scott. – Tente começar do início. – Disse dando de ombros.

— Cale a boca. Não comece a falar merda. – Respondeu Cameron, aflito.

— Calar a boca nada. Ouvi isso durante dias, tente contar a verdade para a garota. Ela está arrasada. – Seus olhos, me fitaram durante certo tempo, receosos.

— Você pode contar? – Indaguei fazendo com que nossa troca de olhares durasse por alguns instantes. Os olhos de Scott fitaram algo atrás de mim e de início pensei que fosse Cameron, mas depois pela arfada de Cam, notei que não era a ele que o olhar de Scott se referia, foi então – só então – que virei meu torso e encontrei o rosto de Rixon fitando a cena toda. Ele estava sentado com a perna cruzada de um modo masculino, relaxado.

— Estou ansioso para que conte. – Disse sem retirar os olhos de Scott cruzando as mãos e colocando-as na parte de trás da cabeça.

— Como apareceu aí? – Indagou Cam, ignorando o ar denso que havia se formado.

— Estava aqui antes de você chegar. – Ele confessou e me olhou nos olhos. Então, pensando por um lado, antes de Cameron chegar eu estava sozinha com Rixon? – Exatamente isto. – Respondeu aos meus pensamentos.

— Como... – Eu tentei começar.

— Está cada vez mais fraca e é exatamente isto o que seus inimigos querem. Melhor prestar atenção em suas atitudes e na forma com que está levando a vida... Anjo. – Ele disse a última palavra de um modo irônico. Sua voz demonstrava nojo, ou sarcasmo devido ao apelido que eu só atendia por Patch.

A raiva dominou o nefilim dentro de mim e sem que eu olhasse pude notar meus olhos no primeiro tipo de olhar negro como os de Patch.

— Você também está por dentro de tudo isso. – Adivinhou Scott. Todos na mesma posição. O ar denso ao nosso redor e era como se não respirássemos mais. Tudo tensionado.

— Ah, quanta novidade, cara! Só notou isto agora? – Rixon indagou e mesmo olhando para o rosto virado de Cameron pude sentir seu olhar em mim. Eu não olharia para Rixon, pois se olhasse não teria controle sobre meus atos. – E ainda fica aí. Está atrapalhando e não ajudando.

Scott se desencostou da estante que ficava ao lado da porta de entrada e deu alguns passos decididos na direção de Rixon, que também estava de pé, provavelmente a sua espera. Cameron continuou estático, apenas observando a cena.

— Só para lhe informar. – Começou Scott agora muito próximo de Rixon. Ambos em uma troca de olhar grotesca acompanhada por um maxilar trincado e pulsos cerrados. – Que se me der vontade eu conto sim. E estou pouco me importando para as consequências.

Rixon não hesitou e seu punho cerrado acertou em cheio o nariz de Scott que moveu a cabeça para o lado devido à força do ataque.

— Sabe que posso te machucar mais que isso. Sabe que tenho força e que mesmo que não morra você sente. – Rixon soltou os dedos junto ao braço na lateral de seu corpo e suspirou, como se aquilo houvesse gastado todas suas energias. – Isto é só um aviso para que não estrague o que está quase... estragado.

Ele terminou com sua suposta ameaça abrindo a porta da sala e indo embora sem olhar para trás.

Eu estava sem reação e mesmo quando Scott elevou seu rosto e me olhou nos olhos eu fiquei sem reação. Cameron se levantou se dirigindo a porta e Scott o seguiu, como se houvesse seguido uma ordem e em como muitos dias eu fiquei sozinha com meu isolamento imaturo.

Notas finais
Ficou ruim né? Podem dizer. Fiz uma cena com os três Trevas, para deixar vocês em ainda mais dúvida sobre quem é o misterioso, ou finalmente entregar os fatos. Enfim, me contem tuuuuuuudo! E como foi o natal de vocês? *-*
Até amanhã 00h00 ou quarta feira! *-*