Ocultas Na Escuridão.
19 Desfecho?
Notas iniciais
Oi, pra todo mundo!!! Resolvi o problema da internet, na verdade meu amigo, mas isso não vem ao caso.
Acho que a realidade me abateu apenas hoje! Gente, eu acabei com ocultas, como pode? Eu consegui fazer o fim de uma estória, algo que pensei que nunca seria capaz e agora estou escrevendo DUAS estórias ao mesmo tempo para postá-las no último dia de Ocultas. Enfim, estou com os capítulos prontos, mas não vou postá-los antes, pois isso me dará mais tempo para aperfeiçoar o final e revisar as novas estórias.
POR FAVOR! Leiam este capítulo com essa música: Radioactive - Imagine Dragons. Revisei com e casou muito bem com acontecimentos!
Acho que a realidade me abateu apenas hoje! Gente, eu acabei com ocultas, como pode? Eu consegui fazer o fim de uma estória, algo que pensei que nunca seria capaz e agora estou escrevendo DUAS estórias ao mesmo tempo para postá-las no último dia de Ocultas. Enfim, estou com os capítulos prontos, mas não vou postá-los antes, pois isso me dará mais tempo para aperfeiçoar o final e revisar as novas estórias.
POR FAVOR! Leiam este capítulo com essa música: Radioactive - Imagine Dragons. Revisei com e casou muito bem com acontecimentos!
Nora
— Não! – Gritei. Mas, mesmo aos berros e prantos, sabia que já era tarde demais. Eu estava fraca por vários motivos. Aphrodite estava caída, sem reação, sem vida, sobre as cinzas do corpo de Laurel. Nenhum dos meus amigos estava próximo. Não sentia, via ou ouvia Patch por nenhum ponto. Escutava o choro desesperador de Cameron, o qual eu nunca havia escutado chorar. Marcie estava confusa, fazendo perguntas a todo instante e eu não sabia o que faria agora. As batalhas retornaram. Gritos horrorizados misturando-se ao som de lâmina contra carne. Foi quando tudo se escureceu ao meu redor. O desespero me deu as boas-vindas e os elementos me acompanharam, me ninando em seus braços quentes e ávidos. Tudo ao meu redor explodira como bolhas de sabão, e era como se eu estivesse presa em um local de céu noturno de ponta-a-ponta. Uma luz roxa surgiu inicialmente. Uma forma bruxuleante. Não era um corpo, mas era evidente que tinha alguma importância. Algo dentro de mim se acendeu e quis rir. Foi o que fiz, ri descontroladamente, pois estava em desespero. “Pare.” Uma voz pediu e cessei os risos aos poucos. “Exato. Escute com atenção. Uma parte do exército está morta, mas você ainda tem importância para a Batalha, ou você foge, ou luta contra Hank. Não deixe que ninguém o mate. Este é seu dever.” Queria indagar o porquê daquilo tudo. Mas, não dava mais tempo. Pisquei, e o descampado ressurgiu ao meu lado. Uma ardência fina se formou em meu braço esquerdo e me espantei quando vi um líquido azul escorrer pelo corte, misturando-se ao rubro do meu próprio sangue. Levantei os olhos, era Patch. — Patch? Mas o que... Ele atacou novamente. Com mais foco desta vez, a lâmina cortou a carne do meu ombro do mesmo braço. Gritei com o sangue escorrendo dentre os meus dedos e notei o brilho azul em seus olhos. Tristeza me abateu e uma necessidade enorme de niná-lo em meus braços e leva-lo do encantamento. Pisquei. E o descampado havia sumido outra vez, eu estava de volta ao céu negro desprovido de estrelas. Agora uma luz amarela bruxuleante me abanava com sua brisa suave. “Você não poderá fazer nada.” Sua voz cantarolou com suavidade, como se conversasse com o vento, isso cessou minhas lágrimas. “Tem de matar o Condutor de toda a Arte Envenenada. Procure-o no seu interior. Você sabe quem é. Não sabe?” Não pisquei desta vez, mas quando todo o descampado acompanhado por rugidos de lâminas tomaram forma, Scott lutava com Patch aos socos. Sangue jorrava dos ferimentos de ambos. O cheiro rude daquele líquido rubro inchava minhas narinas. Olhei ao redor procurando aquele que aparecera nas duas conversas com dois dos elementos e o encontrei olhando diretamente para mim, como se me esperasse. Um sorriso estampava e iluminava seu rosto cansado. Bolsas negras pendiam abaixo de seus olhos. Cansaço evidente pelas marcas de suor em sua camisa, mas, se uma pessoa não prestasse muita atenção, notaria a postura rígida que ele queria transmitir. Eu queria tudo ao mesmo tempo. Meus amigos em um círculo mágico. Daniel me instruindo com Gabriel logo em seguida. A Deusa com seu sorriso único. Cameron tirando sarro de mim, ou Scott me caçoando. Aphrodite dizendo que eu era ridícula com seu tom de voz esnobe e Patch com seu braço musculoso protetor. Eu os queria gritando: Vá Nora. Vá! Então os mentalizei. Mantendo-os só para mim. A alegria estancou a dor dos ferimentos sentimentais e carnais. Corri para Hank contendo todo meu nervosismo por ter estancado minha existência para seu próprio uso. Por fazer mau jus a Aphrodite e procura-la para sabe-se lá o que. Quis mata-lo por ele ter enfeitiçado meu Patch. Quis mata-lo por ter se unido a Laurel. E por Laurel ter ferido Aphrodite gravemente... ela ainda estaria viva? Foi então que a raiva me embalou com mais força e determinação tocando minhas entranhas. Algo se acendeu em mim e um ar retirou meus pés do chão. Não! O que ele está fazendo? Mas senti o ar ao meu comando; era meu elemento. Ele me embalou, deixando o sangue seco e o suor grudar em alguns pontos do vestido... vestido? Eu estava de camiseta, mas quando olhei para baixo, lá estava minha forma de Arena. Meus fios ondulados em um rabo-de-cavalo firme. O ar passou por meu ouvido e pensei ter escutado: Bem vinda à nova Era. Você a trouxe para todos nós. Nossa comandante, somos somente seus, sem divisões. Comande a Batalha, acabe com o mal. O ar lufou em minhas costas e meu ponto se explodiu em mais desenhos. Desenhos embalando aqueles já presentes em minha pele, contornando-os, formando camadas de cores distintas. A saia do vestido curto e justo, era de pérolas coloridas pelos meus elementos. Uma ordenava a outra, em uma distribuição em que as cores se misturavam. O suor não estava lá, e os cortes viraram duas cicatrizes. O corpete justo do vestido era negro evidenciando o nefilim que pertencia a mim.
Hank, pequenino lá embaixo, estava confuso, com as mãos coçando e olhando para cima, para mim. Ele viu meu poder e um orgulho, que passou rapidamente por seus olhos, fora substituído por inveja. A ponta da minha saia continha penas pretas sobrepondo-se em si, formando uma costura distinta para costureiras quaisquer. Meus elementos me embalando em seus braços bruxuleantes. Caminhei descalça pela grama, sentindo a terra entrar em contato com a pele. A grama fazendo cócegas graciosas. Hank correu em minha direção com braços estendidos. Empurrei-o, sem as mãos, contra o solo tocado pela neblina. Ele parou em pé e puxou uma adaga da barra da calça de brim. Correu com sua velocidade inabalável em minha direção e uma lufada de espírito me embalou ao meu comando. Hank fora arremessado para trás. Pulei em cima de seu corpo. – Nunca comandarei seu exército sombrio! — Você tem Trevas em seu coração. Em carne, em tudo e até no sangue ela corre! – Ele gritou contra meu rosto e uma ardência atingiu minha face quando sua mão reverberou em um tapa no mesmo. – Então, obrigo-a a aceita-lo. Você tem um Juramento. — Para mim, somente juramentos de sangue tem lá seu valor. Fogo crepitou ao longe. Não me virei para olhar. Chamas lamberam meus braços e chamuscaram em meus ouvidos em forma de palavras: O Coração é o fim de qualquer imortal. Retire-o com cuidado. Coloquei minha mão direita sobre seu peito esquerdo e afundei as unhas. Hank segurou meu pulso. Assoprei sua mão que fora lançada para trás e com os olhos fiz com que uma lufada de ar, em forma de uma mão gigante e translucida, segurasse ambas acima de sua cabeça. — Quero que entenda que sempre quis meu pai biológico. Sempre o quis por perto. – Comecei afundando as unhas e sentindo o sangue esquentar as pontas de meus dedos. – Mas você, com sua chegada, me fez sofrer do que ficar feliz. Você sente orgulho; mas sente inveja. Sente inveja por eu amar Patch, mais do que amo você. Por eu ter um cuidado importante com uma Bruxa Branca. Faço isso por Patch e por Aphrodite. Sem esperar por uma resposta, afundei as mãos de olhos fechados e quando senti seu coração, ainda pulsando entre meus dedos, puxei-o estourando veias e deixando um arrombo feio para trás. Chorei, nunca pensei e nem me vi fazendo nada igual. Hank virou pó sob mim. Cinzas que grudaram no suor de minhas pernas e no sangue seco de seu coração ainda em minhas mãos. Como em forma de respeito, deixe-o sobre suas cinzas. As cinzas do homem que me colocou no mundo. — Sinto muito. – Sussurrei deixando com que uma lágrima circulasse em meu rosto pingando em suas cinzas. – Não precisava ter sido assim. Me sentei sobre os pés, com os ferimentos e as juntas doendo. Com o coração em frangalhos. Eu não queria olhar ao redor. Eu queria me enrolar como uma bola e dormir, descansar. Fingir que desde quando fora Marcada, tudo fora apenas um sonho. Queria paz me percorrendo loucamente. Mas uma sensação formigante em minha espinha, me fez virar e ficar em pé. Tudo havia cessado. Todos os corpos sem vida haviam sumido, virando pó que se misturavam com a vida que ainda corria ao nosso redor. Scott abraçava Vee que chorava e suava ao mesmo tempo. Cameron estava com Aphrodite em seus braços. Não sabíamos seu destino. Não sabíamos o que havia acontecido. Mas sabíamos que tínhamos uma Bruxa conosco. Rixon aparecera com ferimentos cobrindo a face do rosto e dera um beijinho sobre os lábios de Shaunee que tinha queimaduras pelo braço. Stevie estava emaranhada, tão pequenina, nos braços de Daniel, que lhe afagava os cachos curtos, murmurando algo em seu ouvido. Foi quando vi ao seu pé, cinzas e um par de penas prateadas... Gabbe. Ele havia ido, como todos. Lutando por mim! Como tudo poderia ser tão ruim? Como a dor poderia abranger tanto o meu corpo. Damien estava mancando. Com ferimentos por todo o corpo. Cortes e arranhões. Rasgos e queimaduras. E lá estavam as crianças Encantos, sentadas e inocentes assistindo a tudo. Não resisti a um par de olhos azul que me olhava, com perguntas evidentes e caminhei em sua direção. Seu lábio inferior tremeu em um choro baixo. — O que ocorreu? – Indaguei, me abaixando em meus joelhos para fitar seus olhos redondos. Ela lembrava Aphrodite. — Eu não sei. Laurel se foi, não sabemos o que será de nós. – Ela sussurrou. Mais dúvidas para um ser tão pequeno. Corvos voavam em círculos, avisando a morte ao nosso redor, mas sem corpos, apenas cinzas contra o tempo. Foi quando me lembrei do par de olhos azuis que causara dois de meus ferimentos. Patch. — Onde está, Scott? – Gritei me virando em sua direção. Seus olhos me olharam com apreensão e lá no fundo vi um “sinto muito” tremeluzir na cor de seu olhar. — Quando Hank morreu... ele se foi. Virou fumaça. Uma dor ainda maior embalou minhas pernas e me derrubou sem aviso prévio.
Notas finais
E aí? O que me dizem? O que acham que aconteceu com Aphro e Patch? E vão ler minhas novas estórias? Espero que sim, pois uma delas será com Patch e Nora e a outra com Ava (mistura de Abby - Belo Desastre -, Eva - Toda sua - e Ana - Cinquenta tons.) e Christian com Maddox *0*. Beijinhos!
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