Ocultas Na Escuridão.
6 Reconhecimento.
Notas iniciais
Primeiramente: Obrigada Tumn Cipriano, sua linda, por favoritar a estória, isso é muito importante para mim!
Cuidado você leito, para não queimar a mão! Pois, acabou de sair do forno! Ficou prontinho hoje e espero mesmo que vocês gostem.
Música: Turning Page - Sleeping At Last.
Falando em músicas... Stella! Adorei a música de que me falou, baixei e estou escutando direto! Fico muito feliz por lembrar da minha estória!
Falando em músicas... Tenho uma nova fiction com Viih, quem quiser dar uma olhada.
Já viram que adoro falar? Vamos leeeer! ♥
Aphrodite
Essa Ariane não entendia mesmo as regras! Até Nora, que eu pensei ser a mais difícil de convencer, foi apta as informações. Estávamos muito aflitas por conta da última informação de Patch, como o próprio disse há um tempo, teríamos de descobrir os segredos independentemente. E sem que quiséssemos, desejássemos ou corrêssemos atrás, a verdade tomou forma. Uma das verdades que estava oculta. Uma verdade que estava embaixo de nossos narizes o tempo todo.
— Cadê aquele garoto? – Ariane interrompeu meus pensamentos.
— Ele deve estar chegando, Ari. – Respondeu Nora sempre tão boa com todos.
— Calma aí, menina. Se ele disse que viria, ele vai vir. – Respondi mais para mim mesma do que para Ariane. Eu sempre confiei na palavra de Cameron, não seria agora que deixaria de confiar. E, por que diabos, esta menina estava tão aflita? Se aquiete! Era minha vontade de gritar, mas sei que Nora iria ficar uma fera, o que indicava que seus sentimentos iriam ir ainda mais para o fundo do poço, e eu – sinceramente – não queria isto para ela. E nem para mim, que teria de aturar toda a histeria e lágrimas escorrendo.
— Ele pode furar, acredite. – Ariane respondeu enrugando as sobrancelhas.
Antes de eu poder responder, houve um alvoroço ao lado de fora da sala escondida dos túneis. Joe, o rapaz que cuidava dos túneis para e por mim, colocou a cabeça no vão da porta.
— A Srtª poderia vir aqui fora? – O mesmo pediu me lançando um olhar aflito.
Acenei em positivo e me levantei, deixando Nora e Ariane a sós.
Sai pela porta e logo avistei Joe e mais um dos seguranças de qual não me lembrava do nome segurando Cam pelos cotovelos.
— Diga para eles me soltaram. – Implorou Cameron com os dentes cerrados, olhando diretamente em meus olhos.
— Eu não avisei que viria um rapaz, agora? Porque estão impedindo a entrada dele? E sabem que não é a primeira vez que ele vem aqui. – Informei olhando para ambos os seguranças, sem hesitação eles soltaram Cameron que, depois de solto, arrumou a gola de sua camisa azul-claro.
— A senhorita tem certeza disto? – Joe indagou novamente segurando Cameron pelo ombro.
— Ela já disse que sim, está com algum problema de audição? – Cam indagou retirando seu ombro das mãos do rapaz. – Agora, se me dá licença. – Ele terminou pegando-me pela mão e puxando-me até a sala. Mas, que toque mais bruto e quente... Nunca fui tocada de tal maneira.
— Pare de me puxar. – Eu disse retirando minha mão da sua que havia esquentado minha pele, senti um frio súbito.
— Se eu não tivesse te puxado de lá, isso duraria a noite toda. – Murmurou entredentes. Ele abriu a porta e passou na frente e logo depois que entrei fechou a porta atrás de si.
Ariane estava conversando com um sorriso animado no rosto com Nora, mas assim que notou Cameron, sua feição animada se desfez em pó e ela tornou-se fria, bruta.
Olhei para Cam e ele engolia em seco, sem retirar os olhos de Ariane, havia algo a mais ali.
— Vocês já se conhecem, mas de tempos péssimos, não é? – Indaguei o que perturbava minha mente.
— Você não contou para elas? – Indagou Ariane olhando diretamente para Cam. Ambos pareciam aflitos, ou com algum tipo de repulsa de se aproximar um do outro.
— Nem você. – Cam disse entredentes.
— Tudo bem, vocês estão aqui, juntos. Precisam reforçar o elo que une vocês. Ari está sentindo algo? – Nora indagou se levantando e limpando a poeira de seu jeans.
— Uma ardência bem chata no meio das costas. – Ela respondeu sem tirar os olhos de Cameron.
— Se você quer sair daqui; vai ter de aturar isto. – Disse olhando para ambos e sentindo uma densidade estranha percorrer seus corpos.
— Você já disse isso, não precisa ficar repetindo. – Ariane respondeu e desta vez me olhou diretamente nos olhos. Garota mais atrevida e folgada.
— Vocês vão ter que aprender a conviver juntos, pelo menos por uns dias. – Nora disse de uma forma mansa, para tentar apaziguar toda a situação provavelmente.
— Tudo bem. – Ariane balbuciou.
Eles se entreolhavam com lembranças pairando por um elo invisível deles. Havia algo ali, algo mais do que uma simples amizade ou cumplicidade...
— Vocês tiveram um caso. – Sussurrei, olhando mais a reação de Cameron do que para a de Ariane.
— Sim, tivemos. Satisfeita agora? Está toda se coçando para informações. – Ariane disse irritada. – Tivemos um “caso” há um tempo, mas não deu certo...
— Ah, é assim que você chama? – Cameron indagou aproximando-se de Ariane.
— É assim que eu chamo. Porque sabemos que não deu certo e que também não daria nem se tentássemos.
— Eu sei. – Cameron respondeu ríspido.
— Se vocês continuarem assim o elo não vai se formar. – Nora disse em tom preocupado.
— Acho que por hoje está bom. – Cam disse e como um raio chegou até a porta, tirando-a do seu caminho e indo embora.
— Vocês são confusos. – Declarei.
— Vá atrás dele, se não for ele pode fazer alguma besteira. – Nora indicou. – Vá Aphrodite.
— Concordo, vá logo, garota. – Disse Ariane ainda olhando pela porta.
Um pouco hesitante corri em direção a porta de saída da sala, e consegui vislumbrar a silhueta de Cameron ao longe. Acelerei meus passos.
— Cameron. – Chamei. Talvez por ter reconhecido a voz, ele parou abruptamente e eu cheguei até ele.
— O que quer... Afro? – Ele perguntou usando o apelido que eu odiava.
— Nem o uso do apelido vai fazer eu me afastar. – Declarei.
Ele se moveu e repentinamente estava de frente para mim, olhando com intensidade para meus olhos.
— O que aconteceu entre vocês? – Indaguei tentando desviar meus olhos. Mas ele sabia como me fixar em um olhar e lá estava ele conseguindo novamente.
— Você não vai querer saber... – Ele tentou ficar na defensiva, mas eu não deixaria. Para me permitir sentir algo por Cam, eu precisava desta resposta.
— Se estou perguntando é porque quero sim, Trevas. – Eu disse erguendo uma sobrancelha.
— Não vou falar aqui. Onde qualquer um pode escutar. – Disse dando de ombros.
— Vamos. Temos outra sala. – Eu disse e o puxei pelo punho a caminho da verdade.
- Pode falar agora. – Eu disse depois de quase dez minutos de caminhada para chegar a uma sala escura e a mais afastada de todos os outros buracos daqueles túneis.
Cam estava andando de um lado para o outro, aflito.
— Você pode falar para mim, Cam. – Eu disse. – Eu quero saber.
Ele virou seu corpo e me olhou nos olhos, parando abruptamente de andar de um lado para o outro, o que já estava me deixando aflita. Ele deu passos hesitantes em minha direção e se abaixou a minha frente, e em nenhum momento despregou seus olhos do meu. Abaixei o rosto para olhar diretamente para as esmeraldas que eram seus olhos, dei um sorriso amarelo, mas encorajador. Ele abaixou a cabeça e apoiou suas mãos em meus joelhos. Que toque mais... Diferente. Porque nunca senti nada assim com nenhum outro rapaz? E não foram poucos.
— Quando caí. – Ele começou e respirou fundo. – Eu conheci Ariane. Ela tinha caído há mais tempo, mas não me lembrava dela da época do Céu. Nos apaixonamos, o que é evidente, e decidimos ficar juntos aqui na Terra, em um local que não nos pertencia. Depois de estar dividindo um dos... – Ele me olhou e seus olhos se arregalaram brevemente. – Dividindo um local para morar ela descobriu sobre Nora e disse que se fosse para ficarmos juntos, eu teria de deixar de proteger a mesma. Mas, aquilo era tão egoísta. Eu não aceitei e ela simplesmente se foi. Colocou seus desejos antes das minhas necessidades, não agiu como se estivesse em um relacionamento. Me deixou, mesmo sabendo que sem ela eu poderia me entregar para um dos grupos dos Caídos, que usavam de seus poderes para algo pior. Eu quase cheguei a este ponto, mas me ocupei tanto com Nora, que simplesmente não sobrou tempo. – Ele terminou.
— Está me escondendo algo? – Perguntei ainda lembrando-me de suas interrupções e de ver que tanta repugnância era por um motivo tão pouco.
— Estou. Algumas informações. – Ele disse fazendo um vai-e-vem com a cabeça.
— Quero que me conte tudo. – Eu disse cruzando os braços.
— Você não pode saber de tudo, pelo menos não por enquanto.
— Mas... Preciso saber. – Declarei ainda fitando seus olhos.
— Eu quero contar, mas sabe que querer não é poder.
— Tudo bem. – Balbuciei. Nossos olhos ainda em um encontro íntimo.
— Pronto, já ficou sabendo do que queria. Agora, vamos. – Ele declarou e me puxou pelo pulso.
— Não vou com você; vou com Nora. – Eu disse puxando meu punho de seus dedos que ele não soltou. Virou-se abruptamente e fitou meu rosto, eu ruborizei – um tipo de coisa que nunca ocorria comigo.
Nossa pele ainda se tocando, seu olhar me queimando e agora nossas respirações estavam próximas, batendo uma contra a outra, misturando-se como uma só.
Eu segui seus olhos, eu seguiria até o fim, e suas órbitas verdes fitaram meus lábios com desejo. Seus olhos ficaram escuros e seu toque ficou leve, sua respiração mais densa e meus olhos ficaram semicerrados, esperando... Mesmo não sabendo pelo o que estava a vir.
Meus olhos fecharam-se, deixando com que eu mergulhasse em uma escuridão sem fim. Por fim, senti os lábios quentes e úmidos de Cam roçar os meus levemente e quase hesitantemente. Eu entreabri os meus, pedindo e implorando por mais. Minhas mãos foram para as laterais de seu rosto e eu entreabri os olhos. Com a visão embaçada consegui visualizar um sorriso de lado no rosto de Cam e quando seu rosto se aproximou pronto para me tomar como sua, eu fechei os olhos e mergulhei em um misto de sentimentos.
Não havia mais como negar, por mais que eu tentasse, eu realmente gostava do Trevas, talvez eu sempre tenha gostado, mas nunca consegui reconhecer um sentimento de amor, afinal, eu nunca amei verdadeiramente uma pessoa.
E quando nossas línguas se colidiram no momento em que uma mão de Cam ficou no centro de minhas costas e a outra tomou posse e fez com que um calor emergisse em minha nuca, eu tive certeza de que era recíproco.
O beijo estava contemplado por promessas não ditas. Por um futuro próximo e até mesmo por um pedido de desculpas de todas as ofensas já feitas.
Cam dava leves chupadas na minha língua, o que me levava para uma escuridão de prazer sem início, meio ou fim. Eu não sabia onde eu começava e onde Cam terminava, nossos corpos estavam unidos em um só. Nossas batidas do coração no mesmo ritmo e naquele instante eu soube que era verdadeiro, mesmo nunca tendo conhecido este tipo de sentimento eu soube reconhecer e posso dizer – na verdade afirmar – que nunca fiquei tão feliz e resplandecente com um simples beijo. Mas não era um simples beijo era o beijo dado por aquele rapaz. Cameron Briel. Meus beijos agora só pertenceriam a ele.
Notas finais
Pergunta 1: Vocês já fizeram a meta de leitura de 2013? Me envie seus livros! Estou precisando de recomendações!!!!
Beijos e até o próximo! *-*
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