Ocultas Na Escuridão.
3 Precipício.
Notas iniciais
Baby: Esta é a palavra que não vai sair da mente de vocês depois que terminarem de ler.
Para as pessoas que dizem que só há sexo, infelizmente estes não são reais leitores que enxergam as entrelinhas das histórias. Há muitas cenas e picantes que nos deixam com pernas bambas, mas se colocamos "nos deitamos e com corpos suados fizemos amor". Fica tão seco e sem sentimento. Fala sério! É claro que muitos homens fodem como o próprio Grey diz, e nós mulheres também temos vontade de foder e não apenas de 'fazer amor'. Adorei a história e o paraíso imerso em que nos envolvemos. Recomendo muito e posso dizer que está espetacular a leitura e a história. A história de ambos não é linda, mas... É certa. Ela é correta para ambos, é o caminho correto para com eles. Ele está ali para ela e por ela; ela está ali para ajudá-lo porque o ama. Quem enxergou apenas sexo... Ah! Meu Deus, este precisa rever seus conceitos quanto ao livro, porque sim eles transam, mas é tudo tão sentimental com carnal que fica lindo de se ler. Ele faz cada coisa com ela que ficamos com vontade que faça com nós. Gosto do jeito arrogante de Christina, mas ainda falta muito para descobrir os mistérios dele. Estou lendo 'cinquenta tons mais escuros', quando eu acabar vocês querem resenha? *-*
Mão Negra
Filhas perdidas e uma nefilim imatura tentando ter mais poder do que eu próprio, chefe de todo o exército.
Eram coisas demais para a minha mente. Muitas interrupções. Coisas amenas ainda conseguiam fortalecer os problemas, fazer com que os mesmos ficassem ainda mais complicados de se resolver. Pude ouvir o som de chamada de meu aparelho telefônico e sem olhar o identificador atendi antes de o primeiro toque terminar.
— Diga algo se for importante. Se não houver importância, desligue.
— O garoto fugiu. – A voz feminina alterou minhas emoções diárias. Deixando-as ainda mais confusas.
— Explique-se.
— Ele foi embora, é claro que não sei o motivo, mas não o vi hoje. – Sua voz hesitava em determinados momentos. E, pensando bem, aquele fato abria mais portas para as minhas buscas se concretizarem, e que enfim chegassem ao fim.
— Desde?
— Faz alguns dias, não posso dizer ao certo, mas posso dizer que as coisas ficaram mais fáceis para você.
— Não me venha com coisas que já sei. – Ordenei em tom brando.
— Tudo bem, mas...
Antes que terminasse sua frase usurpadora desliguei o fone e recoloquei o mesmo no gancho.
Sem um minuto de descanso ouço o som ensurdecedor da porta do meu escritório se abrir em um solavanco.
— Pai, vou indo. – Avisou sem mais nem menos. Finalmente levantei meus olhos de meus falsos documentos a serem resolvidos e elaborados. Um casaco cobria o corpo de uma de minhas filhas.
— Aonde pensa que vai?
— Aonde já te avisei hoje cedo, no pub de sempre.
Lembrei-me da última história que me contou e tentando de todas as maneiras agir naturalmente lhe pedi: — Se houver algo de diferente e estranho, me avise tudo bem Marcie?
Seus cabelos ruivos acenaram em positivo junto com sua cabeça e ela logo fechou a porta, partindo com minha voz em seus pensamentos. “Traga informações.”
Aphrodite
Confusões a parte e sentimentos a milhão, afinal como poderiam não estar? Eu nunca havia me sentido de tal forma! E ainda sentia que estava traindo alguém, coisa que não suportava.
Nora não parava de se remexer em sua cama o que atrapalhava meus pensamentos sossegados.
— Pare de se remexer. – Murmurei.
— Não consigo... Aquela cena toda de Cameron com Rixon e Scott não sai da minha cabeça. – Lá estava ela falando novamente sobre um nome que fazia com que meu coração se remexesse de uma forma esquisita.
— Ainda não entendi nada. Tipo, para que esse louco do Rixon socou o Scott? Vee não vai gostar de ver o nariz dele machucado.
— Aposto que já sarou. – Respondeu. – E Vee não parece mais tão interessada nele.
— Também acho. Ela vive de suspiros para o carinha anjo.
— Exatamente. O Gabbe. O menino tem nome, Aphrodite. – Me repreendeu.
— Tanto faz. – Dei de ombros.
Suspirei aflita por respostas. Esperei até por meio de visões, mas infelizmente – somente desta vez – não tive nenhuma. Não que eu sentisse falta da sensação de ter uma. Só queria mais respostas sobre o futuro para ter uma base certa de seguir o caminho correto.
— Estou ansiosa. – Comecei franzindo a testa e fitando minhas mãos em meu colo. Estava mesmo ansiosa, aquela era a melhor descrição para meus sentimentos aflitos... É claro que não havia apenas um tipo de sentimento aprisionado em meu coração, por isso descrevi todos como ansiedade.
— Tenho de concordar com você hoje. – Ela confessou e ambas soltamos uma risada fraca e vazia de felicidade.
— Só falta algo pior vir a acontecer.
— O que poderia ser pior? – Ela indagou pesando as informações.
— Por exemplo, a lombriga ser marcada.
Nora soltou uma risada debochada.
— Aquela ali não tem nenhuma importância para nada. – Confessou em um suspiro.
— Eu também pensava que não tinha importância. – Confessei.
— Também pensei que eu mesma não tivesse.
— Você é a novata mais importante da Morada. – Confessei com as sobrancelhas unidas e virei meu torso em sua direção fitando seus olhos confusos e ainda vermelhos por conta das lágrimas recém-derramadas por conta da partida de Patch.
— Mas, pensei que não tivesse tanta importância. E ah, você também tem importância, cuida de todos aqueles novatos. – Deu de ombros me lembrando de minha responsabilidade com os vermelhos e com tirar Ariane dos túneis por meio de Cam... Ah Cameron, a solução de milhares de problemas. A chave para quase todas as portas solucionadoras.
— É. Tenho uma responsabilidade grande de mais, para o meu gosto. – Confessei e apoiei o rosto em meu punho cerrado apoiado no cotovelo em meu joelho dobrado.
— Cameron te ajuda, não é? – Ela perguntou apoiando sua cabeça com a mão ainda deitada de lado.
— Ajuda. – Respondi e não consegui segurar o sorriso que me escapou ao vislumbrar por pensamentos, meus momentos com Cameron. Eu não queria, mas... Acontecia.
— Fico feliz que estejam juntos...
— Não estamos juntos. – Interrompi.
— Não quis dizer por este lado. – Ela disse e ergueu uma sobrancelha.
— Ah, não... É que...
— Hum. – Murmurou inicialmente e levantei os olhos em sua direção. Continha divertimento em seu rosto. – Gosta dele. – Ela disse indiferente.
— Não gosto, não.
— Ele também parece gostar de você. – Ela disse olhando para o teto, como se eu não tivesse dito nada.
— Stevie gosta dele. – Eu interrompi o sorriso que tentou surgir novamente com a verdade.
— É. Mas... Ele parece não sentir o mesmo; tenho de ser sincera. Stevie também... parece distante. Talvez por conta deste negócio do céu. – Expôs.
— É. Pensei que fosse coisa da minha mente. – Confessei e franzi os lábios.
— Não. Não é. Anjos e caídos? Não acho que dê certo. Stevie é muito certa com as coisas. Não parece mais tão interessada nele.
— Está tentando me dar força de algum jeito? – Indaguei e ergui uma sobrancelha.
— Claro que não. Estou te dizendo a verdade. Parece muito confusa com muitas coisas. Tentei te dar uma luz. – Ela disse e ergueu os ombros levemente.
— Não está grávida para dar a luz. – Ironizei.
— Deixe de ser nojenta.
— Fala sério. Tenta usar umas palavras mais agradáveis. – Disse.
— Porque faz isso? – Ela indagou repentinamente, mas soube o que tinha de responder, por isso alterei a resposta que ela esperava.
— Isto o que?
— Fugir do assunto inicial da conversa com uma ironia. – Ela disse a verdade, é claro que eu fugia. Nunca soube me dar com as verdades expressas e sentimentos bons. Sempre fui tratada com o ruim. Com raiva expressa por minha mãe e pelo abandono de meu pai que sempre me tratou com dinheiro sobre dinheiro. Eu nunca consegui agir de uma forma positiva quando as pessoas me tratavam bem. Nunca consegui agir de forma correta com pessoas que demonstrassem sentimentos positivos por mim e um destes era Cameron. Talvez, eu aprendesse a agir de forma correta com ele.
Laurel
A única coisa que se passava em minha mente é que eu não gostaria de estar onde estou e na situação em que me encontro. Gostaria de libertar estes qualificadores e de libertar os vermelhos para travar uma guerra contra os humanos que para nada servem. Preciso de ajuda, mas só no início, pois depois vou poder agir com meus próprios princípios.
Havia tantos problemas perambulando a minha volta. O primeiro e principal de todos era Nora, esta garota precisava sair de circulação o mais rápido possível. Sair das vistas de Patch para que com isso o mesmo ficasse revoltado com tudo e finalmente se aliasse a mim contra todos aqueles que juravam serem seus companheiros e para nada serviam, eu poderia curar a dor da perca que ele sentiria por conta de sua querida... Nora.
No início seria complicado, mas eu sei que logo depois ele abriria mão de tudo que acreditasse que fosse amor e partiria para ficar apenas comigo e com o novo Mundo que criássemos. Aqueles que não aceitarem o nosso novo Mundo partirão por meio do fogo, um modo puro e que castigue no mesmo instante. Purificando e libertando almas.
Poderia me preocupar com a partida inesperada de Patch, mas também poderia ficar feliz, pois com isso Nora ficaria ainda mais fraca... Patch pode ter iniciado seu plano com o intuito de deixa-la em segurança, mas mal notava que com sua distância a garota ficava ainda mais perdida em pensamentos e esquecia-se do que era e para que realmente existia, ficando ainda mais fácil de seus inimigos mais devastadores atacarem contra sua pessoa.
Patch – em momentos predeterminantes – agia corretamente, mas em outros agia tanto com o coração que acabava por pecar com suas atitudes não pensadas.
Em determinados momentos pensar com a cabeça imersa em escuridão é melhor do que pensar com a força da razão, para mim isso não acontecia em “determinados momentos”, mas sim em todos os momentos e planejamentos.
Notas finais
Perguntas? De qualquer e todo tipo e inclusive sobre meu novo projeto chamado "Sombras Divinas", o qual gostaria de manter em segredo por mais tempo, mas realmente não consigo! Enfim, todo e qualquer tipo de pergunta aqui: ask.fm/jesshh Beijos e até mais! ♥
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